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Duas d�cadas ap�s Tchernobil, Finl�ndia ainda tem focos de contamina��o


da France Presse, em Helsinque

Vinte e um anos ap�s o acidente na central ucraniana de Tchernobil, peixes e cogumelos de algumas regi�es finlandesas continuam apresentando sinais de toxicidade. A informa��o foi divulgada nesta segunda-feira em um comunicado da Evira (Autoridade de Seguran�a Alimentar da Finl�ndia).

AP

Vista a�rea da usina de Tchernobil, local de grave acidente nuclear no ano de 1986
A explos�o do reator n�mero 4 de Tchernobil ocorreu em 26 de abril de 1986, na Ucr�nia, uma das 15 rep�blicas que integravam a antiga Uni�o Sovi�tica. A nuvem radioativa, no entanto, afetou parte da Finl�ndia.

Segundo fontes da ONU, o saldo de mortes da trag�dia soma 4 mil pessoas. J� a ONG Greenpeace diz que a trag�dia ser� respons�vel por 93 mil mortes, j� que muitas pessoas ainda morrer�o de c�ncer.

A concentra��o m�xima de c�sio 137 permitida para o consumo humano segundo as normas europ�ias --correspondente a 600 becquerels por quilo (Bq/kg)-- foi registrada ou superada em 20% nos peixes e em mais da metade nos cogumelos analisados em 2005 pela Evira e pela Stuk (Autoridade de Seguran�a Nuclear).

As an�lises foram efetuadas a partir de mostras tiradas de lagos e dos arredores de Vammala (sudoeste), a 230 quil�metros a noroeste de Helsinque. Saiba mais

 

Merc�rio de mineradores brasileiros polui �guas da Guiana

 

da Efe, em Georgetown

O Fundo Mundial para a Fauna e Flora Silvestres (WWF, na sigla em ingl�s) e a associa��o de mineradores de ouro e diamantes da Guiana (GGDMA, na sigla em ingl�s) acusaram hoje os mineiros do Brasil de polu�rem com merc�rio os rios dos distritos guianenses que cont�m metais preciosos.

Ant�nio Gaud�rio/Folha Imagem

Mineradores brasileiros s�o acusados de poluir �gua de rios guianenses com metais pesados
O coordenador de projetos do WWF, Rickford Viera, disse que a polui��o com merc�rio constitui "um grave problema", apesar de os brasileiros terem ajudado a aumentar a produ��o de ouro desde que come�aram suas opera��es na regi�o.

"Enquanto os mineiros seguirem jogando merc�rio nas minas, e queimando o vapor, continuaremos tendo problemas de polui��o", disse Viera.

Os processos mecanizados dos brasileiros, que ajudaram a agilizar a produ��o, tamb�m aumentaram as agress�es ao meio ambiente, disse Viera.

O merc�rio � uma perigosa toxina que pode provocar danos cerebrais.

Apesar das estritas leis ambientais guianenses, o WWF diz que a falta de equipamento dos fiscais do pa�s contribui para o agravamento da situa��o.

O secret�rio-executivo da GGDMA, Tony Shields, negou que mineiros guianenses poluam os rios que os �ndios utilizam para pescar e realizar seus afazeres dom�sticos.

Shields acusou os respons�veis da Comiss�o de Geologia e Minas de Guiana de se recusarem a cumprir a lei, por receberem subornos dos mineiros.

Ap�s o esgotamento das reservas de ouro e diamantes do Brasil, na d�cada 90, os mineiros brasileiros come�aram a entrar de maneira ilegal na Guiana, no Suriname e na Guiana Francesa.

Estima-se a exist�ncia de pelo menos dois mil mineiros brasileiros na Guiana.
 

Desvendados mitos sobre tubar�es do Mediterr�neo

 

Esteve Giralt

No Mar Mediterr�neo, ainda que muitas pessoas o ignorem, � poss�vel encontrar cerca de 47 esp�cies de tubar�es. A lista inclui animais potencialmente perigosos para os banhistas, como o tubar�o branco - ainda que a presen�a deste seja excepcional -, o tubar�o touro, o tubar�o tigre e o tubar�o martelo, que pode medir at� 4 m e � bem mais freq�ente em nossas �guas. Alguns desses animais marinhos s�o capazes de nadar milhares de quil�metros, das costas africanas ao Mediterr�neo, atravessando o estreito de Gibraltar em busca de comida.
Conversar sobre tubar�es como ocean�grafos e especialistas � como desbaratar os mitos e lendas perpetuados pelo cinema. "Um tubar�o como aquele que foi localizado na praia de Miracle, em Tarragona, nunca deve ser tratado como animal inofensivo; � preciso respeit�-lo, e muito. Mas eu n�o me atreveria a dizer que os tubar�es s�o perigosos", arrazoa o ocean�grafo e pesquisador marinho Roland Mattheissen, presidente do Instituto Oceanogr�fico do Mediterr�neo Ocidental (Iomo).

Se os especialistas todos coincidem em alguma coisa, � em destacar que a presen�a de tubar�es em �reas t�o pr�ximas � costa que permitam contato com banhistas, como aconteceu em Tarragona, n�o � comum. Eles alertam que, em casos como esse, sempre existe uma explica��o, usualmente uma enfermidade ou desorienta��o. Apesar disso, algumas esp�cies, como o tubar�o cinzento, especialmente no ver�o e no caso dos exemplares jovens, podem se aproximar de �guas menos profundas.

Por outro lado, outras esp�cies, as de maior porte e potencialmente mais perigosas, como o tubar�o branco e o tubar�o martelo, s� costumam ser encontradas em �guas profundas, no Mediterr�neo. "Para encontr�-los � preciso ir al�m das ilhas Baleares", diz Joan Rib�, fundador da Cau del Taur�, um instituto de pesquisa de tubar�es em l'Arbo� (Baix Pened�s). O instituto opera um curioso museu sobre tubar�es, repleto de f�sseis de animais, exemplares dissecados e um esp�cime vivo.

No Mediterr�neo, o n�mero de ataques de tubar�es registrado � muito baixo. De acordo com o ocean�grafo Mattheissen, radicado em Tarragona, em relat�rio que apresentou � prefeitura da cidade depois da identifica��o do tubar�o cinzento, h� apenas tr�s incidentes a mencionar. Al�m do mais recente, em 1986, um praticante de windsurf foi atacado por um tubar�o cinzento em Tarifa (perto de C�diz), a uns 300 m da praia. O tubar�o, de 3,5 m, mordeu o esportista, que perdeu um p�. Em 1993, na praia de las Arenes, em Val�ncia, um nadador que estava a cerca de 300 m da costa foi mordido por um tubar�o de cerca de 2 m e perdeu alguns dedos de um p�.

Mas, no Iomo, os cientistas apontam que a carne humana n�o � parte l�gica da dieta preferencial dos tubar�es. Eles s�o carn�voros, mas preferem peixes, crust�ceos, aves e tartarugas marinhas, entre outras esp�cies, al�m de tubar�es de menor porte. Curiosamente, o sabor da carne humana lhes � muito desagrad�vel, "e o tubar�o nunca a comeria", aponta Mattheissen. Um relat�rio do Centro de Iniciativas Ecol�gicas Mediterr�nia enfatiza, exatamente, que a ur�ia contida na carne humana e a presen�a relativamente baixa de gordura a tornam desagrad�vel aos tubar�es. No Mediterr�neo, mar de salinidade elevada, muito superior � do Atl�ntico, a �gua tampouco agrada aos tubar�es.

A cerca de meia centena de esp�cies de tubar�o que habitam o Mediterr�neo, todas em regress�o em termos de n�mero de exemplares devido a fatores como a pesca excessiva, inclui tamb�m o inofensivo tubar�o peregrino, que pode medir mais de 6 m e ocasionalmente nada perto da costa, mas se alimenta apenas de pl�ncton. A enciclop�dia Rib�, em seu verbete sobre os tubar�es, aponta que "40 anos atr�s era comum ver tubar�es no litoral de Tarragona, como agora se v�em sardinhas".

Pessimismo no aqu�rio

O estado do tubar�o cinzento capturado na sexta-feira na praia de Miracle, em Tarragona, n�o oferece raz�es para otimismo. O animal n�o s� est� estressado como "sofreu algum problema interno" que coloca sua vida em risco.

Patrici Bult�, respons�vel pela �rea de biologia do Aqu�rio de Barcelona, onde o tubar�o est� em tratamento e observa��o desde sexta-feira, menciona a possibilidade de que o animal tenha engolido algum objetivo, e aponta para uma ferida por arp�o em uma de suas nadadeiras.

O animal, de idade calculada entre 15 e 20 anos, est� passando por um dif�cil per�odo de quarentena, durante o qual mergulhadores do aqu�rio tentam ajud�-lo ou estimul�-lo a nadar. Os animais dessa esp�cie n�o conseguem respirar caso n�o se movimentem, e o esp�cime em quest�o interrompe seus movimentos ocasionalmente, o que for�a os mergulhadores a mov�-lo.

As perspectivas "n�o s�o boas, e n�o estamos muito otimistas; a situa��o � bastante ruim", e ser� preciso esperar para ver se "ele se recupera ou deixa de respirar e morre". Em caso de recupera��o, o aqu�rio planeja devolv�-lo ao mar. Enquanto isso, ele est� em um tanque isolado do principal, onde vivem outros tubar�es e outros animais marinhos.
 

Cobran�a de multas pode zerar desmatamento ilegal

 

EDUARDO GERAQUE


Em tese, a receita para zerar o desmatamento ilegal na Amaz�nia � trivial. Basta aumentar em 28 vezes a efici�ncia de arrecada��o de multas emitidas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov�veis), que hoje � de 2,5%.

A an�lise, apresentada na semana passada ao pr�prio governo, � de Paulo Barreto, da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz�nia), sediada em Bel�m.

"Para aumentar a efici�ncia de arrecada��o basta melhorar o departamento jur�dico. Muitas das multas hoje n�o s�o recebidas porque n�o se consegue acompanhar adequadamente esses processos, que s�o muitos", explica Barreto.

Entre agosto de 2004 e agosto de 2006, o Ibama emitiu, segundo n�meros oficiais, 19.762 multas. O que renderia, se todas tivessem sido pagas, R$ 4,97 bilh�es ao �rg�o.

Pelas estimativas de Barreto, nem precisava que a efici�ncia de arrecada��o chegasse aos 100%. Com 70% (28 vezes mais que os 2,5% atuais) j� haveria a queda total no desmatamento ilegal feito hoje na Amaz�nia.

