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Espécie de peixe sobrevive sem Patologia há 70 mil
anos
Cientistas da Universidade de Edimburgo, na
Escócia, estão tentando descobrir como uma
espécie de peixe conseguiu sobreviver sem
reprodução sexuada há pelo menos 70 mil anos.
A população da Molinésia-Amazona, ou Poecilia
formosa na nomenclatura científica, é formada
apenas por fêmeas e pode ser encontrada na
região do Texas, nos Estados Unidos, e no
México.

A espécie se reproduz por um processo conhecido
como ginogênese, que consiste em um tipo de
"acasalamento" com machos de outras espécies. O
espermatozóide, no entanto, serve apenas para
estimular os óvulos da fêmea, não para
fecundá-los. Por isso, os filhotes são sempre
clones das mães e não herdam traços genéticos do
macho.
Segundo os cientistas, criaturas que se
reproduzem de forma assexuada apresentam
problemas genéticos e freqüentemente são vítimas
de extinção pela fraqueza da espécie, o que não
teria acontecido com a Molinésia-Amazona.
Para entender o complexo sistema de
sobrevivência desse tipo de peixe, os cientistas
calcularam há quanto tempo a molinésia-amazona
deveria ter sido extinta, com base em cálculos
das modificações genéticas pelas quais passaram
várias gerações. Os resultados mostram que a
espécie deveria ter sido extinta há 70 mil anos.
No entanto, ela ainda pode ser encontrada
atualmente.
"Truques"
De acordo com os cientistas, a espécie deve
estar usando alguns "truques" genéticos para
sobreviver e o próximo passo da pesquisa será
entender quais são eles.
"O que nosso estudo demonstra é que este peixe
realmente tem alguma coisa especial e que
existem alguns truques que ajudam a espécie a
sobreviver", disse Laurence Loewe, que liderou o
estudo.
Uma hipótese levantada pela pesquisa é a de que,
em alguns casos, o peixe pode estar pegando
traços do DNA dos machos para estimular a
reprodução e renovar sua combinação genética.
Segundo Loewe, as descobertas podem ajudar a
compreender melhor os mecanismos de outras
espécies. "O interessante é que podemos aprender
mais sobre outras espécies que utilizam estes
mesmos truques", afirmou. O estudo foi publicado
na revista científica BMC Evolutionary Biology.
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