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Crise financeira ameaça promessas eleitorais
de Obama e McCain
da Reuters, em Phoenix
Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain,
fizeram ambos promessas eleitorais que podem se tonar difíceis de serem
cumpridas quando um deles chegar à Casa Branca, por causa da intensificação da
crise financeira no país.
Nesta segunda feira, as bolsas européias registraram quedas recordes devido a
uma crise generalizada de confiança nos mercados financeiros, segundo analistas.
E diante disso, nem mesmo a aprovação do tão esperado pacote de US$ 700 bilhões
para socorrer os bancos dos Estados Unidos conseguiu acalmar os investidores.
Na semana passada, a nova versão do plano de US$ 700 bilhões para combater a
crise financeira que abala os EUA, aprovado pelo Senado, também passou pela
Câmara dos Representantes (deputados). Obama e McCain fizeram parte da mesa
bipartidária que ajudou a rever o pacote de resgate em Washington; os dois
apoiaram o texto final como crucial para evitar "um desastre econômico".
Abaixo estão algumas das propostas que podem ser afetadas, bem como respostas
dos candidatos sobre possíveis mudanças:
Barack Obama
Saúde: O senador democrata prometeu uma grande reforma do sistema de saúde
americano, que sua campanha estima que vá custar de US$ 50 bilhões a US$ 65
bilhões. Ele promete financiar esse montante com o aumento dos impostos a serem
pagos pelos americanos que ganham mais de US$ 250 mil por ano. A crise em
Washington pode distrair a atenção desse objetivo.
Energia: Obama disse durante o primeiro debate presidencial que a crise pode
afetar parte de seus planos para rever a política energética dos EUA e investir
em fontes renováveis, como energia eólica e solar.
Ajuda internacional: O vice de Obama, o senador Joe Biden, afirmou que a crise
pode reduzir os esforços para dobrar o montante de financiamento dos EUA a
causas humanitárias internacionais.
Resposta: Com exceção das possíveis alterações mencionadas acima, Obama continua
mantendo suas promessas de campanha.
John McCain
Impostos: O senador republicano prometeu manter os cortes de impostos,
realizados pelo presidente George W. Bush, e reduzir a taxa tributária de
empresas de 35% para 25%. Seus planos tributários devem custar cerca de US$ 400
bilhões por ano, segundo o jornal "Wall Street Journal". A necessidade de
receita para lidar com a crise pode tornar a promessa menos viável de ser
cumprida.
Orçamento: McCain prometeu reduzir o gasto do governo e reequilibrar o orçamento
federal até 2013. Uma economia abalada pela crise pode tornar essa meta
impossível de ser alcançada.
Resposta: McCain afirmou em uma recente entrevista à Reuters que a crise de Wall
Street e o pacote de resgate não irão alterar suas promessas de campanha,
argumentando que as propostas de Obama eram mais vulneráveis porque exigiriam
supostamente maior gasto do governo.
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