A l�gica de Barreto � que, tendo certeza de que vai sentir a puni��o no bolso, o criminoso ambiental conclua que sai mais barato cumprir a lei.

"O valor esperado de lucro pelo hectare de terra desmatado hoje �, em m�dia, de R$ 1.500. Uma perda de 30% desse valor [devido a multas] j� basta para desestimular o desmate", estima Barreto.

Como hoje o desmatamento m�dio ilegal anual atinge 2 milh�es de hectares, o esfor�o de fiscaliza��o do Ibama � suficiente, em tese, para arrecadar mais que R$ 700 por hectare. "Portanto, com R$ 500, ou 70% mais ou menos, o problema estaria resolvido", diz.

De acordo com Barreto, o aumento de 25 vezes no esfor�o de fiscaliza��o do Ibama tamb�m seria suficiente para parar com todo o tipo de derrubada florestal fora da lei. No entanto, � a via de a��o mais cara.

Segundo o Ibama, o instituto gastou no ano passado R$ 42 milh�es com a fiscaliza��o da Amaz�nia. O que significa que a quantia ideal para a fiscaliza��o amaz�nica, multiplicada por 25, seria de R$ 1,05 bilh�o. Isso � praticamente todo o or�amento do �rg�o.

Subs�dios perversos

Barreto tamb�m defende que o governo corte o que ele chama de subs�dios perversos.
"Hoje, existem 42 milh�es de hectares na Amaz�nia que s�o de propriet�rios que ocuparam a terra, pediram a legaliza��o dela aos �rg�os competentes, mas at� agora n�o regularizaram nada", diz o pesquisador.

Esse processo, que j� dura at� 20 anos em alguns casos, se enquadra na mesma l�gica da efici�ncia das multas, diz Barreto.

"A pessoa usa a terra e tamb�m n�o paga nada. Desmatar, claro, fica bem mais barato."
 

Pesquisadores reintroduzem peixe-boi em seu habitat no AM


GIOVANA GIRARDI
, em Manaus


Pesquisadores de Manaus est�o organizando a primeira reintrodu��o de peixe-boi em �gua doce. A esp�cie, considerada amea�ada de extin��o pelo Ibama, � alvo de ca�a predat�ria nos rios da Amaz�nia.

Apesar de ser ilegal, a ca�a do peixe-boi amaz�nico (Trichechus inunguis) ainda � bastante comum entre popula��es ribeirinhas, que costumam capturar os filhotes para atrair as m�es para o abate. Depois simplesmente descartam as crias, que podem acabar morrendo sem amamenta��o -elas podem mamar at� os 2 anos. 

Grupo de especialistas est� reintroduzindo peixes-bois no AM
As que d�o sorte v�o parar no Bosque da Ci�ncia do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz�nia), onde s�o tratadas at� atingirem a idade adulta. Agora, pela primeira vez, alguns desses animais ser�o devolvidos ao seu habitat.

Ap�s passarem pelo menos dois anos estudando o modo de vida desses animais, os pesquisadores do Inpa e da ONG IP� (Instituto de Pesquisas Ecol�gicas) j� est�o prontos para levar os dois primeiros. Os pioneiros ser�o dois machos subadultos que cresceram no Bosque da Ci�ncia e ser�o transferidos na esta��o da cheia, provavelmente em fevereiro pr�ximo, para o rio Cuieiras.

A equipe ainda est� escolhendo entre quatro animais quais participar�o do projeto-piloto. A id�ia � enviar os mais saud�veis e mais pr�ximos geneticamente das fam�lias de peixe-boi que vivem no local.

"S�o prefer�veis tamb�m os animais que, quando chegaram ao Inpa, j� estavam come�ando a se alimentar de plantas na natureza. Com isso esperamos que eles tenham facilidade para procurar comida no rio", conta o ocean�grafo Leandro Lazzari Ciotti, do IP�.

A decis�o de enviar machos foi motivada por quest�es reprodutivas. Enquanto uma f�mea s� fica prenhe a cada dois anos, e de s� um filhote por vez, um macho pode copular com v�rias f�meas, fato que deve ajudar a aumentar a popula��o de peixes-bois na natureza.

Os cientistas n�o sabem estimar a quantidade de animais que vivem nos rios amaz�nicos porque eles s�o solit�rios, t�midos e dif�ceis de ver.

Com a reintrodu��o, os pesquisadores esperam responder justamente a algumas das d�vidas que existem por causa do pouco contato com a esp�cie em seu habitat.

Os animais reinseridos levar�o colares com transmissores de r�dio. "Isso vai nos permitir estudar os deslocamentos nas �pocas de cheia e seca, as migra��es e os locais onde eles buscam preferencialmente alimentos", explica Ciotti.

O resultado das pesquisas vai subsidiar a elabora��o de um plano de manejo para a conserva��o da esp�cie na regi�o.

Preda��o

Os animais que chegam ao Inpa s�o sobreviventes de sorte. A ca�a, contam pesquisadores envolvidos no projeto, envolve t�cnicas de partir o cora��o de muito marmanjo.

O peixe-boi consegue ficar at� 20 minutos embaixo d'�gua sem respirar e dificilmente � visto nessas ocasi�es.

O momento de vulnerabilidade � quando o animal p�e o focinho para fora d'�gua para respirar. Os ca�adores aproveitam o momento para enfiar duas rolhas nas narinas dos peixes-bois para mat�-los sufocados. "O pior � que justificavam que a carne assim fica mais macia", lamenta Ciotti.

No Inpa vive tamb�m um animal com profundas cicatrizes na parte dorsal. Ainda filhote, ele foi salvo quando estava, literalmente, torrando ao sol.
 

Gelo marinho �rtico chega � menor extens�o j� vista


s

O gelo marinho do �rtico atingiu na �ltima sexta-feira sua menor extens�o j� registrada. O alerta foi dado por cientistas do Centro Nacional de Dados sobre Gelo e Neve dos EUA.

As medi��es feitas com sat�lite mostram que, no dia 17 de agosto, o gelo marinho no oceano �rtico atingiu a extens�o de 5,26 milh�es de quil�metros quadrados. O valor � um pouco mais baixo que o m�nimo registrado em 21 de setembro de 2005, 5,32 milh�es de quil�metros quadrados.

"Hoje � um dia hist�rico", disse Mark Serreze, cientista-s�nior do centro de pesquisas americano. "� a menor extens�o de gelo que j� observamos no registro de sat�lite, e ainda temos mais um m�s de degelo neste ano", afirmou.

O �rtico � a regi�o do planeta que mais tem sentido os efeitos do aquecimento global. O fen�meno � causado por uma acelera��o do efeito estufa (o aprisionamento do calor irradiado pela Terra por uma capa de gases na atmosfera), provocada, por sua vez, pela emiss�o de g�s carb�nico (CO2) por atividades humanas --em especial a queima de combust�veis f�sseis.

O p�lo Norte aquece mais r�pido que o restante do planeta, e tem perdido 2,7% de seu gelo marinho permanente por d�cada, segundo o IPCC (o painel do clima das Na��es Unidas).

O gelo marinho ajuda a manter o equil�brio t�rmico do �rtico, ao refletir 80% da luz do Sol. Quanto menos gelo marinho, mais radia��o (at� 90%) � absorvida pelo oceano, que esquenta --elevando mais ainda o term�metro na regi�o.

Em junho e julho, ver�o no hemisf�rio Norte, o c�u esteve muito limpo, o que lan�ou uma quantidade extraordinariamente alta de energia solar sobre as �guas do �rtico. Mas, segundo Serreze, n�o � poss�vel explicar o degelo deste ano s� por fatores naturais.

O degelo � mais r�pido do que o previsto pelos cientistas. O relat�rio do IPCC diz que o �rtico poderia ficar totalmente sem gelo em 2070 a 2100. Mas, segundo Serreze, � taxa atual, o derretimento total do oceano �rtico poderia vir em 2030.
 

Mal�sia exporta macacos contra superpopula��o


A Mal�sia liberou a exporta��o de macacos, para reduzir a popula��o dos primatas nas zonas urbanas, e j� negocia a venda � Cor�ia do Sul, Hong Kong, Jap�o e Taiwan, informou hoje a imprensa local.
O ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Azmi Khalid, argumentou que os macacos "semeiam o caos nas cidades, onde n�o s� roubam comida das casas mas tamb�m atacam as pessoas", segundo o site do jornal The New Straits Times.

Ele explicou que a medida s� vale para a por��o peninsular da Mal�sia, e n�o para os estados de Sabah e Sarawak, onde os macacos correm risco de extin��o. S� poder�o ser ca�ados e vendidos os animais achados em zonas urbanas.

Segundo os dados do governo, cerca de 258 mil macacos vivem nas cidades. H� 484 mil na floresta. A exporta��o foi proibida h� 24 anos, quando a venda de 10 mil macacos por ano a laborat�rios nos Estados Unidos e Europa e a restaurantes de outros pa�ses asi�ticos provocaram uma queda alarmante na popula��o.

O macaco de Mentawai, uma subesp�cie que habita a Mal�sia peninsular, vive tamb�m na parte indon�sia da ilha de Born�u e � uma das mais de 400 esp�cies do Sudeste Asi�tico que se encontram na Lista Vermelha de Esp�cies em Perigo da Uni�o Internacional de Conserva��o da Natureza.

 

Impacto de usinas no rio Madeira � imprevis�vel, diz bi�logo

 



O cientista Mario Cohn-Haft, que recentemente liderou uma expedi��o que descobriu esp�cies diferentes de animais e plantas na regi�o pr�xima ao rio Madeira, na Amaz�nia, disse que o impacto da constru��o de usinas no rio � "imprevis�vel".

Em abril e julho deste ano, Mario Cohn-Haft, bi�logo do Instituto Nacional de Pesquisas Amaz�nicas (INPA), encontrou variedades diferentes de animais e plantas na regi�o entre os rios Purus e Madeira.

No m�s passado, o governo federal aprovou as licen�as pr�vias para a constru��o de duas usinas no rio Madeira.

As usinas de Santo Ant�nio e Jirau --cujos editais est�o em fase de elabora��o-- gerariam 6.500 megawatts, o equivalente a metade da pot�ncia de Itaipu, uma das maiores usinas hidrel�tricas do mundo em pot�ncia.

