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Japoneses apresentam robô que facilita a vida


Ainda não é tão completo como a prestativa doméstica robótica Rose, do desenho animado "Os Jetsons", mas o robô branco apresentado nesta terça-feira (27) em Tóquio, no Japão, é mais um exemplo de que as máquinas estão cada vez mais semelhantes aos seus criadores humanos.

O Twendy-One, que representa a nova versão de um antigo robô, Wendy, tem mãos macias e dedos capazes de segurar objetos cuidadosamente, além de ser forte o bastante para amparar seres humanos quando estes estão se levantando ou sentando, e de ostentar agilidade e capacidade de resposta ao toque humano.

Michael Caronna/Reuters

O Twendy-One tem mãos macias e auxilia em ações como levantar ou sentar; máquinas cada vez mais semelhantes aos humanos
O robô é capaz de apanhar uma fatia de pão sem esmagá-la, servir torradas e ajudar pessoas a sair da cama.

"Trata-se do primeiro robô no mundo com integração de sistemas dessa ordem", disse à Reuters Shigeki Sugano, professor de engenharia mecânica na Waseda University, que é diretor do projeto Twendy-One. "É difícil combinar força e flexibilidade", afirmou o cientista.

O robô é um pouco mais baixo que a estatura média das mulheres japonesas, com 1,5 metro, mas é robusto, já que pesa 111 quilos. Seus braços longos e seu rosto o tornam semelhante ao personagem cinematográfico ET.

A construção de Twendy-One levou quase sete anos, com um orçamento da ordem de milhões de dólares, investidos na integração de todos os recursos de alta tecnologia, incluindo a capacidade de falar e a presença de 241 sensores de pressão em cada uma das mãos envoltas em silicone.

Mercado

Sugano afirmou que até 2015 espera desenvolver um robô comercialmente viável e capaz de ajudar os idosos e talvez trabalhar em escritórios, com preço de por volta de 200 mil dólares.

Mas o trabalho ainda está longe de concluído. As baterias do robô duram apenas 15 minutos, e suas costas, carregadas de computadores, tendem a superaquecer com o uso.

"O robô é tão complicado que até nós enfrentamos dificuldades para fazer com que se mova", disse Sugano.

 

 

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