Exemplo de Gore, aquecimento não afeta
Kilimanjaro
As neves do Kilimanjaro, na Tanzânia, estão
diminuindo há mais de um século, mas é
provável que o aquecimento global não seja o
culpado, afirmaram pesquisadores.
Embora a redução dos glaciares e do gelo no
das montanhas de latitudes médias -
onde vive a maior parte da população -
esteja definitivamente ligada às mudanças no
clima, não se pode dizer a mesma coisa sobre
o Kilimanjaro, escreveram cientistas na
edição de julho-agosto da revista American
Scientist.
O gelado do Kilimanjaro, que deu o
título para um conto famoso de Ernest
Hemingway, está perdendo o gelo há mais de
100 anos, segundo Philip Mote, da
Universidade de Washington, e Georg Kaser,
da Universidade de Innsbruck, na Áustria.
A maior parte da redução aconteceu antes de
1953, quase duas décadas antes das primeiras
evidências conclusivas sobre o aquecimento
atmosférico. "É certamente possível que a
calota tenha ido e vindo muitas vezes, ao
longo de centenas de milhares de anos",
disse o climatologista Mote numa declaração.
"Mas, para os glaciares temperados, há
amplas evidências de que eles estão
diminuindo, em parte por causa do
aquecimento decorrente dos gases-estufa."
De acordo com o trabalho, o desaparecimento
do gelo do Kilimanjaro é determinado pela
radiação solar, já que o ar em torno do
raramente está acima do ponto de
congelamento. Já os glaciares de latitudes
médias têm sua redução determinada pelo
aquecimento do ar que os cerca.
O Kilimanjaro, um vulcão extinto que fica
perto da fronteira da Tanzânia com o Quênia,
é o pico mais alto da África, com 5.963 m de
altitude, e atrai números enormes de
turistas e alpinistas por causa de sua vista
espetacular.
Os pesquisadores atribuíram a redução no
gelo a uma interação complexa entre vários
fatores, como o formato vertical da beirada
do gelo, que impede sua expansão. A redução
na precipitação de neve também influencia.
Boa parte do gelo do Kilimanjaro está
desaparecendo por sublimação - quando o
gelo, a temperaturas muito baixas,
transforma-se direto em vapor, sem passar
pela fase líquida -, disseram os cientistas.
Rebeldes ameaçam animais em reserva
ambiental no Congo
Um gorila das montanhas foi morto na reserva
natural de Virunga no Congo. A espécie é
protegida e não é o primeiro registro de
ataques contra estes animais. O incidente
preocupa ambientalistas que dizem suspeitar
que os rebeldes do país estejam focando seus
ataques em espécies ameaçadas. O anúncio da
ocorrência foi feito ontem (10) em Kinshasa,
capital do país.
Rebeldes refugiados em parque ameaçam
espécies no Congo; pesquisador vê sabotagem
"O corpo de Rubiga, uma fêmea adulta, foi
encontrado ontem por guardas. Um filhote de
dois meses se pendurava na mãe e foi levado
para tratamento", afirmou Paulin Ngbobo, do
Instituto para Conservação da Natureza, o
ICCN.
"Nós acreditamos que ela [a fêmea de gorila]
foi morta na sexta-feira (8), pois foram
ouvidos tiros. Nós mandamos a patrulha e os
guardas a encontraram no sábado (9)", disse
Ngobobo.
O país da África central é lar de três das
quatro grandes espécies de símios.
Há no Congo gorilas, chimpanzés e bonobos,
que são chimpanzés-pigmeus, ameaçados de
extinção.
Os ambientalistas dizem que os gorilas em
risco são constantemente ameaçados pelos
rebeldes tutsis e hutus, que usam a floresta
como refúgio. Dois gorilas foram mortos e
comidos por rebeldes em janeiro.
Sabotagem
Além dos animais, guardas do parque também
foram atacados por rebeldes. Em maio,
rebeldes mataram um vigilante e feriram três
em um ataque na reserva.
"É um ato de sabotagem contra o turismo e a
pesquisa", afirmou o pesquisador.
"Os guardas encontraram traços de sangue na
floresta e nós esperamos que outros gorilas
não tenham sido feridos ou mortos", disse o
pesquisador. Virunga é o maior parque
nacional da África.
Com France Presse
Indonésia: homem e natureza fazem 24 ilhas
sumirem
Nos últimos dois anos, 24 ilhas
desapareceram da Indonésia devido à
devastação causada pelas companhias de
mineração e aos fenômenos naturais, segundo
fontes do Ministério de Pesca e Recursos
Marítimos.
O diretor de Desenvolvimento de Pequenas
Ilhas, Alex S.W. Retradubun, disse à
imprensa que 13 ilhas desapareceram por
causa da erosão. Outras cinco foram
destruídas pela exploração das companhias
mineradoras, que escavaram a terra para
depois vender.
 |
Retradubun também citou como um fator
decisivo o tsunami que em dezembro de
2004 causou a morte de mais de 200 mil
pessoas em vários países do Índico. Oito
das ilhas desaparecidas estavam em águas
próximas a Sumatra. O resto se dividia
entre as regiões de Papua, Célebes do
Sul e Java. |
O funcionário explicou que o desaparecimento
das ilhotas, todas de uma altura de um metro
acima do nível do mar, foi detectada durante
o programa lançado pelo Governo para batizar
as ilhas ainda sem nome.
"Os danos ecológicos às ilhas se
transformaram numa grande preocupação",
disse Retradubun. Ele avisou que um
desaparecimento em massa nos próximos anos
pode ser causado pelo aquecimento global.
A Indonésia é o maior arquipélago do mundo,
com cerca de 17,5 mil ilhas. Especialistas
acreditam que até 2 mil podem desaparecer
até 2030. A perda terá um efeito imediato na
diminuição do território indonésio e
obrigará a determinar de novo as fronteiras
e a faixa de mar territorial.
Elefantes usam patas como sensor de alerta,
diz estudo
da Ansa, em Paris
Os elefantes usam as patas para receber as
comunicações dos outros bandos graças às
vibrações transmitidas pelos seus passos,
afirma um estudo publicado na revista
britânica "New Scientist".
Elefantes usam patas como "sensor" para
captar comunicação entre membros da espécie
Os elefantes são conhecidos pela sua
capacidade de comunicação com outros
indivíduos da espécie mesmo a vários
quilômetros de distância emitindo sons de
baixa freqüência.
Pesquisadores liderados por Caitlin
O'Connell-Rodwell, do departamento de
medicina da Universidade de Stanford, no
Estado americano da Califórnia, suspeitavam
que as vibrações do terreno provocadas pelos
bandos nos seus deslocamentos permitiam que
os elefantes captassem sinais com as patas,
que são particularmente sensíveis.
Os pesquisadores tiveram a idéia de
registrar a manifestação de alguns
elefantes, na Namíbia e no Quênia, para
alertar outros indivíduos da espécie sobre a
presença de leões nas proximidades.
Depois isolaram os sinais emitidos pelas
vibrações do terreno para os retransmitir
para bandos de elefantes reunidos próximos a
reservas de água na Namíbia.
Segundo o estudo, quanto mais longe os
elefantes estavam dos sinais emitidos, menos
reagiam.
A pesquisa será publicada integralmente pelo
"Journal of the Acoustical Society of
America", escreve a "New Scientist".
Preocupação com clima triplicou em seis
meses, aponta pesquisa
A preocupação do público com o clima
triplicou nos últimos seis meses, e dois em
cada cinco consumidores querem que os
governos limitem as emissões de
gases-estufa.
Os dados são de uma pesquisa de opinião com
26,4 mil usuários da internet em 47 países,
feita pelo Instituto para Mudança Ambiental
da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e
pela consultoria Nielsen Europe.
Para 16% dos entrevistados, a mudança
climática é uma "grande preocupação". O
número era apenas 7% em um levantamento
feito em outubro de 2006. O Brasil é um dos
dez países cuja população mais se importa
com o tema.
"A consciência disseminada e o interesse
pelo tema da mudança climática alcançaram
novos picos nos últimos seis meses", disse
Patrick Dodd, presidente da Nielsen.
Segundo Max Boycoff, de Oxford, várias
coisas aconteceram para que o interesse
aumentasse. Entre elas está o Quarto
Relatório de Avaliação do IPCC (Painel
Intergovernamental sobre Mudança Climática),
divulgado em fevereiro, abril e maio, com os
mais precisos dados científicos já
compilados sobre as causas e impactos do
aquecimento global.
O relatório do IPCC culpa a queima de
combustíveis fósseis (em especial carvão e
petróleo) pela elevação sem precedentes nas
concentrações de gases como o CO2, que
aprisionam o calor na Terra na atmosfera.
Eventos meteorológicos "esquisitos" como um
inverno quase sem neve nos Alpes, aliados à
cobertura da imprensa, também aumentaram a
consciência do público.
França, Suíça e Austrália são os países cuja
população mais se preocupa com o assunto
(mais de 30% dos pesquisados). O Brasil
aparece em sétimo, com 24%, à frente de
Reino Unido (15%) e EUA (13%).
(Comentarios: Pena que só a população esta
preocupada com o clima, os verdadeiros
culpados deste desastres que são os
governantes já estão comprando passagens
para a lua ou marte, como sempre o povo que
se dane)
Tempo de culpar os outros acabou, diz Annan
sobre mudança climática
da Efe, em Pequim
da Folha Online
O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan
pediu hoje que a comunidade internacional
pare de recriminar e "culpar os outros" na
luta contra as mudanças climáticas. Ele
ressaltou que é "essencial" que o encontro
do G8 (sete países mais desenvolvidos e a
Rússia), que começa amanhã (6), na Alemanha,
consiga avançar em uma estratégia climática
mundial.
"O tempo das recriminações e de culpar os
outros terminou. As discussões
internacionais sobre as ações para combater
a mudança climática devem ser reconduzidas,
com as coisas claras sobre o que deve ser
feito, quando e por quem", disse o
ex-secretário-geral em Pequim, na abertura
da reunião anual do grupo ambientalista WWF.
Com essas palavras, o diplomata ganês manda
um "aviso" dirigido aos dois países com mais
emissões de CO2 do planeta, os Estados
Unidos e a China, que mantêm posições
contrárias no combate ao aquecimento global.
Os Estados Unidos se negam a assinar um
acordo que exclua a redução das emissões nos
grandes países emergentes --entre eles a
China--, enquanto Pequim insiste que os
países industrializados são os responsáveis
pelo aumento das temperaturas e, por isso,
devem liderar a luta.
Annan reconheceu que "os países que lideram
agora a economia mundial devem aceitar sua
responsabilidade histórica pelo volume de
emissões [de poluentes], e os EUA deveriam
ocupar seu lugar legítimo à frente". Mas
ressaltou que "nenhuma estratégia global
terá êxito sem o envolvimento ativo dos
países emergentes, como Brasil, China e
Índia".
O presidente dos Estados Unidos, George W.
Bush, apresentará na reunião do G8 sua nova
proposta de que os 15 países que mais poluem
no mundo se reúnam e determinem, até o final
de 2008, uma meta de emissões --proposta
sobre a qual a China já mostrou reservas.
Pequim prefere o modelo do Protocolo de
Kyoto --que expira em 2012--, pois não
obriga os países em desenvolvimento a
assumir compromissos com a redução das
emissões poluentes. Em seu discurso, Annan
pediu também que o governo chinês assuma sua
responsabilidade na gestão dos recursos em
lugares como África e América Latina, onde
os investimentos chineses não pararam de
crescer.
Degelo pode afetar 40% da população mundial,
diz ONU
Principais populações com risco de serem
afetadas pelo desaparecimento do gelo vivem
em áreas próximas à costa ou dependem do
degelo sazonal de geleiras para obter água
potável
OSLO - O derretimento de camadas de gelo,
geleiras e da cobertura de neve poderá
afetar até 40% da população mundial, ao
provocar a elevação do nível dos mares,
enchentes e redução no suprimento de água
potável e para irrigação, diz relatório das
Nações Unidas divulgado nesta segunda-feira,
4.
O estudo, realizado por cerca de 70
cientistas, vem a público na véspera do Dia
Mundial do Meio Ambiente, que será celebrado
na terça-feira, põe em evidência, ainda, o
risco de a perda das geleiras vir a acelerar
o aquecimento global, já que as coberturas
de gelo ajudam a resfriar o planeta, ao
refletir a luz do Sol de volta para o
espaço.
A despeito do fato de boa parte do gelo
estar localizada em áreas remotas, como os
pólos ou picos elevados, o impacto será
sentido em escala mundial, disse o
diretor-executivo do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim
Steiner.