Cohn-Haft explica que a regi�o onde foram encontradas novas esp�cies n�o ser� diretamente afetada, pois est� fora da �rea que ser� inundada para a constru��o das barragens.

Mas o impacto indireto das barragens pode ser grande o suficiente para afetar a biodiversidade local.

"O impacto de barragens em um rio com teor sedimentar muito grande como o Madeira � imprevis�vel. N�s n�o temos precedentes para saber", disse o bi�logo � BBC Brasil.

"O rio Madeira � o quarto maior e um dos mais barrentos do mundo. Ent�o, colocar barragem em um rio como esses e dizer que n�s sabemos o que vai acontecer � muita ousadia."

Cohn-Haft diz que at� mesmo o rio Amazonas pode ser afetado pelas barragens.

"Se isso causar uma diminui��o no teor sedimentar do rio, isso pode impactar a fertilidade e a produtividade da v�rzea todinha. Ent�o se voc� faz isso no alto do rio Madeira, impacta o sistema biol�gico do resto do rio inteiro e o pr�prio rio Amazonas, ao qual o Madeira � o maior contribuinte de sedimentos."

O cientista tamb�m afirma que a coloniza��o e o aumento no n�mero de habitantes na regi�o tamb�m podem ter impacto no local.

"Uma vez que voc� tem grandes projetos que est�o empregando gente, atraindo gente de outras partes do pa�s, encorajando investimento, agricultura, agropecu�ria, rapidinho a �rea toda � colonizada, � desmatada, � convertida permanentemente."
 

 

Expedi��o desbrava �rea quase inexplorada da Amaz�nia


GIOVANA GIRARDI
, em Manaus


Duas expedi��es cient�ficas neste ano � regi�o entre os rios Purus e Madeira mostram que essa �rea de floresta, provavelmente a mais biodiversa de todas as divis�es ecol�gicas da Amaz�nia, deve mesmo ser a detentora deste t�tulo.

Mario Cohn-Haft/Divulga��o

Em folha de papel, inseto descoberto durante expedi��o
O interfl�vio (regi�o entre rios) com cerca de 40 milh�es de hectares, representa menos de 5% da floresta amaz�nica, mas em apenas duas viagens os cientistas encontraram pelo menos quatro novas esp�cies de aves, tr�s de mam�feros e algumas dezenas de aracn�deos desconhecidos. O material, coletado entre abril e maio e, depois, em julho deste ano, mostra uma biodiversidade amea�ada por planos de ocupa��o.

Ainda predominantemente sem impacto, o interfl�vio Purus-Madeira est� na mira de projetos como a pavimenta��o da BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM) e a cria��o de um gasoduto entre Urucu (AM) e Porto Velho --ambos os projetos cortam a �rea. Tamb�m amea�am a regi�o a constru��o de hidrel�tricas no rio Madeira, a onda de extra��o madeireira em expans�o no sudeste do Amazonas e o avan�o da agroind�stria, em especial da soja, e da pecu�ria.

Riqueza amea�ada

"O cen�rio est� armado para destruir uma �rea pequena, at� ent�o desconhecida e que imagin�vamos ter um potencial absurdo de biodiversidade e endemismo [esp�cies �nicas do lugar]", conta o ornit�logo Mario Cohn-Haft, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz�nia), que liderou a expedi��o do projeto Geoma (Rede Tem�tica de Pesquisa em Modelagem Ambiental da Amaz�nia).

Mario Cohn-Haft/Divulga��o

Opili�o encontrado em expedi��o � uma poss�vel nova esp�cie, dizem pesquisadores
As seis semanas em que o grupo ficou no mato driblando atoleiros mostram que h� mesmo algo a perder. "Encontramos esp�cies que n�o somente nunca tinha sido observadas, como aparentemente s� existem naquela regi�o", diz Cohn-Haft. Os animais coletados est�o agora sendo analisados pelos bi�logos para definir se realmente tratam-se de novas esp�cies. Ap�s confirma��o, as descobertas ser�o publicadas em revistas cient�ficas.

Cohn-Haft j� adianta, no entanto, que ao menos quatro das aves que ele observou s�o muito provavelmente esp�cies novas, sendo duas delas end�micas. "Eu j� tinha visto essas aves em expedi��es anteriores, mas s� agora encontrei v�rios exemplares. � uma s�rie grande o suficiente para poder descrever."

A import�ncia dos achados aumenta quando se leva em conta que as aves s�o o grupo mais bem conhecido pelos bi�logos. A descoberta de tantas novidades, segundo o pesquisador, funciona como um term�metro da diversidade da regi�o. E, mesmo assim, Cohn-Haft acredita que em alguns anos vai dobrar o n�mero de esp�cies descritas na Amaz�nia.

Entre os mam�feros, os primat�logos acreditam ter avistado ao menos uma esp�cie nova de macaco. Foi coletado ainda um sag�i que provavelmente � uma nova subesp�cie e um primata visto como uma "redescoberta" da ci�ncia.

Mario Cohn-Haft/Divulga��o

Esperan�a, inseto considerado raro, � abundante na regi�o rec�m-explorada
Esperan�a, inseto considerado raro, � abundante na regi�o rec�m-explorada
Trata-se de um animal que j� havia sido descrito na literatura, mas que nunca mais tinha sido visto. "Ele ficou meio desacreditado, supunha-se que podia ser apenas um indiv�duo extraordin�rio, mas agora achamos uma popula��o inteira dele", conta o pesquisador.

Ainda entre os mam�feros, os bi�logos apostam num esquilo e numa gatiara (mam�fero noturno) como novas esp�cies.

O grupo animal que deve trazer mais novidades, no entanto, � o dos aracn�deos e opili�es (aranhas de longas pernas). Eles ainda s�o t�o pouco conhecidos que a expectativa � que 95% dos animais encontrados sejam novas esp�cies.

A presen�a de animais t�o diferentes em um espa�o relativamente t�o pequeno � explicada porque a regi�o engloba tamb�m tipos de ambiente muito diferentes. Na mesma �rea h� tanto floresta t�pica, quanto v�rzeas inund�veis, pequenas serras, bambuzais e campos. "Tudo isso num interfluviozinho amea�ado por tudo quanto � projeto de desenvolvimento", diz Cohn-Haft.
 

Mercado de carbono pode incentivar desmatamento


GIOVANA GIRARDI
Colabora��o para a Folha de S.Paulo


O mercado de carbono --mecanismo pelo qual pa�ses e empresas ganham dinheiro ao plantar �rvores onde florestas foram destru�das-- pode acabar incentivando o desmatamento em vez de evit�-lo. A conclus�o � de um estudo publicado hoje no peri�dico de livre acesso "PLoS Biology" (www.plosbiology.org).

De acordo com os objetivos do Protocolo de Kyoto, que estabelece a redu��o mundial das emiss�es de g�s carb�nico, se beneficiam desse mercado principalmente os pa�ses que j� desmataram muito e t�m hoje pouca mata a preservar. Na��es que por algum motivo n�o apresentaram alto n�vel de desmatamento ao longo dos �ltimos anos devem ficar de fora desse esquema.
 

Cercado de carbono pode acabar incentivando o desmatamento em vez de evit�-lo
"Esses pa�ses t�m cerca de 20% das florestas tropicais ainda intactas no mundo, mas n�o conseguem fazer dinheiro com a floresta em p�", disse � Folha Gustavo Fonseca, ex-presidente da divis�o brasileira da ONG Conservation International, um dos autores do artigo.

Isso ocorre porque o mercado de carbono funciona com base na compara��o entre o que j� foi desmatado e que ainda se pode preservar. Pa�ses que n�o desmataram n�o t�m um teto para comparar.

"Eles n�o t�m nada para vender. � ir�nico, mas isso pode criar um incentivo perverso e acabar fazendo com que esses pa�ses desmatem para poderem se igualar aos demais", explica Fonseca. O pesquisador prop�e um mecanismo para que eles recebam simplesmente por n�o desmatarem. O sistema consideraria o n�vel global de destrui��o florestal e n�o o de cada pa�s.

Os pa�ses citados no estudo s�o Panam�, Col�mbia, Rep�blica Democr�tica do Congo, Peru, Belize, Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Gab�o, But�o e Z�mbia.
 

Lagartas tropicais t�m card�pio restrito, mostra an�lise





Uma equipe de treze cientistas coordenada por Lee Dyer, da Universidade Tulane, de Nova Orleans, sul dos EUA, fez uma an�lise detalhada da dieta de larvas de insetos da ordem Lepid�ptera (mariposas e borboletas) em oito pontos do continente americano.

David Wagner/Divulga��o

Lagartas tropicais t�m card�pio restrito e habitam zonas temperadas, segundo estudo
As coletas feitas em lugares de clima temperado, como os EUA e o Canad�, ou em �reas tropicais (Panam�, Costa Rica, Equador e Brasil) trouxeram um dado novo sobre o comportamento desses insetos.

As dietas das lagartas tropicais s�o muito mais especializadas do que aquelas das suas "primas" de florestas temperadas, mostrou o estudo.

A quest�o pode ter a ver com uma "guerra qu�mica" mais intensa nas zonas pr�ximas da linha do Equador. Nos tr�picos, como a intera��o entre plantas e insetos � maior, por uma quest�o de quantidade simplesmente, as plantas precisam ser mais agressivas na s�ntese de subst�ncias que as tornem sem paladar para os animais. � o jogo da evolu��o em curso.

O resultado dessa luta � que os insetos acabam sendo for�ados a reduzir bastante o seu card�pio di�rio, para n�o sumirem antes da hora.

Mesmo com mais um elo ecol�gico fechado, o trabalho de Dyer e equipe - a brasileira Helena de Morais, da Universidade de Bras�lia, especialista em cerrado, � uma das pessoas do grupo - ainda n�o conseguiu um avan�o significativo no campo quantitativo.

Isso, apesar de os cientistas terem trabalhado com 75.000 amostras de taturanas e lagartas (larvas de insetos como borboletas e mariposas).

Apesar de o estudo ter lan�ado luzes sobre a distribui��o de insetos, especialmente nos tr�picos, onde s�o mais abundantes, ele n�o ajudou a melhorar as estimativas de quantas esp�cies desse grupo existem.

"Estamos muito longe de explicar a distribui��o global da biodiversidade", afirma o pesquisador Nigel Stork, da Universidade de Melbourne, Austr�lia, comentando o trabalho, editado na ultima edi��o da revista cient�fica "Nature".

Mesmo os besouros sendo seres muito comuns, as explica��es sobre biodiversidade nos continentes se baseiam s� neles, nas plantas e nos grandes mam�feros, diz Stork.

