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Exemplo de Gore, aquecimento não afeta Kilimanjaro



As neves do Kilimanjaro, na Tanzânia, estão diminuindo há mais de um século, mas é provável que o aquecimento global não seja o culpado, afirmaram pesquisadores.
Embora a redução dos glaciares e do gelo no das montanhas de latitudes médias - onde vive a maior parte da população - esteja definitivamente ligada às mudanças no clima, não se pode dizer a mesma coisa sobre o Kilimanjaro, escreveram cientistas na edição de julho-agosto da revista American Scientist.

O gelado do Kilimanjaro, que deu o título para um conto famoso de Ernest Hemingway, está perdendo o gelo há mais de 100 anos, segundo Philip Mote, da Universidade de Washington, e Georg Kaser, da Universidade de Innsbruck, na Áustria.

A maior parte da redução aconteceu antes de 1953, quase duas décadas antes das primeiras evidências conclusivas sobre o aquecimento atmosférico. "É certamente possível que a calota tenha ido e vindo muitas vezes, ao longo de centenas de milhares de anos", disse o climatologista Mote numa declaração.

"Mas, para os glaciares temperados, há amplas evidências de que eles estão diminuindo, em parte por causa do aquecimento decorrente dos gases-estufa."

De acordo com o trabalho, o desaparecimento do gelo do Kilimanjaro é determinado pela radiação solar, já que o ar em torno do raramente está acima do ponto de congelamento. Já os glaciares de latitudes médias têm sua redução determinada pelo aquecimento do ar que os cerca.

O Kilimanjaro, um vulcão extinto que fica perto da fronteira da Tanzânia com o Quênia, é o pico mais alto da África, com 5.963 m de altitude, e atrai números enormes de turistas e alpinistas por causa de sua vista espetacular.

Os pesquisadores atribuíram a redução no gelo a uma interação complexa entre vários fatores, como o formato vertical da beirada do gelo, que impede sua expansão. A redução na precipitação de neve também influencia.

Boa parte do gelo do Kilimanjaro está desaparecendo por sublimação - quando o gelo, a temperaturas muito baixas, transforma-se direto em vapor, sem passar pela fase líquida -, disseram os cientistas.
 

Rebeldes ameaçam animais em reserva ambiental no Congo



Um gorila das montanhas foi morto na reserva natural de Virunga no Congo. A espécie é protegida e não é o primeiro registro de ataques contra estes animais. O incidente preocupa ambientalistas que dizem suspeitar que os rebeldes do país estejam focando seus ataques em espécies ameaçadas. O anúncio da ocorrência foi feito ontem (10) em Kinshasa, capital do país.

Rebeldes refugiados em parque ameaçam espécies no Congo; pesquisador vê sabotagem
"O corpo de Rubiga, uma fêmea adulta, foi encontrado ontem por guardas. Um filhote de dois meses se pendurava na mãe e foi levado para tratamento", afirmou Paulin Ngbobo, do Instituto para Conservação da Natureza, o ICCN.

"Nós acreditamos que ela [a fêmea de gorila] foi morta na sexta-feira (8), pois foram ouvidos tiros. Nós mandamos a patrulha e os guardas a encontraram no sábado (9)", disse Ngobobo.

O país da África central é lar de três das quatro grandes espécies de símios.

Há no Congo gorilas, chimpanzés e bonobos, que são chimpanzés-pigmeus, ameaçados de extinção.

Os ambientalistas dizem que os gorilas em risco são constantemente ameaçados pelos rebeldes tutsis e hutus, que usam a floresta como refúgio. Dois gorilas foram mortos e comidos por rebeldes em janeiro.

Sabotagem

Além dos animais, guardas do parque também foram atacados por rebeldes. Em maio, rebeldes mataram um vigilante e feriram três em um ataque na reserva.

"É um ato de sabotagem contra o turismo e a pesquisa", afirmou o pesquisador.

"Os guardas encontraram traços de sangue na floresta e nós esperamos que outros gorilas não tenham sido feridos ou mortos", disse o pesquisador. Virunga é o maior parque nacional da África.

Com France Presse

Indonésia: homem e natureza fazem 24 ilhas sumirem

 

Nos últimos dois anos, 24 ilhas desapareceram da Indonésia devido à devastação causada pelas companhias de mineração e aos fenômenos naturais, segundo fontes do Ministério de Pesca e Recursos Marítimos.
O diretor de Desenvolvimento de Pequenas Ilhas, Alex S.W. Retradubun, disse à imprensa que 13 ilhas desapareceram por causa da erosão. Outras cinco foram destruídas pela exploração das companhias mineradoras, que escavaram a terra para depois vender.
 

Retradubun também citou como um fator decisivo o tsunami que em dezembro de 2004 causou a morte de mais de 200 mil pessoas em vários países do Índico. Oito das ilhas desaparecidas estavam em águas próximas a Sumatra. O resto se dividia entre as regiões de Papua, Célebes do Sul e Java.


O
funcionário explicou que o desaparecimento das ilhotas, todas de uma altura de um metro acima do nível do mar, foi detectada durante o programa lançado pelo Governo para batizar as ilhas ainda sem nome.

"Os danos ecológicos às ilhas se transformaram numa grande preocupação", disse Retradubun. Ele avisou que um desaparecimento em massa nos próximos anos pode ser causado pelo aquecimento global.

A Indonésia é o maior arquipélago do mundo, com cerca de 17,5 mil ilhas. Especialistas acreditam que até 2 mil podem desaparecer até 2030. A perda terá um efeito imediato na diminuição do território indonésio e obrigará a determinar de novo as fronteiras e a faixa de mar territorial.
 

Elefantes usam patas como sensor de alerta, diz estudo

 

da Ansa, em Paris

Os elefantes usam as patas para receber as comunicações dos outros bandos graças às vibrações transmitidas pelos seus passos, afirma um estudo publicado na revista britânica "New Scientist".


Elefantes usam patas como "sensor" para captar comunicação entre membros da espécie
Os elefantes são conhecidos pela sua capacidade de comunicação com outros indivíduos da espécie mesmo a vários quilômetros de distância emitindo sons de baixa freqüência.

Pesquisadores liderados por Caitlin O'Connell-Rodwell, do departamento de medicina da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia, suspeitavam que as vibrações do terreno provocadas pelos bandos nos seus deslocamentos permitiam que os elefantes captassem sinais com as patas, que são particularmente sensíveis.

Os pesquisadores tiveram a idéia de registrar a manifestação de alguns elefantes, na Namíbia e no Quênia, para alertar outros indivíduos da espécie sobre a presença de leões nas proximidades.

Depois isolaram os sinais emitidos pelas vibrações do terreno para os retransmitir para bandos de elefantes reunidos próximos a reservas de água na Namíbia.

Segundo o estudo, quanto mais longe os elefantes estavam dos sinais emitidos, menos reagiam.

A pesquisa será publicada integralmente pelo "Journal of the Acoustical Society of America", escreve a "New Scientist".
 

Preocupação com clima triplicou em seis meses, aponta pesquisa




A preocupação do público com o clima triplicou nos últimos seis meses, e dois em cada cinco consumidores querem que os governos limitem as emissões de gases-estufa.

Os dados são de uma pesquisa de opinião com 26,4 mil usuários da internet em 47 países, feita pelo Instituto para Mudança Ambiental da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela consultoria Nielsen Europe.

Para 16% dos entrevistados, a mudança climática é uma "grande preocupação". O número era apenas 7% em um levantamento feito em outubro de 2006. O Brasil é um dos dez países cuja população mais se importa com o tema.

"A consciência disseminada e o interesse pelo tema da mudança climática alcançaram novos picos nos últimos seis meses", disse Patrick Dodd, presidente da Nielsen.

Segundo Max Boycoff, de Oxford, várias coisas aconteceram para que o interesse aumentasse. Entre elas está o Quarto Relatório de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), divulgado em fevereiro, abril e maio, com os mais precisos dados científicos já compilados sobre as causas e impactos do aquecimento global.

O relatório do IPCC culpa a queima de combustíveis fósseis (em especial carvão e petróleo) pela elevação sem precedentes nas concentrações de gases como o CO2, que aprisionam o calor na Terra na atmosfera.

Eventos meteorológicos "esquisitos" como um inverno quase sem neve nos Alpes, aliados à cobertura da imprensa, também aumentaram a consciência do público.

França, Suíça e Austrália são os países cuja população mais se preocupa com o assunto (mais de 30% dos pesquisados). O Brasil aparece em sétimo, com 24%, à frente de Reino Unido (15%) e EUA (13%).
(Comentarios: Pena que só a população esta preocupada com o clima, os verdadeiros culpados deste desastres que são os governantes já estão comprando passagens para a lua ou marte, como sempre o povo que se dane)
 

Tempo de culpar os outros acabou, diz Annan sobre mudança climática


da Efe, em Pequim
da Folha Online


O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan pediu hoje que a comunidade internacional pare de recriminar e "culpar os outros" na luta contra as mudanças climáticas. Ele ressaltou que é "essencial" que o encontro do G8 (sete países mais desenvolvidos e a Rússia), que começa amanhã (6), na Alemanha, consiga avançar em uma estratégia climática mundial.

"O tempo das recriminações e de culpar os outros terminou. As discussões internacionais sobre as ações para combater a mudança climática devem ser reconduzidas, com as coisas claras sobre o que deve ser feito, quando e por quem", disse o ex-secretário-geral em Pequim, na abertura da reunião anual do grupo ambientalista WWF.

Com essas palavras, o diplomata ganês manda um "aviso" dirigido aos dois países com mais emissões de CO2 do planeta, os Estados Unidos e a China, que mantêm posições contrárias no combate ao aquecimento global.

Os Estados Unidos se negam a assinar um acordo que exclua a redução das emissões nos grandes países emergentes --entre eles a China--, enquanto Pequim insiste que os países industrializados são os responsáveis pelo aumento das temperaturas e, por isso, devem liderar a luta.

Annan reconheceu que "os países que lideram agora a economia mundial devem aceitar sua responsabilidade histórica pelo volume de emissões [de poluentes], e os EUA deveriam ocupar seu lugar legítimo à frente". Mas ressaltou que "nenhuma estratégia global terá êxito sem o envolvimento ativo dos países emergentes, como Brasil, China e Índia".

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, apresentará na reunião do G8 sua nova proposta de que os 15 países que mais poluem no mundo se reúnam e determinem, até o final de 2008, uma meta de emissões --proposta sobre a qual a China já mostrou reservas.

Pequim prefere o modelo do Protocolo de Kyoto --que expira em 2012--, pois não obriga os países em desenvolvimento a assumir compromissos com a redução das emissões poluentes. Em seu discurso, Annan pediu também que o governo chinês assuma sua responsabilidade na gestão dos recursos em lugares como África e América Latina, onde os investimentos chineses não pararam de crescer.


Degelo pode afetar 40% da população mundial, diz ONU



Principais populações com risco de serem afetadas pelo desaparecimento do gelo vivem em áreas próximas à costa ou dependem do degelo sazonal de geleiras para obter água potável
OSLO - O derretimento de camadas de gelo, geleiras e da cobertura de neve poderá afetar até 40% da população mundial, ao provocar a elevação do nível dos mares, enchentes e redução no suprimento de água potável e para irrigação, diz relatório das Nações Unidas divulgado nesta segunda-feira, 4.

O estudo, realizado por cerca de 70 cientistas, vem a público na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente, que será celebrado na terça-feira, põe em evidência, ainda, o risco de a perda das geleiras vir a acelerar o aquecimento global, já que as coberturas de gelo ajudam a resfriar o planeta, ao refletir a luz do Sol de volta para o espaço.

A despeito do fato de boa parte do gelo estar localizada em áreas remotas, como os pólos ou picos elevados, o impacto será sentido em escala mundial, disse o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner.

