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Mecanismo bluetooth monitora "condições vitais" de Monalisa
da Ansa, em Roma
Um aparelho dotado de tecnologia wireless já está monitorando as "funções
vitais" da Monalisa, a obra-prima de Leonardo Da Vinci exposta no Museu do
Louvre. O Lab-Mob, como é chamado, é programado para transmitir informações
sobre condições ambientais, tais como temperatura e umidade, na área da pintura
e serve como instrumento de precisão na conservação dos quadros.
Divulgação/ Musée du Louvre

Mecanismo bluetooth monitora "condições vitais" de Monalisa
O objetivo do aparelho é monitorar eventuais comportamentos anômalos nos
materiais e verificar condições potencialmente arriscadas para as obras.
A funcionalidade da transmissão wireless foi testada durante a última manutenção
da vitrine que protege a "Gioconda", depois de um monitoramento de testes entre
maio e outubro.
Assim, desde 6 de novembro a Monalisa é a primeira pintura em tela a
experimentar o sistema, cuja primeira versão, ainda com fios, foi aplicada em
2000 em La Madonna delle Grazie, de Bernardo Daddi.
"Um dos maiores estudiosos do equilíbrio madeira-umidade conheceu o kit e me
perguntou se eu me interessaria por aplicá-lo na Monalisa. Obviamente a resposta
foi sim, mas o problema eram os fios, que deveriam sumir de qualquer jeito, para
não atrapalhar o público do Louvre", explica o idealizador do aparelho, Dionisi
Vici.
"Então me veio em mente utilizar o protocolo bluetooth, idéia que se tornou
realidade em 6 de novembro", acrescenta. "Um instrumento com essas
características representa uma pequena revolução".
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