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China estabelece o preço para cooperação
climática
Chris Buckley
A China espera que os países ricos destinem 1% do seu PIB para ajudar as nações
em desenvolvimento a combater o aquecimento global, e prometeu se empenhar na
criação de um mecanismo internacional que promova tecnologias limpas.
Ao apresentar as exigências nesta terça-feira, Gao Guangsheng, alto-funcionário
do governo encarregado de políticas climáticas, disse que a atual crise
financeira global não deve impedir um aumento nas transferências de verbas e
tecnologias para os países pobres.
"Os países em desenvolvimento devem agir, mas um pré-requisito para esta ação é
que os países desenvolvidos forneçam fundos e transfiram tecnologia", disse Gao,
em entrevista coletiva.
"O financiamento dos países desenvolvidos para apoiar a resposta dos países em
desenvolvimento à mudança climática deveria alcançar 1 por cento do PIB dos
países desenvolvidos", disse Gao.
Segundo o funcionário, atualmente as verbas para a questão climática são
"virtualmente nada", A China deve, de acordo com Gao, detalhar sua proposta na
semana que vem, numa conferência com países ricos e pobres.
Gao é o diretor do escritório de mudança climática da Comissão Nacional de
Desenvolvimento e Reforma, um superministério que trata da política econômica.
Sua proposta pode indicar que a China busca um papel mais ativo nas negociações
climáticas, abandonando sua habitual discrição.
Segundo muitos especialistas, a China, com 1,3 bilhão de habitantes e uma
economia muito próspera, já superou os EUA como maior emissor global de gases do
efeito estufa.
Apesar disso, o Protocolo de Kyoto (tratado climático da ONU) não exige que a
China e outros países em desenvolvimento adotem metas específicas para a redução
das emissões, ao contrário do que ocorre com os países ricos.
Washington abandonou o Protocolo de Kyoto por discordar da falta de limites
obrigatórios para a China e outros grandes países em desenvolvimento. Um novo
tratado, a ser concluído em 2009 para entrar em vigor depois de 2012, deve
estabelecer metas de redução também para os países em desenvolvimento.
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