"O relatório destaca que o destino dos locais gelados do mundo, em um planeta que enfrenta desafios climáticos, deveria causar preocupação em cada ministério, diretoria e sala de estar do mundo", disse Steiner.

O trabalho foi divulgado na cidade de Tromsoe, no Ártico norueguês, que sedia a principal celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, sob o tema "Gelo derretendo - um assunto quente?". O texto tem como base uma série de relatórios do painel Intergovernamental para a mudança Climática (IPCC), lançados ao longo deste ano.

O relatório, intitulado Perspectiva Global par Neve e Gelo, afirma que as temperaturas elevadas poderão aumentar o nível dos mates entre 20 cm e 80 cm, ainda neste século, o que poderá inundar áreas costeiras e forçar milhões de pessoas a fugir de suas casas.

Mesmo pessoas que moram longe do litoral poderão sentir o impacto, como o 1,5 bilhão de habitantes que, principalmente na Ásia, dependem do derretimento sazonal de geleiras para obter água potável.

No hemisfério norte, a cobertura de neve nos meses de março e abril caiu de 7% a 10% nas últimas quatro décadas, diz o relatório. O texto afirma que, nos últimos 30 anos, a extensão de gelo sobre o mar caiu de 6% a 7% no inverno e de 10% a 12% do verão, enquanto que a espessura do gelo caiu pelo menos de 10% a 15%.



Bípedes aprenderam a caminhar ainda nas árvores, diz pesquisa
 

da France Presse, em Paris

Os primeiros bípedes aprenderam a caminhar entre as árvores, com a ajuda das mãos. A afirmação foi feita pelos biólogos britânicos Susannah Torpe e Roger Holder, da Universidade de Birmingham, e Robin Crompton, da Universidade de Liverpool.


Comportamento de orangotangos pode explicar de que forma surgiram os primeiros bípedes
Em um artigo publicado na edição de hoje da revista científica "Science", os autores defendem esta hipótese a partir da observação do comportamento de orangotangos na ilha indonésia de Sumatra.

Estes grandes macacos avermelhados, que passam quase toda a vida nas árvores, se deslocam de três formas distintas quando procuram comida.

Quando sobem nas árvores e alcançam um ramo horizontal robusto, os orangotangos caminham com as quatro patas. Ao encontrar um ramo de menor espessura, eles se penduram nele para avançar.

Ao chegarem aos ramos mais compridos e menos resistentes no das árvores, onde ficam as frutas mais saborosas, eles se erguem e se apóiam no pés.

Para manter o equilíbrio, esticam os braços, como trapezistas, até encontrarem outro ramo superior.

Os orangotangos são muito pesados para saltar de galho em galho, como fazem os chimpanzés.

Caminhando sobre suas duas pernas com a ajuda das mãos, os orangotangos indonésios são a chave para cogitar uma técnica de locomoção que poderia ser a dos primeiros hominídeos, que ainda viviam nas árvores.

À medida que apareciam mais e mais espaços entre os bosques na África, durante o Mioceno (de 5 a 23 milhões de anos atrás), os ancestrais dos chimpanzés e gorilas decidiram descer regularmente para o solo para inventar uma marcha quadrúpede original, apoiando-se em suas mãos.

O ancestral do orangotango asiático aperfeiçoou esta forma de locomoção em cima das árvores, enquanto o bípede do qual descende o homem decidiu fortalecer esse estilo no solo, nas savanas.

O problema é que essa descida das árvores, uma teoria muito popular há décadas, nunca foi provada e é apenas uma das tentativas de explicar o caminhar ereto do homem.

"Se nossos ancestrais tinham uma anatomia como a que permite aos orangotangos fazer o que fazem, com mãos e pés tão bem adaptados à escalada e à suspensão, então seria bastante específico para explicar o que somos atualmente", disse a antropóloga francesa Yvette Deloison.
 

Morre na China único panda criado em cativeiro e posto em liberdade

 

da France Presse, em Pequim

O único panda gigante que voltou para as selvas da China depois de ter sido criado em cativeiro morreu.

Reuters

Panda Xiang Xiang foi criado em cativeiro e colocado em liberdade em abril do ano passado
Para especialistas, trata-se de um sério retrocesso na busca de alternativas de criação para esse animal, que está em risco de extinção.

Xiang Xiang foi encontrado morto em fevereiro, coberto de neve, aparentemente depois de ter sido ferido por pandas selvagens machos que protegiam seu território.

O urso, de cinco anos de idade, foi criado em cativeiro na reserva de Wolong, no sudoeste da China, e posto em liberdade em abril do ano passado.

Imagem do panda recém-solto, ainda com o dardo tranqüilizante usado pelos veterinários
Seus criadores perceberam que ele não estava adaptado para sobreviver na selva. "Os outros machos viam Xiang Xiang como uma ameaça", explicou o vice-diretor da reserva, Li Desheng.

Xiang Xiang aprendeu a construir uma proteção, a buscar comida e a demarcar seu território, mas não aprendeu a lutar suficientemente bem.

Os especialistas da reserva estudam agora um "treinamento de combate" para os próximos pandas criados em cativeiro.

Restam apenas 1.590 pandas gigantes livres no mundo, a maioria deles nas montanhas de Sichuan, e cerca de 210 em cativeiro, segundo a agência estatal Xinhuan.

Japão ameaça abandonar Comissão Baleeira Internacional
 

da France Presse, em Anchorage

O Japão ameaçou, durante a abertura da 59º reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI), em Anchorage (Alasca), abandonar o organismo se não conseguir um acordo. O país propôs um termo de compromisso que foi rejeitado por países que defendem a preservação das baleias --entre eles, o Brasil.

O Japão se disse disposto a renunciar neste ano à pesca "científica" de 50 baleias jubarte se obtiver o direito para algumas de suas comunidades costeiras de pescar uma quantidade não determinada de baleias minke.

A proposta japonesa foi imediatamente rechaçada por uma coalizão de países que se opõem à pesca de baleia. O grupo é formado por Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido.

Grupos ambientalistas afirmam que a proposta japonesa é uma forma velada de caça comercial de baleias, mas Tóquio assegura que é apenas uma atividade de subsistência dos povos locais.

A reunião da CBI, que reúne 75 países, acontece até 31 de maio em Anchorage, a maior cidade do Estado do Alaska.
 

Aberta reunião internacional sobre caça à baleia

 

Dezenas de ativistas de proteção às baleias estão em Anchorage, no Alasca, para acompanhar as discussões da comissão, que reúne 76 países
Associated Press


Ativistas pedem que se mantenha a
proibição à matança de baleias

ANCHORAGE, EUA - A Comissão Internacional de Caça à Baleia inicia uma reunião nesta segunda-feira, 28, que poderá pôr fim á proibição, estabelecida em 1986, da matança comercia desses animais. Esta é a primeira reunião da comissão a ocorrer em território dos Estados Unidos em quase 20 anos, e começa sob um forte esquema de segurança.

Dezenas de ativistas de proteção às baleias estão em Anchorage, no Alasca, para acompanhar as discussões da comissão, que reúne 76 países. Na reunião de 2006, países que apóiam a retomada da caça - como japão, Noruega e Islândia - conseguiram aprovar uma moção pelo fim da proibição, mas não atingiram a maioria de 75% dos votos, necessária para transformar o apelo em uma decisão formal.

A proibição foi estabelecida para proteger diversas espécies tidas como vulneráveis, mas países com tradição de caça à baleia alegam que a defesa não é mais necessária, já que os estoques estariam recuperados. Noruega e Islândia não reconhecem a moratória e praticam a caça comercial, e o Japão usa uma exceção autorizada pela comissão, de caça para fins científicos, para prosseguir com a prática.

Na reunião desde ano, o Japão pretende ainda obter o status de "comunidade baleeira", que tornaria o país elegível para cotas como as destinadas a esquimós e outros grupos nativos que têm autorização para capturar baleias.

População de tigres diminui bruscamente na Índia



Em menos de cinco anos, 60% dos felinos indianos desapareceram
Efe

NOVA DÉLHI - A Índia, lar de metade dos tigres em liberdade do mundo, avisou que a caça furtiva e a destruição de seu habitat natural diminuíram vertiginosamente o número destes felinos nos últimos cinco anos.

É o que revelam os dados parciais do último censo - os finais serão divulgados em dezembro -, que, segundo advertiram nesta sexta-feira, 25, especialistas, não deixam dúvidas: é imprescindível fazer algo ou, em pouco tempo, um dos animais que mais orgulham a Índia será história.

Encomendado pelo governo, o estudo revelou que, dos 1.233 animais recenseados em 2002, em 16 reservas de quatro grandes Estados do centro e do oeste da Índia, atualmente restam apenas 490, o que representa uma diminuição de mais de 60% em menos de cinco anos.

"Estes dados deveriam despertar as autoridades", denunciou o responsável de projetos da Sociedade para a Proteção da Vida Selvagem da Índia (WPSI), Tito Joseph, que reivindicou a implementação de um "departamento de controle dos crimes contra a natureza".

Por trás do desaparecimento dos tigres está o incontrolável avanço da presença do homem, que representa a destruição do habitat natural dos animais, e, principalmente, a atividade dos caçadores furtivos, que nos últimos anos mataram 529 destes felinos, segundo a WPSI.

A maioria dos tigres capturados ilegalmente terminam na China, onde um animal destes pode alcançar preços astronômicos no mercado negro, em virtude do altíssimo valor de suas peles e das supostas propriedades terapêuticas de algumas de suas partes.

Com ou sem comércio, é cada vez menor o número de grandes felinos, e eles desaparecem a um ritmo cada vez maior, segundo o censo do Instituto de Vida Selvagem da Índia (WII), que adverte para uma situação especialmente crítica nas regiões de Madhya Pradesh e Chhattisgarh.

Na primeira região, dos 710 tigres que havia em 2002, restam somente 276, enquanto na segunda, a quantidade destes animais passou de 227 para apenas 26.

Em Maharashtra, há 102 tigres, frente aos 238 que haviam sido registrados há cinco anos, ao tempo que na região do Rajastão, o número passou de 58 para 32, segundo o censo coordenado pelo WII.

O primeiro censo de tigres da história da Índia foi realizado em 1960, por uma organização ambientalista não-governamental, que apontou que havia cerca de 1.800 felinos deste tipo no país.

Em 1973, outra pesquisa, elaborada pelo Projeto Tigre, organismo criado para a proteção destes animais, elevou o número para mais de 1.800, e desde então a população cresceu até alcançar 3.700 em 2002, de acordo com o WII.

Diante da nova situação, alguns ecologistas propuseram a criação de um corpo de Polícia dedicado apenas a cuidar do bem-estar destes animais, enquanto outros, como o vice-presidente da Fundação para a Fauna e a Flora da Índia, Ashok Kumar, insistem na importância de conscientizar a população.

Kumar falou sobre os envenenamentos de tigres por parte de alguns camponeses, que pretendem evitar que eles ataquem seu gado. Neste caso, o vice-presidente da Fundação propôs o oferecimento de compensações econômicas pelo gado perdido, e o reforço das patrulhas de vigilância.

Em meio à indignação dos ecologistas, o Ministério do Meio Ambiente respondeu que o relatório ainda não é definitivo, o que não acalmou os ânimos. "O governo deve atuar rapidamente, ou leremos sobre os tigres em nossos livros de história", alertou Kumar.

 

Tubarão se reproduziu sem macho em cativeiro, confirma estudo

 



O tubarão-martelo fêmea pode se reproduzir sem fazer Patologia, confirmaram cientistas. As evidências vieram de um tubarão no zoológico de Henry Doorly, em Nebraska (EUA), que deu à luz um filhote em 2001, apesar de não ter tido contato com um macho.

Testes genéticos realizados por uma equipe formada por pesquisadores da Queen's University de Belfast, na Irlanda, da Southeastern University, da Flórida, e do zôo de Nebraska, nos Estados Unidos, provaram de maneira conclusiva que o filhote não tem DNA paterno, diz a revista "Biology Letters".

