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Os Estados Unidos (em inglês: United States), ou
oficialmente Estados Unidos da América (em inglês:
United States of America), são uma república federal
presidencialista, composta por cinqüenta estados e um
distrito federal. O nome do país é frequentemente
referido pelas siglas EUA (em português) e USA ou US (em
inglês).
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Declaração da Independência, por John
Trumbull, 1817–18. |
Etimologia
Declaração de Independência dos Estados Unidos.Usado
oficialmente pela primeira vez a 4 de julho de 1776 na
Declaração de Independência das treze colônias
britânicas, situadas na costa atlântica da América do
Norte, o nome Estados Unidos da América (em inglês
United States of America, abreviatura USA) designou o
Estado então constituído. Em espanhol, diz-se Estados
Unidos de América, em italiano, Stati Uniti, em francês,
États-Unis d'Amérique, em alemão, Vereinigte Staaten von
Amerika. |
O nome registra-se comumente na forma reduzida,
acompanhada de artigo, os Estados Unidos (em inglês the
United States), e refere-se na atualidade ao país de que
se trata a seguir. Em português, a abreviação até
passado relativamente recente era EEUUA (segundo cânon
tradicional na língua em que o plural de uma abreviação
uniliteral era a duplicação dessa letra); de poucas
décadas a essa parte foi ela simplificada para EUA.
Registre-se também a ocorrência, por vezes, de Estados
Unidos da América do Norte, sem fundamento que a
justifique.
Cidade mais populosa Nova
Iorque
Língua oficial Nenhuma a nível federal. O inglês é de facto.
Porém, vários Estados especificam o inglês como idioma
oficial do Estado. Alguns Estados também especificam um
segundo idioma oficial.
Governo República presidencialista
Presidente Barack Obama
Vice-presidente Joe Biden
Independência da Grã-Bretanha
Declarada 4 de julho de 1776
Reconhecida 3 de setembro de 1783
Fuso horário (UTC−5 a −10)
Cód. ISO USA
Cód. Internet .us
Cód. telef. +1
Website governamental www.usa.gov |
Área
- Total 9 629 091 km² (3 ou 4º)
- Água (%) 6 76
Fronteira Canadá e México
População
- Estimativa de 2007 303 007 997 hab. (3º)
- Censo 2000 281 421 906
- Densidade 31 hab./km² (143º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
- Total US$14.02 trilhões* (1º)
- Per capita US$46 272 (4º)
Indicadores sociais
- Gini (2007) 46.3[3] – alto
- IDH (2006) 0.950 (15º) – elevado[4]
- Esper. de vida 78,2 anos (38º)
- Mort. infantil 6,37/mil nasc. (180º)
- Alfabetização 99,0% (18º)
Moeda Dólar americano (USD |
A maior parte dos Estados Unidos localiza-se na região
central da América do Norte, possuindo fronteiras
terrestres com o Canadá e com o México, sendo que o
restante do país limita-se com o oceano Pacífico, o mar
de Bering, o oceano Ártico, o golfo do México e o oceano
Atlântico. Dos 50 estados, apenas o Alasca e o Havaí não
são contíguos com os outros 48, nem entre si. Os Estados
Unidos também possuem diversos territórios, distritos e
outras possessões em torno do mundo, primariamente no
mar do Caribe e no oceano Pacífico. Cada estado possui
um alto nível de autonomia local, de acordo com o
sistema federal.
Os Estados Unidos celebram o seu dia da independência a
4 de julho de 1776, quando as Treze Colônias britânicas
na América do Norte fizeram a Declaração de
Independência, rejeitando a autoridade britânica, a
favor da política de autodeterminação. Esta
independência foi oficialmente reconhecida pelo Reino
Unido no Tratado de Paris. Os Estados Unidos adotaram
sua atual constituição em 1789, que estabeceu a
estrutura básica do governo americano. Desde então, a
nação gradualmente desenvolveu-se, tornando-se uma
superpotência após o fim da Segunda Guerra Mundial,
passando a exercer grande influência econômica, política,
científica, tecnológica, militar e cultural no mundo.
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Bandeira dos Estados
unidos |

Grande Selo |
História dos Estados Unidos da América
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O Mayflower tranportou os peregrinos para o
Novo Mundo, em 1620. |
Peregrinos (em inglês:
Pilgrim Fathers ou simplesmente Pilgrims) é nome dado aos
primeiros colonos ingleses, que eram calvinistas, e que se
estabeleceram na Nova Inglaterra, região que veio a ser o
embrião dos Estados Unidos da América, em 1620.
Em torno dessas famílias originais, do fervor de suas
crenças e de seus valores étnicos e morais, a nova nação foi
sendo construída. |
Nativos americanos e colonos europeus
Nativos dos Estados Unidos, História da colonização das
Américas e Treze Colônias.
A ocupação do território onde hoje estão os Estados
Unidos, começa com a migração de humanos da Ásia,
através do Estreito de Bering, num período indeterminado
(estimativas variam de dez a quarenta mil anos atrás).
Diversas tribos nativos americanas viviam na região que
atualmente constitui os Estados Unidos muito tempo antes
da chegada dos primeiros europeus. Cada um destes grupos
indígenas era composto por diversas tribos com culturas
e idiomas semelhantes, que eram aliados ou neutros entre
si. Entre os grupos indígenas dos Estados Unidos,
destacam-se os iroqueses, os algonquinos, os hurões, os
sioux, os apaches, os uto-astecas, os havaianos e os
esquimós. Estas famílias indígenas estavam, por sua vez,
divididas em várias tribos menores. Não se sabe ao certo
o número total de nativos indígenas que viviam no atual
Estados Unidos nos anos que precederam à chegada dos
primeiros europeus. Estima-se este número entre um a
quinze milhões de índios. Estes números também incluem
astecas que viviam no sul do atual Estados Unidos.
