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Fabricante de "sapato do Bush" recebe 300
mil pedidos
O sapato jogado contra o presidente americano, George W. Bush, por um jornalista
iraquiano transformou-se em campeão de encomendas para a empresa turca que o
fabrica, recebendo 300 mil novos pedidos desde o incidente do último domingo.
O estouro de pedidos foi divulgado hoje pela imprensa turca, que entrevistou
Ramazan Baydan, presidente da Baydan Shoes Company, que fabrica o modelo jogado
contra Bush durante sua visita de despedida ao Iraque.
O empresário explicou que ele mesmo é autor do desenho, que até agora recebia o
nome de "código 271" e que foi rebatizado pelas pessoas como "sapato do Bush".
Baydan explicou que esse tipo de sapato é produzido há 5 anos e vendido
sobretudo a países do Oriente Médio e à Rússia.
"Só ao Iraque exportamos 15 mil pares. Os sapatos podem parecer brutos, mas um
par pesa 600 gramas e os vendemos no Iraque por US$ 27".
Baydan explicou que, após reconhecer seu sapato no modelo que o jornalista
iraquiano jogou contra Bush - que conseguiu se esquivar -, durante uma
entrevista coletiva, se sentiu muito entusiasmado e chamou seu sócio no Iraque
para ter certeza que se tratava de um de seus modelos.
"Desenhei esse modelo há 10 anos. Nunca virou moda. Agora se transformou em um
símbolo de 'democracia' para o povo do Iraque e me sinto emocionado por isso",
declarou.
O empresário acrescentou que cerca de 1,8 mil pares do "sapato de Bush" foram
comercializados nos Estados Unidos.
Seus planos agora são de iniciar uma campanha publicitária no Iraque com
cartazes nos quais se leia "Adeus Bush; bem vinda, democracia" - democracia que,
paradoxalmente, só foi possível no Iraque após a invasão americana de 2003.
Além disso, anunciou que dará sapatos de graça de por vida à família de Muntazer
Al Ziadi, o repórter que protagonizou a tentativa de agressão a Bush já que,
disse, sua ação foi muito beneficente para seu negócio.
Embora afirme que não quer misturar política com seus negócios, o sapateiro
assegurou que compreendia Al Ziadi e que aprovava suas ações. "Eu teria feito o
mesmo nessas condições", reconheceu.
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