"O relatório destaca que o destino dos
locais gelados do mundo, em um planeta que
enfrenta desafios climáticos, deveria causar
preocupação em cada ministério, diretoria e
sala de estar do mundo", disse Steiner.
O trabalho foi divulgado na cidade de
Tromsoe, no Ártico norueguês, que sedia a
principal celebração do Dia Mundial do Meio
Ambiente, sob o tema "Gelo derretendo - um
assunto quente?". O texto tem como base uma
série de relatórios do painel
Intergovernamental para a mudança Climática
(IPCC), lançados ao longo deste ano.
O relatório, intitulado Perspectiva Global
par Neve e Gelo, afirma que as temperaturas
elevadas poderão aumentar o nível dos mates
entre 20 cm e 80 cm, ainda neste século, o
que poderá inundar áreas costeiras e forçar
milhões de pessoas a fugir de suas casas.
Mesmo pessoas que moram longe do litoral
poderão sentir o impacto, como o 1,5 bilhão
de habitantes que, principalmente na Ásia,
dependem do derretimento sazonal de geleiras
para obter água potável.
No hemisfério norte, a cobertura de neve nos
meses de março e abril caiu de 7% a 10% nas
últimas quatro décadas, diz o relatório. O
texto afirma que, nos últimos 30 anos, a
extensão de gelo sobre o mar caiu de 6% a 7%
no inverno e de 10% a 12% do verão, enquanto
que a espessura do gelo caiu pelo menos de
10% a 15%.
Bípedes aprenderam a caminhar ainda nas
árvores, diz pesquisa
da France Presse, em Paris
Os primeiros bípedes aprenderam a caminhar
entre as árvores, com a ajuda das mãos. A
afirmação foi feita pelos biólogos
britânicos Susannah Torpe e Roger Holder, da
Universidade de Birmingham, e Robin Crompton,
da Universidade de Liverpool.
Comportamento de orangotangos pode explicar
de que forma surgiram os primeiros bípedes
Em um artigo publicado na edição de hoje da
revista científica "Science", os autores
defendem esta hipótese a partir da
observação do comportamento de orangotangos
na ilha indonésia de Sumatra.
Estes grandes macacos avermelhados, que
passam quase toda a vida nas árvores, se
deslocam de três formas distintas quando
procuram comida.
Quando sobem nas árvores e alcançam um ramo
horizontal robusto, os orangotangos caminham
com as quatro patas. Ao encontrar um ramo de
menor espessura, eles se penduram nele para
avançar.
Ao chegarem aos ramos mais compridos e menos
resistentes no das árvores, onde ficam
as frutas mais saborosas, eles se erguem e
se apóiam no pés.
Para manter o equilíbrio, esticam os braços,
como trapezistas, até encontrarem outro ramo
superior.
Os orangotangos são muito pesados para
saltar de galho em galho, como fazem os
chimpanzés.
Caminhando sobre suas duas pernas com a
ajuda das mãos, os orangotangos indonésios
são a chave para cogitar uma técnica de
locomoção que poderia ser a dos primeiros
hominídeos, que ainda viviam nas árvores.
À medida que apareciam mais e mais espaços
entre os bosques na África, durante o
Mioceno (de 5 a 23 milhões de anos atrás),
os ancestrais dos chimpanzés e gorilas
decidiram descer regularmente para o solo
para inventar uma marcha quadrúpede
original, apoiando-se em suas mãos.
O ancestral do orangotango asiático
aperfeiçoou esta forma de locomoção em cima
das árvores, enquanto o bípede do qual
descende o homem decidiu fortalecer esse
estilo no solo, nas savanas.
O problema é que essa descida das árvores,
uma teoria muito popular há décadas, nunca
foi provada e é apenas uma das tentativas de
explicar o caminhar ereto do homem.
"Se nossos ancestrais tinham uma anatomia
como a que permite aos orangotangos fazer o
que fazem, com mãos e pés tão bem adaptados
à escalada e à suspensão, então seria
bastante específico para explicar o que
somos atualmente", disse a antropóloga
francesa Yvette Deloison.
Morre na China único panda criado em
cativeiro e posto em liberdade
da France Presse, em Pequim
O único panda gigante que voltou para as
selvas da China depois de ter sido criado em
cativeiro morreu.
Reuters
Panda Xiang Xiang foi criado em cativeiro e
colocado em liberdade em abril do ano
passado
Para especialistas, trata-se de um sério
retrocesso na busca de alternativas de
criação para esse animal, que está em risco
de extinção.
Xiang Xiang foi encontrado morto em
fevereiro, coberto de neve, aparentemente
depois de ter sido ferido por pandas
selvagens machos que protegiam seu
território.
O urso, de cinco anos de idade, foi criado
em cativeiro na reserva de Wolong, no
sudoeste da China, e posto em liberdade em
abril do ano passado.
Imagem do panda recém-solto, ainda com o
dardo tranqüilizante usado pelos
veterinários
Seus criadores perceberam que ele não estava
adaptado para sobreviver na selva. "Os
outros machos viam Xiang Xiang como uma
ameaça", explicou o vice-diretor da reserva,
Li Desheng.
Xiang Xiang aprendeu a construir uma
proteção, a buscar comida e a demarcar seu
território, mas não aprendeu a lutar
suficientemente bem.
Os especialistas da reserva estudam agora um
"treinamento de combate" para os próximos
pandas criados em cativeiro.
Restam apenas 1.590 pandas gigantes livres
no mundo, a maioria deles nas montanhas de
Sichuan, e cerca de 210 em cativeiro,
segundo a agência estatal Xinhuan.
Japão ameaça abandonar Comissão Baleeira
Internacional
da France Presse, em Anchorage
O Japão ameaçou, durante a abertura da 59º
reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI),
em Anchorage (Alasca), abandonar o organismo
se não conseguir um acordo. O país propôs um
termo de compromisso que foi rejeitado por
países que defendem a preservação das
baleias --entre eles, o Brasil.
O Japão se disse disposto a renunciar neste
ano à pesca "científica" de 50 baleias
jubarte se obtiver o direito para algumas de
suas comunidades costeiras de pescar uma
quantidade não determinada de baleias minke.
A proposta japonesa foi imediatamente
rechaçada por uma coalizão de países que se
opõem à pesca de baleia. O grupo é formado
por Brasil, Austrália, Nova Zelândia,
Argentina, Estados Unidos, Alemanha e Reino
Unido.
Grupos ambientalistas afirmam que a proposta
japonesa é uma forma velada de caça
comercial de baleias, mas Tóquio assegura
que é apenas uma atividade de subsistência
dos povos locais.
A reunião da CBI, que reúne 75 países,
acontece até 31 de maio em Anchorage, a
maior cidade do Estado do Alaska.
Aberta reunião internacional sobre caça à
baleia
Dezenas de ativistas de proteção às baleias
estão em Anchorage, no Alasca, para
acompanhar as discussões da comissão, que
reúne 76 países
Associated Press
Ativistas pedem que se mantenha a
proibição à matança de baleias
ANCHORAGE, EUA - A Comissão Internacional de
Caça à Baleia inicia uma reunião nesta
segunda-feira, 28, que poderá pôr fim á
proibição, estabelecida em 1986, da matança
comercia desses animais. Esta é a primeira
reunião da comissão a ocorrer em território
dos Estados Unidos em quase 20 anos, e
começa sob um forte esquema de segurança.
Dezenas de ativistas de proteção às baleias
estão em Anchorage, no Alasca, para
acompanhar as discussões da comissão, que
reúne 76 países. Na reunião de 2006, países
que apóiam a retomada da caça - como japão,
Noruega e Islândia - conseguiram aprovar uma
moção pelo fim da proibição, mas não
atingiram a maioria de 75% dos votos,
necessária para transformar o apelo em uma
decisão formal.
A proibição foi estabelecida para proteger
diversas espécies tidas como vulneráveis,
mas países com tradição de caça à baleia
alegam que a defesa não é mais necessária,
já que os estoques estariam recuperados.
Noruega e Islândia não reconhecem a
moratória e praticam a caça comercial, e o
Japão usa uma exceção autorizada pela
comissão, de caça para fins científicos,
para prosseguir com a prática.
Na reunião desde ano, o Japão pretende ainda
obter o status de "comunidade baleeira", que
tornaria o país elegível para cotas como as
destinadas a esquimós e outros grupos
nativos que têm autorização para capturar
baleias.
População de
tigres diminui bruscamente na Índia
Em menos de cinco anos, 60% dos felinos
indianos desapareceram
Efe
NOVA DÉLHI - A Índia, lar de metade dos
tigres em liberdade do mundo, avisou que a
caça furtiva e a destruição de seu habitat
natural diminuíram vertiginosamente o número
destes felinos nos últimos cinco anos.
É o que revelam os dados parciais do último
censo - os finais serão divulgados em
dezembro -, que, segundo advertiram nesta
sexta-feira, 25, especialistas, não deixam
dúvidas: é imprescindível fazer algo ou, em
pouco tempo, um dos animais que mais
orgulham a Índia será história.
Encomendado pelo governo, o estudo revelou
que, dos 1.233 animais recenseados em 2002,
em 16 reservas de quatro grandes Estados do
centro e do oeste da Índia, atualmente
restam apenas 490, o que representa uma
diminuição de mais de 60% em menos de cinco
anos.
"Estes dados deveriam despertar as
autoridades", denunciou o responsável de
projetos da Sociedade para a Proteção da
Vida Selvagem da Índia (WPSI), Tito Joseph,
que reivindicou a implementação de um
"departamento de controle dos crimes contra
a natureza".
Por trás do desaparecimento dos tigres está
o incontrolável avanço da presença do homem,
que representa a destruição do habitat
natural dos animais, e, principalmente, a
atividade dos caçadores furtivos, que nos
últimos anos mataram 529 destes felinos,
segundo a WPSI.
A maioria dos tigres capturados ilegalmente
terminam na China, onde um animal destes
pode alcançar preços astronômicos no mercado
negro, em virtude do altíssimo valor de suas
peles e das supostas propriedades
terapêuticas de algumas de suas partes.
Com ou sem comércio, é cada vez menor o
número de grandes felinos, e eles
desaparecem a um ritmo cada vez maior,
segundo o censo do Instituto de Vida
Selvagem da Índia (WII), que adverte para
uma situação especialmente crítica nas
regiões de Madhya Pradesh e Chhattisgarh.
Na primeira região, dos 710 tigres que havia
em 2002, restam somente 276, enquanto na
segunda, a quantidade destes animais passou
de 227 para apenas 26.
Em Maharashtra, há 102 tigres, frente aos
238 que haviam sido registrados há cinco
anos, ao tempo que na região do Rajastão, o
número passou de 58 para 32, segundo o censo
coordenado pelo WII.
O primeiro censo de tigres da história da
Índia foi realizado em 1960, por uma
organização ambientalista não-governamental,
que apontou que havia cerca de 1.800 felinos
deste tipo no país.
Em 1973, outra pesquisa, elaborada pelo
Projeto Tigre, organismo criado para a
proteção destes animais, elevou o número
para mais de 1.800, e desde então a
população cresceu até alcançar 3.700 em
2002, de acordo com o WII.
Diante da nova situação, alguns ecologistas
propuseram a criação de um corpo de Polícia
dedicado apenas a cuidar do bem-estar destes
animais, enquanto outros, como o
vice-presidente da Fundação para a Fauna e a
Flora da Índia, Ashok Kumar, insistem na
importância de conscientizar a população.
Kumar falou sobre os envenenamentos de
tigres por parte de alguns camponeses, que
pretendem evitar que eles ataquem seu gado.
Neste caso, o vice-presidente da Fundação
propôs o oferecimento de compensações
econômicas pelo gado perdido, e o reforço
das patrulhas de vigilância.
Em meio à indignação dos ecologistas, o
Ministério do Meio Ambiente respondeu que o
relatório ainda não é definitivo, o que não
acalmou os ânimos. "O governo deve atuar
rapidamente, ou leremos sobre os tigres em
nossos livros de história", alertou Kumar.
Tubarão se
reproduziu sem macho em cativeiro, confirma
estudo
O tubarão-martelo fêmea pode se reproduzir
sem fazer Patologia, confirmaram cientistas. As
evidências vieram de um tubarão no zoológico
de Henry Doorly, em Nebraska (EUA), que deu
à luz um filhote em 2001, apesar de não ter
tido contato com um macho.
Testes genéticos realizados por uma equipe
formada por pesquisadores da Queen's
University de Belfast, na Irlanda, da
Southeastern University, da Flórida, e do
zôo de Nebraska, nos Estados Unidos,
provaram de maneira conclusiva que o filhote
não tem DNA paterno, diz a revista "Biology
Letters".