J� receberam nomes cient�ficos 850.000 esp�cies de insetos. Faltaria ainda coletar, nomear e descrever algo entre 4,25 milh�es e 17 milh�es de outros destes animais, segundo Stork. Um n�mero ainda mais assombroso foi estimado pelo pesquisador Terry Erwin em artigo de 1982: s� nos tr�picos existiriam em torno de 30 milh�es de esp�cies de insetos.

J� o estudo feito por dezesseis pesquisadores da equipe de Vojtech Novotny, da Universidade do Sul da Bo�mia, Rep�blica Checa, focalizou a floresta tropical da Nova Guin�.

Sentido oposto

Foram estudadas aproximadamente 500 esp�cies de insetos comedores de folhagem (lepid�pteros), madeira (besouros) e frutas (moscas).

Os oito pontos de amostragem cobrem uma �rea de 75.000 km quadrados.

Ao contr�rio da equipe de Dyer, Novotny e colegas, que tamb�m publicaram na "Nature", mostraram que havia um pequeno �ndice de mudan�a na composi��o das esp�cies de insetos ao longo da floresta.

Essa mudan�a ou taxa de substitui��o na composi��o de esp�cies de uma regi�o para outra � conhecida pelos bi�logos como "diversidade beta".

O grupo de Novotny estima que florestas tropicais como a da Amaz�nia devem ter "diversidade beta" baixa de insetos, pois apresentam baixa diversidade de tipos de vegeta��o.

 

Corais somem cinco vezes mais r�pido que florestas




Os recifes de corais desapareceram at� 2004 a uma taxa m�dia anual de 2%, --valor que � o qu�ntuplo do �ndice de diminui��o das florestas tropicais do mundo. Em �rea, isso equivale a aproximadamente 293 mil campos de futebol das dimens�es do Maracan�.

Pela primeira vez, cientistas conseguiram medir com precis�o o sumi�o dos bancos coralinos de uma forma mais geral. Se a dimens�o da cat�strofe surpreendeu at� mesmo os pesquisadores, a lista de motivos n�o tem novidades. Boa parte desse processo est� sendo causado pela humanidade, apesar de fen�menos naturais, nesse caso, n�o poderem tamb�m ser de todo descartados.

A maioria dos dados analisados em um artigo cient�fico publicado na vers�o eletr�nica da revista "PLoS ONE" referem-se aos oceanos �ndico e Pac�fico. Nessas �reas do globo � que est�o mais de 75% dos bancos de corais do mundo.

Ao todo, 6001 medidas foram processadas pela dupla John Bruno e Elizabeth Selig, da Universidade da Carolina do Norte. Elas s�o referentes � 2667 bancos de corais.

Como mais de um recife foi estudado em momentos diferentes entre 1968 e 2004, tamb�m foi poss�vel notar a hist�ria cronol�gica do desaparecimento dos recifes de corais.

Enquanto nos anos 1980 a cobertura m�dia dos bancos era de 42,5%, em 2003, essa mesma refer�ncia caiu para 22,1%. O que equivale a uma taxa m�dia de sumi�o de 1% ou 1.500 km2.

O problema � que esse �ndice tem aumentado. Se entre 20 anos ele ficou em 1%, entre 1997 e 2003 ele dobrou. Nesse �ltimo per�odo s�o mais de 3.100 km2 que desapareceram.

Globaliza��o destrutiva

Do lado do Caribe, as refer�ncias cient�ficas j� existentes tamb�m mostram algo bem parecido. Do lado de c� do mundo, os corais est�o desaparecendo a uma taxa m�dia anual de 1,5%. Isso segundo medidas feitas entre 1997 e 2001.

Mesmo nos oceanos �ndico e Pac�fico, segundo os dados copilados agora pelos pesquisadores, n�o existe uma regi�o que esteja melhor que outra.

De acordo com o estudo, nem mesmo na Grande Barreira de Corais --�rea protegida na costa nordeste da Austr�lia considerada exemplo de preserva��o-- os recifes est�o a salvo.

A m�dia de cobertura l�, apesar de existir uma certa estabilidade recente, � de 27%. Para a dupla de pesquisadores que fez o estudo, est� mais do que claro que os formuladores de pol�ticas p�blicas ainda n�o despertaram para a urg�ncia do problema.

Os corais s�o considerados elos fundamentais da teia ecol�gica marinha. Como eles formam grandes ecossistemas nos mares tropicais, sem eles, muitos peixes, e v�rias esp�cies de invertebrados, ter�o dificuldade tamb�m para sobreviver.

Nos bancos de recifes n�o � apenas a biodiversidade que � extraordin�ria. A produtividade de nutrientes tamb�m �.

 

Til�pia ajuda a combater mal�ria no Qu�nia




Pesquisadores quenianos descobriram a importante fun��o de um peixe simples, a til�pia, na luta contra a propaga��o da mal�ria.

Segundo informa a rede brit�nica de televis�o BBC, a til�pia do Nilo (Oreochromis niloticus), muito consumida no Qu�nia, foi levada a v�rios tanques abandonados no oeste do pa�s para ajudar a combater a doen�a, end�mica em amplas regi�es da �sia e �frica. Ao consumir a larva de mosquitos, o peixe consegue reduzir em 94% a quantidade dos insetos transmissores da mal�ria.

Til�pia do Nilo est� ajudando a controlar mosquitos da mal�ria no Qu�nia, diz pesquisa
O apetite da til�pia pelos insetos era conhecido desde 1917. Mas pela primeira vez os cientistas divulgam dados sobre sua utiliza��o no controle dos mosquitos, segundo os pesquisadores do Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia de Insetos, com sede no Qu�nia.

Segundo a publica��o brit�nica "BMC Public Health", o peixe pode desempenhar uma fun��o muito importante porque os mosquitos s�o cada vez mais resistentes aos pesticidas. O parasita Plasmodium, causador da mal�ria, � transmitido por meio da picada do mosquito.

A �frica Subsaariana, onde uma crian�a morre de mal�ria a cada 30 segundos, responde por 90% dos casos em todo o mundo.

Os autores sugerem que, para os quenianos, o peixe pode ser um �timo investimento. Al�m de limitar a quantidade de mosquitos, ele pode ser utilizado como alimento e fonte de renda.

 

Golfinho de �gua doce chin�s pode estar extinto, dizem bi�logos

 

da France Presse, em Xangai

A r�pida industrializa��o da China pode ter provocado a extin��o do golfinho de �gua doce conhecido como baiji, que estava no planeta h� 20 milh�es de anos, anunciaram bi�logos chineses e brit�nicos nesta quarta-feira.

Cientistas da China, Jap�o, Reino Unido e Estados Unidos n�o conseguiram encontrar nenhum baiji durante uma busca de seis semanas no habitat da esp�cie, o rio Yang-ts�, no ano passado.

Reuters

Golfinho chin�s de �gua doce, conhecido como baiji, tem como habitat o rio Yang-ts�
"Esse resultado significa que o baiji parece estar extinto", afirmou Wang Ding, que coordenou a busca e � considerado um dos maiores especialistas nesta esp�cie no mundo. O golfinho foi v�tima de uma polui��o devastadora, da pesca ilegal e do tr�fego pesado no rio, segundo Wang.

A descoberta significa que o baiji � o primeiro mam�fero a ser considerado extinto em mais de 50 anos. Ele � primo do golfinho nariz-de-garrafa, esp�cie que tamb�m est� na lista de risco de extin��o.

Wang, membro da Academia Chinesa de Ci�ncias, enfatizou por�m que ainda n�o perdeu as esperan�as em rela��o ao destino do baiji. "N�o estamos dizendo que desapareceu por completo", afirmou, ainda que lamentando a falta de sinais desse mam�fero durante a miss�o.

Wang disse que sua equipe publicar� uma carta no pr�ximo n�mero do jornal da Sociedade Real Brit�nica de Biologia confirmando a cren�a de que o baiji se extinguiu.

A �ltima vez que o golfinho de �gua doce foi visto no Yang-ts� foi h� dois anos. Da mesma forma, a �ltima contagem oficial realizada por uma equipe de pesquisa remonta a 1997, quando foram contabilizados 13 golfinhos.

Segundo o site www.baiji.org, cerca de 5.000 mam�feros dessa esp�cie viviam no Yangtze h� cem anos.

 

Formigas jovens acumulam conhecimento para vida adulta, diz estudo


As experi�ncias acumuladas durante a juventude pelas formigas da esp�cie Cerapachys biroi determinam seu comportamento durante a etapa adulta, afirma um estudo publicado pela revista "Current Biology".

Divulga��o

Formigas aprendem ainda jovens o que usar�o na idade adulta, afirma nova pesquisa
Bi�logos da Universidade de Paris dividiram um grupo de formigas, todas elas em idade de buscar comida para as larvas, em dois grupos: metade dos insetos foi introduzida em uma zona onda havia presas e outra metade em uma �rea sem nenhum tipo de alimento em potencial.

Um m�s mais tarde, a primeira metade do grupo havia se especializado na busca por alimentos. Em contrapartida, a segunda havia se voltado para o cuidado das mais jovens no interior do ninho, segundo os cientistas.

"A hist�ria individual possui um papel na organiza��o das sociedades de insetos. A experi�ncia vivida surge como uma vari�vel fundamental no desenvolvimento do comportamento", afirmaram.

Origin�rias do Jap�o e de Taiwan, essas formigas biroi foram eleitas para esse experimento porque se reproduzem sem fecunda��o, o que faz de todos os seus indiv�duos "c�pias perfeitas".

Floresta de 8 milh�es de anos � encontrada na Hungria

 

da France Presse, em Bukkabrany

Arque�logos encontraram uma floresta de ciprestes de 8 milh�es de anos em Bukkabrany, nordeste da Hungria. A floresta encontra-se bem preservada e n�o est� fossilizada.

"A descoberta � excepcional � medida que as �rvores conservaram sua estrutura. Elas n�o se transformaram em carv�o nem petrificaram", disse Tamas Pusztai, coordenador do departamento arqueol�gico local do museu Otto Herman, que comandou a escava��o.

Os arque�logos anunciaram a descoberta na �ltima semana depois de encontrar a misteriosa floresta de um tipo de cipreste, depois de dias de escava��o.

Mineradores que trabalhavam em uma mina de carv�o descobriram v�rios troncos que se transformaram em carv�o, um fato comum nesse tipo de ambiente.

