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Furacões causam prejuízo de R$ 9,1 bilhões a Cuba
 

Os furacões Gustav e Ike, que atingiram Cuba nas últimas semanas, causaram danos no valor de R$ 9,1 bilhões, informou o jornal oficial "Granma" na segunda-feira (15). As Províncias mais afetadas pelas tempestades e enchentes foram as de Pinar del Río, Holguín, Las Tunas, Camagüey e o município de Isla de la Juventud.

Além de ter causado sete mortes, os furacões danificaram 444 mil casas, segundo o jornal. Destas, 63 mil ficaram sem condições de reparo. Ao menos 200 mil cubanos tiveram de deixar suas casas e outras centenas de milhares irão morar em abrigos enquanto as casas são reformadas.

Os furacões afetaram também as instalações elétricas da ilha: 137 torres de transmissão foram destruídas, 4.500 postes derrubados e 530 transformadores danificados. No campo, as tempestades arrasaram quase 800 mil hectares de terras de cultivo, principalmente de cana. A produção de tabaco também foi afetada: 800 toneladas do produto foram perdidas e mais de 3.400 casas de charuto estão destruídas, segundo o Granma.

Juntos, os furacões Gustav e Ike causaram danos em 314 instalações médicas, incluindo 26 hospitais e 14 asilos. Quase 1.200 escolas foram danificadas, além de fábricas que pararam de funcionar. Sete portos continuam fechados. Mais de 4.000 mil toneladas de comida em estoque também foram perdidas.

Ajuda

O site do Granma registrou nesta terça-feira a chegada de aviões de países sul-americanos com materiais de construção e comida. Na sexta-feira passada (12), um avião da Força Aérea Brasileira levou 14,7 toneladas de alimentos em cestas básicas, doadas pelo governo federal.

Ontem (15), o porta-voz da Casa Branca Sean McCormack anunciou que Cuba recusou uma oferta de US$ 5 milhões em ajuda humanitária oferecida pelos EUA. O governo cubano justificou a recusa reclamando do embargo econômico americano, que bloqueia a venda de produtos de construção e hospitalares à ilha. A exceção é sobre alimentos, que no ano passado somaram US$ 437 milhões em vendas para Cuba. O país pede que os EUA liberem, ao menos por seis meses, o comércio de bens essenciais para a recuperação da ilha.

Nesta terça-feira, a União de Escritores e Artistas de Cuba (Uneac) divulgou uma nota criticando o bloqueio comercial imposto pelos EUA desde 1962. A organização apela para a "sensibilidade de intelectuais e artistas de todas as partes do mundo para reclamarem imediatamente a suspensão do bloqueio criminoso norte-americano e promoverem ações de solidariedade a Cuba". A carta, assinada por nomes como Alicia Alonso, Silvio Rodríguez, Pablo Milanés, Chucho Valdés e Omara Portuondo, diz que Cuba "vive hoje uma situação dramática".

Com Associated Press



 

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