O tipo de reprodução mostrado foi visto antes em outros tipos de peixe, mas nunca em tubarões.

Partenogênese, como este tipo de reprodução é conhecido, ocorre quando uma célula do óvulo é levada a se desenvolver como um embrião sem a adição de material genético do esperma masculino.

Preocupação

O mistério sobre o nascimento do tubarão-martelo foi noticiado amplamente em 2001, mas foi só com a criação de novas técnicas de identificação de DNA que cientistas conseguiram agora mostrar de maneira definitiva o ocorrido.

Os cientistas dizem que a descoberta levanta questões importantes sobre a preservação dos tubarões.

Na natureza, estes animais sofrem pressão por pesca excessiva e muitas espécies estão sofrendo com a drástica redução de população.

Se cada vez mais tubarões fêmeas recorrerem à partenogênese por causa da dificuldade de encontrar parceiros, isto provavelmente vai afetar as populações ainda mais, advertiram os pesquisadores.

 

Espécies oficialmente extintas chegam a 784 nos últimos 40 anos

 

da Efe, em Sevilha

O número de espécies declaradas oficialmente extintas chegou a 784 nos últimos 40 anos. Os dados foram divulgados pela suíça Anabelle Cuttellod, da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), e pela colombiana Margarita Astrálaga, diretora do Centro de Cooperação do Mediterrâneo da UICN na Espanha.

O total de espécies oficialmente extintas desde o início dos trabalhos da UICN, há 40 anos, pode ser acrescido de 65 outras espécies que só conseguem sobreviver em cativeiro ou em programas de reprodução específicos.

Tm Wimborne/Reuters
 

Uma em cada três espécies de anfíbios estão ameaçadas de extinção, diz relatório


Uma em cada três espécies de anfíbios estão ameaçadas de extinção, diz relatório
Cutellod e Astrálaga destacaram que a lista de risco da UICN sobre espécies ameaçadas em 2006 --a última elaborada-- determina que, das 40.177 espécies avaliadas no mundo, 16.119 estão incluídas em alguma das quatro fases de perigo.

Na prática, estão ameaçadas 12% das espécies das aves, 23% das de mamíferos, 52% das de insetos, 32% das de anfíbios, 51% das de répteis, 25% das de coníferas e 20% das de tubarões e raias.

Astrálaga afirmou que, apesar de ter estudado apenas 60% dos vertebrados, 40% das plantas e quase 1% dos fungos e liquens do planeta, pôde-se constatar um aumento exponencial no número de espécies extintas, fato atribuído à ação do homem. "Não estamos falando de hipóteses ou de possibilidades, como alguns apontam sobre a mudança climática. Estamos falando da realidade", destacou.

How Hwee Young/EFE

 

Uso polar está entre as espécies de mamíferos ameaçados de extinção

Uso polar está entre as espécies de mamíferos ameaçados de extinção
Cuttellod disse que o aumento do número de espécies marinhas ameaçadas de extinção no Mediterrâneo, especialmente os cetáceos e os tubarões, indica que essa zona, "uma das que apresentam maior biodiversidade no mundo", sofre uma situação "mais grave" do que em outros mares, pela poluição e destruição de ecossistemas causadas pelo homem.

A especialista acrescentou que 64% dos anfíbios mediterrâneos são endêmicas --espécies que só ocorrem em uma região do mundo-- e que, dentre eles, 25% estão ameaçados, "o que evidencia um grave perigo de perda de biodiversidade em nível planetário".

Europa

No caso da Europa, a UICN compila "um número alarmante de espécies ameaçadas", já que se encontram em risco de extinção 42% dos mamíferos, 5% das aves, 45% das borboletas, 30% dos anfíbios e 52% dos peixes de água doce.

A UICN, criada em 1948, atua em mais de cem países e conta com uma rede de mais de 10 mil especialistas. Há 40 anos a organização vem trabalhando na elaboração de listas de espécies oficialmente extintas ou em risco de extinção.

Segundo Astrálaga, essas listas são "um indicador bastante objetivo do êxito ou do fracasso" do compromisso internacional, assumido por muitos países, para conter a extinção de animais e plantas até 2010.
 

Pescadores capturam ´fóssil vivo´ nas ilhas Célebes



O celacanto tinha um metro de comprimento e morreu depois de ser apanhado
Efe

Reuters

Pescador indonésio mostra o celacanto que capturou


JACARTA - Pescadores indonésios capturaram nas águas das ilhas Célebes um celacanto, o maior exemplo de "fóssil vivo", denominação para as espécies não-extintas que são extremamente parecidas com as identificadas através de fósseis, informou nesta segunda-feira, 21, a imprensa local.

O celacanto (Latimeria Chalumnae), que tinha um metro de comprimento, morreu horas depois de ser apanhado pelas redes dos pescadores, indicou a agência Antara.

Durante décadas acreditou-se que os celacantos tinham sido extintos junto aos dinossauros, até que em 1938 um exemplar foi capturado nas ilhas sul-africanas de Comoro.

Após essa inédita captura, aconteceram algumas poucas aparições desse peixe no litoral oriental africano e no norte das ilhas Célebes.

O celacanto, uma das espécies de peixes mais antigas do mundo, parece ter mudado muito pouco ao longo dos séculos, e continua sendo um enigma para a comunidade científica.

Estes peixes vivem a uma profundidade entre 200 e 1.000 metros, podem chegar aos dois metros de comprimento e a pesar mais de 90 quilos.

A Indonésia é o país com maior biodiversidade marinha do mundo e o segundo maior em biodiversidade terrestre, depois do Brasil, mas possui a lista mais longa de animais em risco de extinção.
 

Destino de orca recém-nascida chama a atenção de biólogos



Animal, que foi encontrado sangrando em praia mexicana, não poderá ficar por muito tempo no México; destinos prováveis a ela seriam o mar ou o Sea World
Reuters



NUEVO VALLARTA, México - Uma baleia orca recém-nascida, que foi achada sangrando em uma praia mexicana, é o centro de uma controvérsia internacional entre os que querem que o animal permaneça no país e os que apóiam seu envio a um parque aquático nos Estados Unidos.

Funcionários de um aquário mexicano têm alimentado a orca Pascuala noite e dia através de um tubo desde que a encontraram, em uma praia de um povoado pesqueiro, na costa do pacífico, em abril.

Pascuala, que com um mês de idade pesa 183 quilos, está se recuperando, mas, se sobreviver, os donos do aquário querem mandá-la para o parque aquático Sea World, em San Diego, no Estado norte-americano da Califórnia.

Seus tratadores dizem que o México não possui tanques suficientemente grandes para quando a baleia crescer, e que ela morrerá se voltar ao mar ou se for mantida em um aquário muito pequeno.

Mas alguns ambientalistas se opõe que Pascuala seja transferida para o Sea World, pois dizem que poderia estabelecer um precedente para que traficantes de animais vendam mais orcas no exterior.

"Nos machuca muito que esse animal possa morrer, mas seria necessário aceitar a lei para que não se abra um precedente", disse Alejandro Rivera, do Greenpeace no México.

A agência ambiental mexicana bloqueou a transferência até agora, com o argumento de que a fauna mexicana não pode ser exportada.

O Sea World disse que ficaria feliz em aceitar o animal, o qual poderia ser colocado junto a outras sete orcas cativas, que vivem em um tanque de 26,5 milhões de litros de água e são parte de um espetáculo para milhares de visitantes

 

Oceano pode estar perdendo capacidade de absorver CO2


Um aumento na intensidade dos ventos sobre o oceano meridional evita que as águas tomem mais carbono, e até causa a liberação de parte do gás acumulado
Associated Press

WASHINGTON - Os oceanos da Terra, que há séculos absorvem parte do excesso de gás carbônico da atmosfera, podem estar perdendo essa capacidade, diz um novo estudo.

O acúmulo de CO2 no ar, desde o início da era industrial, levantou o temor de que o gás viria a prender energia solar na atmosfera, causando um aquecimento global e mudanças no clima. Relatório divulgado em fevereiro por uma rede internacional de cientistas confirma esse cenário. Os oceanos ajudam a evitar o pior: acredita-se que absorvam cerca de um quarto das emissões de carbono provocadas pela atividade humana.

Mas, em artigo publicado na revista especializada Science, pesquisadores afirmam que pelo menos uma grande área - o oceano que cerca da Antártida - parece estar perdendo o poder de absorver o gás.

O estudo conclui que um aumento na intensidade dos ventos sobre o oceano meridional evita que as águas tomem mais carbono, e até causa a liberação de parte do gás acumulado no mar.

"Isto é grave. Todos os modelos climáticos prevêem que esse tipo de realimentação continuará e se intensificará ao longo do século", diz a principal autora do trabalho, Corinne Le Quere.

 

Antártida: observado derretimento de área extensa


Uma extensa área da Antártida Ocidental derreteu por causa das altas temperaturas registradas durante o verão de 2005 no hemisfério sul, informou hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, sigla em inglês).
A agência da Nasa, que usou em sua pesquisa o satélite QuickScat, determinou que o calor registrado nesta região poderia acelerar o degelo nas camadas mais profundas da superfície antártica.

A área em questão, similar à superfície do estado da Califórnia, derreteu inicialmente e depois voltou a se congelar. No entanto, depois deu lugar ao degelo mais significativo dos últimos 30 anos, afirmam os pesquisadores.

Os responsáveis pelo estudo foram Son Nghiem, do JPL da Nasa em Pasadena (Califórnia), e Konrad Steffen, da Universidade do Colorado em Boulder, que mediram a acumulação de neve e o degelo na Antártida entre julho de 1999 e julho de 2005.

Segundo um comunicado do JPL, os dois descobriram que havia acontecido um derretimento considerável em uma extensa área do oeste do continente gelado. A zona incluía altas elevações e localidades nas quais em janeiro de 2005 as temperaturas chegaram a cinco graus centígrados.

"Caso persistam os aumentos do degelo, como o que aconteceu em janeiro de 2005, poderia se registrar um degelo em maior escala na Antártida", declarou Steffen. Steffen expressou seu temor de que a água procedente do degelo sirva como lubrificante da base das camadas de gelo.

"Isto faria com que a massa de gelo se movimentasse mais rapidamente em direção ao oceano, o que aumentaria os níveis marítimos", concluiu.

 

Ratos atraídos pelo calor devoram pastagens na China


Por onde passam, os ratos devoram toda a relva na região de Altay, o que obriga os pastores a mudar suas rotas freqüentes, na busca de novos pastos para os animais
Efe
PEQUIM - As temperaturas acima do normal registradas na China, desde meados do ano passado, estão pondo em perigo as pastagens da região de Altay, devido à invasão dos ratos que chegam em busca de sol, disseram nesta terça-feira, 15, fontes locais.

"Os ratos começaram a chegar da Mongólia em maio de 2006, atraídos pelas altas temperaturas que fizeram crescer a relva. E depois continuaram chegando em massa, mesmo no inverno, que também foi ameno e com pouca neve", explicou Akder, subdiretor do Escritório de Controle de Ratos de Altay, no norte da região chinesa de Xinjiang (noroeste).

Por onde passam, disse, os ratos devoram toda a relva, o que obriga os pastores a mudar suas rotas freqüentes na busca de novos pastos.

"Tomamos muitas medidas, como distribuir armadilhas entre os pastores e soltar raposas e águias para que comessem os ratos. Usamos até venenos. Mas nada funcionou", disse Akder.

A catastrófica situação levou as autoridades locais a pedir ajuda ao governo regional.

"Enviaram dois helicópteros, que borrifaram venenos nas áreas mais afetadas. Até agora foi a medida mais eficaz. Em alguns pontos conseguimos matar 90% dos roedores", ressaltou a fonte.

No total a praga de ratos afetou 2 milhões de hectares dos gramados de Altay. Se não for controlada, poderá causar doenças epidêmicas na população.

