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Cerca de 350 mil turistas estão ilhados em aeroportos na Tailândia


da France Press

Cerca de 350 mil turistas de todo o mundo estão ilhados nos aeroportos de Bancoc, fechados por manifestantes antigoverno desde a terça-feira passada (25), segundo o ministério do Turismo na Tailândia. Ontem, a Embaixada do Brasil afirmou que os quase de 100 brasileiros no país já estão conseguindo voltar para casa.

"Ficarei muito mais feliz quando ver a pista de decolagem", afirmou o australiano Jason Payne, em uma frase que reflete o sentimento geral entre os turistas nos postos de inscrição em um hotel de luxo.

Uma semana depois do início do bloqueio, o desespero inicial de muitos viajantes deu lugar à resignação e esperança de voltar em breve para casa. No entanto, o registro nos postos de Centara Grand, no principal bairro comercial de Bancoc, é apenas a primeira etapa de uma aventura complexa que levará muitos deles à base naval de U-Tapao, o que representa uma viagem de carro de três horas.

O aeródromo, construído inicialmente para os bombardeiros americanos B-52 nos anos 60, durante a Guerra do Vietnã, permite 40 vôos diários, contra a capacidade de 700 vôos diários do aeroporto internacional Suvarnabhumi de Bancoc, inaugurado em 2006.

Para o turista suíço Andi Moor não importa que o vôo o leve a Frankfurt (Alemanha), ao invés de Zurique (Suíça), desde que consiga deixar a Tailândia. "Quando estivermos na Europa podemos fazer algo. Enquanto estivermos aqui, não podemos fazer nada", disse o suíço.

Os viajantes em Centara citam outros problemas, tais como mães que não conseguem comprar leite para seus bebês, pessoas que não encontram a bagagem ou o passaporte, além de taxistas que cobravam por viagens a U-Tapao mesmo sabendo que a base não permitiria a entrada dos passageiros.

A australiana, Nathalie Thomy, estava no Suvarnabhumi quando os manifestantes ocuparam os aeroportos. Thomy se preparava para viajar depois de uma conferência de comércio de três dias quando os opositores tomaram o controle do terminal de saída. "No alto-falante repetiam 'para sua própria segurança, saia do aeroporto', mas estávamos muito assustados para sair", conta a australiana, cuja empresa havia fretado um vôo de volta a Sydney para os funcionários.
 


 

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