O tipo de reprodução mostrado foi visto
antes em outros tipos de peixe, mas nunca em
tubarões.
Partenogênese, como este tipo de reprodução
é conhecido, ocorre quando uma célula do
óvulo é levada a se desenvolver como um
embrião sem a adição de material genético do
esperma masculino.
Preocupação
O mistério sobre o nascimento do
tubarão-martelo foi noticiado amplamente em
2001, mas foi só com a criação de novas
técnicas de identificação de DNA que
cientistas conseguiram agora mostrar de
maneira definitiva o ocorrido.
Os cientistas dizem que a descoberta levanta
questões importantes sobre a preservação dos
tubarões.
Na natureza, estes animais sofrem pressão
por pesca excessiva e muitas espécies estão
sofrendo com a drástica redução de
população.
Se cada vez mais tubarões fêmeas recorrerem
à partenogênese por causa da dificuldade de
encontrar parceiros, isto provavelmente vai
afetar as populações ainda mais, advertiram
os pesquisadores.
Espécies
oficialmente extintas chegam a 784 nos
últimos 40 anos
da Efe, em Sevilha
O número de espécies declaradas oficialmente
extintas chegou a 784 nos últimos 40 anos.
Os dados foram divulgados pela suíça
Anabelle Cuttellod, da União Internacional
para a Conservação da Natureza (UICN), e
pela colombiana Margarita Astrálaga,
diretora do Centro de Cooperação do
Mediterrâneo da UICN na Espanha.
O total de espécies oficialmente extintas
desde o início dos trabalhos da UICN, há 40
anos, pode ser acrescido de 65 outras
espécies que só conseguem sobreviver em
cativeiro ou em programas de reprodução
específicos.
Tm Wimborne/Reuters
Uma em cada
três espécies de anfíbios estão ameaçadas de
extinção, diz relatório
Uma em cada três espécies de anfíbios estão
ameaçadas de extinção, diz relatório
Cutellod e Astrálaga destacaram que a lista
de risco da UICN sobre espécies ameaçadas em
2006 --a última elaborada-- determina que,
das 40.177 espécies avaliadas no mundo,
16.119 estão incluídas em alguma das quatro
fases de perigo.
Na prática, estão ameaçadas 12% das espécies
das aves, 23% das de mamíferos, 52% das de
insetos, 32% das de anfíbios, 51% das de
répteis, 25% das de coníferas e 20% das de
tubarões e raias.
Astrálaga afirmou que, apesar de ter
estudado apenas 60% dos vertebrados, 40% das
plantas e quase 1% dos fungos e liquens do
planeta, pôde-se constatar um aumento
exponencial no número de espécies extintas,
fato atribuído à ação do homem. "Não estamos
falando de hipóteses ou de possibilidades,
como alguns apontam sobre a mudança
climática. Estamos falando da realidade",
destacou.
How Hwee Young/EFE
Uso polar está
entre as espécies de mamíferos ameaçados de
extinção
Uso polar está entre as espécies de
mamíferos ameaçados de extinção
Cuttellod disse que o aumento do número de
espécies marinhas ameaçadas de extinção no
Mediterrâneo, especialmente os cetáceos e os
tubarões, indica que essa zona, "uma das que
apresentam maior biodiversidade no mundo",
sofre uma situação "mais grave" do que em
outros mares, pela poluição e destruição de
ecossistemas causadas pelo homem.
A especialista acrescentou que 64% dos
anfíbios mediterrâneos são endêmicas
--espécies que só ocorrem em uma região do
mundo-- e que, dentre eles, 25% estão
ameaçados, "o que evidencia um grave perigo
de perda de biodiversidade em nível
planetário".
Europa
No caso da Europa, a UICN compila "um número
alarmante de espécies ameaçadas", já que se
encontram em risco de extinção 42% dos
mamíferos, 5% das aves, 45% das borboletas,
30% dos anfíbios e 52% dos peixes de água
doce.
A UICN, criada em 1948, atua em mais de cem
países e conta com uma rede de mais de 10
mil especialistas. Há 40 anos a organização
vem trabalhando na elaboração de listas de
espécies oficialmente extintas ou em risco
de extinção.
Segundo Astrálaga, essas listas são "um
indicador bastante objetivo do êxito ou do
fracasso" do compromisso internacional,
assumido por muitos países, para conter a
extinção de animais e plantas até 2010.
Pescadores
capturam ´fóssil vivo´ nas ilhas Célebes
O celacanto tinha um metro de comprimento e
morreu depois de ser apanhado
Efe
Reuters
Pescador indonésio mostra o celacanto que
capturou
JACARTA - Pescadores indonésios capturaram
nas águas das ilhas Célebes um celacanto, o
maior exemplo de "fóssil vivo", denominação
para as espécies não-extintas que são
extremamente parecidas com as identificadas
através de fósseis, informou nesta
segunda-feira, 21, a imprensa local.
O celacanto (Latimeria Chalumnae), que tinha
um metro de comprimento, morreu horas depois
de ser apanhado pelas redes dos pescadores,
indicou a agência Antara.
Durante décadas acreditou-se que os
celacantos tinham sido extintos junto aos
dinossauros, até que em 1938 um exemplar foi
capturado nas ilhas sul-africanas de Comoro.
Após essa inédita captura, aconteceram
algumas poucas aparições desse peixe no
litoral oriental africano e no norte das
ilhas Célebes.
O celacanto, uma das espécies de peixes mais
antigas do mundo, parece ter mudado muito
pouco ao longo dos séculos, e continua sendo
um enigma para a comunidade científica.
Estes peixes vivem a uma profundidade entre
200 e 1.000 metros, podem chegar aos dois
metros de comprimento e a pesar mais de 90
quilos.
A Indonésia é o país com maior
biodiversidade marinha do mundo e o segundo
maior em biodiversidade terrestre, depois do
Brasil, mas possui a lista mais longa de
animais em risco de extinção.
Destino de
orca recém-nascida chama a atenção de
biólogos
Animal, que foi encontrado sangrando em
praia mexicana, não poderá ficar por muito
tempo no México; destinos prováveis a ela
seriam o mar ou o Sea World
Reuters
NUEVO VALLARTA, México - Uma baleia orca
recém-nascida, que foi achada sangrando em
uma praia mexicana, é o centro de uma
controvérsia internacional entre os que
querem que o animal permaneça no país e os
que apóiam seu envio a um parque aquático
nos Estados Unidos.
Funcionários de um aquário mexicano têm
alimentado a orca Pascuala noite e dia
através de um tubo desde que a encontraram,
em uma praia de um povoado pesqueiro, na
costa do pacífico, em abril.
Pascuala, que com um mês de idade pesa 183
quilos, está se recuperando, mas, se
sobreviver, os donos do aquário querem
mandá-la para o parque aquático Sea World,
em San Diego, no Estado norte-americano da
Califórnia.
Seus tratadores dizem que o México não
possui tanques suficientemente grandes para
quando a baleia crescer, e que ela morrerá
se voltar ao mar ou se for mantida em um
aquário muito pequeno.
Mas alguns ambientalistas se opõe que
Pascuala seja transferida para o Sea World,
pois dizem que poderia estabelecer um
precedente para que traficantes de animais
vendam mais orcas no exterior.
"Nos machuca muito que esse animal possa
morrer, mas seria necessário aceitar a lei
para que não se abra um precedente", disse
Alejandro Rivera, do Greenpeace no México.
A agência ambiental mexicana bloqueou a
transferência até agora, com o argumento de
que a fauna mexicana não pode ser exportada.
O Sea World disse que ficaria feliz em
aceitar o animal, o qual poderia ser
colocado junto a outras sete orcas cativas,
que vivem em um tanque de 26,5 milhões de
litros de água e são parte de um espetáculo
para milhares de visitantes
Oceano pode
estar perdendo capacidade de absorver CO2
Um aumento na intensidade dos ventos sobre o
oceano meridional evita que as águas tomem
mais carbono, e até causa a liberação de
parte do gás acumulado
Associated Press
WASHINGTON - Os oceanos da Terra, que há
séculos absorvem parte do excesso de gás
carbônico da atmosfera, podem estar perdendo
essa capacidade, diz um novo estudo.
O acúmulo de CO2 no ar, desde o início da
era industrial, levantou o temor de que o
gás viria a prender energia solar na
atmosfera, causando um aquecimento global e
mudanças no clima. Relatório divulgado em
fevereiro por uma rede internacional de
cientistas confirma esse cenário. Os oceanos
ajudam a evitar o pior: acredita-se que
absorvam cerca de um quarto das emissões de
carbono provocadas pela atividade humana.
Mas, em artigo publicado na revista
especializada Science, pesquisadores afirmam
que pelo menos uma grande área - o oceano
que cerca da Antártida - parece estar
perdendo o poder de absorver o gás.
O estudo conclui que um aumento na
intensidade dos ventos sobre o oceano
meridional evita que as águas tomem mais
carbono, e até causa a liberação de parte do
gás acumulado no mar.
"Isto é grave. Todos os modelos climáticos
prevêem que esse tipo de realimentação
continuará e se intensificará ao longo do
século", diz a principal autora do trabalho,
Corinne Le Quere.
Antártida:
observado derretimento de área extensa
Uma extensa área da Antártida Ocidental
derreteu por causa das altas temperaturas
registradas durante o verão de 2005 no
hemisfério sul, informou hoje o Laboratório
de Propulsão a Jato (JPL, sigla em inglês).
A agência da Nasa, que usou em sua pesquisa
o satélite QuickScat, determinou que o calor
registrado nesta região poderia acelerar o
degelo nas camadas mais profundas da
superfície antártica.
A área em questão, similar à superfície do
estado da Califórnia, derreteu inicialmente
e depois voltou a se congelar. No entanto,
depois deu lugar ao degelo mais
significativo dos últimos 30 anos, afirmam
os pesquisadores.
Os responsáveis pelo estudo foram Son Nghiem,
do JPL da Nasa em Pasadena (Califórnia), e
Konrad Steffen, da Universidade do Colorado
em Boulder, que mediram a acumulação de neve
e o degelo na Antártida entre julho de 1999
e julho de 2005.
Segundo um comunicado do JPL, os dois
descobriram que havia acontecido um
derretimento considerável em uma extensa
área do oeste do continente gelado. A zona
incluía altas elevações e localidades nas
quais em janeiro de 2005 as temperaturas
chegaram a cinco graus centígrados.
"Caso persistam os aumentos do degelo, como
o que aconteceu em janeiro de 2005, poderia
se registrar um degelo em maior escala na
Antártida", declarou Steffen. Steffen
expressou seu temor de que a água procedente
do degelo sirva como lubrificante da base
das camadas de gelo.
"Isto faria com que a massa de gelo se
movimentasse mais rapidamente em direção ao
oceano, o que aumentaria os níveis
marítimos", concluiu.
Ratos atraídos
pelo calor devoram pastagens na China
Por onde passam, os ratos devoram toda a
relva na região de Altay, o que obriga os
pastores a mudar suas rotas freqüentes, na
busca de novos pastos para os animais
Efe
PEQUIM - As temperaturas acima do normal
registradas na China, desde meados do ano
passado, estão pondo em perigo as pastagens
da região de Altay, devido à invasão dos
ratos que chegam em busca de sol, disseram
nesta terça-feira, 15, fontes locais.
"Os ratos começaram a chegar da Mongólia em
maio de 2006, atraídos pelas altas
temperaturas que fizeram crescer a relva. E
depois continuaram chegando em massa, mesmo
no inverno, que também foi ameno e com pouca
neve", explicou Akder, subdiretor do
Escritório de Controle de Ratos de Altay, no
norte da região chinesa de Xinjiang
(noroeste).
Por onde passam, disse, os ratos devoram
toda a relva, o que obriga os pastores a
mudar suas rotas freqüentes na busca de
novos pastos.
"Tomamos muitas medidas, como distribuir
armadilhas entre os pastores e soltar
raposas e águias para que comessem os ratos.
Usamos até venenos. Mas nada funcionou",
disse Akder.
A catastrófica situação levou as autoridades
locais a pedir ajuda ao governo regional.
"Enviaram dois helicópteros, que borrifaram
venenos nas áreas mais afetadas. Até agora
foi a medida mais eficaz. Em alguns pontos
conseguimos matar 90% dos roedores",
ressaltou a fonte.
No total a praga de ratos afetou 2 milhões
de hectares dos gramados de Altay. Se não
for controlada, poderá causar doenças
epidêmicas na população.
A temperatura média em Xinjiang no inverno
esteve entre dois e quatro graus acima do
normal. A camada de neve nos montes Altay
diminuiu 32 centímetros, segundo dados
publicados pela agência oficial, Xinhua.
