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Aquecimento global ameaça insetos tropicais
de extinção
da France Presse, em Washington
O aquecimento global pode ser mais perigoso
para os insetos tropicais e outras espécies
sensíveis às menores mudanças de temperatura
do que para os que vivem na tundra. A
advertência foi feita na segunda-feira (5)
por cientistas norte-americanos.
Os animais e insetos que habitam no clima
frio estão mais acostumados a grandes
mudanças de temperatura, diferentemente das
espécies tropicais, que vivem sob uma
temperatura mais estável e correriam o risco
de extinção com variações de apenas 2°C ou
4°C, afirmam especialistas da Universidade
de Washington.
"Aparentemente, há muitas espécies nos
trópicos que vivem perto, ou em sua
temperatura ambiente ótima, o que lhes
permite prosperar", explicou Joshua
Tewksbury, professor assistente de Biologia
na Universidade de Seattle, Washington.
"Uma vez que a temperatura se eleva além do
ótimo, porém, os níveis de capacidade física
declinam com rapidez e não há muito que
possam fazer", acrescentou.
Para a pesquisa, os cientistas examinaram as
temperaturas diárias e mensais no mundo,
entre 1950 e 2000. A isso, somaram um modelo
do aquecimento global nos primeiros anos do
século 21, elaborado pela ONU (Organização
das Nações Unidas).
Assim como os ursos polares, que podem
desenvolver uma camada maior de gordura para
se isolar das temperaturas extremas, as
espécies tropicais utilizam táticas, entre
elas, fugir do sol direto, ou se esconder
debaixo da terra.
Esconder-se do sol pode ser inútil, contudo,
para as espécies que já vivem em sua
temperatura ideal e não terão tempo de
adaptar sua fisiologia às mudanças. "Nossos
cálculos mostram que sofrerão mais do que os
das espécies de climas frios", afirmou
Curtis Deutsch, professor adjunto de
Ciências Atmosféricas e Oceânicas da
Universidade da Califórnia, Los Angeles.
"Infelizmente, os trópicos abrigam a maior
parte das espécies do planeta", diz Deutsch,
co-autor do estudo.
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