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Os
primeiros colonos |
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O Mayflower tranportou os peregrinos para o Novo Mundo,
em 1620.Os primeiros europeus chegaram ao longo do
século XVI. Diferentes nações exploraram e reivindicaram
diferentes partes dos Estados Unidos. Os espanhóis foram
os primeiros a explorarem as atuais regiões de Flórida,
Texas, Novo México, Arizona e Califórnia. Tais regiões
continuariam sobre controle hispânico até meados do
século XIX. Os espanhóis fundaram o primeiro
assentamento permanente em atual território americano,
St. Augustine, em 28 de agosto de 1565. Os franceses
instalaram-se ao longo da região central do atual
Estados Unidos, e neerlandeses e suecos no nordeste.
Durante a década de 1640 os neerlandeses expulsaram os
suecos da região.
A Virgínia foi a primeira colônia britânica nas Américas.
A colônia britânica de Virgínia foi fundada em 1606.
Jamestown foi o primeiro assentamento britânico fundado
no continente americano. Os colonos britânicos esperavam
encontrar ouro ou outros metais preciosos, mas nada
encontraram. Ao invés disso, a Virgínia eventualmente
tornou-se uma colônia agrária, passando a exportar
tabaco para o Reino Unido a partir de 1612. A Virgínia
também destaca-se por ter sido a primeira colônia a
criar um sistema de governo, a Casa de Burgess, uma
câmara legislativa.
Outras províncias coloniais britânicas logo foram
fundadas pelo Reino Unido, ao longo do Oceano Atlântico.
Massachusetts foi fundada em 1620, e Nova Hampshire, em
1623. A colônia de Nova Iorque foi fundada em 1624. Esta
última colônia duplicaria após os britânicos terem
expulsado os neerlandeses do nordeste do atual Estados
Unidos. Os neerlandeses estavam instalados no que
atualmente constitui o sul do Estado de Nova Iorque, em
uma colônia chamada Novos Países Baixos, cuja capital
era Nova Amsterdam. Os Novos Países Baixos foram
capturados em 1664 pelos britânicos, e Nova Amsterdão
foi renomeada como Nova Iorque.
Os primeiros colonos.O primeiro assentamento permanente
em Connecticut foi fundado em 1633, Maryland em 1632,
Rhode Island em 1636, Delaware em 1638, Pensilvânia em
1643, Carolina do Norte em 1653, Nova Jérsei em 1660, e
a Carolina do Sul, em 1670. Maryland destaca-se por ter
sido a primeira colônia a permitir a livre prática de
qualquer religião.
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Aquisições territoriais
estadunidenses por data. |
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O Massachusetts destacou-se em seu pioneirismo na
educação, tendo fundado a Faculdade de Harvard - atual
Universidade de Harvard - em 1636 - a primeira
instituição de educação superior nos atuais Estados
Unidos - e o primeiro sistema de educação pública, em
1647. Entre a década de 1650 e a 1660, os britânicos
gradualmente conquistaram os Novos Países Baixos, tendo
anexado estas colônias neerlandesas definitivamente em
1664. Nova Amsterdão, capital e maior cidade destas
colônias, foi renomeada como Nova Iorque. Em 1672, a
primeira estrada de maior importância foi fundada nos
Estados Unidos, conectando Boston com Nova Iorque. O
primeiro jornal foi fundado em 1704, em Boston, sob o
nome de Boston News-Letter.
Em 1663, o Rei Carlos I de Inglaterra cedeu a região
localizada entre a colônia britânica de Virgínia e a
então colônia espanhola de Flórida para oito diferentes
proprietários. Esta região era então chamada de
Carolina. Em 1712, a Carolina foi dividida em três
regiões. A região setentrional tornou-se a Carolina do
Norte, e a região central tornou-se a Carolina do Sul. A
região sul continuou escassamente habitado, e somente
tornou-se oficialmente colônia britânica em 1733, sob o
nome de Geórgia.
Em 1753, a população dos Estados Unidos era de um 1,3
milhão de habitantes. A economia do país então era
baseada primariamente na agricultura e na exportação de
produtos agropecuários a outros países. Então, as Treze
Colônias já atraíam milhares de imigrantes anualmente,
tornando-se uma sociedade multicultural.
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Batalha de Gettysburg, durante a guerra
civil, litografia da Currier & Ives (1863). |
Independência e expansão
Revolução Americana, Guerra da Independência e Destino
Manifesto.
Declaração da Independência, por John Trumbull,
1817–18.Os atuais Estados Unidos da América nasceram da
união de Treze Colônias britânicas estabelecidas na
costa atlântica da América do Norte a partir do século
XVII. Em 1776, uma revolta foi organizada pela classe
dirigente dos colonos e seguiu-se a Revolução Americana
de 1776, que foi uma guerra de independência contra a
autoridade do rei do Reino Unido. Em 1789, o país adotou
uma constituição e assumiu a forma de uma República
Federal, concedendo grande autonomia aos Estados
federados. Desde o reconhecimento da sua independência
pelo Reino Unido em 1783, e até meados do século XX,
novos territórios e Estados foram sendo incorporados,
ampliando as fronteiras do país até ao Oceano Pacífico.