Segundo Akder, este é o momento mais
adequado para espalhar o veneno, já que a
grama acaba de crescer outra vez e os ratos
não têm ainda muito o que comer. Assim, o
raticida fica mais eficiente.
Ele garantiu que o veneno é distribuído com
muito cuidado e em pequenas quantidades,
para só afetar os ratos.
O maciço de Altay é partilhado por China,
Rússia, Casaquistão e Mongólia. O território
chinês inclui o parque natural do lago de
Kanas, que será ampliado nos próximos anos
para chegar a 10.030 quilômetros quadrados,
tornando-se assim um dos maiores do mundo.
Golfinhos têm
seu próprio dialeto na Irlanda, dizem
cientistas
da France Presse, em Dublin
Cientistas que estudam os golfinhos de um
estuário do sudoeste da Irlanda acreditam
que esses animais podem ter desenvolvido um
dialeto próprio para se comunicarem.
A Fundação para os Golfinhos de Shannon (SDWF,
na sigla em inglês) tem estudado um grupo de
120 golfinhos nariz-de-garrafa que vivem no
estuário do rio Shannon. Os pesquisadores
registram seus assobios em um computador.
Nariz-de-garrafa é o mais comum dos
golfinhos; espécie ocorre também no Brasil
Na pesquisa, o especialista Ronan Hickey
digitalizou e analisou 1.882 assobios de
golfinhos irlandeses e de golfinhos da baía
de Cardigan, no País de Gales. Na medição,
Hickey distinguiu 32 tipos de assobios, que
podem ser classificados em seis grandes
grupos.
O pesquisador descobriu que a maioria dos 32
tipos de silvos é empregada por ambos os
tipos de golfinhos, mas que oito assobios só
eram usados pelos animais irlandeses.
"Estamos elaborando um catálogo dos
diferentes tipos de assobios que os
golfinhos usam, tentando associá-los a
determinados comportamentos, como rastrear,
descansar ou estabelecer contato com os
outros", explicou o professor Simon Berrow,
diretor do projeto.
Berrow, biólogo marinho, destacou que os
golfinhos empregam estalos para se
orientarem e localizarem suas presas. Já os
assobios servem para a comunicação entre
eles.
Os golfinhos realizam uma extensa gama de
sons parecidos com latidos, grunhidos ou
disparos, segundo Berrow. "Quando escutei
pela primeira vez os sons parecidos com
disparos, me surpreendi. Pensava que os
cachalotes [cetáceos] eram os únicos que os
utilizavam", disse o diretor do projeto.
Agora, eles estudam se os golfinhos os
empregam pelo mesmo motivo que os
cachalotes: incomodar suas presas.
EUA impõem obstáculos à declaração do G8
sobre clima
Os EUA rejeitam menções a metas e
cronogramas, não querem que a ONU envolva-se
profundamente e recusam-se a endossar o
comércio de carbono
LONDRES - Os Estados Unidos estão tentando
diluir uma declaração sobre o aquecimento
global, a ser feita na cúpula do Grupo dos
Oito (G8), em junho, o que deixa o país em
rota de colisão com a anfitriã Alemanha,
disseram na sexta-feira, 11, pessoas
familiarizadas com as negociações.
Em um projeto da declaração datado de abril
de 2007 e visto pela Reuters, os EUA se
opõem à inclusão de uma promessa de limitar
o aquecimento global em 2º Celsius neste
século e cortar, até 2050, as emissões de
gases do efeito estufa para um patamar 50%
abaixo do registrado em 1990.
Os EUA também questionam se a Organização
das Nações Unidas (ONU) seria o melhor fórum
para enfrentar a crise do clima e rejeitam a
parte do documento na qual se afirma que os
mercados de carbono são ferramentas
essenciais para o desenvolvimento e a
utilização de tecnologias menos agressivas
ao meio ambiente.
"Eles rejeitaram todas as menções a metas e
cronogramas, não querem que a ONU envolva-se
mais profundamente e recusam-se a endossar o
comércio de carbono porque isso, por
definição, envolve a fixação de metas",
afirmou uma fonte que não quis ter sua
identidade revelada.
Os líderes da Grã-Bretanha, dos EUA, do
Canadá, da Rússia, do Japão, da Itália e da
França participarão da cúpula a ser
presidida pela Alemanha e realizada na
cidade de Heiligendamm (um balneário do mar
Báltico), de 6 a 8 de junho.
Também participam do encontro os chefes de
Estado da África do Sul, do Brasil, do
México, da China e da Índia, alguns dos
maiores países em desenvolvimento do mundo.
A chanceler alemã, Angela Merkel, está
determinada a ver aprovadas declarações que
fixam um compromisso com uma ação global
relativa ao aquecimento e ao fornecimento de
energia, mas encontra uma resistência cada
vez maior dos EUA (a quem se aliou o
Canadá).
"Há em andamento um jogo de pôquer muito
acirrado, o que é algo bastante
decepcionante neste estágio já tardio e em
vista da escala do problema atual", disse
uma outra fonte familiarizada com as
negociações.
"Trata-se de uma pergunta ainda em aberto,
se Merkel estará preparada para aceitar uma
declaração menos incisiva ou se romperá com
a tradição do G8, declarando um fracasso na
questão climática. De toda forma, a tinta
ainda não terá secado quando a declaração
for divulgada", disse a fonte.
Cientistas prevêem que as temperaturas
médias do planeta vão subir entre 1,8º C e
3º C neste século, devido aos gases de
carbono produzidos na queima de combustíveis
fósseis, nos setores de transporte e
energia.
Esse aumento das temperaturas provocará mais
enchentes, secas e fome, colocando a vida de
milhões de pessoas em risco.
O Protocolo de Kyoto é o único acordo
mundial prevendo limitações à emissão de
carbono. Mas o tratado foi rejeitado pelos
EUA em 2001, não impõe metas compulsórias à
China e à Índia e deixa de vigorar em 2012.
As negociações para prorrogar o acordo e
estendê-lo para além de 2012 estão quase
paralisadas, e os diplomatas esperavam que a
cúpula do G8 divulgasse uma declaração forte
o suficiente para reavivá-las.
Segundo esses diplomatas, o encontro em
Heiligendamm poderia alimentar as esperanças
de que um encontro de ministros do Meio
Ambiente a ser realizado em Bali, em
dezembro, consiga acertar os princípios
básicos das negociações pós-2012.
Um fracasso na Alemanha acabaria por adiar o
processo ainda mais, o que aumenta o risco
de se formar um vácuo após o final do
Protocolo de Kyoto - prevê-se que seriam
necessários vários anos para negociar e
ratificar um acordo capaz de suceder o
tratado atualmente em vigor.
Suspeitas entre países impedem pactos
climáticos
´Muitos países industrializados acham que os
países em desenvolvimento não estão
dispostos e que estão fazendo muito pouco´,
disse uma enviada da ONU
Reuters
NAÇÕES UNIDAS - Ministros que participam de
um encontro sobre soluções para a eficiência
energética, cortes de emissões de dióxido de
carbono e pobreza global não confiam o
suficiente um no outro para conseguirem
medidas concretas até sexta-feira, 11,
disseram diplomatas.
A ex-primeira ministra da Noruega, Gro
Harlem Brundtland, disse que a reunião da
Comissão da ONU para o Desenvolvimento
Sustentável, importante organismo da ONU
para o meio ambiente, foi prejudicada por
"uma falta de confiança profundamente
arraigada".
"Muitos países industrializados acham que os
países em desenvolvimento não estão
dispostos e que estão fazendo muito pouco",
disse ela à conferência na quarta-feira, 9.
Os Estados Unidos, que não se comprometeram
com as cláusulas obrigatórias sobre emissões
de gases nocivos, querem que a China e a
Índia atuem primeiro. Mas a China quer que
os EUA assumam um compromisso maior, como a
União Européia fez, dizendo que suas
emissões de dióxido de carbono, subproduto
da queima de combustíveis fósseis, estão bem
abaixo dos índices americanos, em base per
capita.
"Muitos países em desenvolvimento acham que
o mundo industrializado falhou na promessa
da assistência financeira e técnica", disse
Brundtland. "Muitos países estão preocupados
com os custos e com a concorrência e muitos
estão relutando em assumir obrigações das
quais outros vão escapar."
Brundtland liderou a comissão ambiental da
ONU que desenvolveu, em 1987, o conceito de
desenvolvimento sustentável.
Países em desenvolvimento temem também que o
progresso dos programas ambientais seja
feito às custas do desenvolvimento. Um
relatório da ONU advertiu que o crescimento
de biocombustíveis, como o etanol, poderá
resultar em aumento de preços de alimentos,
por desviar terra arável para a produção de
combustíveis.
"O progresso no pilar ambiental de
desenvolvimento sustentável deve casar com o
progresso simultâneo nos pilares sociais e
econômicos", disse Malik Amin Aslam,
ministro do ambiente do Paquistão.
A conferência tem por objetivo produzir
políticas que causem o avanço das soluções
energéticas de longo prazo, que possam
contribuir para o desenvolvimento econômico
e social, protegendo o meio ambiente.
PF prende 14 em ação contra comércio de
agrotóxicos ilegais
Quadrilha operava com produtos banidos pela
ONU pela alta concentração de agentes
prejudiciais ao meio ambiente; operação
ocorre em seis Estados e no DF
Solange Spigliatti
SÃO PAULO - A Polícia Federal prendeu 14
pessoas na manhã desta terça-feira, 8,
suspeitas de contrabando e distribuição de
agrotóxicos ilegais. Cerca de 300 policiais
cumprem 21 mandados de prisão e 53 mandados
de busca e apreensão em seis Estados e no
Distrito Federal.
A quadrilha operava com herbicidas (que
matam plantes invasoras), inseticidas (que
combatem insetos) e fungicidas (químicos que
atacam fungos) com o objetivo de proteger a
produção e estocagem de alimentos para
consumo humano.
Os agrotóxicos são banidos pela FAO
(Organização para Comida e Agricultura das
Nações Unidas) por conter agentes químicos
altamente prejudiciais que causam graves
problemas à saúde ambiental (água, solo e
ar) e afetam diretamente o meio ambiente.
As prisões foram realizadas em Goiás, onde a
quadrilha foi acusada de praticar
contrabando, distribuição e uso dos produtos
ilegais, resultando em danos ao meio
ambiente e ao próprio ser humano.
A operação Campo Verde, que tem como foco
principal o crime contra o Meio Ambiente,
resultante do uso de agrotóxicos
contrabandeados, é realizada em Minas,
Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso,
Bahia, Goiás e no Distrito Federal.
A Operação é fruto de uma investigação que
vem sendo realizada desde janeiro de 2006
pela Delegacia da Polícia Federal em Jataí,
na Bahia, e pela Superintendência Regional
da Polícia Federal no Estado do Paraná,
tendo início com a observação de um grupo
criminoso que fazia a introdução de
agrotóxicos ilegais.
ONU faz advertência para perigos dos
biocombustíveis
Ambientalistas já advertiram que a ´corrida
do ouro´ para os biocombustíveis poderá
causar muito mais dano ao meio ambiente que
os combustíveis fósseis
Associated Press
ROMA - As Nações Unidas dizem que
biocombustíveis, como etanol, podem ajudar
bastante a reduzir o aquecimento global e
criar empregos para os pobres das regiões
rurais, mas advertem que os benefícios
poderão ser eliminados por problemas
ambientais graves e uma elevação no preço de
alimentos para os mais famintos.
Em seu primeiro grande relatório sobre
bioenergia, as Nações Unidas tentam
equilibrar o entusiasmo com os
biocombustíveis, chamando atenção para seus
possíveis efeitos prejudiciais. O relatório
sai poucos dias depois de uma conferência
sobre mudança climática em Bangcoc ter dito
que o mundo tem os meios para evitar que o
aquecimento global atinja níveis
catastróficos.
Os biocombustíveis, que podem ser feitos de
cana-de-açúcar, milho, dendê e outros
produtos agrícolas, têm sido vistos por
muitos como uma forma mais limpa e barata de
suprir as necessidade energéticas do mundo,
sem a queima de combustíveis fósseis.
Líderes europeus já decidiram que pelo menos
10% do combustível consumido no bloco virá
de fontes biológicas, como o etanol, até
2020, e os Estados Unidos trabalham numa
proposta para multiplicar a produção de
biocombustíveis por sete, até 2022. Com o
preço do petróleo chegando a níveis recorde,
os biocombustíveis tornaram-se uma
alternativa atraente.
