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Piratas somalis dizem que irão lutar por resgate de US$ 20 milhões


Piratas somalis que seqüestraram um navio carregado de armas disseram nesta quinta-feira que eles não irão liberar a embarcação sem receber US$ 20 milhões (R$ 39,6 milhões) e que lutarão contra qualquer tentativa de resgate pela força.

Seis navios de guerra americanos cercaram o cargueiro ucraniano MV Faina, tomado na última quinta-feira na costa central da Somália quando transportava 33 tanques e armas pesadas a um porto do Quênia.


Jason R. Zalasky/Reuters


O navio de bandeira ucraniana MV Faina, ancorado na costa da somália; piratas dominaram embarcação na semana passada
"Nunca iremos diminuir o [preço do] resgate", afirmou o porta-voz dos piratas Sugule Ali à agência Associated Press, em entrevista por telefone via satélite.

O governo da Somália afirmou na quarta-feira que países estrangeiros estavam autorizados a usar a força para libertar o navio dos piratas. Questionado sobre a possibilidade de um país atacar --como a França fez no passado para libertar navios piratas--, Ali insistiu que seus homens irão lutar.

"Isso nunca acontecerá de novo", disse Ali, aparentemente calmo, apesar dos helicópteros dos EUA que sobrevoam a embarcação. "Qualquer um que tentar nos atacar ou nos derrotar irá encarar forte resposta."

Negociação

Os piratas e a companhia dona do navio têm negociado a demanda de US$ 20 milhões.

Ali também se distanciou de um líder da insurgência islâmica da Somália, que afirmou hoje que as armas iriam ajudar muito sua causa e instou os piratas a destruir o navio se eles não receberem pagamento.

"Não temos nada a ver com insurgentes ou organizações terroristas, só precisamos de dinheiro", disse Ali, acrescentando que havia um plano para libertar a tripulação assim que o resgate for pago. Um tripulante morreu, supostamente de ataque cardíaco.

O destino final das armas do Faina ainda é incerto. Autoridades quenianas afirmam que as armas são para seu uso doméstico, mas autoridades de defesa dos EUA, diplomatas ocidentais e uma autoridade da Marinha queniana disseram que as armas têm como destino final o sul do Sudão.

A autoridade queniana, Andrew Mwangura, foi preso na noite de quarta-feira acusado de declarações inflamatórias. Ele foi o primeiro a dizer que as armas têm o Sudão como destino.

Cerca de 62 navios foram atacados na águas somalis neste anos. Destes, 26 foram seqüestrados, e 12 continuam nas mãos de piratas, assim como mais de 200 tripulantes.

Com Associated Press




 

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