|
|
|
|
Pesquisadores no Japão criam "cérebro químico"
Jonathan Fildes
Pesquisadores no Japão criaram um "cérebro" químico minúsculo, que, no futuro,
poderá ser usado como uma espécie de controle remoto para nanomáquinas. O
dispositivo molecular - cujo tamanho é de apenas dois bilionésimos de um metro
de lado a lado - conseguiu controlar oito destas máquinas microscópicas
simultaneamente.
Os cientistas do Instituto Nacional de Ciências Materiais de Tsukuba, Japão,
publicaram a pesquisa na revista especializada americana Proceedings of the
National Academy of Sciences. "Se (no futuro) alguém quiser fazer uma operação à
distância em um tumor, poderá enviar algumas máquinas moleculares ao local",
disse o médico Anirban Bandyopadhyay, que participou da pesquisa.
BBC Brasil

Os pesquisadores já conseguiram construir "cérebros" ainda maiores
"Mas não é possível apenas colocar (as máquinas moleculares) no sangue e esperar
que elas se dirijam ao lugar certo." Para Bandyopadhyay, o cérebro químico pode
oferecer uma solução para esse problema. Ele acredita que um dia, este
dispositivo poderá guiar os nanorobôs pelo corpo e controlar suas funções.
"Este tipo de dispositivo simplesmente não existia, esta é a primeira vez que
criamos um nanocérebro", disse o pesquisador à BBC.
"Dispositivo lógico"
O "cérebro químico" é composto por 17 moléculas do composto químico duroquinona.
Cada uma das moléculas é conhecida como "dispositivo lógico". Cada uma se parece
com um anel, com quatro raios que se sobressaem.
Uma molécula de duroquinona fica no centro do anel, formado pelas outras 16
moléculas restantes e todas são ligadas por elos químicos, conhecidos como elos
de hidrogênio. "Nós instruímos apenas uma molécula (para que mudasse seu estado)
e, simultaneamente e de forma lógica, esta molécula instruiu as outras 16",
disse Bandyopadhyay.
Controle
Para testar a unidade de controle, os cientistas acoplaram oito nanomáquinas
criadas por outros pesquisadores.
Todas as oito nanomáquinas responderam simultaneamente a uma única instrução.
"Temos provas claras de que podemos controlar estas máquinas", disse
Bandyopadhyay.
A habilidade deste dispositivo de funcionar como uma unidade de controle central
também abre a possibilidade de seu uso em computadores, para aumentar seu poder
de processamento de informações, afirmam os especialistas.
BBC Brasil
|
|
|
|