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Manifestantes atacam prédio público no Peru


da Efe, em Lima
 

Cerca de 2.000 manifestantes atacaram nesta quinta-feira um edifício da administração pública na cidade de Tacna, no sul do Peru, na fronteira com o Chile, informou a polícia. Eles protestam contra uma possível modificação no atual sistema de distribuição dos tributos pagos pelas mineradoras que exploram os recursos locais.

A mudança, ainda em trâmite no Congresso, pode diminuir a receita gerada pelo exploração de minério na região.


Um porta-voz da polícia de Tacna disse à agência Efe que os habitantes se exaltaram e atacaram o escritório do representante do governo, jogando pedras, quebrando vidros e queimando móveis e utensílios. A polícia ainda não tem informações se há feridos.

Outros 400 manifestantes concentraram seu protesto na fronteira com o Chile. Vários chegaram a atravessar a linha que divide os dois países. A polícia chilena prendeu quatro dos manifestantes.

Hoje é o terceiro dia consecutivo de protestos violentos no Peru. As manifestações em diversos pontos do país começaram na terça-feira (28), em Moquegua, vizinha de Tacna.

Naquela cidade, cerca de cinco pessoas tomaram três policiais como reféns e bloquearam uma ponte. Mas, nesse caso, o motivo foi o contrário: os manifestantes exigiam as mudanças na distribuição dos tributos pagos pelas mineradoras.

As ações violentas desta quinta-feira em Tacna eclodiram depois que o Congresso peruano, em primeira votação --por 51 votos a favor, dois contra e 18 abstenções--, alterou uma lei que, segundo a população local, vai diminuir os impostos pagos pelas mineradoras da região.

Os congressistas ainda debatem se irão submeter a proposta a uma segunda e definitiva votação ou se dispensam este trâmite.

Na sede do Legislativo peruano, o chefe de governo da região Tacna, Hugo Ordóñez, junto com vários prefeitos distritais e provinciais, gritava: "Tacna se faz respeitar! Tacna não se rende".

 
 

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