Aquisições territoriais estadunidenses por data.Durante
o século XVI e século XVII, exploradores espanhóis
exploraram e colonizaram esparsamente as regiões que
constituem hoje o sul da Flórida e da região sul dos
Estados Unidos. O primeiro assentamento inglês
bem-sucedido foi Jamestown, localizado no atual Estado
de Virgínia, fundado em 1607. Durante as duas décadas
seguintes, vários assentamentos neerlandeses foram
fundados no que atualmente constitui o Estado de Nova
Iorque, incluindo a vila de Nova Amsterdam, que é
atualmente Cidade de Nova Iorque, bem como a extensiva
colonização inglesa da costa leste dos Estados Unidos,
tendo expulso os neerlandeses da região por volta da
década de 1670.
| Soldados da 1ª Divisão de
Infantaria do exército estadunidense desembarcam na
Normandia em 6 de junho de 1944, o "Dia-D". |
 |
Após a Guerra Franco-Indígena, onde a França perdeu suas
colônias que atualmente constituem o leste do Canadá
para o Reino Unido, este começou a impor impostos nas
Treze Colônias — sendo os custos financeiros uma das
principais razões da guerra. Estes impostos tornaram-se
extremamente impopulares entre os colonos americanos,
que além disso, não dispunham de representação no
Parlamento do Reino Unido. As tensões entre as Treze
Colônias britânicas e entre o Reino Unido cresceram, e
as Treze Colônias rebelaram-se contra o Parlamento e Rei
britânicos, na Guerra de Independência, iniciada em
1775, e que perdurou até 1783. A estrutura política
original das Treze Colônias era uma confederação,
ratificada em 1781. Em 1789, os Estados Unidos optaram
em se tornar uma República Federal.
Guerra civil tadunidense, Reconstrução e Guerra
Hispano-Americana.
Batalha de Gettysburg, durante a guerra civil,
litografia da Currier & Ives (1863).Desde tempos
coloniais, os Estados Unidos enfrentaram a falta de
mão-de-obra. À época, as diferenças socio-econômicas no
país eram enormes, com um norte industrializado e um sul
agrário. A falta de mão-de-obra incentivou a imigração
européia no Norte e o uso do trabalho escravo no Sul —
que fazia uso extensivo de escravos comprados no
continente africano. Os Estados industrializados do
norte eram contra a escravidão, enquanto o Sul achava
que a escravidão era indispensável para o contínuo
sucesso da agricultura sulista. Estas diferenças foram
um dos muitos motivos de tensão política que
gradualmente desencadearam a formação dos Estados
Confederados da América, o que gerou a Guerra Civil
Americana, da união, contra os sulistas — confederados —
entre 1861 e 1865, uma guerra civil na qual o número de
baixas americanas foi maior do que a soma de todas as
baixas americanas sofridas em todas as outras guerras na
qual os Estados Unidos se envolveram, desde sua
independência, até a atual Guerra contra o Iraque.
Animação ilustrando a expansão dos Estados Unidos de
1770 até 1960.Ao longo do século XIX, vários novos
Estados foram adicionados aos 13 originais (por exemplo
o Texas, anexado ao México), à medida que a nação se
expandiu na América do Norte. O Destino Manifesto foi
uma filosofia política dos Estados Unidos que encorajou
a expansão rumo ao Oeste no país. À medida que a
população dos estados do Leste crescia, e um número cada
vez maior de imigrantes entrava no país, cada vez mais
assentadores passaram a habitar regiões cada vez mais a
Oeste do país. Enquanto isto acontecia, os Estados
Unidos acabaram efetivamente com todas as nações nativo
americanas existentes em território americano, e movendo
forçadamente a população indígena dos seus antigos
territórios para reservas indígenas. Esta migração
forçada é ainda um assunto muito discutido nos Estados
Unidos, com várias tribos nativos americanas ainda
reivindicando terras, e defendendo uma política
separatista.
Em algumas áreas, os nativos americanos foram
exterminados pelos colonos, que os expulsaram de suas
terras. Ao contrário da maioria dos países europeus, os
Estados Unidos nunca foram uma potência colonial, embora,
através de várias vitórias militares, diplomacia e
acordos externos, os Estados Unidos tivessem adquirido
um número de possessões ultra-marítimas, desde Cuba até
as Filipinas. Embora gradualmente, muitos destes
territórios adquiriram soberania, e outras destas
possessões continuaram sob controle dos Estados Unidos,
geralmente, na forma de territórios (como Porto Rico). O
Havaí é o único destas possessões que se tornou um
Estado, em 1959.
Séculos XX e XXI
Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerra
Fria, Guerra do Vietnã, Ataques de 11 de Setembro de
2001, Guerra do Iraque e Crise econômica de 2008.
Soldados da 1ª Divisão de Infantaria do exército
estadunidense desembarcam na Normandia em 6 de junho de
1944, o "Dia-D".Os Estados Unidos adotavam, até a Guerra
Civil Americana, uma política isolacionista, não
procurando intrometer-se em conflitos internacionais.
Porém, isto mudou com o fim da guerra civil. Durante o
século XIX, os Estados Unidos tornaram-se uma potência
econômica e militar mundial. O crescimento da influência
dos Estados Unidos sobre o mundo continuou no século XX,
um século que é por vezes chamado de O século americano,
por causa da tremenda influência americana sobre o resto
do mundo, onde o país se tornou o maior pólo de
desenvolvimento tecnológico do planeta.
A influência americana sobre o mundo pôde ser vista na
Grande Depressão, um período de grande recessão da
economia entre 1929 e 1940, que não somente abateu todo
o país como o Canadá e os países europeus (especialmente
o Reino Unido e a Alemanha). Porém, isto mudou com a
entrada do país na Primeira Guerra Mundial e na Segunda
Guerra Mundial. Após o fim desta, os Estados Unidos
emergiram definitivamente como uma das superpotências
mundiais, juntamente com a União Soviética -
desencadeando a Guerra Fria.