Mas ambientalistas já advertiram que a
"corrida do ouro" para os biocombustíveis
poderá causar muito mais dano ao meio
ambiente que os combustíveis fósseis -
preocupação refletida no relatório,
divulgado em Nova York por um consórcio de
20 agências e programas das Nações Unidas.
O texto reconhece que a bioenergia
representa uma "oportunidade extraordinária"
para redução das emissões de gases do efeito
estufa. Mas alerta que "o crescimento rápido
da produção líquida de biocombustíveis
colocará demandas substanciais sobre os
recursos mundiais de terra e água, num
momento em que a demanda por alimento e
produtos florestais também se eleva
rapidamente".
Mudanças no conteúdo de carbono dos solos e
nos estoques de carbono em florestas e
charcos poderão eliminar parte ou todo o
benefício do biocombustível em termos de
redução do efeito estufa, diz o relatório.
"O uso de monoculturas em larga escala
poderá levar a perda significativa de
biodiversidade, erosão do solo e sangria de
nutrientes", afirma o texto, acrescentando
que os investimentos em bioenergia devem ser
administrados cuidadosamente, em escala
nacional, regional e local, para evitar que
problemas sociais e ambientais "alguns dos
quais poderão ter conseqüências
irreversíveis".
O relatório constata que a demanda crescente
por óleo de palmeira já levou à eliminação
de florestas tropicais no sudeste asiático.
A eliminação das selvas pode resultar em
emissões de gases ainda maiores que as
geradas por combustíveis fósseis.
Além disso, a destinação de terras antes
usadas para plantar comida para o plantio de
combustível elevará o preço da comida e de
mercadorias básicas, impondo uma nova carga
aos pobres do mundo. E, embora as plantações
de biocombustível tenham o potencial de
melhorar a renda em áreas rurais, esse é um
tipo de produção que favorece a agricultura
em larga escala, o que pode levar á
eliminação de pequenas propriedades. O texto
sugere a formação de cooperativas e
subsídios oficiais para manter os pequenos
fazendeiros no negócio.
Site para crianças ensina como salvar ursos
polares da mudança climática
da Efe, em Genebra
O Fundo Mundial para a Natureza (WWF)
apresentou hoje um novo site que ensina as
crianças a salvarem os ursos polares da
ameaça representada pela mudança climática.
O organismo internacional, com sede em Gland
(Suíça), informou nesta segunda-feira que o
site "Salvemos os Ursos Polares"
(www.panda.org/polarbears), desenvolvido
pelo Programa de Rastreamento de Ursos
Polares do WWF e pela empresa fotográfica
Canon, foi desenvolvido para crianças entre
7 e 11 anos.
Usando dois ursos polares virtuais, Auro e
Borea, as crianças têm informações sobre a
ameaça que o aquecimento global gera para os
animais e como podem contribuir para frear a
mudança climática.
O diretor de operações do WWF, Paul Steele,
disse em comunicado que, com a iniciativa,
espera-se "poder chegar aos corações das
crianças para que as gerações futuras tenham
o conhecimento e o ímpeto necessário para
mudar seu estilo de vida e conservar o
ambiente".
O Programa de Rastreamento de Ursos Polares
foi criado em 2002 pelo WWF e pelo Instituto
Norueguês Polar para seguir os movimentos
dos ursos no arquipélago de Svalbard, no
Ártico.
Esses animais são os principais indicadores
da mudança climática e de seu efeito neste
território. Por causa do aquecimento global,
as grandes massas de gelo do Ártico estão se
desfazendo, reduzindo cada vez mais o
habitat natural dos ursos polares.
O WWF alertou que, "a menos que a humanidade
atue imediatamente para reduzir as emissões
de gases causadores do efeito estufa, como o
dióxido de carbono, não poderemos salvar os
ursos polares".
Indonésia desmata área de 300 campos de
futebol por hora, diz
Greenpeace
A Indonésia é o país que destrói suas
florestas com maior velocidade --são
desmatados o equivalente a 300 campos de
futebol por hora. A informação, divulgada
pela organização não-governamental
Greenpeace, será incluída na próxima edição
do livro "Guinness" de recordes, a ser
publicado em setembro.
"A Indonésia já perdeu 72% de suas extensas
florestas ancestrais e metade permanece
ameaçada pelo comércio de madeira, queimadas
e desmatamento para plantação de palmeiras",
diz um comunicado da ONG de defesa do meio
ambiente.
O texto que será divulgado no livro "Guinness"
diz: "Dos 44 países que respondem por 90%
das florestas do mundo, o país que registra
a taxa de desmatamento anual mais alta é a
Indonésia com 1,8 milhão de hectares de
floresta destruídos a cada ano entre 2000 e
2005, uma taxa de 2% anuais ou 51 km²
destruídos por dia".
"É uma vergonha nacional para a Indonésia
ter essa distinção no livro de recordes",
afirma o Greenpeace.
Brasil
A organização destaca, no entanto, que a
Indonésia destrói suas florestas mais
rápido, mas o Brasil desmata uma área maior
por ano.
(cerca de 800
campos de futebol por hora)
Um recente relatório da agência da
Organização das Nações Unidas (ONU) para a
Agricultura e a Alimentação (FAO) indica
que, entre 2000 e 2005, em comparação com
1990 a 2000, o Brasil registrou perdas
anuais de 0,5% a 0,6% da cobertura florestal
brasileira.
Morte de abelhas ameaça a agricultura dos
EUA
Diversas frutas e legumes que dependem
destes insetos para polinização
poderão ter desaparecer, caso as abelhas
continuem morrendo
Associated Press
BELTSVILLE, EUA - Um misterioso assassino de
abelhas continua devastando as colméias dos
Estados Unidos e reduzindo abruptamente a
população desses animais. Se ninguém (ou
nada) acabar com isso, as conseqüências da
matança poderão se refletir na alimentação
diária do norte-americano.
Abelhas não fazem apenas mel; elas polinizam
mais de 9 das frutas e verduras mais
saborosas e nutritivas dos EUA, entre elas:
maçã, noz, abacate, cereja, morango, soja e
brócoli.
Na verdade, cerca de um terço da dieta
humana provém de plantas polinizadas por
insetos, e as abelhas são responsáveis por
80% dessa polinização, segundo o Ministério
da Agricultura dos Estados Unidos.
Até mesmo o gado, que come alfafa, depende
das abelhas. Então, se elas desaparecerem
mais ainda, os americanos poderão acabar
tendo como alimento apenas "grãos e água",
segundo afirmou Kevin Hackett, líder do
programa nacional do Ministério da
Agricultura dos EUA para abelhas e
polinização. "Este é a maior ameaça para
nosso suprimento de alimentos", disse
Hackett.
Mesmo que nem todos os cientistas prevejam
uma crise alimentícia, visto que mortes em
larga escala de abelhas já ocorreram no
passado, esta, particularmente, se mostra
alarmante e confusa.
Apicultores norte-americanos perderam nos
últimos meses um quarto de suas colônias -
ou cerca de cinco vezes mais do que as
mortes naturais que ocorrem durante o
inverno - devido ao que os cientistas chamam
de Desordem de Colapso Colonial (CCD, em
inglês).
O problema começou em novembro e parece ter
se espalhado para 27 Estados americanos.
Casos semelhantes aconteceram no Brasil,
Canadá e partes da Europa.
Cientistas se esforçam para descobrir o que
está matando os insetos, e resultados
preliminares de um importante estudo
divulgados nesta semana apontam como
causadores da tragédia algum tipo de
parasita ou doença.
Mesmo antes desta desordem ocorrer, as
abelhas já estavam em apuros. O número de
indivíduos estava diminuindo constantemente,
pois seus genes não são equipados para
combater venenos e doenças.
Especialistas brasileiros e europeus se
juntaram numa investigação no laboratório de
estudos de abelhas do Ministério da
Agricultura dos EUA, localizado em
Washington. Nas últimas semanas o gabinete
do vice-presidente, Dick Cheney, foi
informado sobre o problema.
"Essa crise ameaça destruir produções de
plantas que dependem da polinização de
abelhas", disse o secretário da Agricultura
Mike Johanns em um comunicado.
Um estudo do Congresso informou que as
abelhas contribuem indiretamente com cerca
de US$ 15 bilhões por ano em alimentos
devido às suas polinizações.
Suspeitos
Segundo o maior especialista em abelhas do
Ministério da Agricultura, Jeff Pettis, os
suspeitos pela diminuição da população de
abelhas nos EUA são um parasita, um vírus
desconhecido, algum tipo de bactéria,
pesticidas, ou uma combinação entre duas
destas quatro últimas, em que uma enfraquece
o inseto e a outra o mata.
No Brasil 60%
das coméias do Brasil estão morrendo, devido
a aplicação de agrotóxicos na agricultura
Cientistas descobrem 15 novas espécies em
região antártica
da Efe, em Barcelona
Cientistas descobriram 15 novas espécies
marinhas visíveis ao olho humano no fundo do
mar, uma evidência do desaparecimento das
gigantescas camadas de gelo Larsen A e B, na
Antártida. Essas camadas cobriram durante
milhares de anos essa extensa porção
oceânica.
O quebra-gelo Polarstern, com cerca de 50
pesquisadores de 14 países, foi o primeiro a
explorar partes desconhecidas do mar de
Weddell. Nos últimos anos, cerca de 10 mil
quilômetros quadrados de placas de gelo se
desprenderam na região por causa do
aquecimento global.
A expedição, realizada entre o final de 2006
e o início deste ano, foi a primeira do
programa internacional Censo da Vida Marinha
Antártica e permitiu constatar as alterações
que a mudança climática está causando nos
ecossistemas marítimos do oceano Antártico.
O coordenador internacional do programa, o
escocês Michael Stoddart, disse que, só nos
pouco mais de dois meses que a expedição
durou, foram descobertas 15 novas espécies,
a maioria crustáceos.
Stoddart, que também é o cientista
responsável pelo Programa Antártico
Australiano, afirmou que o Polarstern
voltará ao mar de Weddell em novembro, em
uma nova expedição. Segundo ele, a pesquisa
permitirá encontrar outras espécies novas na
região.
O aquecimento global, além do derretimento
das antigas placas de gelo, como a Larsen B,
de 12 mil anos de idade, está gerando
mudanças nos habitats marítimos. Assim,
foram localizados animais e plantas que, até
agora, só haviam sido encontrados em águas
mais quentes.
As conseqüências do aquecimento global são
mais evidentes nos animais que habitam a
superfície antártica, como os pingüins, que
estão se deslocando para o sul, em busca de
terras e águas mais frias.
Ao contrário de outros cientistas, Stoddart
não se mostra alarmista com os efeitos da
mudança climática. Ele também não acredita
que há motivos para ser otimista, mas
simplesmente realista, e que se deve
proporcionar aos cidadãos uma informação
verdadeira do que está ocorrendo, pois
"assim o desconhecido não será tão
ameaçador".
EUA querem que Brasil assine tratado de
preservação florestal
BRUNO GARCEZ
Brasil, em Nova York
A subsecretaria de Estado americana, Paula
Dobriansky, pediu que o Brasil assine com os
Estados Unidos tratado de conservação de
florestas tropicais.
O projeto foi criado pelo governo americano
em 1998 e oferece a países em
desenvolvimento o perdão de dividas com os
Estados Unidos e a geração de fundos para
preservação ambiental.
O programa é implantado por meio de acordos
bilaterais. Entre as nações
latino-americanas que já assinaram o tratado
estão Peru, Colômbia, Paraguai e Panamá.
O pedido da subsecretária foi feito durante
o Fórum de Desenvolvimento Sustentável
realizado nesta segunda-feira em Nova York.
O evento conta com a presença dos
ex-presidentes americanos Bill Clinton e
George W. Bush, pai do atual líder
americano.
O Fórum foi realizado pela ONG Associação
das Nações Unidas-Brasil e contou com a
presença de inúmeros políticos brasileiros,
entre eles o senador e ex-presidente José
Sarney, o governador do Mato Grosso, Blairo
Maggi (PR), o governador do Rio de Janeiro,
Sergio Cabral (PMDB), e o ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo.
Biocombustíveis
De acordo com Departamento de Estado, o
tratado de conservação de florestas
tropicais é capaz de gerar até US$ 60
milhões (cerca de R$ 120 milhões) em
iniciativas voltadas para a preservação
ambiental.
"Esperamos que o Brasil se junte a nós e
assine o tratado", afirmou a subsecretária.
"Com isso é possível aliviar a dívida com os
Estados Unidos e investir em recursos para
preservação de florestas e espécies de
animais."
A subsecretária disse ainda ser preciso
tomar uma série de medidas para ampliar o
uso mundial de biocombustíveis.
