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Feira de tecnologia mostra seu lado ecológico
Peter Zschunke
Em meio aos estandes e às cabines que exibem os mais recentes aparelhos e
tecnologias na feira anual de tecnologia CeBIT, um dos subtemas mais
perceptíveis é o crescimento das preocupações ecológicas do setor. A agenda para
o evento internacional incluiu as preocupações referentes ao crescente debate
mundial quanto à questão do aquecimento global e muitos dos 5.845 exibidores, de
77 países, estão alardeando produtos como servidores que consomem menos energia
e centrais de processamento de dados com emissões zero de dióxido de carbono.
Reuters

CeBIT 2008 mostra a crescente preocupação do setor com a questão ecológica
Bernd Bischoff, o presidente-executivo da Fujitsu Siemens, uma joint ventura
nipo-germânica, afirmou que sua empresa está se reposicionando como "a primeira
empresa fabricante de equipamentos de tecnologia da informação que vai promover
completa transição para produtos de alta eficiência energética e custo
acessível". Segundo ele, o objetivo da empresa é encontrar "o equilíbrio" entre
as necessidades de seus clientes, primordialmente empresas sequiosas de dados, e
o meio ambiente.
Embora feiras de tecnologia costumem atrair mais referências aos celulares mais
recentes, aos laptops mais finos ou aos maiores televisores de tela plana, o
foco do evento quanto às questões ecológicas ajudará a definir a agenda mundial
do setor, disse Achim Berg, gerente geral da Microsoft na Alemanha. "Esta é de
longe a maior feira setorial do mundo", afirmou.
Sebastian Krause, vice-presidente do grupo de software da IBM na Alemanha, disse
que, devido ao alcance da CeBIT, as idéias aqui apresentadas seriam absorvidas e
levadas a diversos países. "Este é o lugar no qual a agenda do setor de
tecnologia é definida", afirmou.
A fim de destacar mais o conceito de tecnologia da informação ecológica, a feira
está trabalhando com a Climate Savers Computing Initiative, uma organização
criada em 2007 com a participação da Microsoft, Google, Intel, IBM e outras
empresas.
Seus objetivos são reduzir em 54 milhões de toneladas ao ano as emissões de
poluentes causadas pelo uso de computadores. Jan Roschek, gerente da Cisco
Systems, estima que o setor de tecnologia da informação responda por cerca de 2%
das emissões mundiais de dióxido de carbono.
Em seu esforço por racionalizar o uso da energia, o setor também está examinando
como reduzir custos. Caso seus amplos objetivos sejam atingidos, cerca de US$
5,5 bilhões em eletricidade serão poupados, de acordo com a organização.
A CeBIT está sublinhando a necessidade de respeitar mais a ecologia, com um
espaço no qual foi montado um escritório de demonstração que exibe soluções mais
ecológicas para uso no trabalho cotidiano.
"É o caso de levar cada pessoa a pensar como pode contribuir para a proteção
contra as alterações climáticas e para o corte de custos", disse Sven-Michael
Prueser, diretor da CeBIT. Usando hardware da fabricante de chips Intel, a Sun
Microsystems montou a central de processamento de dados da feira, que será
acionada por energia solar. "Por enquanto a idéia de tecnologia da informação
ecológica é só um conceito de marketing, mas é um tema que nos manterá ocupados
por muito tempo", disse Thomas Sauer, diretor do serviço de instalações e
edificações da IBM na Alemanha.
ME
AP
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