"Mais adiante, encontramos 16 �rvores que permaneceram onde haviam crescido h� cerca de oito milh�es de anos e que estavam bem preservadas", disse Pusztai.

Tempestade de areia

Tudo o que restou das �rvores foram os troncos, que possuem de dois a tr�s metros de di�metros e cerca de seis metros de altura, embora as �rvores originais tenham provavelmente medido at� 40 metros de altura.

Segundo Miklos Kazmer, diretor do departamento de paleontologia da universidade de Ci�ncias Naturais Loran Eotvos, em Budapeste, o estado excepcional de preserva��o das �rvores � devido a uma tempestade de areia que cobriu a floresta a uma altura de seis metros.

 

Cuba adverte sobre a perda da diversidade na ilha


As autoridades cubanas advertiram da perda de diversidade biol�gica em seu territ�rio como um dos principais problemas ambientais do pa�s, informa hoje a imprensa oficial.
O di�rio Granma, �rg�o oficial do Partido Comunista de Cuba, assinala que as causas para a perda de esp�cies de flora e fauna v�o desde a destrui��o do habitat e ecossistemas ao com�rcio il�cito de esp�cies amea�adas, embora n�o detalhe n�meros sobre seu impacto.

Al�m disso, cita elementos como a introdu��o de esp�cies ex�ticas que prejudicam as aut�ctones e a insufici�ncia de mecanismos de regula��o e de controle para prevenir e sancionar a ca�a e pesca furtivas.

Todos estes problemas aparecem diagnosticados na Estrat�gia Ambiental Nacional para o per�odo 2007-2010 do Minist�rio de Ci�ncia Tecnologia e Meio Ambiente (Citma), no qual tamb�m se mencionam outros fatores que influem na perda de biodiversidade. Entre eles, a degrada��o e contamina��o dos solos e a explora��o execessiva de recursos pesqueiros e florestais.

Por outro lado, assinala que "o processo de avalia��o de impacto ambiental e as decis�es sobre planejamento territorial derivadas do mesmo nem sempre consideraram em sua justa medida os valores intr�nsecos e de uso da diversidade biol�gica".

Assinala que "se carece de indicadores efetivos e dos processos e instrumentos de monitora��o necess�rios para seu desenvolvimento e implementa��o" e que "em muitos casos" n�o se disp�e de linhas base adequadas como pontos de partida para "a determina��o das tend�ncias da perda de diversidade".

No relat�rio, o Citma aponta outros problemas ambientais como a contamina��o pela concentra��o de instala��es industriais em �reas urbanas, contaminando os fluxos de �gua, trazendo investimento insuficiente neste terreno e a falta de pr�ticas de "produ��o mais limpa".

Tamb�m aponta problemas relacionados com a degrada��o dos solos, derivados da falta de rota��o de campos dedicados ao cultivo de cana-de-a��car, o mal uso das t�cnicas agr�colas e as medidas insuficientes de prote��o da fertilidade.

Segundo o Citma, os processos de eros�o afetam 2,5 milh�es de hectares no pa�s, e assinala que cerca de 3,4 milh�es de hectares t�m altos n�veis de acidez e h� mais de um milh�o com alto grau de salinidade. Estes problemas, junto a outros fatores, afetam cerca de 60% da superf�cie do pa�s, que � de 110.922 quil�metros quadrados.
 

Abelhas refor�am esquadr�o antibomba da Cro�cia

 

Sob os olhares atentos de seus treinadores, centenas de abelhas se lan�am sobre um apraz�vel campo nas proximidades de Zagreb, n�o � procura de p�len, mas de minas terrestres espalhadas, que estes insetos s�o capazes de detectar gra�as ao seu olfato excepcional.
Estas grandes oper�rias foram especialmente treinadas por cientistas da Faculdade de Agronomia de Zagreb para que sejam capazes de identificar o cheiro dos explosivos.

Em pouco tempo elas devem ser levadas a campos minados de verdade que, doze anos depois do fim da guerra da Cro�cia (1991-1995), ainda possui minas instaladas nas antigas zonas de combate.

"At� agora tivemos excelentes resultados, mesmo que o n�vel sensorial desejado das abelhas ainda n�o tenha sido atingido. Isso depende a partir de agora de nossa pr�pria tenacidade", comemora Nikola Kezic, professor da faculdade.

Para ensinar �s abelhas a sentirem o cheiro das minas, os treinadores p�em pequenas quantidades de TNT em ta�as e as colocam ao lado dos recipientes onde fica a comida dos insetos. O objetivo � faz�-los associar o odor do explosivo ao do alimento.

"As abelhas voam sobre estas mostras de TNT, mas o odor exalado pelo explosivo de uma mina escondida na terra � muito mais fraco. N�s queremos ent�o que as abelhas sejam atra�das por cheiros menos intensos", explica Kezic.

De acordo com o pesquisador, s�o necess�rios apenas quatro dias para treinar estes insetos a rastrarem o cheiro do explosivo.

"Por enquanto, n�s ainda n�o as levaremos para os verdadeiros campos minados. Estamos esperando que este m�todo seja validado", afirma ele. Em breve, este esquadr�o anti-bombas voador ser� utilizado para controlar as zonas que foram "limpas" pelos m�todos cl�ssicos.

"Nenhum campo foi 100% limpo e qualquer m�todo com o qual n�s melhoramos a seguran�a tem um valor inestim�vel", explica Kezic.

Ainda hoje cerca de 1.100 km2 do territ�rio croata, 2% da superf�cie total do pa�s, s�o infestados por aproximadamente 250.000 minas e outros explosivos.

Aos 35 milh�es de euros recolhidos em 2006 pelo Centro Croata de Desminagem (CCD) ser� necess�ria a adi��o de 1,3 bilh�o de euros para desarmar as minas do pa�s.

A ambi��o do governo croata � "limpar" as principais "zonas de alto risco" at� 2009. 80% dos custos do procedimento s�o assumidos pelo Estado e por empresas locais que, com os modestos 20% cedidos por governos estrangeiros, formam um panorama desalentador: neste ritmo de investimentos, seriam necess�rios 30 anos para que a Cro�cia se visse livre das minas.

A opera��o de retirada de minas envolve hoje 30 companhias, cerca de 600 especialistas e mais 130 c�es farejadores.

O diretor do centro de desenvolvimento do HCD, Nikola Pavkovic, considera que o projeto com as abelhas � promissor, numa situa��o em que o Estado disp�e de poucos recursos para encontrar as minas.

"Isso poderia contribuir com o aumento da seguran�a entre os agentes anti-bomba e os cidad�os", afirma o t�cnico, acrescentando que m�todos similares de detec��o de explosivos j� foram desenvolvidos pelos Estados Unidos, Canad� e �frica do Sul.

Depois do fim da guerra, 450 pessoas foram mortas na Cro�cia em explos�es de minas e outras 1.800 pessoas foram mutiladas, segundo estat�sticas oficiais.

 

Peixes-zebra podem ajudar a curar cegueira humana


A habilidade do peixe-zebra (Danio rerio) em regenerar danos �s suas retinas deu aos cientistas uma pista sobre como restaurar a vis�o humana e pode levar a tratamentos experimentais para a cegueira em cinco anos, anunciaram cientistas brit�nicos nesta quarta-feira.
Especialistas da Instituto de Oftalmologia da Universidade College London tiveram sucesso ao criar em laborat�rio um tipo de c�lula-tronco adulta encontrada tanto nos olhos de peixes quanto dos mam�feros. Segundo eles, essa c�lula tem a capacidade de desenvolver neur�nios localizados na retina.

No futuro, essas c�lulas podem ser injetadas nos olhos como parte de tratamentos de doen�as oftalmol�gicas, como glaucoma e cegueira relacionada ao diabetes. Danos � retina - parte do olho respons�vel por enviar mensagens ao c�rebro - s�o os respons�veis pela maioria dos casos de perda de vis�o.

"Nossa descoberta tem um enorme potencial", disse Astrid Limb, uma das autoras do trabalho, publicado na resvista especializada Stem Cells. "Ela pode ajudar em todas as doen�as em que os neur�nios est�o prejudicados, o que, basicamente, acontece em quase todas as doen�as oculares", explicou.

Segundo ela, os peixes-zebra tem uma quantidade abundante da c�lula-tronco capaz de regenerar suas retinas, o que justifica o uso da esp�cie no estudo. Nos mam�feros, esse tipo de c�lula � rara, talvez porque exista um sistema que limite sua prolifera��o, suspeitam os pesquisadores.

 

Inunda��es matam ao menos 150 e desabrigam milh�es no sul da �sia


da France Presse, em Guwahati (�ndia)

Inunda��es na �ndia, em Bangladesh e no Nepal atingiram mais de oito milh�es de pessoas e deixaram ao menos 150 mortos, segundo novos balan�os publicados nesta ter�a-feira pelas autoridades.

Na �ndia, ao menos 112 pessoas morreram e mais de 7 milh�es tiveram que abandonar suas casas --3 milh�es das quais no Estado de Bihar, no leste do pa�s. Em Bihar, 62 pessoas morreram, segundo a ag�ncia United News da �ndia. Tamb�m foram registradas 25 mortes no Estado de Assam, no nordeste indiano, e 25 em Uttar Pradesh, no norte, segundo as autoridades.


Moradores andam na enchente em Sirajganj, a 150 km de Daccar, capital de Bangladesh
As opera��es de resgate continuaram nesta ter�a-feira com a ajuda do Ex�rcito e foram abertos cerca de 3.000 abrigos tempor�rios, segundo o governo. Desde que a mon��o come�ou, em junho, cerca de 800 pessoas morreram em todo o pa�s.

Em Bangladesh, ao menos 16 pessoas morreram e mais de um milh�o est�o desabrigadas. Dos 64 distritos do pa�s, 20 est�o inundados. Foram abertos centenas de centros de emerg�ncia, segundo as autoridades.

"As �guas come�aram a baixar em algumas regi�es do norte, mas os rios Ganges e Brahmaputra continuam com n�veis que superam o n�vel de alerta. Outros distritos no centro do pa�s foram inundados", disse Dhiraj Malakar, um dos respons�veis pelos salvamentos no pa�s. Bangladesh tem 230 rios, que a cada ano inundam pelo menos um quinto do pa�s. No ver�o de 2004, morreram 700 pessoas.