Segundo Dobriansky, "os elementos-chave são
redução dos custos de produção dos
biocombustíveis, as demandas pelo uso da
terra e as pressões no preço das rações para
animais."
Os Estados Unidos vêm enfrentando uma
elevação do preço do milho e nos valores de
terras cultiváveis devido à produção de
etanol.
A versão americana do biocombustível é
produzida a partir do milho. Com a crescente
demanda pelo cereal, aumentou também a
quantidade de terras necessárias para
cultivar milho.
Algas marinhas matam pássaros e
leões-marinhos na Califórnia
s
A proliferação de algas marinhas que
produzem um ácido tóxico provocou doenças e
mortes de centenas de pássaros,
leões-marinhos e golfinhos na Califórnia
(oeste dos EUA), alertaram ambientalistas.
Os corpos dos animais têm sido encontrados
na costa, desde San Diego, no sul do Estado,
até a baía de San Francisco, mais ao norte.
AP
Leões-marinhos comem peixes contaminados com
toxina de alga
Na última semana, 40 pássaros foram levados
ao Centro Internacional de Resgate de Aves
em San Pedro, com sintomas de envenenamento
por ácido domóico, que provoca convulsões e
atinge o cérebro.
Essa substância é produzida por algas
microscópicas, que são ingeridas por peixes
e frutos do mar que, por sua vez, servem de
alimento para pássaros e mamíferos marinhos.
"Surtos" de proliferação de algas ocorrem
todos os anos, quando as águas do oceano
esquentam, mas o "surto" deste ano parece
ter vindo mais cedo, ser mais extenso e
"muito, muito denso", segundo David Caron,
professor de ciências biológicas na
Universidade do Sul da Califórnia.
"Estima-se que milhares de animais estão
sendo afetados", disse.
Jay Holcomb, diretor do centro de resgates
de aves, afirmou que, em temporadas
passadas, a média era de sete pássaros por
semana.
"Faço este trabalho há 35 anos e nunca vi
algo assim em termos de números de espécies
afetadas, a não ser em casos de derramamento
de petróleo", disse Holcomb nesta
quinta-feira.
Desde domingo (22), o Centro de Cuidados de
Vida Selvagem e Áreas Úmidas, em Huntington
Beach, recebeu 73 aves doentes ou mortas,
informou a diretora-assistente Lisa Birkle.
A toxina tem sido mais mortal do que o
normal, afirmou.
No Centro de Mamíferos Marinhos do Pacífico,
em Laguna Beach, 14 leões-marinhos com
sintomas de envenenamento por ácido domóico
foram tratados. Sete morreram.
Seres humanos não são afetados ao nadar em
meio às algas, mas o consumo de peixes e
moluscos contaminados pode provocar náuseas,
convulsões e até a morte. O Departamento de
Serviços de Saúde do Estado emitiu alerta
contra o consumo de alguns tipos de frutos
do mar e peixes, incluindo lagostas e
sardinhas.
Uma epidemia de ácido domóico ocorrida em
2002 e 2003 deixou mais de mil
leões-marinhos e 50 golfinhos doentes ou
mortos.
Gelo derrete e aves migram mais cedo no
Ártico
O aquecimento é mais acelerado no Ártico
porque a água e a terra, mais escuras,
absorvem mais calor quando estão sem sua
cobertura de gelo e neve
Alister Doyle, Reuters
GELEIRA LONGYEARBYEN, Noruega - Uma geleira
que fica numa ilha a apenas mil quilômetros
do pólo Norte derreteu, um fiorde antes
congelado agora está sem gelo e aves da
região anteciparam sua migração de volta -
três possíveis sinais do aquecimento global.
Nesta época, final do inverno ártico, a capa
de gelo sobre o mar se estende bem menos ao
sul do que o normal na região do arquipélago
de Svalbard (Noruega).
"Esta geleira está morrendo", disse o guia
Eirik Karlsen durante uma visita a um túnel
no gelo, escavado pelas águas que, no verão
passado, escorriam pelo coração desta
geleira sobre a localidade de Longyearbyen -
uma estrutura que costumava ter três
quilômetros de comprimento, mas vai
derretendo rapidamente.
O túnel, onde é possível caminhar
confortavelmente junto a estalactites de
gelo pendentes do teto, serpenteia 15 metros
abaixo da superfície da geleira Longyearbyen
e mostra os enormes volumes de água levados
para o vale em 2006.
"No final, o teto aqui vai desabar", disse
Karlsen a um grupo de visitantes. "Tomara
que não seja hoje."
Segundo ele, é complicado atribuir o degelo
integralmente ao aquecimento global. A
geleira se formou há apenas 2.000 anos,
quando os padrões de precipitação de neve
mudaram.
Muitos moradores dizem que o frio, as
nevascas e as tempestades variam de ano para
ano - com ou sem aquecimento global - nesta
que é a aldeia mais setentrional do mundo.
Por outro lado, especialistas da ONU dizem
que o Ártico está se aquecendo mais rápido
que o resto do planeta por causa do
aquecimento global, o que ameaça a
subsistência humana e espécies como o urso
polar, que dependem do gelo marinho para
caçar focas.
O aquecimento é mais acelerado no Ártico
porque a água e a terra, mais escuras,
absorvem mais calor quando estão sem sua
cobertura de gelo e neve. As geleiras estão
recuando em muitas partes do mundo, seja nos
Alpes ou no Himalaia, e isso pode elevar o
nível dos mares nos próximos séculos.
As aves migratórias, que costumam voltar da
Sibéria no final do inverno, apareceram uma
semana antes do normal. Outras espécies
também estão dando as caras antecipadamente,
segundo moradores.
O fenômeno pouco afeta as pessoas. A
principal atividade da ilha é uma mina de
carvão, e a comida é importada da Noruega
continental, ao sul. Os prédios são
construídos sobre palafitas, já prevendo
eventuais degelos.
Poluição sonora faz pássaros diurnos
cantarem à noite
Muitos pássaros passam a cantar à noite, em
vez de competir com os barulhos diurnos, de
acordo com estudo publicado na revista
Biology Letters
LONDRES - Pássaros que vivem em zonas
urbanas estão mudando seus hábitos de cantar
por causa da poluição sonora, de acordo com
um estudo da Universidade de Sheffield, no
Reino Unido.
O estudo analisou os
pintarroxos, pássaros
que geralmente começam a cantar ao
amanhecer, para atrair parceiros, espantar
inimigos e demarcar território.
Muitos desses pássaros estão cantando
durante a noite, em vez de competir com os
barulhos urbanos diurnos, de acordo com o
estudo publicado na revista especializada
Biology Letters.
O estudo diz que os pintarroxos têm cantado
à noite em áreas onde os níveis de barulho
diurno são, pelo menos, dez decibéis mais
altos do que em zonas rurais.
Barulho versus luz
“Nos pássaros, a cantoria noturna por
espécies normalmente diurnas pode ser uma
forma de minimizar a interferência de
barulho ambiente urbano”, disse o estudo.
Mas os cientistas alertam que essas mudanças
podem ser traumáticas para o metabolismo dos
pássaros, já que cantar usa mais energia do
que dormir.
Os pesquisadores também desafiam a noção
comum de que o fenômeno é causado pelo
excesso de luz durante a noite em zonas
urbanas.
“Apesar de a cantoria noturna acontecer
principalmente em áreas muito iluminadas,
foi limitada a locais que também são
barulhentos durante o dia e não aconteceu em
locais com muita luz, mas que são
relativamente quietos”, disse.
“Assim, nós concluímos que o barulho diurno
tem um efeito muito maior na atividade de
cantar à noite do que os níveis de luz
noturnos.”
Espécie
em extinção, rinoceronte de Sumatra é
filmado pela 1ª vez
da France Presse, em Kuala Lumpur
O Fundo Mundial para a Natureza (WWF)
conseguiu captar imagens de um rinoceronte
exótico em seu habitat pela primeira vez.
Nelas o
rinoceronte de Sumatra aparece comendo e
farejando o equipamento técnico
Animal é de espécie ameaçada de extinção
O vídeo integra um estudo que pode ajudar a
salvar essa espécie da extinção. As imagens
foram gravadas à noite da ilha de Bornéu,
graças a uma câmera de vídeo instalada em
uma floresta. O WWF conseguiu filmar o
animal durante dois minutos.

As autoridades malasianas e o WWF elogiaram
a fita pelas repercussões positivas que
podem representar para a vida do
introvertido rinoceronte.
"São animais muito tímidos que quase nunca
são vistos. Esse vídeo nos dá uma
oportunidade maravilhosa de espionar seu
comportamento", afirmou Mahedi Andau,
diretor do departamento de fauna e flora do
Estado de Sabah, na ilha de Bornéu.
O rinoceronte de Sumatra é uma espécie em
extinção e apenas poucos são encontrados na
ilha indonésia de Sumatra, em Sabah e na
península da Malásia, destaca o WWF.
O animal que aparece no vídeo é uma
subespécie conhecida como rinoceronte de
Bornéu, do qual, segundo os cientistas,
restam entre 25 e 50 na ilha.
Degelo
no Himalaia ameaça China e sul da Ásia,
alertam cientistas
da Efe, em Pequim
O degelo das geleiras do Himalaia, causado
pelo aquecimento global, terá um grande e
grave impacto na vida e na economia da China
e do sul da Ásia, alertaram hoje cientistas
chineses em Pequim.
Até 2050, um quarto das geleiras do planalto
de Qinghai-Tibete, o mais alto do mundo,
terão derretido, o que afetará a vida das
pessoas não só na China, mas também no sul
asiático --já que essas formações são
fundamentais para a economia da região--,
disse Qin Dahe, membro do Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC).
Numa entrevista coletiva da qual também
participou o indiano Rajendra Pachauri,
presidente do painel, Qin, ao lado de outros
especialistas, falou sobre os impactos do
aquecimento global previstos no último
relatório do IPCC.
As geleiras tibetanas alimentam grandes rios
da região asiática, entre eles o Yang Tsé, o
Ganges e o Mekong, em cujos deltas fica o
chamado "celeiro da Ásia do Sul", destacou
Pachauri.
"Até meados deste século, a previsão é que a
produção de grãos terá aumentado até 20% no
Leste e no Sudeste Asiático, mas poderá cair
até 30% na Ásia Central e do Sul", disse Wu
Shaogong, também do IPCC.
Especificamente na China, disse Qin, a
produção agrícola poderá cair entre 5% e 10%
até 2050, afetando os três principais grãos
produzidos no país: trigo, arroz e milho.
Na entrevista coletiva, os especialistas
chineses confirmaram que Pequim decidiu
adiar a publicação de seu primeiro relatório
sobre mudança climática, previsto para
amanhã, por causa de alterações de última
hora.
Pelo menos na última versão do relatório, o
país asiático rejeita estabelecer
compromissos para a redução das emissões de
gás carbônico, principal causa do
aquecimento global, mas alerta para as
graves ameaças que o fenômeno significa para
o crescimento econômico de Pequim, disse
hoje o jornal "South China Morning Post".
Segundo Pachauri, os países industrializados
são os que têm mais responsabilidade na
redução das emissões, já que são os
principais causadores do aquecimento global.
É também esse argumento que a China usa para
evitar se comprometer a reduzir as emissões
de gás carbônico. "Espero que a comunidade
internacional, mas principalmente os países
desenvolvidos, façam algo para reduzir as
emissões de gases", disse o indiano.
A China atualmente é o segundo maior emissor
mundial de dióxido de carbono, mas poderá
ultrapassar os Estados Unidos ainda neste
ano, de acordo com a Agência Internacional
de Energia (AIE).
Hoje, o descobridor do buraco na camada de
ozônio, o prêmio Nobel de Química Mario
Molina, estimou em 90% as possibilidades de
a temperatura aumentar entre 4 e 5 graus até
o fim do século 21, caso a poluição não
diminua.
Mudança no clima é maior desafio para o
mundo, diz Annan
O ex-secretário-geral da ONU disse que, se a
questão ambiental não for resolvida, ´todos
os outros esforços que estamos fazendo podem
ser eliminados´
Reuters
OSLO - As mudanças no clima e no meio
ambiente são hoje os principais desafios
para a comunidade internacional, e se não
forem enfrentados podem arruinar o
desenvolvimento, disse na sexta-feira, 20,
Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU.
"Se não controlarmos o clima, se não
enfrentarmos os desafios do meio ambiente,
todos os outros esforços que estamos fazendo
podem ser eliminados", disse Annan a
jornalistas depois de falar ao Partido
Trabalhista Norueguês.
