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Cientista colombiano é acusado de tráfico de
macacos do Brasil
O imunologista colombiano Manuel Elkin
Patarroyo, descobridor da primeira vacina
sintética contra a malária, foi acusado por
ex-colaboradores de traficar macacos do Peru e
do Brasil para suas pesquisas, informou nesta
quinta-feira (23) a revista "Cambio".

O cientista colombiano, que ganhou em 1994 o
Prêmio Príncipe de Astúrias, dirige a FIDIC
(Fundação Instituto de Imunologia da Colômbia),
que tem um centro experimental em Leticia, mil
quilômetros ao sul de Bogotá.
A revista denunciou que os indígenas da região
vendem espécimes de macaco-da-noite (Aotus
nancymaae) ao cientista, pelo equivalente a US$
25 cada animal.
De acordo com a publicação "há evidência de que
pessoas vindas do Peru e do Brasil vendem
animais ao FIDIC sem os trâmites de legalização
nos seus países. Além disso existe grande
preocupação porque o centro recebe animais muito
jovens".
A reportagem cita Lina Peláez, que trabalhou no
centro de pesquisa em Leticia, na fronteira com
o Brasil e o Peru. Ela afirmou que Patarroyo 'há
mais de 20 anos pega esses animais sem sequer um
estudo de população, sem criar um centro para
reprodução, apenas extraindo os macacos da
floresta'.
"A atividade implica destruir florestas para a
captura e o dano ambiental é grande", ressaltou
Peláez.
Ela denunciou que "pessoas sem prévio
treinamento capturam de forma indiscriminada os
micos e arrasam com as florestas primárias".
No entanto, o cientista colombiano negou as
acusações e disse que por causa de suas
ocupações não pode cuidar do centro de pesquisa
de Leticia. Patarroyo descobriu em 1986 a vacina
SPf66 com sua equipe.
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