O World Trade Center em Nova Iorque na manhã dos ataques
de 11 de setembro de 2001.Entre 1945 e 1991, ano do fim
da União Soviética e do fim da Guerra Fria, os Estados
Unidos passaram a estar muito envolvidos em assuntos
externos - especialmente guerra ideológica contra o
comunismo - participando ativamente na Guerra da Coréia
e na Guerra do Vietnã, além de apoiar regimes militares
em diversos países sul-americanos e a guerrilha
anticomunista na Nicarágua. Com o colapso da União
Soviética, os Estados Unidos emergiram como a única
superpotência mundial. Passaram então a envolver-se em
ações de paz, participando na Guerra do Golfo, em 1991,
removendo tropas iraquianas que haviam invadido o
Kuwait.
Em 2001, os Estados Unidos sofreram o pior ataque ao seu
território ao longo da história do país, com os Ataques
de 11 de Setembro, onde quase três mil pessoas morreram.
Este ataque terrorista, desencadeou a denominada Guerra
contra o terrorismo, e, posteriomente, a controversa
Invasão do Iraque, além da caça ao mandante dos
atentados, Osama bin Laden.
Não obstante às sérias questões envolvendo práticas
racistas presentes na sua história o país elegeu para a
Presidência da República, em 2008, o senador afro-americano
pelo estado de Illinois, Barack Obama.
Geografia dos Estados Unidos da América
Mapa topográfico dos Estados Unidos Continentais.Sendo o
terceiro maior país do mundo em extensão territorial, a
paisagem dos Estados Unidos varia de região a região. O
país possui grandes florestas temperadas na costa leste,
e no noroeste, pantanais na Flórida, grandes planícies e
o sistema fluvial do Mississippi-Missouri na região
central, as Montanhas Rochosas a oeste das planícies,
desertos e zonas costeiras a oeste das Montanhas
Rochosas, e florestas húmidas temperadas no noroeste da
costa do Pacífico. As regiões árticas ao norte do Alasca
e as ilhas vulcânicas do Havaí aumentam ainda a
diversidade geográfica e climática do país.
O Teton Range, parte das Montanhas Rochosas.O mapa
político dos Estados Unidos está dividido em três
distintas secções: O Alasca, conectado em terra apenas
com o Canadá, à leste; o Havaí, um arquipélago
localizado no meio do Oceano Pacífico, e os Estados
Unidos Continentais, que compreendem os 48 Estados
localizados na América do Norte. A fronteira dos Estados
Unidos Continentais com o Canadá é a mais longa
fronteira não defendida do mundo. Os Estados Unidos
possuem três fronteiras terrestres, duas com o Canadá (norte
dos 48 Estados continentais e a leste do Alasca) e uma
com o México. Também faz fronteira com a Rússia, a oeste
do Alasca, através do Estreito de Bering.
Clima
Devido à grande extensão territorial dos Estados Unidos,
o clima do país varia muito, de região à região. A
Flórida possui um clima subtropical, enquanto o Alasca
possui um clima polar. Vastas porções do país têm um
clima continental, com verões quentes e invernos frios.
Algumas partes dos Estados Unidos, em particular partes
da Califórnia, têm um clima mediterrâneo. No geral,
porém, a maior parte dos Estados Unidos possui um clima
temperado ou sub-tropical, marcado por quatro distintas
estações, com mudanças regulares de temperatura e
precipitação.
Demografia dos Estados Unidos da América
Raças e etnias
As principais ascendências étnicas dos habitantes dos
Estados Unidos.Os Estados Unidos possuem uma das
populações mais multiculturais do mundo, em termos de
ascendência étnica e racial. A região que constitui
atualmente os Estados Unidos eram inicialmente habitados
por povos nativos americanos, como esquimós no Alasca e
algonquinos, hurões e iroqueses no nordeste do atual
Estados Unidos.
No século XVII e XVIII, o território que atualmente
constitui os Estados Unidos foi colonizado por europeus.
Imigrantes ingleses, muitos dos quais fugiam de
perseguição religiosa na Europa, constituíam a maioria
dos colonos. Todavia, colonos escoceses, franceses e
neerlandeses também instalaram-se em diversas regiões do
atual Estados Unidos. Escravos foram trazidos do
continente africano do século XVII ao início do século
XIX para serem usados como mão-de-obra e, atualmente,
seus descendentes, conhecidos como afro-americanos,
constituem uma considerável parcela da população
americana, formando 12,9% da população dos Estados
Unidos.
A partir de 1850, pessoas de diversas partes do mundo
passaram a imigrar para os Estados Unidos. Até o final
do século XIX, a maioria dos imigrantes vinham dos
países da Europa Ocidental e Setentrional (Alemanha,
Irlanda, Inglaterra e Escandinávia). Italianos,
poloneses e judeus imigraram em grande quantidade entre
o final do século XIX e meados do século XX (até a
década de 1970). Os maiores grupos étnicos europeus são
alemães (que compõem 15,2% da população americana),
irlandeses (10,8%), ingleses (8,7%), italianos (5,6%),
escandinavos (3,4%), poloneses (3,2%) e franceses (3%).
Brancos constituem no total 77% da população dos Estados
Unidos - 69%, excluindo os hispânicos.
Em décadas recentes até os dias atuais, hispânicos e
asiáticos são os principais grupos de imigrantes
instalando-se no país. Hispânicos constituem uma
considerável parcela da população americana, sendo
atualmente a maior minoria étnico-racial dentro dos
Estados Unidos, compondo cerca de 13,4% da população
americana. Dado a alta imigração de hispânicos para os
Estados Unidos, espera-se um crescimento drástico desta
percentagem nas próximas décadas. Cerca de 64% dos
hispânicos são mexicanos.[5] Boa parte desta imigração é
ilegal, porém.
Asiáticos constituem um expressivo grupo racial
minoritário dos Estados Unidos, constituindo 4,2% da
população do país. Expressiva a partir da década de
1860, a imigração de asiáticos aumentou drasticamente
durante a década de 1960, mantendo-se em alta até os
dias atuais.
