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Cientistas britânicos usam biometria para
monitorar pingüins em extinção
Cientistas da Universidade de Bristol
(Inglaterra) desenvolveram um sistema de
biometria capaz de monitorar o comportamento de
animais silvestres. O sistema foi desenvolvido
com foco nos pingüins africanos das Ilhas Robben,
na África do Sul.
Segundo os cientistas, os pingüins carregam no
peito traços exclusivos que não se alteram
durante as estações, nem se repetem de animal
para animal.
Os aparelhos biométricos funcionam por meio da
captura de amostras do corpo --íris, retina,
dedo, rosto, veias da mão, voz e até odores do
corpo, no caso dos humanos. Essa amostra é
transformada em um padrão, que poderá ser
comparado para futuras identificações.
Reprodução

Sistema de identificação desenvolvido por
ingleses localiza pingüins pela "impressão
digital" de seu peito; objetivo é monitorar
espécies
Por meio da tecnologia, os cientistas esperam
colaborar para a compreensão do comportamento e
combater a extinção da espécie. Os pingüins
poderão ser localizados pelo uso de vídeos ou
fotografia.
"Nós acreditamos que a nova tecnologia vai
permitir que biólogos identifiquem e monitorem
um grande numero de animais de diversas
espécies, de forma mais barata, rápida e
automática", afirma Tilo Burghardt, coordenador
do Departamento de Ciências da Computação da
Universidade de Bristol, em nota.
Os pingüins africanos foram os escolhidos devido
a sua redução de mais de um milhão, no começo do
século passado, para menos de 170 mil
atualmente. Estima-se que 20 mil deles vivam nas
Ilhas Robben.
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