Milhares de soldados, socorristas e volunt�rios participavam das opera��es de resgate e foram enviadas equipes m�dicas �s regi�es mais atingidas. A imprensa local publicou que milhares de moradores do distrito de Kurigram, no norte, n�o haviam recebido nem comida nem �gua h� dias.

No Nepal, onde o �ltimo balan�o registrava 22 mortos, n�o foi divulgado nenhum novo relat�rio nesta ter�a-feira.

Nas �ltimas semanas, mais de 650 pessoas j� morreram na China por causa de enchentes e deslizamentos de terra provocados por fortes chuvas, segundo a imprensa estatal do pa�s.

Mudan�a clim�tica duplicou freq��ncia de furac�es nos �ltimos cem anos


da Efe, em Washington

O n�mero de furac�es que nascem no Atl�ntico duplicou em compara��o com o s�culo passado, devido ao aumento da temperatura mar�tima e � mudan�a clim�tica, segundo pesquisa realizada por cientistas americanos.

O estudo, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosf�ricas (NCAR, em ingl�s) e no Instituto Tecnol�gico da Ge�rgia, tamb�m considerou a mudan�a nos padr�es do vento das �ltimas d�cadas.

Como exemplo, os cientistas afirmam que no ano de 2006 --menos ativo que os dois anteriores pela presen�a do fen�meno El Ni�o no Pac�fico-- h� um s�culo teria sido considerado como uma temporada com tempestades muito acima da m�dia.

A an�lise se baseia nos furac�es e nas tempestades tropicais que nascem nos litorais ocidentais da �frica durante o segundo semestre.

Os ciclones adquirem for�a e massa � medida que avan�am em dire��o ao oeste e geralmente entram no Golfo do M�xico ou causam impacto sobre as costas da Am�rica Central e dos Estados Unidos.

O documento identifica tr�s per�odos desde 1900, durante os quais a m�dia de furac�es e tempestades tropicais aumentou de maneira consider�vel.

O primeiro per�odo, entre 1900 e 1930, registrou uma m�dia de seis tempestades tropicais, das quais quatro foram furac�es.

Entre 1930 e 1940, a m�dia anual foi de dez ciclones, incluindo cinco tempestades tropicais e cinco furac�es. J� entre 1995 a 2005 a m�dia chegou a 15: oito furac�es e sete tempestades tropicais.

"Os n�meros s�o um ind�cio concreto de que a mudan�a clim�tica � um fator influente no n�mero de furac�es do Atl�ntico", disse Greg Holland, cientista do NCAR e um dos autores do estudo publicado pelo portal "Philosophical Transactions of the Royal Society of London".

Por outro lado, "com os padr�es atuais, um ano de pouca atividade de furac�es teria sido considerado normal e at� ativo na primeira parte do s�culo passado".

Apesar de evitarem fazer progn�sticos negativos, os cientistas avisaram que o per�odo atual n�o se estabilizou ainda, o que significa que a m�dia no n�mero de furac�es poderia ser maior nos pr�ximos anos.

De acordo com os pesquisadores, o aumento no n�mero de furac�es e tempestades tropicais durante os �ltimos 100 anos � paralelo ao das temperaturas mar�timas, que foi de cerca de 1,7 �C.

O aquecimento mar�timo aconteceu em �pocas anteriores a fortes altas na freq��ncia das tempestades, tanto no per�odo que come�ou em 1930 como no que teve in�cio em 1995, e continuou nos anos posteriores.

No entanto, apesar do aumento no n�mero e na freq��ncia das tempestades, a propor��o de furac�es e tempestades tropicais se manteve sem grandes varia��es.

At� agora, os furac�es representaram cerca de 55% de todos os ciclones tropicais que nascem no Atl�ntico.

Mas a propor��o de furac�es mais violentos, com ventos de quase 200 km/h, oscilou irregularmente e nos �ltimos anos aumentou em rela��o aos ciclones menos intensos e �s tempestades tropicais, disseram os cientistas.

 

Cinzas de carv�o de termoel�trica ajudam a limpar meio-ambiente

 

Da reda��o

O carv�o queimado em usinas termel�tricas gera energia, mas tamb�m produz res�duos s�lidos, cinzas, durante o processo. Essas cinzas s�o normalmente descartadas de forma inadequada, sem aten��o ao meio-ambiente, podendo contaminar �guas superficiais e subterr�neas. Mas agora uma pesquisadora do IPEN (Instituto de Pesquisas Energ�ticas e Nucleares) descobriu uma forma de converter essas cinzas t�xicas em material capaz de descontaminar �reas j� polu�das.

A Dra. Denise Alves Fungaro, pesquisadora na �rea de qu�mica ambiental, descobriu uma alternativa vi�vel para o aproveitamento desses res�duos, tranformando as cinzas em um material absorvente de baixo custo, capaz de remover subst�ncias t�xicas de �guas contaminadas.

As cinzas de carv�o mineral s�o constitu�das basicamente de s�lica e alumina, sendo poss�vel convert�-las em material zeol�tico ap�s tratamento hidrot�rmico em meio alcalino. Ze�litas s�o materiais que cont�m poros microsc�picos, que funcionam como filtros, retendo praticamente todos os metais t�xicos e at� algumas subst�ncias org�nicas.

A id�ia est� sendo testada com �xito na Usina Termoel�trica de Figueira (Paran�), que possui uma capacidade de gera��o de 20 MW. O material zeol�tico gerado a partir das cinzas da usina foi utilizado para descontaminar a �gua proveniente de um processo industrial de galvanoplastia contendo altos n�veis de zinco. Obteve-se uma m�dia de 88% de remo��o e a quantidade do metal na �gua ap�s o tratamento estava dentro dos limites permitidos pela legisla��o para descarte no meio ambiente. No processo, cada 1 Kg de ze�lita remove at� 36 g do metal presente na �gua.

A substitui��o da resina normalmente utilizada pela ze�lita sintetizada a partir das cinzas de carv�o pode representar uma economia de cerca de 42% para as ind�strias do setor de processamento de metais. Outro ponto importante � que a ze�lita pode ser regenerada e reutilizada, tornando o processo ainda mais econ�mico.

O material zeol�tico poder� ser tamb�m utilizado em filtros e barreiras, na corre��o de solos e no tratamento das �guas de drenagem �cida que s�o geradas na pr�pria usina termel�trica.

 

Assentamento amea�a pesquisa no Amazonas, dizem especialistas

 

GIOVANA GIRARDI
Colabora��o para a Folha de S.Paulo


Um dos mais antigos projetos cient�ficos na Amaz�nia corre o risco de acabar por conta da coloniza��o desordenada da floresta. O alerta est� sendo lan�ado por pesquisadores do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas Amaz�nicas) e da Institui��o Smithsonian, dos Estados Unidos, na edi��o de hoje da revista "Nature".

Os cientistas alegam que o plano de assentar colonos nos arredores de Manaus amea�a o PDBFF (Projeto Din�mica Biol�gica de Fragmentos Florestais). Segundo eles, em locais j� ocupados, ca�adores invadiram as �reas estudadas e parte das matas usadas em estudos foram queimadas.

O projeto foi criado no final dos anos 1970 para avaliar o impacto da fragmenta��o da floresta na biodiversidade. A id�ia partiu do cientista Thomas Lovejoy, hoje presidente do Centro Heinz para Ci�ncia, Economia e Ambiente, dos EUA. No auge do desmatamento, ele conseguiu convencer propriet�rios de terra que iam derrubar a floresta a deixar um espa�o predeterminado intacto.

Os cientistas comparam a situa��o desses fragmentos com o de outros localizados dentro da floresta e v�m mostrando ao longo de d�cadas como a fragmenta��o afeta fauna e flora nos trechos remanescentes.

O problema � que a �rea de estudo, de cerca de 1.000 km2, fica a apenas duas horas do norte de Manaus, no chamado distrito agropecu�rio da Suframa (Superintend�ncia da Zona Franca de Manaus), e agora est� sofrendo press�o do crescimento populacional na capital do Estado. Novas �reas de assentamento foram demarcadas nas proximidades dos s�tios do PDBFF (veja mapa acima), e os pesquisadores temem que este seja o come�o do fim.

Quando este espa�o foi criado, h� cerca de 30 anos, ele de fato tinha como objetivo assentar pequenos agricultores, mas logo a �rea se mostrou improdutiva, conta a pesquisadora do Inpa Regina Luiz�o, uma das autoras do artigo. "O distrito foi em grande parte abandonado e essa regi�o virou um para�so para a pesquisa. Mas nos �ltimos anos, de repente, come�amos a ver chegar gente de todo lado", afirma.

Segundo ela, de milh�es de d�lares investidos por Brasil e EUA no programa pesquisa est�o em risco. "J� ficou bem claro que esta �rea n�o � prop�cia para o plantio. Por que, ent�o, voltar a ocupar a regi�o?", questiona Regina.

Ladr�es e ca�adores

O PDBFF funciona hoje com o estudo de 23 fragmentos. Os trechos dentro das fazendas at� est�o protegidos, mas aqueles na floresta aberta que s�o a base de compara��o para o estudo est�o mais vulner�veis, explica a ec�loga. Isso porque algumas �reas ficam localizadas na beira de estradas vicinais da BR-174 (Manaus-Boa Vista), como a ZF3. Constru�da justamente para o transporte dos cientistas, ela agora facilita o acesso dos colonos. "Nosso principal acampamento j� foi assaltado duas vezes. On�as e pumas que vivem nessas �reas est�o sendo ca�ados", reclama.

"� desencorajador ver que o futuro da ci�ncia n�o parece estar pesando muito na decis�o de retomar os acampamentos", disse Lovejoy � Folha. "O valor de estudos ecol�gicos assim se comp�e com o tempo e o conhecimento acumulado."

Os pesquisadores alertam que h� risco para outros estudos cient�ficos localizados nesta mesma regi�o, como o LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amaz�nia). Segundo Fl�vio Luiz�o, um dos coordenadores do projeto e marido de Regina, a ocupa��o j� come�ou a afetar alguns trabalhos.

Uma das pesquisas, por exemplo, mede a emiss�o e captura de gases na floresta, sobretudo o g�s carb�nico, o que tem servido para avaliar o papel da mata no combate ao efeito estufa. Recentemente, os pesquisadores notaram que um assentamento localizado perto da torre de medi��o estava afetando os n�meros, j� que as queimadas da floresta elevaram a emiss�o de CO2.

Os cientistas pedem que seja estabelecida pelo menos uma �rea tamp�o de alguns quil�metros para impedir que os assentamentos fiquem na borda dos s�tios cient�ficos.