Idiomas
Estatuto de língua oficial nos estados e territórios
estadunidenses.
Inglês é a língua oficial
Duas ou mais línguas oficiais
Sem língua oficial; inglês é a língua de-facto
Sem língua oficial; multiplas línguas de-facto
Os Estados Unidos nunca tiveram um idioma oficial,
embora o inglês tenha sido sempre o idioma predominante
no país, e seja falado pela imensa maioria da população,
sendo de facto o idioma oficial dos Estados Unidos. Por
isso, o inglês é o idioma usado em quaisquer
pronunciamentos oficiais, que vão desde tratados até
leis e sentenças. 27 Estados adotaram o inglês como
idioma oficial. Destes Estados, três adotam um segundo
idioma oficial: o Havaí, que adotou o havaiano como
segundo idioma oficial; a Luisiana, que adotou o francês;
e o Novo México, que adotou o espanhol. Nos Estados
americanos sem idioma oficial, o inglês é adotado em
todos serviços públicos, serviços em outros idiomas são
fornecidos em áreas com grande população de imigrantes.
Já Estados onde o inglês (e por vezes um segundo idioma)
é o idioma oficial não precisam necessariamente fornecer
serviços públicos em outros idiomas.
Muitos dos imigrantes que vão aos Estados Unidos possuem
pouco ou nenhum conhecimento de inglês. A maioria deles
aprende inglês o suficiente no país para comunicar-se
com outros americanos. Os filhos destes imigrantes, que
estudam em escolas americanas, aprendem primariamente
inglês nas escolas. Assim, a cada geração, o idioma
materno acaba cedendo, gradualmente, lugar ao inglês. Os
descendentes diretos destes imigrantes geralmente falam
tanto o idioma materno quanto inglês, enquanto muitas
vezes os netos dos imigrantes falam apenas inglês.
Atualmente, o espanhol é o segundo idioma mais falado
dos Estados Unidos. Cerca de 10,8% da população
americana possui o espanhol como idioma materno. A
maioria dos falantes do espanhol mora nos estados do
oeste e do sul (especialmente nos estados da Califórnia,
Novo México e Texas). Desde a década de 1950, muitos
hispânicos imigraram para os Estados Unidos, vindos do
México, Cuba e outros países hispânicos. Muitos desses
novos imigrantes aprenderam ou aprendem o inglês, mas
outros falam apenas espanhol. Por isso, em cidades ou
bairros onde a concentração de hispânicos é alta,
pronunciamentos oficiais são dados tanto em inglês
quanto em espanhol.
Como não existe um idioma oficial no país, o domínio do
inglês não é de todo indispensável nos Estados Unidos,
especialmente nos estados americanos que possuem uma
grande população de imigrantes recentes - especialmente
hispânicos. Muitas pessoas, porém, acreditam que todo
cidadão norte-americano deveria saber inglês. Estas
pessoas acreditam que é quase impossível para as pessoas
sem o domínio do inglês conseguirem emprego fora de
bairros com grande presença de imigrantes recentes. Além
disso, tais ativistas alegam que um único idioma falado
por todos no país é um fator importante para a união
como um todo dos Estados Unidos. Por isto, na década de
1980 e na década de 1990, vários Estados criaram leis
fazendo do inglês como único idioma legal dentro de tais
Estados.
Urbanização
Lista de cidades nos Estados Unidos da América
Distribuição da densidade populacional dos Estados
Unidos.Os Estados Unidos são um país altamente
urbanizado. Cerca de 80% da população americana vive em
cidades. Estas cobrem apenas 2,75% da área total do país.
Existem duas grandes megalópoles no país. Uma está
localizada na região nordeste dos Estados Unidos,
composta principalmente pelo Estado da Nova Jérsei e
pelas cidades de Nova Iorque, Boston, Filadélfia e
Washington, DC, na costa atlântica. A outra está
localizado na região sudoeste do país, na costa pacífica,
centralizadas nas cidades de Los Angeles, San Francisco
e Sacramento.
Grandes subúrbios cercam muitas das cidades dos Estados
Unidos, sendo desde o fim da Segunda Guerra Mundial a
principal forma de moradia das famílias de classe média
e alta do país. As cidades centrais e cidades vizinhas
formam áreas metropolitanas. Existem cerca de 260 áreas
metropolitanas no país, das quais as maiores são as
regiões metropolitanas de Nova Iorque que possui 21
milhões de habitantes, Los Angeles, que possui 13
milhões de habitantes, e Chicago, que possui 9 milhões
de habitantes. A população dos subúrbios das cidades
centrais destas metrópoles é considerável, e muitas
vezes superior à população da cidade central.
Washington, DC, por exemplo, possui somente cerca de 535
mil habitantes, enquanto sua região metropolitana possui
cerca de 4 milhões de habitantes. Desde 1970, mais
americanos vivem nos subúrbios do que nas cidades
centrais.
Maiores cidades dos Estados Unidos da América
Posição Cidade Estado População Posição Cidade Estado
População ver • disc • edite
Nova Iorque
Los Angeles
Chicago
1 Nova Iorque Nova Iorque 8.250.567 11 Detroit Michigan
916.952
2 Los Angeles Califórnia 3.849.378 12 Jacksonville
Flórida 805.605
3 Chicago Illinois 2.833.321 13 Indianapolis Indiana
795.458
4 Houston Texas 2.169.248 14 São Francisco Califórnia
764.976
5 Phoenix Arizona 1.512.986 15 Columbus Ohio 747.755
6 Philadelphia Pennsylvania 1.448.394 16 Austin Texas
743.074
7 San Antonio Texas 1.296.682 17 Fort Worth Texas
681.818
8 San Diego Califórnia 1.256.951 18 Memphis Tennessee
674.028
9 Dallas Texas 1.232.940 19 Charlotte Carolina do Norte
671.588
10 San Jose Califórnia 929.936 20 Baltimore Maryland
637.455
Estimativas do U.S. Census de 2000 e 2006
Política
Política dos Estados Unidos da América
O Capitólio dos Estados Unidos, sede do Congresso dos
Estados Unidos.Os Estados Unidos são uma República
Federal Presidencialista. No nível federal, o principal
oficial do Poder Executivo do país é o Presidente,
eleito por um colégio eleitoral. O candidato à
presidência que obtém a maioria dos votos do colégio
eleitoral em uma dada eleição presidencial é o vencedor
desta eleição.