Cientistas afirmam que as atividades
humanas, especialmente as emissões de gases
do efeito estufa, pela queima de
combustíveis fósseis, estão aquecendo a
Terra. Segundo eles, isso pode causar a
elevação dos níveis dos oceanos, a expansão
dos desertos e a ocorrência de mais secas e
enchentes, desalojando milhões de pessoas e
provocando crises econômicas, políticas e
humanitárias.
Annan, que deixou a frente da ONU no final
de 2006, depois de dez anos no cargo, disse
que o meio ambiente será um grande limitador
do crescimento e do desenvolvimento no mundo
todo.
"Não podemos continuar a consumir os
recursos do mundo como se não houvesse
amanhã, como se novas gerações não
estivessem chegando depois da nossa", disse
ele.
"Todos os grandes desafios que enfrentamos
hoje não podem ser abordados por apenas um
país, por mais poderoso que ele seja",
afirmou ele. "Isso requer cooperação
internacional."
Para Annan, isso também se aplica a outras
áreas, como ao combate a doenças
infecciosas, à degradação ambiental, ao
terrorismo, às armas de destruição em massa
e ao crime internacional organizado.
O ex-chefe da ONU elogiou o novo plano da
Noruega de reduzir a zero o saldo de suas
emissões de carbono até 2050. "Não sei se o
resto do mundo vai ter esse nível de
ambição, mas esse deveria ser o objetivo",
disse ele
WWF alerta para risco de extinção de
leopardo no leste da Rússia
O WWF (Fundo Mundial para a Natureza) pediu
ao governo da Rússia nesta quarta-feira que
crie uma reserva nacional no extremo leste
do país para proteger o
leopardo amur,
espécie ameaçada de extinção.
Segundo um censo realizado por cientistas
americanos e russos, existem apenas entre 24
e 35 leopardos amur (Panthera pardus
orientalis) vivendo no seu habitat, que se
espalha por três reservas localizadas perto
da fronteira com a China e ao longo do rio
Amur.
A contagem foi feita em uma faixa de
território de pelo menos 5.000 quilômetros
quadrados, na região de Primorie, na
fronteira com a China, segundo Pavel Fomenko,
diretor do Instituto de Geografia do
Pacífico.
Igor Tchestine, chefe do braço russo do WWF,
disse que o governo poderia criar uma
reserva de mais de 200 mil hectares. "Os
zoológicos possuem centenas de leopardos
amur que poderiam ser soltos", afirmou.
O felino habitava as florestas da Rússia,
China e Coréia do Norte, mas a caça ilegal,
o desmatamento e outras atividades humanas
limitaram seu habitat a uma área de 400 mil
hectares nas florestas ao redor do lago
Jasan, em Primorie.
Quando adulto, o macho pode alcançar 1,70
metro de comprimento e pesar até 60 kg. A
subespécie de leopardo é a que vive mais ao
norte do globo.
A Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o
WWF financiam a Reserva de Biosfera
Kedrovaya, em Primorie. O local pretende
ajudar a proteger espécies naturais em risco
de extinção, dentre as quais o leopardo.
Com agências internacionais
Para deputados dos EUA, clima ameaça
segurança e economia
A audiência coincide com a reunião do
Conselho de Segurança da ONU sobre
aquecimento global
Associated Press
WASHINGTON - Preocupações sobre a segurança
global e a dependência americana do petróleo
importado, e não as geleiras ou a extinção
de espécies, dominaram o primeiro debate
sobre aquecimento global da Câmara de
Deputados dos EUA, realizado depois de a
oposição ter conquistado a maioria na Casa.
"É uma ameaça dupla, como Orto, o cão de
duas cabeças da mitologia grega, com uma
cabeça olhando para a frente e a outra, para
trás", disse o deputado Edward Markey,
presidente do Comitê de Independência
Energética e Aquecimento Global, criado pela
insistência da presidente da Casa, Nancy
Pelosi.
"Nossa crescente dependência é atribuível à
política energética que olha para trás, e
olhando para a frente podemos ver a ameaça
da elevação das temperaturas e o aumento
subseqüente do risco de desastres naturais e
humanitários", afirmou ele.
Mas, minutos após o início da audiência, o
deputado James Sensenbrenner, do Partido
republicano, questionou o motivo dos
democratas para dar tanta proeminência à
questão do aquecimento global. Sensenbrenner
disse que a questão não é nova, e que ele
mesmo já havia mediado debates sobre o
assunto, quando presidia a Comissão de
Ciência, entre 1997 e 2001.
A audiência parlamentar coincide com a
primeira reunião do Conselho de Segurança da
ONU para tratar da questão do aquecimento
global.
Os deputados ouviram depoimentos de um
ex-diretor da CIA, um ex-chefe do Estado
Maior do Exército, de um vice-almirante
reformado e de um ambientalista.
"Generais e almirantes que passaram vidas
inteiras no campo de batalha dizem-nos que o
aquecimento global é uma fraqueza
estratégica importante", declarou Markey.
O general reformado Gordon Sullivan, que foi
chefe do Estado Maior entre 1991 e 1995,
disse que a mudança climática global deveria
ser "integrada nas estratégias de segurança
e defesa nacional".
ONU alerta sobre possíveis conflitos devido
ao aquecimento global
O Conselho de Segurança da ONU (Organização
das Nações Unidas) reuniu-se pela primeira
vez nesta terça-feira para debater as
implicações que o aquecimento global pode
ter para a paz e a segurança mundial.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon,
pediu aos países-membros que se previnam
contra conflitos que possam surgir devido à
escassez de recursos, uma das conseqüências
das mudanças climáticas.
"As coisas são mais fáceis quando todos
podem compartilhar a abundância, mesmo que
em níveis diferentes", declarou Ban. "Mas
quando os recursos escasseiam --seja a
energia, a água ou as terras cultiváveis--
nossos frágeis ecossistemas são submetidos a
pressões, o que pode levar a um colapso dos
códigos de conduta estabelecidos, e,
inclusive, a um conflito total",
acrescentou.
Ban lembrou que, ao longo da história,
países e povos travaram guerras pelos
recursos naturais: gado, fontes de água,
terras férteis, rotas comerciais, reservas
pesqueiras, açúcar, petróleo, ouro e
matérias-primas.
"Inclusive hoje, a provisão ininterrupta de
combustíveis e minerais é um elemento-chave
nas considerações geoestratégicas", explicou
o secretário-geral da ONU.
Ban também assinalou que os fenômenos
climáticos extremos e os desastres naturais
podem aumentar o risco de emergências
humanitárias e provocar instabilidade e
deslocamentos. Com isso, haveria escassez de
recursos, como água, alimentos e energia, o
que poderia gerar violência.
Competência
O debate foi convocado pelo Reino Unido, que
exerce a Presidência rotativa do Conselho,
mas foi rejeitado pelo Grupo dos 77 (que
reúne os países em desenvolvimento) e pela
China.
A China afirmou que o Conselho de Segurança,
formado por 15 membros, não possui
competência para lidar com o aquecimento
global.
O vice-embaixador chinês Liu Zhenim disse
que "os países em desenvolvimento acreditam
que o Conselho de Segurança não tem
competência profissional em lidar com a
mudança climática nem é o local correto para
definir propostas amplamente aceitáveis".
Nenhuma resolução é esperada do Conselho de
Segurança. Rússia, Qatar, Indonésia e África
do Sul também alertaram que o conselho, que
trata de paz e segurança, não é o local para
definir ações concretas.
No entanto, a ministra de Relações
Exteriores britânica, Margaret Beckett, que
presidiu a reunião, mostrou-se satisfeita
com a atenção despertada pela sessão, que
contou com a participação de 52 delegações.
Os EUA, que são o maior emissor mundial de
gases de efeito estufa, são contra
resoluções para reduzir a emissão, mas foca
em combustíveis alternativos e maior
eficácia energética.
"Devemos lidar com a questão de maneira que
ela não afete (...) o crescimento e o
desenvolvimento", disse o embaixador
americano na ONU, Alejandro Wolff.
Atualmente, a ONU mantém mais de 30 agências
e programas envolvidos em projetos
ambientais.
Com agências internacionais
Para cientistas e militares, água será
problema grave nos EUA
Enchentes e secas levarão a disputas dentro
do país e conflitos no exterior, dizem dois
relatórios
Associated Press
WASHINGTON - Conforme o aquecimento global
se intensifica, a água - em escassez ou em
excesso - será o maior problema para os
Estados Unidos, dizem especialistas
científicos e militares. O problema
envolverá política interna, com Estados
enfrentando-se pelo controle dos rios da
América do Norte, e externa, com a
desertificação e enchentes estimulando
guerras e terrorismo.
Na frente doméstica, especialmente no
Sudoeste, regiões inteiras terão de
encontrar novas fontes de água potável. Os
Grandes Lagos encolherão, peixes e outras
espécies sofrerão. A elevação do nível dos
mares e tempestades reforçadas causarão
inundações.
Um relatório, preparado por cientistas,
trata dos efeitos do aquecimento global na
América do Norte e faz parte de um
levantamento internacional dos impactos da
mudança climática. Outro texto, este
elaborado por militares americanos da
reserva, adverte que as regiões mais pobres
e politicamente instáveis do mundo - Oriente
Médio, África e Sul da Ásia - ficarão ainda
Amis à mercê da guerra, do terrorismo e
precisarão sofrer intervenções
internacionais.
"Água é o principal problema (do aquecimento
global) para os EUA, disse o professor de
Geociências de Princeton, Michael
Oppenheimer, após uma entrevista coletiva
para a apresentação do capítulo sobre
América do Norte do segundo relatório do
Painel Intergovernamental para a Mudança
Climática.
Um dos principais especialistas em seca do
governo americano, Roger Pulwarty, disse que
Estados como Arizona e cOlorado, que já se
digladiam nos tribunais pelo controle da
Bacia do Rio colorado, elevarão o tom do
confronto.
Poucas horas depois da apresentação dos
cientistas, o general reformado Charles F. "Chuck"
Wald tratou do problema do aquecimento
global sob outro enfoque, mas com conclusões
bem parecidas. "Uma das áreas mais prováveis
de conflito será a questão da água", disse
ele, que é ex-vice-comandante do Comando
Europeu dos Estados Unidos. Ele citou o
Oriente Médio e a África.
Um co-autor do relatório militar, o ex-chefe
do Estado Maior do Exército, Gordon R.
Sullivan, afirmou que enchentes poderão
desestabilizar países como Paquistão, Índia,
Bangladesh, Indonésia e Vietnã.
Cientistas pedem mais pressão externa para
proteger Amazônia
Antropólogo sugere também que a comunidade
internacional pague uma espécie de
mesada ( Mensalão) para que o governo
brasileiro
´se comprometa a fundo´ na preservação
BRUXELAS - A comunidade internacional
deveria exercer mais pressão sobre o governo
brasileiro em favor da preservação da
floresta amazônica, de acordo com estudiosos
entrevistados pela BBC Brasil.
“O desaparecimento da Amazônia teria
conseqüências reais em todo o mundo, e a
comunidade internacional não está fazendo o
suficiente para evitar isso”, afirma
François-Michel Le Tourneau, geólogo do
Centro de Pesquisa e Documentação sobre a
América Latina.
“Se parte da floresta desaparacer, a
evaporação que deveria formar chuvas sobre a
Amazônia vai ser direcionada para o sul do
continente e até para a Europa, devido à
mudança no sistema geológico da região."
De acordo com o especialista, o resultado
disso será um clima cada vez mais seco na
Amazônia, enquanto que São Paulo, Buenos
Aires e até algumas áreas da Europa deverão
sofrer com chuvas mais intensas e
inundações.
Importância mundial
A importância da floresta amazônica no
equilíbrio mundial também foi destacada pelo
antropólogo Martin von Hildebrand, diretor
do programa Coama, para a preservação da
Amazônia colombiana.
“Todos dependemos da floresta amazônica e
por isso todos devemos lutar para que o
Brasil a preserve. Mas, em contrapartida, a
comunidade internacional também tem a
obrigação de ajudar o Brasil”, justifica o
antropólogo.
“Depois de terem destruído os seus próprios
recursos a favor do crescimento, os países
desenvolvidos não podem pedir que os
brasileiros deixem de pensar em
crescimento”.
Von Hildebrand sugere também que a
comunidade internacional pague uma espécie
de mesada para que o governo brasileiro “se
comprometa a fundo” na preservação da
floresta amazônica.
“Seria uma recompensa pelo que o país
deixaria de ganhar com a exploração dessas
terras. É um negócio justo, já que todo o
mundo depende da Amazônia, e o território
pertence aos brasileiros”, explica o
antropólogo.
Pressão
A opinião de von Hidebrand coincide com a do
sociólogo Benjamin Buclet, sociólogo
político especializado em gestão do
território.