A temperatura média em Xinjiang no inverno esteve entre dois e quatro graus acima do normal. A camada de neve nos montes Altay diminuiu 32 centímetros, segundo dados publicados pela agência oficial, Xinhua.

Segundo Akder, este é o momento mais adequado para espalhar o veneno, já que a grama acaba de crescer outra vez e os ratos não têm ainda muito o que comer. Assim, o raticida fica mais eficiente.

Ele garantiu que o veneno é distribuído com muito cuidado e em pequenas quantidades, para só afetar os ratos.

O maciço de Altay é partilhado por China, Rússia, Casaquistão e Mongólia. O território chinês inclui o parque natural do lago de Kanas, que será ampliado nos próximos anos para chegar a 10.030 quilômetros quadrados, tornando-se assim um dos maiores do mundo.



Golfinhos têm seu próprio dialeto na Irlanda, dizem cientistas


da France Presse, em Dublin

Cientistas que estudam os golfinhos de um estuário do sudoeste da Irlanda acreditam que esses animais podem ter desenvolvido um dialeto próprio para se comunicarem.

A Fundação para os Golfinhos de Shannon (SDWF, na sigla em inglês) tem estudado um grupo de 120 golfinhos nariz-de-garrafa que vivem no estuário do rio Shannon. Os pesquisadores registram seus assobios em um computador.


Nariz-de-garrafa é o mais comum dos golfinhos; espécie ocorre também no Brasil
Na pesquisa, o especialista Ronan Hickey digitalizou e analisou 1.882 assobios de golfinhos irlandeses e de golfinhos da baía de Cardigan, no País de Gales. Na medição, Hickey distinguiu 32 tipos de assobios, que podem ser classificados em seis grandes grupos.

O pesquisador descobriu que a maioria dos 32 tipos de silvos é empregada por ambos os tipos de golfinhos, mas que oito assobios só eram usados pelos animais irlandeses.

"Estamos elaborando um catálogo dos diferentes tipos de assobios que os golfinhos usam, tentando associá-los a determinados comportamentos, como rastrear, descansar ou estabelecer contato com os outros", explicou o professor Simon Berrow, diretor do projeto.

Berrow, biólogo marinho, destacou que os golfinhos empregam estalos para se orientarem e localizarem suas presas. Já os assobios servem para a comunicação entre eles.

Os golfinhos realizam uma extensa gama de sons parecidos com latidos, grunhidos ou disparos, segundo Berrow. "Quando escutei pela primeira vez os sons parecidos com disparos, me surpreendi. Pensava que os cachalotes [cetáceos] eram os únicos que os utilizavam", disse o diretor do projeto. Agora, eles estudam se os golfinhos os empregam pelo mesmo motivo que os cachalotes: incomodar suas presas.
 

EUA impõem obstáculos à declaração do G8 sobre clima



Os EUA rejeitam menções a metas e cronogramas, não querem que a ONU envolva-se profundamente e recusam-se a endossar o comércio de carbono
LONDRES - Os Estados Unidos estão tentando diluir uma declaração sobre o aquecimento global, a ser feita na cúpula do Grupo dos Oito (G8), em junho, o que deixa o país em rota de colisão com a anfitriã Alemanha, disseram na sexta-feira, 11, pessoas familiarizadas com as negociações.

Em um projeto da declaração datado de abril de 2007 e visto pela Reuters, os EUA se opõem à inclusão de uma promessa de limitar o aquecimento global em 2º Celsius neste século e cortar, até 2050, as emissões de gases do efeito estufa para um patamar 50% abaixo do registrado em 1990.

Os EUA também questionam se a Organização das Nações Unidas (ONU) seria o melhor fórum para enfrentar a crise do clima e rejeitam a parte do documento na qual se afirma que os mercados de carbono são ferramentas essenciais para o desenvolvimento e a utilização de tecnologias menos agressivas ao meio ambiente.

"Eles rejeitaram todas as menções a metas e cronogramas, não querem que a ONU envolva-se mais profundamente e recusam-se a endossar o comércio de carbono porque isso, por definição, envolve a fixação de metas", afirmou uma fonte que não quis ter sua identidade revelada.

Os líderes da Grã-Bretanha, dos EUA, do Canadá, da Rússia, do Japão, da Itália e da França participarão da cúpula a ser presidida pela Alemanha e realizada na cidade de Heiligendamm (um balneário do mar Báltico), de 6 a 8 de junho.

Também participam do encontro os chefes de Estado da África do Sul, do Brasil, do México, da China e da Índia, alguns dos maiores países em desenvolvimento do mundo.

A chanceler alemã, Angela Merkel, está determinada a ver aprovadas declarações que fixam um compromisso com uma ação global relativa ao aquecimento e ao fornecimento de energia, mas encontra uma resistência cada vez maior dos EUA (a quem se aliou o Canadá).

"Há em andamento um jogo de pôquer muito acirrado, o que é algo bastante decepcionante neste estágio já tardio e em vista da escala do problema atual", disse uma outra fonte familiarizada com as negociações.

"Trata-se de uma pergunta ainda em aberto, se Merkel estará preparada para aceitar uma declaração menos incisiva ou se romperá com a tradição do G8, declarando um fracasso na questão climática. De toda forma, a tinta ainda não terá secado quando a declaração for divulgada", disse a fonte.

Cientistas prevêem que as temperaturas médias do planeta vão subir entre 1,8º C e 3º C neste século, devido aos gases de carbono produzidos na queima de combustíveis fósseis, nos setores de transporte e energia.

Esse aumento das temperaturas provocará mais enchentes, secas e fome, colocando a vida de milhões de pessoas em risco.

O Protocolo de Kyoto é o único acordo mundial prevendo limitações à emissão de carbono. Mas o tratado foi rejeitado pelos EUA em 2001, não impõe metas compulsórias à China e à Índia e deixa de vigorar em 2012.

As negociações para prorrogar o acordo e estendê-lo para além de 2012 estão quase paralisadas, e os diplomatas esperavam que a cúpula do G8 divulgasse uma declaração forte o suficiente para reavivá-las.

Segundo esses diplomatas, o encontro em Heiligendamm poderia alimentar as esperanças de que um encontro de ministros do Meio Ambiente a ser realizado em Bali, em dezembro, consiga acertar os princípios básicos das negociações pós-2012.

Um fracasso na Alemanha acabaria por adiar o processo ainda mais, o que aumenta o risco de se formar um vácuo após o final do Protocolo de Kyoto - prevê-se que seriam necessários vários anos para negociar e ratificar um acordo capaz de suceder o tratado atualmente em vigor.



Suspeitas entre países impedem pactos climáticos



´Muitos países industrializados acham que os países em desenvolvimento não estão dispostos e que estão fazendo muito pouco´, disse uma enviada da ONU
Reuters
NAÇÕES UNIDAS - Ministros que participam de um encontro sobre soluções para a eficiência energética, cortes de emissões de dióxido de carbono e pobreza global não confiam o suficiente um no outro para conseguirem medidas concretas até sexta-feira, 11, disseram diplomatas.

A ex-primeira ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, disse que a reunião da Comissão da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, importante organismo da ONU para o meio ambiente, foi prejudicada por "uma falta de confiança profundamente arraigada".

"Muitos países industrializados acham que os países em desenvolvimento não estão dispostos e que estão fazendo muito pouco", disse ela à conferência na quarta-feira, 9.

Os Estados Unidos, que não se comprometeram com as cláusulas obrigatórias sobre emissões de gases nocivos, querem que a China e a Índia atuem primeiro. Mas a China quer que os EUA assumam um compromisso maior, como a União Européia fez, dizendo que suas emissões de dióxido de carbono, subproduto da queima de combustíveis fósseis, estão bem abaixo dos índices americanos, em base per capita.

"Muitos países em desenvolvimento acham que o mundo industrializado falhou na promessa da assistência financeira e técnica", disse Brundtland. "Muitos países estão preocupados com os custos e com a concorrência e muitos estão relutando em assumir obrigações das quais outros vão escapar."

Brundtland liderou a comissão ambiental da ONU que desenvolveu, em 1987, o conceito de desenvolvimento sustentável.

Países em desenvolvimento temem também que o progresso dos programas ambientais seja feito às custas do desenvolvimento. Um relatório da ONU advertiu que o crescimento de biocombustíveis, como o etanol, poderá resultar em aumento de preços de alimentos, por desviar terra arável para a produção de combustíveis.

"O progresso no pilar ambiental de desenvolvimento sustentável deve casar com o progresso simultâneo nos pilares sociais e econômicos", disse Malik Amin Aslam, ministro do ambiente do Paquistão.

A conferência tem por objetivo produzir políticas que causem o avanço das soluções energéticas de longo prazo, que possam contribuir para o desenvolvimento econômico e social, protegendo o meio ambiente.



PF prende 14 em ação contra comércio de agrotóxicos ilegais

 


Quadrilha operava com produtos banidos pela ONU pela alta concentração de agentes prejudiciais ao meio ambiente; operação ocorre em seis Estados e no DF
Solange Spigliatti

SÃO PAULO - A Polícia Federal prendeu 14 pessoas na manhã desta terça-feira, 8, suspeitas de contrabando e distribuição de agrotóxicos ilegais. Cerca de 300 policiais cumprem 21 mandados de prisão e 53 mandados de busca e apreensão em seis Estados e no Distrito Federal.

A quadrilha operava com herbicidas (que matam plantes invasoras), inseticidas (que combatem insetos) e fungicidas (químicos que atacam fungos) com o objetivo de proteger a produção e estocagem de alimentos para consumo humano.

Os agrotóxicos são banidos pela FAO (Organização para Comida e Agricultura das Nações Unidas) por conter agentes químicos altamente prejudiciais que causam graves problemas à saúde ambiental (água, solo e ar) e afetam diretamente o meio ambiente.

As prisões foram realizadas em Goiás, onde a quadrilha foi acusada de praticar contrabando, distribuição e uso dos produtos ilegais, resultando em danos ao meio ambiente e ao próprio ser humano.

A operação Campo Verde, que tem como foco principal o crime contra o Meio Ambiente, resultante do uso de agrotóxicos contrabandeados, é realizada em Minas, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Goiás e no Distrito Federal.

A Operação é fruto de uma investigação que vem sendo realizada desde janeiro de 2006 pela Delegacia da Polícia Federal em Jataí, na Bahia, e pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado do Paraná, tendo início com a observação de um grupo criminoso que fazia a introdução de agrotóxicos ilegais.
 

ONU faz advertência para perigos dos biocombustíveis


Ambientalistas já advertiram que a ´corrida do ouro´ para os biocombustíveis poderá causar muito mais dano ao meio ambiente que os combustíveis fósseis
Associated Press
ROMA - As Nações Unidas dizem que biocombustíveis, como etanol, podem ajudar bastante a reduzir o aquecimento global e criar empregos para os pobres das regiões rurais, mas advertem que os benefícios poderão ser eliminados por problemas ambientais graves e uma elevação no preço de alimentos para os mais famintos.

Em seu primeiro grande relatório sobre bioenergia, as Nações Unidas tentam equilibrar o entusiasmo com os biocombustíveis, chamando atenção para seus possíveis efeitos prejudiciais. O relatório sai poucos dias depois de uma conferência sobre mudança climática em Bangcoc ter dito que o mundo tem os meios para evitar que o aquecimento global atinja níveis catastróficos.

Os biocombustíveis, que podem ser feitos de cana-de-açúcar, milho, dendê e outros produtos agrícolas, têm sido vistos por muitos como uma forma mais limpa e barata de suprir as necessidade energéticas do mundo, sem a queima de combustíveis fósseis.

Líderes europeus já decidiram que pelo menos 10% do combustível consumido no bloco virá de fontes biológicas, como o etanol, até 2020, e os Estados Unidos trabalham numa proposta para multiplicar a produção de biocombustíveis por sete, até 2022. Com o preço do petróleo chegando a níveis recorde, os biocombustíveis tornaram-se uma alternativa atraente.

