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Cientistas descongelam rara lula gigante de 10 m
Richard Black
Técnicos na Nova Zelândia começaram a
descongelar um raro espécime de lula gigante,
que foi capturado no ano passado nas águas do
país. A operação de descongelamento do animal,
que tem 10 m de comprimento e pesa 500 kg,
começou na tarde desta segunda-feira em
Wellington, após um adiamento de 24 horas.

A lula está imersa em uma banheira cheia de água
salgada. Uma vez descongelada, os cientistas vão
começar a dissecá-la. Pouco se sabe a respeito
da lula gigante, que aparentemente vive nas
águas frias da Antártida e pode medir até 15 m
de comprimento.
"Elas são incrivelmente raras", disse Carol
Diebel, diretora de meio ambiente do Museum of
New Zealand Te Papa Tongarewa. "Esta é
provavelmente uma entre seis já trazidas à tona.
E é certamente a que estamos tratando com maior
cuidado, (está) intacta e em condição
fantástica." A lula, cujo nome científico é
Mesonychoteuthis hamiltoni, foi capturada em
fevereiro de 2007 no Mar de Ross.
Mistério
O colosso é impressionante não apenas por seu
tamanho, mas também por ter sido vista muito
raramente. A espécie foi identificada pela
primeira vez em 1925, a partir de dois
tentáculos encontrados no estômago de uma baleia
cachalote.
Estas baleias dentadas, que mergulham nas
profundezas do oceano, regularmente entram em
confrontos com a Mesonychoteuthis hamiltoni e
outras espécies de lula gigante, como a
Architeuthis genus.
Desde 1925, poucas lulas gigantes foram vistas
nos mares antárticos. Pouco se sabe sobre como e
onde elas vivem. O que é certo é que são
oponentes medonhos, com grandes bocas e ganchos
giratórios nas pontas dos seus tentáculos.
Uma das primeiras tarefas dos cientistas será,
muito provavelmente, determinar o Patologia do
animal. Acredita-se que este espécime seja
macho, as fêmeas parecem alcançar tamanho ainda
maior.
Ou seja, os pesquisadores acreditam que haja
lulas ainda maiores do que esta em algum lugar
nas profundezas geladas da Antártida. Os
cientistas do centro Te Papa também estão
descongelando outros três espécimes de lula, um
deles em condições de conservação um pouco
inferiores.
Os processos de descongelamento e dissecação
estão sendo transmitidos ao vivo pela internet.
No final da semana, os cientistas devem fazer
palestras sobre os resultados iniciais. Uma vez
descongeladas e estudadas, as lulas serão
embalsamadas e preservadas.
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