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Brasil anuncia ajuda a refugiados bolivianos


da Efe, em Brasília

O governo brasileiro e as autoridades do Acre ajudarão entre cem e 200 bolivianos que cruzaram a fronteira fugindo dos protestos contra o presidente Evo Morales, informaram nesta quarta-feira fontes oficiais.

O porta-voz do governo do Acre, Carlos Alberto Bernardo, explicou que a situação é delicada nos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia, nos quais se concentraram os cidadãos bolivianos, em sua maioria procedentes do departamento (Estado) de Pando, onde vigora um estado de sítio.

Bernardo disse que, de Rio Branco, capital do Acre, foram enviados médicos, alimentos e roupas para essas cidades na fronteira com a Bolívia. Além disso, foram disponibilizados alguns prédios públicos, para oferecer abrigo aos refugiados.

O porta-voz ressaltou que algumas das pessoas que chegaram ao Brasil apresentavam ferimentos, mas nenhuma delas estava em estado grave.

Em Rio Branco, representantes do Parlamento, do Ministério das Relações Exteriores e autoridades locais se reuniram hoje com um grupo de parentes de brasileiros que vivem em Pando e em outras regiões bolivianas.

O diplomata José Luiz Pereira declarou que, "embora a situação hoje seja menos preocupante, é necessário saber quantos são e onde estão os brasileiros para poder atuar em caso de emergência".

Por essa razão, ele reiterou que é necessário que os brasileiros que ainda estão na Bolívia se dirijam ao consulado de seu país para atualizar os registros, a fim de poderem ser localizados caso precisem ser evacuados do país andino.

Cobija, capital de Pando, foi cenário na semana passada de saques a prédios públicos e assaltos à propriedade privada, depois que camponeses leais ao presidente Evo Morales foram alvo de um massacre. Os confrontos deixaram ao menos 15 mortos, a maioria indígenas. O governador de Pando, Leopoldo Fernández, responsabilizado pela violência por La Paz, foi preso ontem.

O confronto de que Fernández é acusado aconteceu na madrugada de quinta-feira (11). Um grupo anti-Morales enfrentou cerca de 340 camponeses na cidade de El Porvenir. O governo federal confirmou a identificação de 15 mortos. Há mais 106 pessoas desaparecidas.



 

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