Mas ambientalistas já advertiram que a "corrida do ouro" para os biocombustíveis poderá causar muito mais dano ao meio ambiente que os combustíveis fósseis - preocupação refletida no relatório, divulgado em Nova York por um consórcio de 20 agências e programas das Nações Unidas.

O texto reconhece que a bioenergia representa uma "oportunidade extraordinária" para redução das emissões de gases do efeito estufa. Mas alerta que "o crescimento rápido da produção líquida de biocombustíveis colocará demandas substanciais sobre os recursos mundiais de terra e água, num momento em que a demanda por alimento e produtos florestais também se eleva rapidamente".

Mudanças no conteúdo de carbono dos solos e nos estoques de carbono em florestas e charcos poderão eliminar parte ou todo o benefício do biocombustível em termos de redução do efeito estufa, diz o relatório.

"O uso de monoculturas em larga escala poderá levar a perda significativa de biodiversidade, erosão do solo e sangria de nutrientes", afirma o texto, acrescentando que os investimentos em bioenergia devem ser administrados cuidadosamente, em escala nacional, regional e local, para evitar que problemas sociais e ambientais "alguns dos quais poderão ter conseqüências irreversíveis".

O relatório constata que a demanda crescente por óleo de palmeira já levou à eliminação de florestas tropicais no sudeste asiático. A eliminação das selvas pode resultar em emissões de gases ainda maiores que as geradas por combustíveis fósseis.

Além disso, a destinação de terras antes usadas para plantar comida para o plantio de combustível elevará o preço da comida e de mercadorias básicas, impondo uma nova carga aos pobres do mundo. E, embora as plantações de biocombustível tenham o potencial de melhorar a renda em áreas rurais, esse é um tipo de produção que favorece a agricultura em larga escala, o que pode levar á eliminação de pequenas propriedades. O texto sugere a formação de cooperativas e subsídios oficiais para manter os pequenos fazendeiros no negócio.



Site para crianças ensina como salvar ursos polares da mudança climática

 

da Efe, em Genebra

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) apresentou hoje um novo site que ensina as crianças a salvarem os ursos polares da ameaça representada pela mudança climática.

O organismo internacional, com sede em Gland (Suíça), informou nesta segunda-feira que o site "Salvemos os Ursos Polares" (www.panda.org/polarbears), desenvolvido pelo Programa de Rastreamento de Ursos Polares do WWF e pela empresa fotográfica Canon, foi desenvolvido para crianças entre 7 e 11 anos.

Usando dois ursos polares virtuais, Auro e Borea, as crianças têm informações sobre a ameaça que o aquecimento global gera para os animais e como podem contribuir para frear a mudança climática.

O diretor de operações do WWF, Paul Steele, disse em comunicado que, com a iniciativa, espera-se "poder chegar aos corações das crianças para que as gerações futuras tenham o conhecimento e o ímpeto necessário para mudar seu estilo de vida e conservar o ambiente".

O Programa de Rastreamento de Ursos Polares foi criado em 2002 pelo WWF e pelo Instituto Norueguês Polar para seguir os movimentos dos ursos no arquipélago de Svalbard, no Ártico.
Esses animais são os principais indicadores da mudança climática e de seu efeito neste território. Por causa do aquecimento global, as grandes massas de gelo do Ártico estão se desfazendo, reduzindo cada vez mais o habitat natural dos ursos polares.

O WWF alertou que, "a menos que a humanidade atue imediatamente para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, como o dióxido de carbono, não poderemos salvar os ursos polares".
 

Indonésia desmata área de 300 campos de futebol por hora, diz

 

Greenpeace

A Indonésia é o país que destrói suas florestas com maior velocidade --são desmatados o equivalente a 300 campos de futebol por hora. A informação, divulgada pela organização não-governamental Greenpeace, será incluída na próxima edição do livro "Guinness" de recordes, a ser publicado em setembro.

"A Indonésia já perdeu 72% de suas extensas florestas ancestrais e metade permanece ameaçada pelo comércio de madeira, queimadas e desmatamento para plantação de palmeiras", diz um comunicado da ONG de defesa do meio ambiente.

O texto que será divulgado no livro "Guinness" diz: "Dos 44 países que respondem por 90% das florestas do mundo, o país que registra a taxa de desmatamento anual mais alta é a Indonésia com 1,8 milhão de hectares de floresta destruídos a cada ano entre 2000 e 2005, uma taxa de 2% anuais ou 51 km² destruídos por dia".

"É uma vergonha nacional para a Indonésia ter essa distinção no livro de recordes", afirma o Greenpeace.

Brasil
A organização destaca, no entanto, que a Indonésia destrói suas florestas mais rápido, mas o Brasil desmata uma área maior por ano.

(cerca de 800 campos de futebol por hora)

Um recente relatório da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e a Alimentação (FAO) indica que, entre 2000 e 2005, em comparação com 1990 a 2000, o Brasil registrou perdas anuais de 0,5% a 0,6% da cobertura florestal brasileira.

 

Morte de abelhas ameaça a agricultura dos EUA


Diversas frutas e legumes que dependem destes insetos para polinização
poderão ter desaparecer, caso as abelhas continuem morrendo
Associated Press

BELTSVILLE, EUA - Um misterioso assassino de abelhas continua devastando as colméias dos Estados Unidos e reduzindo abruptamente a população desses animais. Se ninguém (ou nada) acabar com isso, as conseqüências da matança poderão se refletir na alimentação diária do norte-americano.

Abelhas não fazem apenas mel; elas polinizam mais de 9 das frutas e verduras mais saborosas e nutritivas dos EUA, entre elas: maçã, noz, abacate, cereja, morango, soja e brócoli.

Na verdade, cerca de um terço da dieta humana provém de plantas polinizadas por insetos, e as abelhas são responsáveis por 80% dessa polinização, segundo o Ministério da Agricultura dos Estados Unidos.

Até mesmo o gado, que come alfafa, depende das abelhas. Então, se elas desaparecerem mais ainda, os americanos poderão acabar tendo como alimento apenas "grãos e água", segundo afirmou Kevin Hackett, líder do programa nacional do Ministério da Agricultura dos EUA para abelhas e polinização. "Este é a maior ameaça para nosso suprimento de alimentos", disse Hackett.

Mesmo que nem todos os cientistas prevejam uma crise alimentícia, visto que mortes em larga escala de abelhas já ocorreram no passado, esta, particularmente, se mostra alarmante e confusa.

Apicultores norte-americanos perderam nos últimos meses um quarto de suas colônias - ou cerca de cinco vezes mais do que as mortes naturais que ocorrem durante o inverno - devido ao que os cientistas chamam de Desordem de Colapso Colonial (CCD, em inglês).

O problema começou em novembro e parece ter se espalhado para 27 Estados americanos. Casos semelhantes aconteceram no Brasil, Canadá e partes da Europa.

Cientistas se esforçam para descobrir o que está matando os insetos, e resultados preliminares de um importante estudo divulgados nesta semana apontam como causadores da tragédia algum tipo de parasita ou doença.

Mesmo antes desta desordem ocorrer, as abelhas já estavam em apuros. O número de indivíduos estava diminuindo constantemente, pois seus genes não são equipados para combater venenos e doenças.

Especialistas brasileiros e europeus se juntaram numa investigação no laboratório de estudos de abelhas do Ministério da Agricultura dos EUA, localizado em Washington. Nas últimas semanas o gabinete do vice-presidente, Dick Cheney, foi informado sobre o problema.

"Essa crise ameaça destruir produções de plantas que dependem da polinização de abelhas", disse o secretário da Agricultura Mike Johanns em um comunicado.

Um estudo do Congresso informou que as abelhas contribuem indiretamente com cerca de US$ 15 bilhões por ano em alimentos devido às suas polinizações.


Suspeitos
Segundo o maior especialista em abelhas do Ministério da Agricultura, Jeff Pettis, os suspeitos pela diminuição da população de abelhas nos EUA são um parasita, um vírus desconhecido, algum tipo de bactéria, pesticidas, ou uma combinação entre duas destas quatro últimas, em que uma enfraquece o inseto e a outra o mata.

 

No Brasil 60% das coméias do Brasil estão morrendo, devido a aplicação de agrotóxicos na agricultura

 

Cientistas descobrem 15 novas espécies em região antártica

 

da Efe, em Barcelona


Cientistas descobriram 15 novas espécies marinhas visíveis ao olho humano no fundo do mar, uma evidência do desaparecimento das gigantescas camadas de gelo Larsen A e B, na Antártida. Essas camadas cobriram durante milhares de anos essa extensa porção oceânica.

O quebra-gelo Polarstern, com cerca de 50 pesquisadores de 14 países, foi o primeiro a explorar partes desconhecidas do mar de Weddell. Nos últimos anos, cerca de 10 mil quilômetros quadrados de placas de gelo se desprenderam na região por causa do aquecimento global.

A expedição, realizada entre o final de 2006 e o início deste ano, foi a primeira do programa internacional Censo da Vida Marinha Antártica e permitiu constatar as alterações que a mudança climática está causando nos ecossistemas marítimos do oceano Antártico.

O coordenador internacional do programa, o escocês Michael Stoddart, disse que, só nos pouco mais de dois meses que a expedição durou, foram descobertas 15 novas espécies, a maioria crustáceos.

Stoddart, que também é o cientista responsável pelo Programa Antártico Australiano, afirmou que o Polarstern voltará ao mar de Weddell em novembro, em uma nova expedição. Segundo ele, a pesquisa permitirá encontrar outras espécies novas na região.

O aquecimento global, além do derretimento das antigas placas de gelo, como a Larsen B, de 12 mil anos de idade, está gerando mudanças nos habitats marítimos. Assim, foram localizados animais e plantas que, até agora, só haviam sido encontrados em águas mais quentes.

As conseqüências do aquecimento global são mais evidentes nos animais que habitam a superfície antártica, como os pingüins, que estão se deslocando para o sul, em busca de terras e águas mais frias.

Ao contrário de outros cientistas, Stoddart não se mostra alarmista com os efeitos da mudança climática. Ele também não acredita que há motivos para ser otimista, mas simplesmente realista, e que se deve proporcionar aos cidadãos uma informação verdadeira do que está ocorrendo, pois "assim o desconhecido não será tão ameaçador".
 

EUA querem que Brasil assine tratado de preservação florestal

 

BRUNO GARCEZ
Brasil, em Nova York

A subsecretaria de Estado americana, Paula Dobriansky, pediu que o Brasil assine com os Estados Unidos tratado de conservação de florestas tropicais.

O projeto foi criado pelo governo americano em 1998 e oferece a países em desenvolvimento o perdão de dividas com os Estados Unidos e a geração de fundos para preservação ambiental.

O programa é implantado por meio de acordos bilaterais. Entre as nações latino-americanas que já assinaram o tratado estão Peru, Colômbia, Paraguai e Panamá.

O pedido da subsecretária foi feito durante o Fórum de Desenvolvimento Sustentável realizado nesta segunda-feira em Nova York. O evento conta com a presença dos ex-presidentes americanos Bill Clinton e George W. Bush, pai do atual líder americano.

O Fórum foi realizado pela ONG Associação das Nações Unidas-Brasil e contou com a presença de inúmeros políticos brasileiros, entre eles o senador e ex-presidente José Sarney, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Biocombustíveis

De acordo com Departamento de Estado, o tratado de conservação de florestas tropicais é capaz de gerar até US$ 60 milhões (cerca de R$ 120 milhões) em iniciativas voltadas para a preservação ambiental.

"Esperamos que o Brasil se junte a nós e assine o tratado", afirmou a subsecretária.

"Com isso é possível aliviar a dívida com os Estados Unidos e investir em recursos para preservação de florestas e espécies de animais."

A subsecretária disse ainda ser preciso tomar uma série de medidas para ampliar o uso mundial de biocombustíveis.

