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Equador acusa EUA de agir com Colômbia em
invasão ocorrida em março
da Folha Online
O governo federal Equador divulgou nesta quinta-feira (30) um relatório conforme
o qual a CIA (agência de inteligência americana) se infiltrou no Exército e na
polícia equatorianas para dar apoio a uma incursão, por parte das tropas
colombianas, em um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia).
Nenhum representante da Embaixada dos EUA no Equador comentou o caso.
O ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, apresentou em entrevista a
jornalistas o relatório, que foi encomendado pelo presidente do país, Rafael
Correa, logo após a ação colombiana, realizada em 1º de março último. Naquela
ocasião, a Colômbia realizou uma operação militar contra um acampamento das Farc
na floresta equatoriana matando 26 pessoas, entre elas o guerrilheiro Raúl Reyes,
um dos líderes da organização.
O presidente do Equador, Rafael Correa, que pediu investigação sobre suposta
ingerência
O incidente gerou uma crise diplomática entre Equador e Colômbia, que romperam
suas relações diplomáticas.
De acordo com o relatório elaborado pelo Equador, a ofensiva foi "uma operação
combinada" entre Bogotá e Washington. Segundo Ponce, o relatório assinala que
militares do serviço de inteligência equatoriano agiram por conta própria "para
esconder informações, desaparecer com evidências e confundir o poder político"
em uma "parceria" com os EUA.
Os investigadores equatorianos afirmam que, na madrugada da ofensiva, "um
responsável da CIA no Equador informou sobre a existência de um ataque em
andamento" e completou que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, "informaria ao
presidente Correa sobre o ataque". Logo, para o Equador, "a CIA tinha pleno
conhecimento do que estava acontecendo".
Ponce citou mais provas da suposta participação dos EUA na operação, como as
"atividades de um avião da inteligência americana" em uma base da região,
semanas antes. "São muitas coincidências para dizer que são só coincidências",
disse Ponce.
O ministro de Interior equatoriano, Fernando Bustamante, disse que o país irá
rever "com cuidado" os acordos que mantêm com os EUA.
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