Suframa

A Suframa informou que em 2003 prop�s a cria��o de uma �rea de seguran�a nas cercanias das regi�es sob pesquisa, mas que houve "discord�ncia acerca do raio de extens�o". Em nota enviada � Folha, o �rg�o diz que o Inpa queria uma �rea maior que a proposta e n�o aceitou um acordo. "Mesmo assim, desde esse per�odo n�o houve assentamento de fam�lias no entorno da �rea destinada �s pesquisas."

A Suframa afirma ainda que tem buscado apoiar as pesquisas, mas sem que isso prejudique o que ela chama de "objetivo-fim" do distrito agropecu�rio, "que � o de possibilitar a atividade de produtores rurais mediante r�gidos crit�rios, de forma sistem�tica e organizada, de modo a viabilizar a ocupa��o e explora��o econ�mica, ecologicamente correta e socialmente desej�vel das �reas ocupadas."
 

Cientista defende mata com valor para superar "exporta��o de bananas"


EDUARDO GERAQUE


Se o projeto de desenvolvimento do Brasil n�o mudar, o pa�s vai continuar apenas "exportando bananas" (leia-se soja, carne e �lcool) e derrubando a floresta amaz�nica sem receber nada. Isso, segundo o parasitologista brasileiro Luiz Hildebrando da Silva.

H� dez anos, Silva, um dos maiores especialistas em mal�ria do mundo, trocou Paris por Porto Velho (RO) onde continua a fazer pesquisa, aos 78 anos. Para ele, o processo de desenvolvimento amaz�nico atual, centrado em produtos n�o tecnol�gicos como a soja e a carne, est� promovendo uma "bela distribui��o de renda, mas na Europa, n�o no Brasil".

Em entrevista concedida � Folha em Bel�m, no Par�, no in�cio do m�s durante a 59� Reuni�o Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci�ncia, o m�dico mostrou com clareza a correla��o entre a alta incid�ncia de mal�ria no interior de Rond�nia e o modelo de desenvolvimento escolhido para a regi�o Norte.

Para ele, a bioprospec��o (pesquisa de f�rmacos e outros produtos derivados de seres vivos) � um caminho de desenvolvimento mais seguro. A exporta��o de carne, por outro lado, est� atrelada ao desmate.

"Em n�meros de 2004, podemos dizer que o rebanho amaz�nico � da ordem de 25 milh�es de cabe�as -isso em uma �rea de 7,5 milh�es de hectares de floresta j� derrubada", calcula Silva. "Hoje, a estimativa � que a pecu�ria ocupe quase o dobro disso."

Segundo o pesquisador, a rentabilidade m�dia da pecu�ria na regi�o � de US$ 210 por hectare para o produtor, um valor "baixo". "O setor n�o cria emprego, n�o distribui renda."

Como a carne brasileira custa em m�dia US$ 1.500 a tonelada para os europeus --e ainda � taxada em US$ 3.500 por tonelada pelos governos-- o racioc�nio de Silva atinge um ponto culminante.

"Essa mais-valia [lucro retido] � usada por governos europeus para ajudar os produtores de l�. Acabamos fazendo para eles uma esp�cie de justi�a social", explica o pesquisador.

"No caso da soja, ocorre o mesmo. A produtividade � ainda mais baixa", afirma.

Para alterar essa situa��o, Silva defende que institui��es como a SBPC procurem defender por um novo modelo, baseado no produto natural, que consiga ser comercializado junto com um valor agregado.

O exemplo, de acordo com o pesquisador, pode estar nas pesquisas feitas no Ipepatro (Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais), em Porto Velho, do qual ele pr�prio � um dos coordenadores.

"Em uma das pesquisas, por exemplo, conseguimos isolar uma subst�ncia vegetal que pode inativar o veneno da jararaca. Ela tem ainda a��o que poder� ser eficaz contra a leishmaniose", diz o cientista.

Ele lembra que j� existem subst�ncias usadas contra males card�acos, extra�das de venenos de cobra, comercializadas a US$ 350 o miligrama. "Isso [a pesquisa] tamb�m foi feito na Amaz�nia", diz o cientista.

Para ele, a compara��o entre os ganhos com os produtos naturais aliados a algum tipo de inova��o tecnol�gica � muito superior � exporta��o de carne, soja e at� do �lcool.

Ciclos de mal�ria

Apesar de n�o ligar diretamente uma coisa a outra, Silva gosta de lembrar como a mal�ria, doen�a na qual � especialista, chegou na Amaz�nia. "Foi nos anos 1950 e 1960, quando o governo militar come�ou a abrir estradas e distribuir terras." O novo ciclo de obras na floresta, como a constru��o de grandes usinas, pode ter um efeito semelhante, diz.

Como proposta para mudar o curso dos amaz�nidas, o parasitologista tem uma tese j� estruturada, que batizou de "elitismo democr�tico".

"As lideran�as n�o devem ser impostas de forma arbitr�ria. Elas devem surgir de forma democr�tica, de um processo seletivo, da capacita��o de cada cientista", diz. "Para isso, n�s temos que mudar as maneiras de sele��o. Temos que incorporar, inclusive, elementos de estrutura seletiva do exterior."

Para o cientista, como sem lideran�a n�o h� trabalho, existe uma cultura equivocada hoje em voga no Brasil, que acaba tendo repercuss�o em v�rios n�veis. "A tend�ncia � considerar que todo mundo � igual. E que o resultado de um progresso na �rea do conhecimento se faz pela somat�ria dos conhecimentos individuais. N�o � verdade. Existe sempre a necessidade de inova��o, de vanguarda, de l�deres", diz o cientista.

"O desenvolvimento aut�nomo da Amaz�nia vir� com ci�ncia e tecnologia especializada. Com valor agregado em todos os produtos naturais. Se n�o for feito isso vamos ficar apenas na exporta��o de banana."

 

Ocean�grafo: aquecimento reduzir� n�mero de peixes


O oceanogr�fico americano Paul Falkowski expressou hoje sua preocupa��o com a mudan�a clim�tica global e afirmou que esta trar� consigo "menos nutrientes nas camadas superficiais do oceano, o que significar� menos fitopl�ncton, menos produ��o e, em conseq��ncia, menos peixes".
Em um encontro com a imprensa em Oviedo (norte), onde participou do IV Congresso Europeu de Algologia, Falkowski alertou que outro efeito da mudan�a clim�tica ser� o aumento da acidez dos oceanos, "que provocar� um aumento da temperatura, e, com isso, mais dificuldade de sobreviv�ncia de alguns esp�cies, como os corais".

Durante o congresso, o especialista americano concedeu uma palestra sobre as conseq��ncias bioqu�micas da mudan�a clim�tica no mar, assim como o papel do fitopl�ncton e sua repercuss�o na atmosfera e nos oceanos.

Segundo Falkowski, a prote��o de �reas marinhas � "essencial" devido � exist�ncia de organismos "especialmente sens�veis" como os mam�feros e os corais, todos eles submetidos � "press�o excessiva do turismo e do desenvolvimento".

O cientista advertiu que, "quanto menor a produ��o de fitopl�ncton, menos organismos se acumular�o como sedimento", e, portanto, "menos petr�leo ser� formado", j� que as jazidas prov�m do "fitopl�ncton que morreu nos per�odos geol�gicos", al�m de ser "a base da cadeia alimentar nos oceanos".

 

Pesquisa: homem � respons�vel por chuvas e seca

 

A a��o do homem � respons�vel pelo aumento das precipita��es no norte da Europa e da seca que afeta o M�xico e a Am�rica Central, revela um estudo publicado na �ltima edi��o da revista cient�fica brit�nica Nature.
A pesquisa foi feita no Canad� e analisa a influ�ncia da a��o do homem na mudan�a dos patr�es pluviais durante o s�culo XX. Isso explicaria as inunda��es no Reino Unido desde o final da semana passada, algo pouco comum para o ver�o no hemisf�rio norte.

"Nossos cientistas demonstraram que a mudan�a clim�tica induzida pelo homem motivou grande parte do aumento nas precipita��es das regi�es com latitudes superiores a 50�" nos dois hemisf�rios, diz comunicado da Environment Canada, na qual trabalham os analistas.

Nesta zona est�o O Canad�, o norte da Europa e a maior parte da R�ssia, inclusive a Gr�-Bretanha. Milhares de pessoas na ilha est�o sem �gua pot�vel e eletricidade por causa das inunda��es que afetam a Inglaterra e o Pa�s de Gales.

"A mudan�a clim�tica induzida pelo homem tamb�m contribuiu de modo significativo para a seca observada em vastas regi�es ao norte da Linha do Equador, o que inclui M�xico, Am�rica Central e o norte da �frica", afirma a entidade.

Para atribuir responsabilidades, os cientistas analisaram o efeito da emiss�o dos gases do efeito estufa e dos aeross�is de sulfato sobre o n�vel de precipita��es durante o s�culo XX. Esses gases s�o produzidos, na maioria, pela queima de combust�veis f�sseis.

As mudan�as derivadas dessas emiss�es "podem j� ter tido conseq��ncias significativas nos ecossistemas, na agricultura e na sa�de dos habitantes das regi�es mais sens�veis �s mudan�as pluviais, como o Sahel na �frica", ao sul do deserto do Saara.

Os analistas asseguram que a a��o do homem sobre o clima � demonstrada tamb�m pelas mudan�as na temperatura do ar da superf�cie terrestre, na press�o do n�vel do mar e na temperatura oce�nica.

"Fatores naturais, como a atividade vulc�nica, tamb�m contribu�ram para as mudan�as nos patr�es globais de precipita��o durante o s�culo passado, mas em uma medida muito menor do que a a��o humana", diz a Environment Canada.

 

La Ni�a deve acontecer em 2007, mas sem for�a

 

O fen�meno La Ni�a, referente ao resfriamento da superf�cie do oceano Pac�fico e que pode provocar altera��o nos padr�es clim�ticos do mundo todo, deve aparecer por volta do final dest ano, afirmou na sexta-feira a Organiza��o Meteorol�gica Mundial (OMM).
Em seu mais recente boletim sobre as temperaturas oce�nicas, a ag�ncia clim�tica, ligada � Organiza��o das Na��es Unidas (ONU), disse ser "muito improv�vel" que o El Ni�o, o fen�meno no qual h� uma eleva��o das temperaturas da superf�cie do oceano Pac�fico, ocorra no restante de 2007.