Segundo Dobriansky, "os elementos-chave são redução dos custos de produção dos biocombustíveis, as demandas pelo uso da terra e as pressões no preço das rações para animais."

Os Estados Unidos vêm enfrentando uma elevação do preço do milho e nos valores de terras cultiváveis devido à produção de etanol.

A versão americana do biocombustível é produzida a partir do milho. Com a crescente demanda pelo cereal, aumentou também a quantidade de terras necessárias para cultivar milho.

 

Algas marinhas matam pássaros e leões-marinhos na Califórnia

 

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A proliferação de algas marinhas que produzem um ácido tóxico provocou doenças e mortes de centenas de pássaros, leões-marinhos e golfinhos na Califórnia (oeste dos EUA), alertaram ambientalistas.

Os corpos dos animais têm sido encontrados na costa, desde San Diego, no sul do Estado, até a baía de San Francisco, mais ao norte.

AP

Leões-marinhos comem peixes contaminados com toxina de alga
Na última semana, 40 pássaros foram levados ao Centro Internacional de Resgate de Aves em San Pedro, com sintomas de envenenamento por ácido domóico, que provoca convulsões e atinge o cérebro.

Essa substância é produzida por algas microscópicas, que são ingeridas por peixes e frutos do mar que, por sua vez, servem de alimento para pássaros e mamíferos marinhos.

"Surtos" de proliferação de algas ocorrem todos os anos, quando as águas do oceano esquentam, mas o "surto" deste ano parece ter vindo mais cedo, ser mais extenso e "muito, muito denso", segundo David Caron, professor de ciências biológicas na Universidade do Sul da Califórnia. "Estima-se que milhares de animais estão sendo afetados", disse.

Jay Holcomb, diretor do centro de resgates de aves, afirmou que, em temporadas passadas, a média era de sete pássaros por semana.

"Faço este trabalho há 35 anos e nunca vi algo assim em termos de números de espécies afetadas, a não ser em casos de derramamento de petróleo", disse Holcomb nesta quinta-feira.

Desde domingo (22), o Centro de Cuidados de Vida Selvagem e Áreas Úmidas, em Huntington Beach, recebeu 73 aves doentes ou mortas, informou a diretora-assistente Lisa Birkle. A toxina tem sido mais mortal do que o normal, afirmou.

No Centro de Mamíferos Marinhos do Pacífico, em Laguna Beach, 14 leões-marinhos com sintomas de envenenamento por ácido domóico foram tratados. Sete morreram.

Seres humanos não são afetados ao nadar em meio às algas, mas o consumo de peixes e moluscos contaminados pode provocar náuseas, convulsões e até a morte. O Departamento de Serviços de Saúde do Estado emitiu alerta contra o consumo de alguns tipos de frutos do mar e peixes, incluindo lagostas e sardinhas.

Uma epidemia de ácido domóico ocorrida em 2002 e 2003 deixou mais de mil leões-marinhos e 50 golfinhos doentes ou mortos.

 

Gelo derrete e aves migram mais cedo no Ártico


O aquecimento é mais acelerado no Ártico porque a água e a terra, mais escuras, absorvem mais calor quando estão sem sua cobertura de gelo e neve
Alister Doyle, Reuters

GELEIRA LONGYEARBYEN, Noruega - Uma geleira que fica numa ilha a apenas mil quilômetros do pólo Norte derreteu, um fiorde antes congelado agora está sem gelo e aves da região anteciparam sua migração de volta - três possíveis sinais do aquecimento global.

Nesta época, final do inverno ártico, a capa de gelo sobre o mar se estende bem menos ao sul do que o normal na região do arquipélago de Svalbard (Noruega).

"Esta geleira está morrendo", disse o guia Eirik Karlsen durante uma visita a um túnel no gelo, escavado pelas águas que, no verão passado, escorriam pelo coração desta geleira sobre a localidade de Longyearbyen - uma estrutura que costumava ter três quilômetros de comprimento, mas vai derretendo rapidamente.

O túnel, onde é possível caminhar confortavelmente junto a estalactites de gelo pendentes do teto, serpenteia 15 metros abaixo da superfície da geleira Longyearbyen e mostra os enormes volumes de água levados para o vale em 2006.

"No final, o teto aqui vai desabar", disse Karlsen a um grupo de visitantes. "Tomara que não seja hoje."

Segundo ele, é complicado atribuir o degelo integralmente ao aquecimento global. A geleira se formou há apenas 2.000 anos, quando os padrões de precipitação de neve mudaram.

Muitos moradores dizem que o frio, as nevascas e as tempestades variam de ano para ano - com ou sem aquecimento global - nesta que é a aldeia mais setentrional do mundo.

Por outro lado, especialistas da ONU dizem que o Ártico está se aquecendo mais rápido que o resto do planeta por causa do aquecimento global, o que ameaça a subsistência humana e espécies como o urso polar, que dependem do gelo marinho para caçar focas.

O aquecimento é mais acelerado no Ártico porque a água e a terra, mais escuras, absorvem mais calor quando estão sem sua cobertura de gelo e neve. As geleiras estão recuando em muitas partes do mundo, seja nos Alpes ou no Himalaia, e isso pode elevar o nível dos mares nos próximos séculos.

As aves migratórias, que costumam voltar da Sibéria no final do inverno, apareceram uma semana antes do normal. Outras espécies também estão dando as caras antecipadamente, segundo moradores.

O fenômeno pouco afeta as pessoas. A principal atividade da ilha é uma mina de carvão, e a comida é importada da Noruega continental, ao sul. Os prédios são construídos sobre palafitas, já prevendo eventuais degelos.



Poluição sonora faz pássaros diurnos cantarem à noite



Muitos pássaros passam a cantar à noite, em vez de competir com os barulhos diurnos, de acordo com estudo publicado na revista Biology Letters

LONDRES - Pássaros que vivem em zonas urbanas estão mudando seus hábitos de cantar por causa da poluição sonora, de acordo com um estudo da Universidade de Sheffield, no Reino Unido.

O estudo analisou os
pintarroxos, pássaros que geralmente começam a cantar ao amanhecer, para atrair parceiros, espantar inimigos e demarcar território.

Muitos desses pássaros estão cantando durante a noite, em vez de competir com os barulhos urbanos diurnos, de acordo com o estudo publicado na revista especializada Biology Letters.

O estudo diz que os pintarroxos têm cantado à noite em áreas onde os níveis de barulho diurno são, pelo menos, dez decibéis mais altos do que em zonas rurais.


Barulho versus luz
“Nos pássaros, a cantoria noturna por espécies normalmente diurnas pode ser uma forma de minimizar a interferência de barulho ambiente urbano”, disse o estudo.

Mas os cientistas alertam que essas mudanças podem ser traumáticas para o metabolismo dos pássaros, já que cantar usa mais energia do que dormir.

Os pesquisadores também desafiam a noção comum de que o fenômeno é causado pelo excesso de luz durante a noite em zonas urbanas.

“Apesar de a cantoria noturna acontecer principalmente em áreas muito iluminadas, foi limitada a locais que também são barulhentos durante o dia e não aconteceu em locais com muita luz, mas que são relativamente quietos”, disse.

“Assim, nós concluímos que o barulho diurno tem um efeito muito maior na atividade de cantar à noite do que os níveis de luz noturnos.”

 

Espécie em extinção, rinoceronte de Sumatra é filmado pela 1ª vez

 

da France Presse, em Kuala Lumpur

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) conseguiu captar imagens de um rinoceronte exótico em seu habitat pela primeira vez. Nelas o
rinoceronte de Sumatra aparece comendo e farejando o equipamento técnico

Animal é de espécie ameaçada de extinção
O vídeo integra um estudo que pode ajudar a salvar essa espécie da extinção. As imagens foram gravadas à noite da ilha de Bornéu, graças a uma câmera de vídeo instalada em uma floresta. O WWF conseguiu filmar o animal durante dois minutos.

As autoridades malasianas e o WWF elogiaram a fita pelas repercussões positivas que podem representar para a vida do introvertido rinoceronte.

"São animais muito tímidos que quase nunca são vistos. Esse vídeo nos dá uma oportunidade maravilhosa de espionar seu comportamento", afirmou Mahedi Andau, diretor do departamento de fauna e flora do Estado de Sabah, na ilha de Bornéu.

O rinoceronte de Sumatra é uma espécie em extinção e apenas poucos são encontrados na ilha indonésia de Sumatra, em Sabah e na península da Malásia, destaca o WWF.

O animal que aparece no vídeo é uma subespécie conhecida como rinoceronte de Bornéu, do qual, segundo os cientistas, restam entre 25 e 50 na ilha.
 

Degelo no Himalaia ameaça China e sul da Ásia, alertam cientistas
 

da Efe, em Pequim


O degelo das geleiras do Himalaia, causado pelo aquecimento global, terá um grande e grave impacto na vida e na economia da China e do sul da Ásia, alertaram hoje cientistas chineses em Pequim.

Até 2050, um quarto das geleiras do planalto de Qinghai-Tibete, o mais alto do mundo, terão derretido, o que afetará a vida das pessoas não só na China, mas também no sul asiático --já que essas formações são fundamentais para a economia da região--, disse Qin Dahe, membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Numa entrevista coletiva da qual também participou o indiano Rajendra Pachauri, presidente do painel, Qin, ao lado de outros especialistas, falou sobre os impactos do aquecimento global previstos no último relatório do IPCC.

As geleiras tibetanas alimentam grandes rios da região asiática, entre eles o Yang Tsé, o Ganges e o Mekong, em cujos deltas fica o chamado "celeiro da Ásia do Sul", destacou Pachauri.

"Até meados deste século, a previsão é que a produção de grãos terá aumentado até 20% no Leste e no Sudeste Asiático, mas poderá cair até 30% na Ásia Central e do Sul", disse Wu Shaogong, também do IPCC.

Especificamente na China, disse Qin, a produção agrícola poderá cair entre 5% e 10% até 2050, afetando os três principais grãos produzidos no país: trigo, arroz e milho.

Na entrevista coletiva, os especialistas chineses confirmaram que Pequim decidiu adiar a publicação de seu primeiro relatório sobre mudança climática, previsto para amanhã, por causa de alterações de última hora.

Pelo menos na última versão do relatório, o país asiático rejeita estabelecer compromissos para a redução das emissões de gás carbônico, principal causa do aquecimento global, mas alerta para as graves ameaças que o fenômeno significa para o crescimento econômico de Pequim, disse hoje o jornal "South China Morning Post".

Segundo Pachauri, os países industrializados são os que têm mais responsabilidade na redução das emissões, já que são os principais causadores do aquecimento global. É também esse argumento que a China usa para evitar se comprometer a reduzir as emissões de gás carbônico. "Espero que a comunidade internacional, mas principalmente os países desenvolvidos, façam algo para reduzir as emissões de gases", disse o indiano.

A China atualmente é o segundo maior emissor mundial de dióxido de carbono, mas poderá ultrapassar os Estados Unidos ainda neste ano, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE).

Hoje, o descobridor do buraco na camada de ozônio, o prêmio Nobel de Química Mario Molina, estimou em 90% as possibilidades de a temperatura aumentar entre 4 e 5 graus até o fim do século 21, caso a poluição não diminua.
 

Mudança no clima é maior desafio para o mundo, diz Annan



O ex-secretário-geral da ONU disse que, se a questão ambiental não for resolvida, ´todos os outros esforços que estamos fazendo podem ser eliminados´
Reuters
OSLO - As mudanças no clima e no meio ambiente são hoje os principais desafios para a comunidade internacional, e se não forem enfrentados podem arruinar o desenvolvimento, disse na sexta-feira, 20, Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU.

"Se não controlarmos o clima, se não enfrentarmos os desafios do meio ambiente, todos os outros esforços que estamos fazendo podem ser eliminados", disse Annan a jornalistas depois de falar ao Partido Trabalhista Norueguês.

