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Paralisação de sindicatos e patrões deixa
Argentina sem combustível
da France Presse, em Buenos Aires
Uma paralisação conjunta de patrões e sindicatos causou um sério
desabastecimento de combustível na Argentina, onde pairava a ameaça de uma
interrupção por tempo indeterminado das vendas, informaram fontes empresariais.
O protesto, organizado pela Multisetorial de Empresários Pymes e pelos
Trabalhadores de Postos de Gasolina, pede mais rentabilidade para o negócio e a
defesa das fontes de trabalho.
Longas filas de carros e motos se formavam em cidades de todo o país para
abastecer nos poucos postos que abriram.
"Perdemos a paciência. Se não nos ouvirem, faremos uma paralisação de 48 horas
ou por tempo indeterminado", disse Rosario Sica, da Câmara dos Proprietários de
Postos de Gasolina.
A Federação de Empresários de Combustíveis, outra entidade da Multisetorial,
informou que a adesão à greve chega a 98% em todo o território argentino, com
250 postos fechados só em Buenos Aires.
Os sindicatos do setor decidiram fazer a greve para exigir que os empregos do
setor sejam garantidos apesar da crise, que levou muitas empresas a realizar
cortes --ou mesmo à falência.
Os patrões, por sua vez, querem que as companhias petroleiras garantam
abastecimento integral de todos os postos sem distinção e mais rentabilidade
para o negócio, entre outras petições de ordem econômica.
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