O Poder Legislativo americano é exercido pelo Congresso,
composto pela Câmara dos Representantes e pelo Senado.
Cada Estado tem direito a dois senadores e a um número
de representantes proporcionais à sua população. O Poder
Judiciário pertence aos tribunais federais, dos quais a
maior é a Suprema Corte. Cada Estado possui direito a um
certo número de votos no colégio eleitoral (que é
proporcional à sua população).
Subdivisões
Subdivisões dos Estados Unidos da América
Os Estados Unidos estão divididos em 50 Estados e um
distrito federal, o Distrito de Columbia. Cada Estado,
por sua vez, está subdividido em condados, com excepção
da Luisiana, em que as subdivisões se chamam "paróquias",
(parishes, em inglês) e do Alasca, onde as subdivisões
estaduais são chamadas de "distritos" (boroughs). Os
Estados Unidos da América são uma República Federal, que
dão aos Estados federados muitos poderes, que na maioria
dos outros países do mundo são exclusivas do governo
nacional.
Mapa dos Estados Unidos da América mostrando as
fronteiras entre os 50 Estados e os diferentes condados
do país.São os governos estaduais que possuem a maior
influência sobre o dia-a-dia da população americana.
Cada Estado possui sua própria Constituição e possui o
poder de aprovar suas próprias regras e leis, referentes
a certos assuntos como propriedade, crime, saúde e
educação. O principal oficial de um Estado é o
Governador. Cada Estado também possui uma legislatura
bicameral. Os membros do Legislativo são eleitos pela
população do Estado, exceto no Estado de Nebraska, onde
cada condado possui direito a um certo número de membros
na legislatura. Destaca-se a legislatura da Nova
Hampshire, que é o terceiro maior Poder Legislativo do
mundo anglófono, e possui um representante para cada
três mil habitantes. Cada Estado possui seu próprio
Executivo, Legislativo e Judiciário.
A área, população e/ou produto interno bruto de vários
dos Estados dos Estados Unidos podem ser comparados com
a de vários países do mundo. A população da Califórnia,
por exemplo, é maior do que a do Canadá. Caso o Estado
fosse um país independente, sua população seria a
trigésima-quinta maior do mundo, e seu PIB, o oitavo
maior do mundo. Já o Alasca seria a décima sétima maior
entidade nacional do mundo, em área, caso fosse um país
independente, com área comparável ao do Irã.
As instituições que são responsáveis pelo governo
regional são tipicamente Conselhos Municipais - que
tomam efeito em cidades (cities ou towns), vilas
(village), municipalidades regionais (towns, regional
municipality, municipality, hamlet) e condados
(counties). Municipalidades regionais e condados são um
agrupamento de cidades e vilas. Tais subdivisões
regionais, bem como as cidades, aprovam leis que têm
efeito nestas subdivisões em particular, lidando com
assuntos como trânsito e a venda de álcool, bem como o
poder de criarem impostos. Nas cidades, o maior oficial
eleito pela população é o prefeito. Em alguns Estados,
os condados ou municipalidades regionais também possuem
o direito de criar leis e impostos que valem para todas
as cidades e vilas dentro dos limites do condado. Em
outros Estados, os condados ou municipalidades regionais
possuem pouco ou nenhum poder, servindo apenas como
distinções geográficas.
Os Estados Unidos possuem vários territórios e
possessões insulares ultramarinas. A maior delas é a
ilha de Porto Rico. Outras territórios ultra-marítimos
de importância incluem a Samoa Americana, Guam, Marianas
Setentrionais e as Ilhas Virgens Americanas. A Marinha
americana têm ocupado uma base militar na Baía de
Guantánamo, desde 1898.
Economia
Wall Street, sede da New York Stock ExchangeA economia
dos Estados Unidos da América está organizada segundo o
modelo capitalista e é marcada por um crescimento
constante de longo prazo, baixa carga tributária, mesmo
para os padrões dos países desenvolvidos, baixas taxas
de desemprego e de inflação, embora tenha apresentado
nos últimos anos um grande déficit, tanto de balança
comercial quanto de orçamento de seu governo. A economia
dos Estados Unidos pode ser vista como a mais importante
e influente do mundo em tempos atuais. Vários países
indexaram as suas moedas ao dólar, ou chegam mesmo a
usar a moeda americana como sua moeda oficial, e os
mercados de capitais americanos são em geral vistos como
indicadores da economia mundial.
O país tem enormes recursos minerais, com grandes
depósitos de ouro, petróleo, carvão e urânio. Na
agricultura, está entre os maiores produtores mundiais
de milho, trigo, açúcar e tabaco, entre outras produções.
A indústria de manufatura americana é diversificada, com
automóveis, aviões e produtos eletrônicos sendo os
principais produtos industrializados produzidos no país.
O maior setor econômico, no entanto, é o de serviços:
cerca de três quartos dos habitantes dos Estados Unidos
trabalham nesse setor.
O maior parceiro comercial dos Estados Unidos é o seu
vizinho do norte, o Canadá. Outros parceiros econômicos
importantes são a União Européia, o México, o Japão e a
China.
