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Petróleo fecha em baixa após furacão Gustav passar pelo golfo do México


O preço do petróleo fechou em baixa nesta terça-feira, depois de cair para US$ 105 --valor a que chegou pela primeira vez no início de março deste ano. Com o furacão Gustav tendo perdido força e os sinais de que causou poucos danos à infra-estrutura petrolífera do golfo do México, os investidores ficaram tranqüilos, abrindo espaço para a queda do preço da commodity.

O barril do petróleo cru para entrega em outubro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), encerrou o dia negociado a US$ 109,71, queda de 4,98% em relação à cotação do dia 29 de agosto --último dia de negociação antes do feriado de ontem nos EUA, do Dia do Trabalho. O preço máximo da commodity hoje foi US$ 118,60 e o mínimo, US$ 105,46.

Praticamente toda a produção no golfo do México permaneceu interrompida enquanto as empresas avaliam os danos causados pelo furacão, segundo o MMS (Minerals Management Service), órgão regulador dos Estados Unidos para atividades no mar. Ainda não há uma previsão para a retomada das atividades, mas algumas empresas já se preparam para enviar novamente suas equipes às plataformas, o que deve começar nesta quarta-feira (3).

Se os danos não forem significativos, as operações podem ser retomadas em até dois dias, segundo analistas. "Diferentemente de três anos atrás, as operações poderão ser retomadas rapidamente", disse à agência de notícias Associated Press o presidente da consultoria do setor de energia Ritterbusch and Associates, Jim Ritterbusch, referindo-se à época em que a região do golfo foi atingida pelos furacões Katrina e Rita. "As plataformas no golfo estão quase intactas."

O Gustav perdeu força hoje e passou de tempestade tropical a depressão tropical, segundo o NHC (Centro Nacional de Furacões, na sigla em inglês). Ontem, ainda como furacão, ele atingiu o Estado de Louisiana (EUA) com fortes ventos e chuvas intensas. O furacão deixou ao menos sete mortos nos Estados Unidos, em acidentes ou transferências de pacientes de hospitais, elevando para mais de cem o número de mortes provocados desde sua passagem pelo Caribe.

O presidente dos EUA, George W. Bush, disse nesta terça-feira que ainda é cedo para avaliar os estragos que o furacão Gustav causou às instalações petrolíferas na região do golfo do México, mas destacou que há "sinais encorajadores" de que houve poucos danos.

"Não vimos muito daquilo acontecer desta vez, mas digo que ainda é um pouco cedo para fazer essas avaliações", disse, referindo-se aos estragos causados em 2005 pelo Katrina.

Os investidores começam a se preparar para a reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), no próximo dia 9, com a expectativa de que o cartel mantenha sua cota oficial de produção em 29,67 milhões de barris diários.

O ministro da Energia e do Petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez, disse no mês passado que vai apoiar a manutenção da cota e pode inclusive pedir um corte de produção se os preços da commodity continuarem em baixa. "Não há nenhum problema de abastecimento mundial. É preciso manter a produção. O que não se justifica é aumentar", disse.




 

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