Cientistas afirmam que as atividades humanas, especialmente as emissões de gases do efeito estufa, pela queima de combustíveis fósseis, estão aquecendo a Terra. Segundo eles, isso pode causar a elevação dos níveis dos oceanos, a expansão dos desertos e a ocorrência de mais secas e enchentes, desalojando milhões de pessoas e provocando crises econômicas, políticas e humanitárias.

Annan, que deixou a frente da ONU no final de 2006, depois de dez anos no cargo, disse que o meio ambiente será um grande limitador do crescimento e do desenvolvimento no mundo todo.

"Não podemos continuar a consumir os recursos do mundo como se não houvesse amanhã, como se novas gerações não estivessem chegando depois da nossa", disse ele.

"Todos os grandes desafios que enfrentamos hoje não podem ser abordados por apenas um país, por mais poderoso que ele seja", afirmou ele. "Isso requer cooperação internacional."

Para Annan, isso também se aplica a outras áreas, como ao combate a doenças infecciosas, à degradação ambiental, ao terrorismo, às armas de destruição em massa e ao crime internacional organizado.

O ex-chefe da ONU elogiou o novo plano da Noruega de reduzir a zero o saldo de suas emissões de carbono até 2050. "Não sei se o resto do mundo vai ter esse nível de ambição, mas esse deveria ser o objetivo", disse ele



WWF alerta para risco de extinção de leopardo no leste da Rússia



O WWF (Fundo Mundial para a Natureza) pediu ao governo da Rússia nesta quarta-feira que crie uma reserva nacional no extremo leste do país para proteger o
leopardo amur, espécie ameaçada de extinção.

Segundo um censo realizado por cientistas americanos e russos, existem apenas entre 24 e 35 leopardos amur (Panthera pardus orientalis) vivendo no seu habitat, que se espalha por três reservas localizadas perto da fronteira com a China e ao longo do rio Amur.

A contagem foi feita em uma faixa de território de pelo menos 5.000 quilômetros quadrados, na região de Primorie, na fronteira com a China, segundo Pavel Fomenko, diretor do Instituto de Geografia do Pacífico.

Igor Tchestine, chefe do braço russo do WWF, disse que o governo poderia criar uma reserva de mais de 200 mil hectares. "Os zoológicos possuem centenas de leopardos amur que poderiam ser soltos", afirmou.

O felino habitava as florestas da Rússia, China e Coréia do Norte, mas a caça ilegal, o desmatamento e outras atividades humanas limitaram seu habitat a uma área de 400 mil hectares nas florestas ao redor do lago Jasan, em Primorie.

Quando adulto, o macho pode alcançar 1,70 metro de comprimento e pesar até 60 kg. A subespécie de leopardo é a que vive mais ao norte do globo.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o WWF financiam a Reserva de Biosfera Kedrovaya, em Primorie. O local pretende ajudar a proteger espécies naturais em risco de extinção, dentre as quais o leopardo.

Com agências internacionais
 

Para deputados dos EUA, clima ameaça segurança e economia


A audiência coincide com a reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre aquecimento global
Associated Press
WASHINGTON - Preocupações sobre a segurança global e a dependência americana do petróleo importado, e não as geleiras ou a extinção de espécies, dominaram o primeiro debate sobre aquecimento global da Câmara de Deputados dos EUA, realizado depois de a oposição ter conquistado a maioria na Casa.

"É uma ameaça dupla, como Orto, o cão de duas cabeças da mitologia grega, com uma cabeça olhando para a frente e a outra, para trás", disse o deputado Edward Markey, presidente do Comitê de Independência Energética e Aquecimento Global, criado pela insistência da presidente da Casa, Nancy Pelosi.

"Nossa crescente dependência é atribuível à política energética que olha para trás, e olhando para a frente podemos ver a ameaça da elevação das temperaturas e o aumento subseqüente do risco de desastres naturais e humanitários", afirmou ele.

Mas, minutos após o início da audiência, o deputado James Sensenbrenner, do Partido republicano, questionou o motivo dos democratas para dar tanta proeminência à questão do aquecimento global. Sensenbrenner disse que a questão não é nova, e que ele mesmo já havia mediado debates sobre o assunto, quando presidia a Comissão de Ciência, entre 1997 e 2001.

A audiência parlamentar coincide com a primeira reunião do Conselho de Segurança da ONU para tratar da questão do aquecimento global.

Os deputados ouviram depoimentos de um ex-diretor da CIA, um ex-chefe do Estado Maior do Exército, de um vice-almirante reformado e de um ambientalista.

"Generais e almirantes que passaram vidas inteiras no campo de batalha dizem-nos que o aquecimento global é uma fraqueza estratégica importante", declarou Markey.

O general reformado Gordon Sullivan, que foi chefe do Estado Maior entre 1991 e 1995, disse que a mudança climática global deveria ser "integrada nas estratégias de segurança e defesa nacional".



ONU alerta sobre possíveis conflitos devido ao aquecimento global



O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) reuniu-se pela primeira vez nesta terça-feira para debater as implicações que o aquecimento global pode ter para a paz e a segurança mundial.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos países-membros que se previnam contra conflitos que possam surgir devido à escassez de recursos, uma das conseqüências das mudanças climáticas.

"As coisas são mais fáceis quando todos podem compartilhar a abundância, mesmo que em níveis diferentes", declarou Ban. "Mas quando os recursos escasseiam --seja a energia, a água ou as terras cultiváveis-- nossos frágeis ecossistemas são submetidos a pressões, o que pode levar a um colapso dos códigos de conduta estabelecidos, e, inclusive, a um conflito total", acrescentou.

Ban lembrou que, ao longo da história, países e povos travaram guerras pelos recursos naturais: gado, fontes de água, terras férteis, rotas comerciais, reservas pesqueiras, açúcar, petróleo, ouro e matérias-primas.

"Inclusive hoje, a provisão ininterrupta de combustíveis e minerais é um elemento-chave nas considerações geoestratégicas", explicou o secretário-geral da ONU.

Ban também assinalou que os fenômenos climáticos extremos e os desastres naturais podem aumentar o risco de emergências humanitárias e provocar instabilidade e deslocamentos. Com isso, haveria escassez de recursos, como água, alimentos e energia, o que poderia gerar violência.

Competência

O debate foi convocado pelo Reino Unido, que exerce a Presidência rotativa do Conselho, mas foi rejeitado pelo Grupo dos 77 (que reúne os países em desenvolvimento) e pela China.

A China afirmou que o Conselho de Segurança, formado por 15 membros, não possui competência para lidar com o aquecimento global.

O vice-embaixador chinês Liu Zhenim disse que "os países em desenvolvimento acreditam que o Conselho de Segurança não tem competência profissional em lidar com a mudança climática nem é o local correto para definir propostas amplamente aceitáveis".

Nenhuma resolução é esperada do Conselho de Segurança. Rússia, Qatar, Indonésia e África do Sul também alertaram que o conselho, que trata de paz e segurança, não é o local para definir ações concretas.

No entanto, a ministra de Relações Exteriores britânica, Margaret Beckett, que presidiu a reunião, mostrou-se satisfeita com a atenção despertada pela sessão, que contou com a participação de 52 delegações.

Os EUA, que são o maior emissor mundial de gases de efeito estufa, são contra resoluções para reduzir a emissão, mas foca em combustíveis alternativos e maior eficácia energética.

"Devemos lidar com a questão de maneira que ela não afete (...) o crescimento e o desenvolvimento", disse o embaixador americano na ONU, Alejandro Wolff.

Atualmente, a ONU mantém mais de 30 agências e programas envolvidos em projetos ambientais.

Com agências internacionais
 

Para cientistas e militares, água será problema grave nos EUA


Enchentes e secas levarão a disputas dentro do país e conflitos no exterior, dizem dois relatórios

Associated Press
WASHINGTON - Conforme o aquecimento global se intensifica, a água - em escassez ou em excesso - será o maior problema para os Estados Unidos, dizem especialistas científicos e militares. O problema envolverá política interna, com Estados enfrentando-se pelo controle dos rios da América do Norte, e externa, com a desertificação e enchentes estimulando guerras e terrorismo.

Na frente doméstica, especialmente no Sudoeste, regiões inteiras terão de encontrar novas fontes de água potável. Os Grandes Lagos encolherão, peixes e outras espécies sofrerão. A elevação do nível dos mares e tempestades reforçadas causarão inundações.

Um relatório, preparado por cientistas, trata dos efeitos do aquecimento global na América do Norte e faz parte de um levantamento internacional dos impactos da mudança climática. Outro texto, este elaborado por militares americanos da reserva, adverte que as regiões mais pobres e politicamente instáveis do mundo - Oriente Médio, África e Sul da Ásia - ficarão ainda Amis à mercê da guerra, do terrorismo e precisarão sofrer intervenções internacionais.

"Água é o principal problema (do aquecimento global) para os EUA, disse o professor de Geociências de Princeton, Michael Oppenheimer, após uma entrevista coletiva para a apresentação do capítulo sobre América do Norte do segundo relatório do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática.

Um dos principais especialistas em seca do governo americano, Roger Pulwarty, disse que Estados como Arizona e cOlorado, que já se digladiam nos tribunais pelo controle da Bacia do Rio colorado, elevarão o tom do confronto.

Poucas horas depois da apresentação dos cientistas, o general reformado Charles F. "Chuck" Wald tratou do problema do aquecimento global sob outro enfoque, mas com conclusões bem parecidas. "Uma das áreas mais prováveis de conflito será a questão da água", disse ele, que é ex-vice-comandante do Comando Europeu dos Estados Unidos. Ele citou o Oriente Médio e a África.

Um co-autor do relatório militar, o ex-chefe do Estado Maior do Exército, Gordon R. Sullivan, afirmou que enchentes poderão desestabilizar países como Paquistão, Índia, Bangladesh, Indonésia e Vietnã.



Cientistas pedem mais pressão externa para proteger Amazônia


Antropólogo sugere também que a comunidade internacional pague uma espécie de
mesada ( Mensalão) para que o governo brasileiro ´se comprometa a fundo´ na preservação

BRUXELAS - A comunidade internacional deveria exercer mais pressão sobre o governo brasileiro em favor da preservação da floresta amazônica, de acordo com estudiosos entrevistados pela BBC Brasil.

“O desaparecimento da Amazônia teria conseqüências reais em todo o mundo, e a comunidade internacional não está fazendo o suficiente para evitar isso”, afirma François-Michel Le Tourneau, geólogo do Centro de Pesquisa e Documentação sobre a América Latina.

“Se parte da floresta desaparacer, a evaporação que deveria formar chuvas sobre a Amazônia vai ser direcionada para o sul do continente e até para a Europa, devido à mudança no sistema geológico da região."

De acordo com o especialista, o resultado disso será um clima cada vez mais seco na Amazônia, enquanto que São Paulo, Buenos Aires e até algumas áreas da Europa deverão sofrer com chuvas mais intensas e inundações.


Importância mundial

A importância da floresta amazônica no equilíbrio mundial também foi destacada pelo antropólogo Martin von Hildebrand, diretor do programa Coama, para a preservação da Amazônia colombiana.

“Todos dependemos da floresta amazônica e por isso todos devemos lutar para que o Brasil a preserve. Mas, em contrapartida, a comunidade internacional também tem a obrigação de ajudar o Brasil”, justifica o antropólogo.

“Depois de terem destruído os seus próprios recursos a favor do crescimento, os países desenvolvidos não podem pedir que os brasileiros deixem de pensar em crescimento”.

Von Hildebrand sugere também que a comunidade internacional pague uma espécie de mesada para que o governo brasileiro “se comprometa a fundo” na preservação da floresta amazônica.

“Seria uma recompensa pelo que o país deixaria de ganhar com a exploração dessas terras. É um negócio justo, já que todo o mundo depende da Amazônia, e o território pertence aos brasileiros”, explica o antropólogo.


Pressão

A opinião de von Hidebrand coincide com a do sociólogo Benjamin Buclet, sociólogo político especializado em gestão do território.