Infra-estrutura
Educação
Cerca de 80% dos estudantes universitários
estadunidenses frequentam universidades públicas como a
Universidade da Virgínia, um Patrimônio Mundial fundado
por Thomas Jeferson.[6] Educação nos Estados Unidos da
América
A educação nos Estados Unidos da América é fornecida
primariamente pelo governo. Porém, o sistema educacional
americano é altamente descentralizado. Regras e padrões
educacionais são ditados pelo Departamento de Educação
de cada Estado, com o Departamento de Educação dos
Estados Unidos da América monitorando o estado da
educação no país, e fornece verbas aos Departamentos de
Educação dos Estados. Escolas em geral são administradas
por distritos escolares, cuja juridisção em geral é co-existente
com os limites de uma cidade ou um condado. Distritos
escolares possuem o poder de cobrar impostos dos
habitantes vivendo em sua jurisdição, com outras verbas
necessárias sendo fornecidas pelo Estado. Universidades
e faculdades públicas são quase sempre administradas
pelo Estado. A taxa de alfabetismo dos Estados Unidos é
de 97%.
Transportes dos Estados Unidos da América
O Interstate Highway System, a maior rede de rodovias
expressas do planeta.Os Estados Unidos possuem uma
extensiva malha rodoviária, ferroviária e hidroviária.
De fato, a quilometragem destas malhas são as maiores do
mundo em suas respectivas categorias. Existem cerca de
75 mil quilômetros de rodovias e vias expressas de alta
capacidade. Para cada 100 habitantes, existem cerca de
75 veículos motorizados (carros, caminhões e ônibus) e
56,1 automóveis. Caminhões transportam cerca de um
quarto de toda a carga transportada no país.
Trens transportam cerca de 35% de toda a carga
transportada no país, enquanto respondem por apenas 1%
dos passageiros movimentados. O contrário acontece com
as linhas aéreas americanas, que transportam 18% dos
passageiros mas menos de 1% da carga no país. O mercado
americano de passageiros no setor aéreo é a maior do
mundo. Nova Iorque, Chicago, Atlanta, Los Angeles,
Dallas, Washington, DC e San Francisco destacam-se como
grandes centros aeroportuários.
Cerca de 15% de toda a carga transportada no país é
transportada via hidrovias como rios e lagos, além de
mares e oceanos. Los Angeles-Long Beach, Nova Iorque-Nova
Jérsei, Filadélfia, San Francisco, New Orleans, Miami e
Houston destacam-se como grandes centros portuários. O
porto mais movimentado dos Estados Unidos por número de
navios atendidos é o de New Orleans, enquanto o porto
mais movimentado do país, em tonelagem de carga
movimentada, é o de Los Angeles-Long Beach.
Telecomunicações
A sede da NBC em Nova Iorque. Comunicações dos Estados
Unidos da América
O controlador primário das telecomunicações dos Estados
Unidos é a Federal Communications Commission, que regula
todos os serviços relacionados com telecomunicações. A
indústria da internet nos Estados Unidos porém é muito
menos regulada do que outras indústrias relacionadas com
o setor de telecomunicação, por causa de agressivos
programas de lobby. São publicados diaramente no Estados
Unidos cerca de 60 milhões de jornais. No país, são
publicados milhares de jornais diários ou semanais.
Existem também no país milhares de estações de rádio e
televisão. Praticamente toda residência americana possui
ao menos um aparelho de rádio e aproximadamente 93% das
pessoas maiores de cinco anos possuem uma televisão ou
mais.
Cultura dos Estados Unidos da América
Ícones culturais americanos: torta de maçã, baseball, e
a bandeira dos Estados UnidosA cultura dos Estados
Unidos tem uma grande influência no resto do mundo, e em
especial no mundo ocidental. A música americana é ouvida
em todo o mundo e os filmes e programas televisivos
americanos podem ser vistos quase em todo o lado. Existe
um contraste muito grande com os primeiros tempos da
república, quando os Estados Unidos eram vistos como um
país agrícola com pouco a oferecer aos centros
culturalmente avançados do mundo da Ásia e Europa.
A maioria das grandes cidades dos Estados Unidos
oferecem instalações e atuações de música clássica e
popular, centros de pesquisa histórica, científica e
artística e museus, atuações de dança, musicais e peças
de teatro, além de eventos ao ar livre e arquitetura de
significado internacional. Este desenvolvimento é
resultado de contribuições quer de filantropos privados,
quer de fundos governamentais.
A maioria da população americana possui uma razoável
quantidade de tempo livre (dedicado à recreação)
disponível. Os esportes são os principais passatempos da
população americana. Milhões de norte-americanos passam
seu tempo livre jogando esportes com amigos ou
assistindo jogos profissionais em estádios ou na
televisão. Outros métodos de recreação muito populares
no país incluem filmes, sitcoms, shows musicais e o
teatro. Cerca de 95% da população americana possui uma
televisão em casa. Em média, a televisão de uma dada
residência fica ligada sete horas por dia.
Hobbies ocupam muito do tempo recreativo de muitos
norte-americanos. Jardinagem, colecionamento de certos
produtos (selos, moedas, etc), tricotagem, fotografia,
artesanato e aeromodelismo são alguns dos mais famosos
no país.
Desporto
O futebol americano é um dos esportes mais populares no
país.Alguns desportosPE/ esportesPB que foram criados e
desenvolvidos nos Estados Unidos da América acabaram por
ser tornarem mundialmente famosos: o basquete, o basebol,
o boliche e o futebol americano. Poucos esportes criados
em outros países conseguiram popularizar-se no país. Um
exemplo é o hóquei sobre o gelo, sendo que o país possui
atualmente vários times profissionais do esporte. O
futebol vem crescendo de popularidade desde a criação da
MLS. Outros esportes famosos no país incluem golfe,
tênis, natação, corridas automobilísticas e esportes
radicais.