“Esse dinheiro poderia ser aplicado em
projetos de desenvolvimento sustentável que
dariam ao brasileiros o crescimento
econômico que desejam”, disse Buclet.
Os especialistas ressaltam a pressão
internacional não deve ser confundida com
imposição.
“O problema é que grande parte dos políticos
e da população do Brasil considera qualquer
negociação internacional como intervenção
estrangeira na Amazônia, e isso não deveria
ser visto dessa forma”, diz o geólogo
François-Michel Le Tourneau.
Já na opinião de Buclet, é preciso pressão
internacional dos dois lados "para que a
comunidade internacional leve propostas e
para que governo brasileiro aceite
negociar".
“A Amazônia nunca foi prioridade para o
governo brasileiro, e a única forma de mudar
essa visão é por meio da pressão
internacional. Há muita boa vontade e
pessoas qualificadas, mas o governo não
consegue conciliar as suas promessas de
crescimento com a preservação do meio
ambiente”, afirma
ONU quer que aquecimento seja visto como
questão econômica
Resumo de
relatório que será divulgado pela ONU em
maio pede que a redução dos gases do efeito
estufa seja ligada a vantagens econômicas
Alister Doyle, Reuters
OSLO - O combate ao aquecimento global será
mais eficiente se a questão for encarada
como um dos problemas econômicos do mundo,
não apenas como uma dor de cabeça puramente
ambiental, afirmou um relatório preliminar
da Organização das Nações Unidas.
O documento, que será divulgado pela ONU em
Bangcoc no dia 4 de maio, diz que políticas
econômicas relativas a todas as áreas podem
ter grandes repercussões no controle da
emissão de gases-estufa.
"Enquadrar o debate como um problema de
desenvolvimento, em vez de um problema
ambiental, pode fazer com que as metas
imediatas de todos os países sejam melhor
atingidas, especialmente dos países em
desenvolvimento, com sua vulnerabilidade
especial às mudanças no clima", afirma o
relatório preliminar.
Os esforços para reduzir o uso de
combustíveis fósseis, por exemplo, podem
diminuir as emissões dos gases-estufa e, ao
mesmo, tempo reduzir a poluição do ar,
melhorar a segurança na área de energia e
diminuir a dependência das importações.
O estudo cita o Brasil, junto com China,
Índia e México, como exemplo de país que
reduziu as emissões de gases-estufa nos
últimos 30 anos. Os países em
desenvolvimento cortaram as emissões nesse
período em 500 milhões de toneladas ao ano,
por motivos que nada têm a ver com o clima
global.
"Muitos desses esforços têm como motivação o
desenvolvimento econômico, a amenização da
pobreza, a segurança energética e a proteção
ambiental local", afirmou o texto.
Os cortes superam os exigidos pelo Protocolo
de Kyoto, o principal plano da ONU para
combater o aquecimento global, mas que até
2008-12 é aplicável apenas aos países ricos
- com a exceção dos Estados Unidos, que se
recusaram a participar.
"As iniciativas mais promissoras ... parecem
ser as que faturam em cima da sinergia
natural entre a proteção do clima e as
prioridades de desenvolvimento, obtendo
progressos simultâneos em ambas as áreas."
O resumo técnico preliminar de 101 páginas,
obtido pela Reuters, faz parte de uma série
de relatórios da ONU sobre o aquecimento
global. Ele também conclui que combater as
mudanças do clima não é muito caro.
As seguradoras, por exemplo, podem ajudar
cobrando menos para segurar edificações que
fiquem longe de áreas de risco de enchente,
erosão, etc.
Segundo o texto, ainda não houve uma
discussão séria sobre a relação entre
desenvolvimento econômico e as mudanças no
clima.
As negociações para criar um novo mecanismo
de combate ao aquecimento global que suceda
o Protocolo de Kyoto estão emperradas. Um
dos motivos para o presidente George W.
Bush, dos EUA, recusar-se a participar de
Kyoto foi a exclusão, para ele injusta, dos
países em desenvolvimento das metas
obrigatórias.
Equador declara emergência nas ilhas
Galápagos
O presidente do Equador, Rafael Correa,
baixou um decreto que considera o
arquipélago Galápagos sob risco e diz que a
preservação da sua biodiversidade passou a
ser uma prioridade nacional.
Correa também determinou a prisão de um
sargento e a destituição dos comandantes da
Base Aérea de Baltra e do capitão do porto
Ayora, além de abrir um inquérito
administrativo sobre a atuação da diretora
do Parque Nacional de Galápagos.
Essas medidas são conseqüência dos
confrontos registrados no último dia 16
entre militares da Aeronáutica equatoriana e
funcionários do Parque Nacional.
Os guardas florestais e a diretora do parque
alegam ter sido agredidos fisicamente por
vários militares, que estariam defendendo um
grupo de turistas que pescava e acampava em
uma área de reserva.
Os militares, por sua vez, afirmam que os
guardas do parque atuaram de forma
"prepotente" e fora de sua autoridade, já
que o local estaria dentro da área da base
aérea de Baltra. Eles também dizem que um
dos homens foi agredido.
Patrimônio universal
As ilhas, consideradas Patrimônio da
Humanidade pela Unesco (Organização das
Nações Unidas para Educação, Ciência e
Cultura), abrigam dezenas de espécies de
animais e plantas em risco de extinção e
ficam a mil quilômetros de distância da
costa do país.
Nesta semana, uma delegação da Unesco visita
o arquipélago. A agência acredita que o
intenso fluxo de turistas, a introdução de
outras espécies e a superexploração
pesqueira ameaçam o ecossistema das ilhas,
de acordo com a edição desta quarta-feira do
jornal equatoriano El Comercio.
Segundo o periódico, a especialista em
Ambiente e Turismo Sustentável do Ministério
do Turismo do país, Tatiana Calderón,
admitiu que "foram cometidos erros no
gerenciamento das Galápagos".
E uma reunião do Instituto Nacional
Galápagos (Ingala) em 15 dias pode decidir
inclusive "a possível suspensão temporária
de novas concessões para exploração
turística e para tráfego aéreo", disse El
Comercio.
O biólogo marinho Gunter Reck, especializado
nas ilhas, deu ao jornal declarações céticas
sobre o decreto presidencial, dizendo que a
medida já foi tomada em administrações
anteriores, inclusive durante outra visita
de missão da Unesco, mas medidas concretas
não chegaram a ser implementadas.
Proposta de santuário para
diabos-da-tasmânia cria polêmica
Cientistas australianos planejam levar
diabos-da-tasmânia para um santuário onde a
espécie não existe para tentar salvá-los de
um misterioso câncer contagioso.
A doença causa tumores faciais grotescos e
ameaça a sobrevivência desses animais na
ilha da Tasmânia, no sul da Austrália.
Biólogoa examina um
diabo-da-tasmânia;
câncer ameaça a espécie
Os diabos-da-tasmânia são marsupiais
australianos do tamanho de uma raposa e
fortes mandíbulas. "Taz", o personagem de
desenho animado da Warner Bros., é inspirado
neles.
Alguns cientistas, porém, temem que a
tentativa de salvar a espécie cause danos
ambientais e risco à sobrevivência de outros
animais, como pássaros e besouros, que vivem
nessa ilha.
A doença foi percebida em meados dos anos
1990 no nordeste da ilha da Tasmânia, onde
90% dos animais da espécie já morreram, e
está se espalhando para o sul e oeste. A
ilha é o único local onde a espécie é
encontrada.
Estima-se que em cinco anos não haverá
população de diabos-da-tasmânia livre da
doença.
Transferência
Especialistas querem transferir 30
indivíduos para a ilha Maria, uma antiga
prisão do século 19 que abriga, por sua vez,
várias espécies de aves ameaçadas.
A ação, que deve ser aprovada pelo governo
nas próximas semanas, é controversa porque
não se pode ter certeza do impacto que a
chegada dos diabos-da-tasmânia, que são
carnívoros, provocará na ilha.
"Na minha opinião, o risco às espécies
ameaçadas [da ilha Maria] pelos
diabos-da-tasmânia é mínimo", afirma Hamish
McCallum, professor de pesquisa de vida
selvagem da Universidade da Tasmânia.
Espera-se que a doença desapareça da
Tasmânia quando não houver mais indivíduos
da espécie ali. Depois, os animais colocados
a salvo poderiam ser reintroduzidos.
Tentativa anterior
Os que apóiam a criação de uma colônia de
diabos-da-tasmânia na ilha Maria argumentam
que a ilha já não é um ecossistema intocado.
Nos anos 1970, autoridades australianas
acreditavam que a ilha Maria seria um
santuário ideal para o tigre-da-tasmânia, um
carnívoro listrado, aparentado com o
diabo-da-tasmânia .
Cangurus e wallabies (que lembra o canguru,
mas de tamanho menor) foram levados à ilha
para servir de presa. Porém, o último
tigre-da-tasmânia conhecido no mundo havia
morrido em um zoológico em 1933, e as
esperanças de encontrar um indivíduo na
natureza foram frustradas.
Enquanto isso, o número de cangurus na ilha
Maria aumentou, e centenas são executados
regularmente para evitar que eles morram por
falta de comida.
Com Associated Press
(Pobre criaturas, o que o homem esta fazendo
com estes animais nem as piores bestas
fariam)
Poluição danifica ao menos 10% da terra
cultivável na China
Anualmente cerca de 12 milhões de toneladas
de grãos são contaminadas por causa
de agentes nocivos como metais pesados, o
que gera perdas de US$ 2,5 bilhões
Efe
PEQUIM - Mais de 10% das terras cultiváveis
na China - cerca de dez milhões de hectares
- estão contaminadas por águas residuais ou
resíduos sólidos, segundo os primeiros
resultados de um estudo publicado nesta
segunda-feira, 9, pelo jornal China Daily.
Analistas da Administração Estatal de
Proteção Ambiental (SAIBA, sigla em inglês)
recolheram amostras desde julho do ano
passado nos considerados "celeiros do país",
como o delta do Rio Yang Tsé, e nas zonas
mais desenvolvidas, como a Baía de Bohai, em
um estudo pioneiro para avaliar a segurança
alimentícia da China.
Num país onde apenas 13% das terras são
cultiváveis, aproximadamente 12 milhões de
toneladas de grão são contaminadas a cada
ano devido a agentes nocivos como metais
pesados, o que gera perdas de US$ 2,5
bilhões ao ano, segundo a SAIBA.
No poluído delta do Yang Tsé, os analistas
descobriram quantidades alarmantes de metais
pesados e poluentes orgânicos, e a cada ano
o solo no local recebe 2 mil toneladas de
mercúrio procedentes da combustão de mais de
2 bilhões de toneladas de carvão.
Os resultados definitivos do estudo serão
divulgados em 2008 e servirão, segundo o
governo, para elaborar planos contra a
contaminação do solo e de tratamento da
poluição.
A falta de cultivos é uma das conseqüências
do aquecimento global, de acordo com o
relatório do Painel Intergovernamental de
Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em
inglês) divulgado na sexta-feira pela ONU.
O estudo das Nações Unidas redobrou a
pressão sobre a China, segundo maior emissor
mundial de dióxido de carbono (CO2) e maior
de dióxido de enxofre (SO2, que causa a
chuva ácida), para que assuma compromissos
de redução para depois de 2012.
A China divulgará seu plano sobre mudança
climática no final deste mês, mas continua
sendo uma incógnita se estabelecerá ou não
objetivos de redução do dióxido de carbono,
o que ocorreu com o de enxofre.
Tratamento experimental contra alergia ao pólen se mostra promissor

da France Presse, em Washington
Um tratamento experimental contra a alergia ao pólen das plantas poderá
beneficiar pessoas alérgicas, após a aplicação de algumas injeções, revela um
estudo publicado ontem nos Estados Unidos.
"Essa pesquisa inovadora é muito promissora para o tratamento de alergias, e
algumas injeções de imunoterapia são suficientes para reduzir de maneira durável
as reações alérgicas", destacou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de
Alergias e Enfermidades Infecciosas (NIAD), que financiou parte do trabalho.
"Até 40 milhões de americanos sofrem de alergias ligadas ao pólen", destacou
Elias Zerhouni, diretor do Instituto Nacional de Saúde (NIH).
A pesquisa é baseada em uma substâcia-chave para o desencadeamento da alergia
encontrada no pólen. Segundo o estudo, a substância é associada a determinada
seqüência do DNA responsável por estimular o sistema imunológico.
O tratamento permitiria atenuar fortemente os sintomas alérgicos em adultos
durante pelo menos um ano, após a aplicação de seis injeções, uma por semana.
|