“Esse dinheiro poderia ser aplicado em projetos de desenvolvimento sustentável que dariam ao brasileiros o crescimento econômico que desejam”, disse Buclet.

Os especialistas ressaltam a pressão internacional não deve ser confundida com imposição.

“O problema é que grande parte dos políticos e da população do Brasil considera qualquer negociação internacional como intervenção estrangeira na Amazônia, e isso não deveria ser visto dessa forma”, diz o geólogo François-Michel Le Tourneau.

Já na opinião de Buclet, é preciso pressão internacional dos dois lados "para que a comunidade internacional leve propostas e para que governo brasileiro aceite negociar".

“A Amazônia nunca foi prioridade para o governo brasileiro, e a única forma de mudar essa visão é por meio da pressão internacional. Há muita boa vontade e pessoas qualificadas, mas o governo não consegue conciliar as suas promessas de crescimento com a preservação do meio ambiente”, afirma



ONU quer que aquecimento seja visto como questão econômica

 

Resumo de relatório que será divulgado pela ONU em maio pede que a redução dos gases do efeito estufa seja ligada a vantagens econômicas
Alister Doyle, Reuters
OSLO - O combate ao aquecimento global será mais eficiente se a questão for encarada como um dos problemas econômicos do mundo, não apenas como uma dor de cabeça puramente ambiental, afirmou um relatório preliminar da Organização das Nações Unidas.

O documento, que será divulgado pela ONU em Bangcoc no dia 4 de maio, diz que políticas econômicas relativas a todas as áreas podem ter grandes repercussões no controle da emissão de gases-estufa.

"Enquadrar o debate como um problema de desenvolvimento, em vez de um problema ambiental, pode fazer com que as metas imediatas de todos os países sejam melhor atingidas, especialmente dos países em desenvolvimento, com sua vulnerabilidade especial às mudanças no clima", afirma o relatório preliminar.

Os esforços para reduzir o uso de combustíveis fósseis, por exemplo, podem diminuir as emissões dos gases-estufa e, ao mesmo, tempo reduzir a poluição do ar, melhorar a segurança na área de energia e diminuir a dependência das importações.

O estudo cita o Brasil, junto com China, Índia e México, como exemplo de país que reduziu as emissões de gases-estufa nos últimos 30 anos. Os países em desenvolvimento cortaram as emissões nesse período em 500 milhões de toneladas ao ano, por motivos que nada têm a ver com o clima global.

"Muitos desses esforços têm como motivação o desenvolvimento econômico, a amenização da pobreza, a segurança energética e a proteção ambiental local", afirmou o texto.

Os cortes superam os exigidos pelo Protocolo de Kyoto, o principal plano da ONU para combater o aquecimento global, mas que até 2008-12 é aplicável apenas aos países ricos - com a exceção dos Estados Unidos, que se recusaram a participar.

"As iniciativas mais promissoras ... parecem ser as que faturam em cima da sinergia natural entre a proteção do clima e as prioridades de desenvolvimento, obtendo progressos simultâneos em ambas as áreas."

O resumo técnico preliminar de 101 páginas, obtido pela Reuters, faz parte de uma série de relatórios da ONU sobre o aquecimento global. Ele também conclui que combater as mudanças do clima não é muito caro.

As seguradoras, por exemplo, podem ajudar cobrando menos para segurar edificações que fiquem longe de áreas de risco de enchente, erosão, etc.

Segundo o texto, ainda não houve uma discussão séria sobre a relação entre desenvolvimento econômico e as mudanças no clima.

As negociações para criar um novo mecanismo de combate ao aquecimento global que suceda o Protocolo de Kyoto estão emperradas. Um dos motivos para o presidente George W. Bush, dos EUA, recusar-se a participar de Kyoto foi a exclusão, para ele injusta, dos países em desenvolvimento das metas obrigatórias.





Equador declara emergência nas ilhas Galápagos

 



O presidente do Equador, Rafael Correa, baixou um decreto que considera o arquipélago Galápagos sob risco e diz que a preservação da sua biodiversidade passou a ser uma prioridade nacional.

Correa também determinou a prisão de um sargento e a destituição dos comandantes da Base Aérea de Baltra e do capitão do porto Ayora, além de abrir um inquérito administrativo sobre a atuação da diretora do Parque Nacional de Galápagos.

Essas medidas são conseqüência dos confrontos registrados no último dia 16 entre militares da Aeronáutica equatoriana e funcionários do Parque Nacional.

Os guardas florestais e a diretora do parque alegam ter sido agredidos fisicamente por vários militares, que estariam defendendo um grupo de turistas que pescava e acampava em uma área de reserva.

Os militares, por sua vez, afirmam que os guardas do parque atuaram de forma "prepotente" e fora de sua autoridade, já que o local estaria dentro da área da base aérea de Baltra. Eles também dizem que um dos homens foi agredido.

Patrimônio universal

As ilhas, consideradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), abrigam dezenas de espécies de animais e plantas em risco de extinção e ficam a mil quilômetros de distância da costa do país.

Nesta semana, uma delegação da Unesco visita o arquipélago. A agência acredita que o intenso fluxo de turistas, a introdução de outras espécies e a superexploração pesqueira ameaçam o ecossistema das ilhas, de acordo com a edição desta quarta-feira do jornal equatoriano El Comercio.

Segundo o periódico, a especialista em Ambiente e Turismo Sustentável do Ministério do Turismo do país, Tatiana Calderón, admitiu que "foram cometidos erros no gerenciamento das Galápagos".

E uma reunião do Instituto Nacional Galápagos (Ingala) em 15 dias pode decidir inclusive "a possível suspensão temporária de novas concessões para exploração turística e para tráfego aéreo", disse El Comercio.

O biólogo marinho Gunter Reck, especializado nas ilhas, deu ao jornal declarações céticas sobre o decreto presidencial, dizendo que a medida já foi tomada em administrações anteriores, inclusive durante outra visita de missão da Unesco, mas medidas concretas não chegaram a ser implementadas.
 

Proposta de santuário para diabos-da-tasmânia cria polêmica



Cientistas australianos planejam levar diabos-da-tasmânia para um santuário onde a espécie não existe para tentar salvá-los de um misterioso câncer contagioso.

A doença causa tumores faciais grotescos e ameaça a sobrevivência desses animais na ilha da Tasmânia, no sul da Austrália.

Biólogoa examina um
diabo-da-tasmânia; câncer ameaça a espécie
Os diabos-da-tasmânia são marsupiais australianos do tamanho de uma raposa e fortes mandíbulas. "Taz", o personagem de desenho animado da Warner Bros., é inspirado neles.

Alguns cientistas, porém, temem que a tentativa de salvar a espécie cause danos ambientais e risco à sobrevivência de outros animais, como pássaros e besouros, que vivem nessa ilha.

A doença foi percebida em meados dos anos 1990 no nordeste da ilha da Tasmânia, onde 90% dos animais da espécie já morreram, e está se espalhando para o sul e oeste. A ilha é o único local onde a espécie é encontrada.

Estima-se que em cinco anos não haverá população de diabos-da-tasmânia livre da doença.

Transferência

Especialistas querem transferir 30 indivíduos para a ilha Maria, uma antiga prisão do século 19 que abriga, por sua vez, várias espécies de aves ameaçadas.

A ação, que deve ser aprovada pelo governo nas próximas semanas, é controversa porque não se pode ter certeza do impacto que a chegada dos diabos-da-tasmânia, que são carnívoros, provocará na ilha.

"Na minha opinião, o risco às espécies ameaçadas [da ilha Maria] pelos diabos-da-tasmânia é mínimo", afirma Hamish McCallum, professor de pesquisa de vida selvagem da Universidade da Tasmânia.

Espera-se que a doença desapareça da Tasmânia quando não houver mais indivíduos da espécie ali. Depois, os animais colocados a salvo poderiam ser reintroduzidos.

Tentativa anterior

Os que apóiam a criação de uma colônia de diabos-da-tasmânia na ilha Maria argumentam que a ilha já não é um ecossistema intocado.

Nos anos 1970, autoridades australianas acreditavam que a ilha Maria seria um santuário ideal para o tigre-da-tasmânia, um carnívoro listrado, aparentado com o diabo-da-tasmânia .

Cangurus e wallabies (que lembra o canguru, mas de tamanho menor) foram levados à ilha para servir de presa. Porém, o último tigre-da-tasmânia conhecido no mundo havia morrido em um zoológico em 1933, e as esperanças de encontrar um indivíduo na natureza foram frustradas.

Enquanto isso, o número de cangurus na ilha Maria aumentou, e centenas são executados regularmente para evitar que eles morram por falta de comida.

Com Associated Press

(Pobre criaturas, o que o homem esta fazendo com estes animais nem as piores bestas fariam)

 

 

Poluição danifica ao menos 10% da terra cultivável na China


Anualmente cerca de 12 milhões de toneladas de grãos são contaminadas por causa
de agentes nocivos como metais pesados, o que gera perdas de US$ 2,5 bilhões
Efe
PEQUIM - Mais de 10% das terras cultiváveis na China - cerca de dez milhões de hectares - estão contaminadas por águas residuais ou resíduos sólidos, segundo os primeiros resultados de um estudo publicado nesta segunda-feira, 9, pelo jornal China Daily.

Analistas da Administração Estatal de Proteção Ambiental (SAIBA, sigla em inglês) recolheram amostras desde julho do ano passado nos considerados "celeiros do país", como o delta do Rio Yang Tsé, e nas zonas mais desenvolvidas, como a Baía de Bohai, em um estudo pioneiro para avaliar a segurança alimentícia da China.

Num país onde apenas 13% das terras são cultiváveis, aproximadamente 12 milhões de toneladas de grão são contaminadas a cada ano devido a agentes nocivos como metais pesados, o que gera perdas de US$ 2,5 bilhões ao ano, segundo a SAIBA.

No poluído delta do Yang Tsé, os analistas descobriram quantidades alarmantes de metais pesados e poluentes orgânicos, e a cada ano o solo no local recebe 2 mil toneladas de mercúrio procedentes da combustão de mais de 2 bilhões de toneladas de carvão.

Os resultados definitivos do estudo serão divulgados em 2008 e servirão, segundo o governo, para elaborar planos contra a contaminação do solo e de tratamento da poluição.

A falta de cultivos é uma das conseqüências do aquecimento global, de acordo com o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) divulgado na sexta-feira pela ONU.

O estudo das Nações Unidas redobrou a pressão sobre a China, segundo maior emissor mundial de dióxido de carbono (CO2) e maior de dióxido de enxofre (SO2, que causa a chuva ácida), para que assuma compromissos de redução para depois de 2012.

A China divulgará seu plano sobre mudança climática no final deste mês, mas continua sendo uma incógnita se estabelecerá ou não objetivos de redução do dióxido de carbono, o que ocorreu com o de enxofre.

Tratamento experimental contra alergia ao pólen se mostra promissor


da France Presse, em Washington

Um tratamento experimental contra a alergia ao pólen das plantas poderá beneficiar pessoas alérgicas, após a aplicação de algumas injeções, revela um estudo publicado ontem nos Estados Unidos.

"Essa pesquisa inovadora é muito promissora para o tratamento de alergias, e algumas injeções de imunoterapia são suficientes para reduzir de maneira durável as reações alérgicas", destacou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Enfermidades Infecciosas (NIAD), que financiou parte do trabalho.

"Até 40 milhões de americanos sofrem de alergias ligadas ao pólen", destacou Elias Zerhouni, diretor do Instituto Nacional de Saúde (NIH).

A pesquisa é baseada em uma substâcia-chave para o desencadeamento da alergia encontrada no pólen. Segundo o estudo, a substância é associada a determinada seqüência do DNA responsável por estimular o sistema imunológico.

O tratamento permitiria atenuar fortemente os sintomas alérgicos em adultos durante pelo menos um ano, após a aplicação de seis injeções, uma por semana.

 

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