Os Estados Unidos sediam várias das principais
competições internacionais de esportes do mundo - como o
Masters de golfe, o US Open de tênis, o NASCAR e a
Fórmula Indy. Sediaram a Copa do Mundo de 1994, e por
oito vezes os Jogos Olímpicos, mais do que qualquer
outro país sendo que geralmente possuem resultados muito
bons nas Olimpíadas. Em 2004, os Estados Unidos
conseguiram um total de 103 medalhas, das quais 35 eram
de ouro.
Culinária dos Estados Unidos da América
Não existe uma culinária nacional, original do país - a
atual culinária americana é altamente diversificada,
variando de região a região, dependendo da população e
da cultura da região.
Alimentos comuns do café da manhã norte-americano são
ovos batidos, bacon, panquecas, cereais e pães com pasta
de amendoim, acompanhados com café ou suco, na maioria
das vezes, de laranja. O almoço do norte-americano é
leve - as razões são o pouco tempo disponível para
almoço para os trabalhadores e estudantes. Um almoço
pode ser simples ao ponto de ser constituído de apenas
um único sanduíche, e só. O jantar é, na maioria das
famílias americanas, o principal prato do dia.
Os Estados Unidos são o maior consumidor de café do
mundo. Muitos tomam café logo pela manhã, e vários tomam
café durante o trabalho. Além disso, os Estados Unidos
também é o maior consumidor de refrigerantes do mundo.
Os Estados Unidos são famosos mundialmente pelas suas
redes de fast-foods. Os americanos almoçam muitas vezes
em fast-foods, justamente por causa do pouco tempo
disponível dos trabalhadores para almoço - bem por causa
dos baixos preços dos produtos oferecidos.
Cinema
O Sinal de Hollywood, símbolo do cinema americano.
Cinema dos Estados Unidos da América
O cinema dos Estados Unidos da América, além de uma
forma de expressão cultural específica de um povo, é
também uma das mais bem sucedidas indústrias de
entretenimento do mundo. Apesar de nem todos os filmes
dos Estados Unidos serem produzidos em Hollywood, a
localidade tornou-se sinônimo desta indústria nacional.
A influência do cinema norte-americano no resto do mundo
é avassaladora e permanece, geralmente, como líder de
audiência em vários países do mundo.
Literatura
Edgar Allan Poe, escritor e poeta pioneiro da literatura
americana. Literatura dos Estados Unidos da América
A literatura americana pode ser considerada como fazendo
parte da literatura inglesa ou como um ramo literário
distinto. A literatura americana inicial deve muito às
formas e estilos originários da Europa. Por exemplo,
"Wieland" e outros romances de Charles Brockden Brown
(1771-1810) se inspiram nos romances góticos que então
eram escritos na Inglaterra. Mesmo as narrativas
impecavelmente urdidas por Washington Irving (1783-1859)
- principalmente Rip Van Winkle e The Legend of Sleepy
Hollow - parecem claramente européias apesar do trama se
desenrolar no Novo Mundo.
Teatro
O distrito de teatros da Broadway, em Nova Iorque, sede
de famosas peças teatrais. Teatro dos Estados Unidos da
América
O teatro americano é baseado na tradição ocidental, na
sua maioria emprestado dos estilos de performance que
prevaleciam na Europa na época de sua introdução no
país. Hoje em dia, está fortemente interligado com a
literatura, filmes, televisão e música americana e não é
incomum uma mesma história ser recontada em todas estas
formas. Regiões com cenários musicais significativos
frequentemente possuem fortes tradições teatrais e de
comédia também. O teatro musical pode ser a forma mais
popular: é certamente uma forma mais viva de teatro e as
coreografias de sucesso dos palcos acabam indo para a
televisão e filmes.
Pintura nos Estados Unidos da América
A pintura dos Estados Unidos tem uma história
relativamente curta dentro do panorama da arte
ocidental, mas acompanhou a rápida evolução social do
país. Depois de um início sob a dependência européia, no
da século XIX se formou a primeira escola nacional
significativa, e a partir de meados do século XX os
Estados Unidos deram contribuições originais de grande
importância para a evolução da pintura contemporânea.
Atualmente os Estados Unidos são um dos maiores centros
produtores de pintura e de formação de novos pintores, e
uma das maiores forças na dinamização do mercado de arte
em todo o mundo.
Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
1 de janeiro Ano Novo New Year's Day Início do novo ano
civil
Terceira segunda-feira de janeiro Dia de Martin Luther
King, Jr. Martin Luther King, Jr. Day Em memória do
líder cívico pelos direitos das minorias
Terceira segunda-feira de fevereiro Dia do Presidente
Presidents' Day Em honra aos antigos Presidentes do
país, em especial Washington e Lincoln
Última segunda-feira de maio Dia da Memória Memorial Day
Em honra aos que morreram em serviço da nação
4 de julho Dia da Independência Independence Day Celebra
a declaração da independência
Primeira segunda-feira de setembro Dia do trabalho Labor
Day Feriado em homenagem aos trabalhadores da nação.
Segunda segunda-feira de outubro Dia de Colombo Columbus
Day Assinala a descoberta da América por Cristóvão
Colombo
11 de novembro Dia dos Veteranos Veteran's Day
Tradicionalmente, às 11 horas da manhã observa-se um
momento de silêncio pelos que lutaram pela paz
Quarta quinta-feira de novembro Acção de GraçasPE Ação
de GraçasPB Thanksgiving Dia de agradecimento a Deus
pelas Suas dádivas e bençãos
25 de dezembro Natal Christmas Nascimento de Jesus
Cristo
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