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Internet receberá mais
que o rádio em
2008, diz consultoria
A internet vai ultrapassar o rádio no ano que vem na divisão do "bolo" da verba
publicitária global, segundo os prognósticos da consultoria inglesa
ZenithOptimedia. Para 2010, a empresa espera que a rede receba mais investimento
que o mercado de revistas.
De acordo com a consultoria, a participação da internet no mercado de
deve crescer de 8,1% neste ano para 9,4% em 2008, enquanto o rádio
deve cair de 8,2% em 2007 para 7,9% no ano que vem.
No Brasil, entretanto, o investimento em
na rede ainda está em
descompasso em relação a esses dados mundiais, apesar de apresentar uma
tendência de alta.
Segundo o Projeto Inter-Meios, a internet recebeu apenas 2% dos investimentos em
no ano passado, contra 4,1% do rádio. Neste ano, no acumulado até
setembro, esse índice era de 2,6%, ante 3,9% das rádios.
Segundo a ZenithOptimedia, a internet deve praticamente dobrar sua fatia nos
gastos com
, quando se analisa o período entre 2006 e 2010, ganhando
mercado de praticamente todas as outras mídias. Conforme as previsões da
consultoria, além da internet, apenas o cinema e o outdoor vão ganhar
participação nesse período.
A expectativa é que os gastos globais com
na rede cheguem a US$ 360
bilhões neste ano, uma alta de 32,4% em relação a 2006. Nos próximos quatro anos
somados, esse índice de incremento deve ser de 69%, chegando a US$ 61 bilhões em
2010, o que representaria 11,5% do mercado publicitário naquele ano.
Isso posicionaria a web na terceira colocação, atrás da televisão, que se
manteria líder com 37,5% e dos jornais (25,4%), e na frente das revistas
(11,4%), rádio (7,7%), outdoor (5,9%) e cinema (0,5%).
Mercado em alta
Steve King, executivo-chefe da ZenithOptimedia, afirmou ontem em Nova York que
não espera uma queda no investimento em
no ano que vem, apesar de
uma possível desaceleração da economia mundial.
Segundo ele, as eleições presidenciais nos Estados Unidos, a Olimpíada de Pequim
e os campeonatos de futebol na Europa devem sustentar o crescimento do setor.
A consultoria espera que o mercado de
global cresça 6,7% em 2008,
uma aceleração em relação ao esperado para este ano (5,3%).
King afirmou que os mercados emergentes como no leste europeu e na Ásia, com
exceção do Japão, tornaram-se os maiores propulsores do crescimento dos gastos
com
e compensaram o aumento menor desse mercado nos países
desenvolvidos.
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