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Descoberta pode salvar diabo-da-tasmânia
Phil Mercer
Um diabo-da-tasmânia chamado Cedric pode ser a
chave para a sobrevivência da espécie de animal,
dizem cientistas australianos. O maior marsupial
carnívoro do mundo está ameaçado de extinção por
causa de um misterioso tipo de câncer na face.

Mas os pesquisadores dizem que Cedric,
aparentemente, tem uma resistência natural a
tumores, que são contagiosos, e que dizimaram
metade da população da espécie na Tasmânia, ilha
australiana da qual o animal virou um símbolo.
Cedric é o primeiro diabo-da-tasmânia a mostrar
qualquer imunidade à doença, que causa
desfiguramento. Os animais infectados não
conseguem mais comer ou enxergar e acabam
morrendo de fome.
O animal foi capturado no oeste da ilha no ano
passado, juntamente com seu meio-irmão, Clinky.
Ambos receberam uma injeção com células mortas
de tumores. Clinky não produziu anticorpos, mas
Cedric o fez e, aparentemente, construiu defesas
contra a misteriosa doença.
Alex Kriess, da equipe de pesquisa, disse que
ambos tiveram depois células cancerosas
injetadas no rosto. "Eles não desenvolveram o
tumor até agora", afirmou. "Nós injetamos muito
poucas células, por isso pode levar um tempo até
que desenvolvam alguma coisa que possa ser
vista."
A aparente resistência de Cedric à doença é
vista como um avanço significativo. Os tumores
faciais estão acabando com os animais de sua
espécie na costa leste da Tasmânia, mas Cedric é
de uma população geneticamente diferente que
vive do outro lado da ilha.
Cientistas do Projeto para Salvar o
Diabo-da-Tasmânia esperam que os marsupiais que
compartilhem de suas características genéticas
também possam ser imunes ao câncer ou capazes de
reagir a uma vacina. Se não houver um avanço
real, os especialistas temem que a espécie possa
estar extinta dentro de 20 anos.
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