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Crise e Obama elevaram venda de armas nos
EUA, diz "Washington Post"
da Folha Online
Reportagem publicada na edição desta segunda-feira do jornal "Washington Post"
revelou que a venda de armas nos Estados Unidos cresceu entre 8% e 10% neste
ano, segundo dados do governo federal. "Muitos vendedores, compradores e
especialistas atribuem esse aumento às preocupações com a economia e ao medo de
que o senador por Illinois Barack Obama ganhe a Presidência, se una aos
democratas do Congresso e aumente o controle", diz o jornal.
Em relação aos problemas com a economia, a reportagem cita especialistas segundo
os quais a população teme a ocorrência de crimes e de revolta civil.
"Com o mercado de ações caindo, as pessoas sem trabalho e todos esses imigrantes
ilegais, a probabilidade de revolta civil é muito grande", afirmou Bob Leyshion,
55, de Nokesville, para o "WP". "As pessoas, atualmente, se preparam para uma
catástrofe."
Profissionais da indústria e do direito apontam diversos exemplos, na história.
Em 1994 houve uma corrida às armas quando o então presidente Bill Clinton
--democrata-- defendeu o fim de rifles semi-automáticos de estilo militar. No
ano passado, aumentaram as vendas de armas de maior portabilidade após o
massacre na Universidade Virgínia Tech. Somente em Virgínia, na época, o número
de pedidos de porte de arma subiu 60%.
O armamento da população aumentou também com o caos em Nova Orleans devido ao
furacão Katrina, em 2005.
Do ponto de vista político, o jornal observa que, apesar de os donos de armas
temerem as políticas de Obama, eles também não confiavam no presidenciável
republicano, John McCain. O que aumenta a sua preferência pela chapa republicana
é a candidata a vice, a governadora do Alasca, Sarah Palin, cujo hobby é caçar.
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