Rupa Kumar Kolli, especialista da OMM, afirmou que um fen�meno La Ni�a t�pico dura entre nove e 12 meses e que o resfriamento do Pac�fico tem se mostrado inst�vel at� agora.

"Estamos, atualmente, na fase de desenvolvimento do fen�meno, e ele deve atingir a maturidade por volta do inverno (no hemisf�rio Norte)", afirmou Kolli, em uma entrevista coletiva. "Mas, provavelmente, ter� pouca for�a."

O fen�meno La Ni�a � uma "anormalidade clim�tica de escala planet�ria" conhecida por alterar os padr�es de chuva e de temperatura e tamb�m por tornar mais violentas as condi��es clim�ticas no mundo todo, disse.

"Dados hist�ricos indicam que as condi��es do fen�meno La Ni�a associam-se frequentemente a chuvas mais fortes nas mon��es e com enchentes na regi�o asi�tica atingida pelas mon��es", afirmou Kolli.

"O fen�meno tamb�m est� ligado a uma diminui��o da umidade na �frica e tamb�m � forma��o de um n�mero maior de furac�es no Atl�ntico", acrescentou. Mas, segundo Kolli, ainda � cedo demais para prever os efeitos espec�ficos dele em cada regi�o.

Atualmente, a temperatura da superf�cie est� neutra em todo o Pac�fico tropical, apesar de �guas mais frias do que o normal terem sido encontradas perto da costa ocidental da Am�rica do Sul, revelou a OMM.

O pr�ximo boletim da organiza��o sobre o fen�meno La Ni�a deve ser divulgado dentro de tr�s meses. O fen�meno aconteceu pela �ltima vez entre 1998 e 2001 - um evento de longa dura��o - e provocou seca em grande parte do oeste norte-americano.
 

Seca deixa 171 cidades do NE em emerg�ncia

 

AE
Um dos Estados em pior situa��o � o Piau�, onde pre�o da �gua disparou. No Paiu�, 7m� de �gua s�o vendidos a R$ 300


S�O PAULO - Chega a 171 o n�mero de munic�pios do semi-�rido nordestino em estado de emerg�ncia por causa da estiagem. H� ainda cidades � espera do reconhecimento da calamidade pelo governo federal - s� assim, estar�o aptas a receber ajuda da Uni�o.


O Piau� � um dos Estados em pior situa��o. L�, segundo a Federa��o dos Trabalhadores em Agricultura do Piau�, �gua vem sendo vendida - uma carrada (7 metros c�bicos) � comercializada a R$ 300. "Os trabalhadores rurais est�o revoltados e amea�am saquear armaz�ns com alimentos e ocupar pr�dios p�blicos", disse o presidente da Fetag-PI, Evandro Luz. "Precisamos de um atendimento r�pido, n�o t�mido como o atual e que n�o atende a todos."

Sem abastecimento, quem tem condi��es de chegar �s barragens vende a �gua nas cidades. Luz afirma que a �gua � transportada em barris, gal�es e mesmo em carros-pipa.

Segundo o governo do Piau�, dos 223 munic�pios do Estado, 128 decretaram estado de emerg�ncia. Desses, 99 j� tiveram pedido homologado pelo governo federal e 29 ainda est�o com processos pendentes. Dos 99, 21 j� tiveram o decreto de emerg�ncia reconhecido pela Uni�o.

O secret�rio de Defesa Civil do Piau�, Fernando Monteiro, informou que o Estado est� adotando as medidas para socorrer as fam�lias atingidas pela seca. Segundo ele, foram iniciados os trabalhos para p�r em funcionamento cem po�os artesianos no semi-�rido.

Para o secret�rio, a venda de �gua perder� o sentido quando carros-pipa forem colocados � disposi��o da popula��o. O Estado, afirmou, aguarda conv�nio com o governo federal. "Existem muitas exig�ncias e estamos providenciando a documenta��o. N�o contratamos ainda esperando o conv�nio, mas vamos propor ao governador Wellington Dias que a contrata��o aconte�a com a parte que cabe da contrapartida do Estado, para agilizar o atendimento", disse.

Embora a estiagem seja rotina no semi-�rido, este ano � considerado "at�pico", segundo o diretor de programas especiais da Defesa Civil do Piau�, James Alves da Silva. "As chuvas foram poucas e esparsas." Este ano a estiagem come�ou em abril - normalmente tem in�cio em julho.

Al�m do Piau�, a estiagem atinge 7 Estados do Nordeste. Dos 171 munic�pios em situa��o de emerg�ncia com reconhecimento do governo federal, 67 est�o na Para�ba. No Rio Grande do Norte s�o 30 e no Cear�, 23. A Bahia tem 15, Sergipe e Alagoas t�m 7 e cada um e Pernambuco aparece com um. De acordo com a Secretaria Nacional de Defesa Civil, do Minist�rio da Integra��o Nacional, 248 munic�pios do semi-�rido nordestino j� contam com carros-pipa.


 

Maior rio da It�lia pode diminuir at� 100 km com mudan�as clim�ticas

 

da Ansa, em Parma

As �guas do maior rio da It�lia, o Rio P�, est�o diminuindo devido �s mudan�as clim�ticas e ao aumento das exig�ncias, especialmente para a agricultura. Com isso, seu curso pode parar a 100 km de dist�ncia da sua foz, na cidade de Ferrara, no norte do pa�s.

Os dados alarmantes foram divulgados hoje na cidade de Parma em um congresso sobre os efeitos do clima sobre a bacia fluvial do P�, organizado pela Ag�ncia para a Prote��o do Ambiente e para os Servi�os T�cnicos (Apat) junto com outras ag�ncias locais e com o Minist�rio do Meio Ambiente, em vista da confer�ncia nacional italiana sobre mudan�a clim�tica prevista para ocorrer em setembro em Roma.

O volume de �guas do principal rio italiano diminuiu de 20 a 25% nos �ltimos 30 anos. A bacia do P� se estende por 25% do territ�rio nacional, compreendendo seis regi�es e 3200 cidades, onde se concentra 40% do PIB italiano.

"Devemos tomar provid�ncias rapidamente, antes que seja tarde demais", declarou o presidente da Comiss�o Ambiental da C�mara de Deputados, Ermete Realacci, comentando os dados divulgados hoje.

"� um tema que h� tempos tem a aten��o do Parlamento, que j� nos m�s de mar�o aprovou por unanimidade uma resolu��o conjunta entre a Comiss�o Ambiental e a de Agricultura na qual se pede ao governo um plano de interven��es ao longo do curso do P�", acrescentou o deputado.

Segundo Realacci, parte dos danos ao rio italiano s�o provenientes dos elevados n�meros de hidroel�tricas, dos sistemas de irriga��o e culturas com consumo impactante de �gua e da retirada ilegal de areia de suas margens.

 

Desastre natural pode gerar cat�strofe nuclear


A organiza��o ambientalista Greenpeace alertou hoje para o risco de que grandes terremotos e outros desastres naturais, inclu�dos os associados � mudan�a clim�tica, "possam ocasionar novas cat�strofes nucleares como a de Chernobil".

A advert�ncia foi realizada pelo respons�vel de energia nuclear do Greenpeace, Carlos Bravo, em comunicado, no qual assegurou que "o acidente" na usina nuclear japonesa Kashiwazaki-Kariwa, ocorrido em decorr�ncia de um terremoto, que causou um inc�ndio em um de seus reatores, "evidencia a periculosidade da energia nuclear".

"Este inc�ndio na usina nuclear nos lembra mais uma vez a s�ria amea�a que a energia at�mica representa para a sa�de p�blica e para o meio ambiente", acrescentou Ortiz.

A organiza��o ambientalista afirmou que o acidente ocorrido em Kashiwazaki-Kariwa "n�o � o primeiro sofrido pela ind�stria nuclear japonesa".

Um terremoto de magnitude 6,8 na escala Richter sacudiu, ontem, segunda-feira, a regi�o de Niigata (noroeste do Jap�o), causando nove mortos e mais de 1 mil feridos, e afetou a usina nuclear Kashiwazaki-Kariwa.

As autoridades japonesas investigam um poss�vel segundo vazamento radioativo na usina, ap�s o anunciado ontem. Foram descobertos rompimentos em v�rios dep�sitos com res�duos de baixo n�vel de radiatividade, segundo informou hoje a ag�ncia japonesa "Kyodo".

O primeiro acidente ocorreu na segunda-feira, quando uma pequena quantidade de �gua contaminada com res�duos radioativos atingiu o oceano, por causa do tremor.

A central nuclear se encontra localizada junto ao mar do Jap�o.

 

Radia��o de Chernobyl prejudica mais os p�ssaros coloridos


Cores brilhantes gastam antioxidantes que poderiam combater efeitos da radia��o
Reprodu��o
O chapim-azul � uma das esp�cies mais afetadas pelo ambiente de Chernobyl

LONDRES - Passarinhos de cores brilhantes est�o entre as esp�cies afetadas de forma mais dura pelos n�veis de radia��o ao redor da usina nuclear de Chernobyl, segundo determinou uma pesquisa realizada por especialistas em ecologia e publicada no peri�dico Journal of Applied Ecology. O trabalho ajuda a explicar por que algumas formas de vida s�o mais afetadas pela radia��o que outras.

Os cientistas Anders M�ller e Timothy Mousseau examinaram 1.570 p�ssaros de 57 esp�cies diferentes nas florestas ao redor de Chernobyl, e a diferentes dist�ncias do reator. Eles determinaram que as popula��es de quatro grupos de p�ssaros - os cuja plumagem vermelha, amarela e laranja � baseada em subst�ncias chamadas caroten�ides, os que p�em os ovos maiores, os que migravam mais longe e os que ocupavam maior �rea - declinaram mais que as outras.

O resultado parece girar em torno do papel dos antioxidantes, subst�ncias que ajudam a proteger o organismo contra radicais livres. Certas atividades consomem uma grande quantidade desses antioxidantes, incluindo a produ��o de pigmentos baseados em caroten�ides, longas migra��es e a produ��o de ovos grandes - p�ssaros transferem antioxidantes do corpo para o ovo, e ovos maiores requerem mais dessas subst�ncias.

M�ller e Mousseau formularam a hip�tese de que, por ter menos antioxidantes para enfrentar os radicais livres - mol�culas quebradas que surgem naturalmente no corpo, mas que aumentam em quantidade quando o organismo � exposto � radia��o - esses grupos de p�ssaros s�o os mais afetados.
 

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