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Tecnologia brasileira encareceu TV digital, diz Hélio Costa
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou em entrevista coletiva
realizada nesta quarta-feira (28) que um dos responsáveis pelo preço acima do
esperado das caixinhas conversoras da TV digital é a própria tecnologia
brasileira.
Inicialmente, o governo havia prometido o aparelho por R$ 200. Nos últimos dias,
o converso barato que chegou às prateleiras custa R$ 499.
"Se ficou caro, não foi por causa do sistema japonês [ISDB, adotado pelo
governo]", disse o político. "O que pode ter encarecido um pouquinho o set
top-box foi a inclusão de produtos brasileiros."
Costa citou o software Ginga, desenvolvido por universidades nacionais. Ele
disse que, mesmo tendo supostamente tornado a TV digital ainda mais cara, o
sistema operacional brasileiro é "da maior importância".
Questionado pela Folha Online sobre adoção ou não de um sistema que impede
telespectadores de fazerem cópias de programas, o ministro afirmou que "não há
nenhuma pretensão do governo em estabelecer qualquer critério sobre isso neste
momento".
Hélio Costa também deu uma indicação de como quer o sistema de bloqueio de
cópias. "O que se propõe é um mecanismo capaz de estabelecer o seguinte
critério: você pode gravar e ver o seu programa quantas vezes quiser. O que você
não pode fazer é gravá-lo em alta definição e copiá-lo."
A decisão de permitir ou não o bloqueio da gravação de programas na TV digital
será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro também respondeu às críticas de que a TV digital iria começar sem
interatividade. "Vi várias matérias em jornais hoje cobrando interatividade. Não
tem jeito! Ela virá por etapas", afirmou.
As transmissões digitais começarão pela Grande São Paulo neste domingo (2). A
previsão é que, até 2013, chegue a todos os municípios. O sinal analógico
continuará a ser transmitido até 2016.
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