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Temporal e vento de até 120 km/h causam 4 mortes no RS
nesta quinta feira
Quatro pessoas morreram nesta quinta-feira em
decorrência das chuvas intensas que atingem o Estado do
Rio Grande do Sul, desde a madrugada. Os ventos
atingiram a velocidade de cerca de 120 km/h no litoral
do Estado. Segundo informações da Brigada Militar, duas
pessoas morreram em Porto Alegre e uma no município de
Canoas, na região metropolitana. A quarta morte
aconteceu em Capivari do Sul, na região de Osório, no
litoral.

Nuvens negra deixa Porto Alegre no escuro
de dia
No bairro Navegantes, na avenida Avenida Brasil, 752,
Marilu Santos de Azambuja foi soterrada por um muro,
durante o temporal. Segundo informações da Brigada
Militar, o atendimento ainda não foi encerrado e mais
vítimas podem estar sob os escombros.
Também na capital gaúcha, no bairro Restinga, Jorge
Marcelo de Brito Camargo, 37 anos, morreu após ser
atingido por uma árvore na rua Florestal, 45.
No município de Canoas, por volta das 14h, um jovem de
19 anos foi atingido por um muro que desabou devido à
forte ventania. Segundo a Brigada Militar, ele
trabalhava em um obra próxima a um posto de gasolina, na
avenida Santos Ferreira, 2700.
Na zona rural de Capivari do Sul, o agricultor Pedro
Rosa da Silva, 60 anos, morreu por volta de 13h, ao ser
atingido pelo galho de um dos eucaliptos que caíram em
uma estrada de chão batido, no distrito de Santa Rosa.
Ele dirigia um trator e morreu no local.
De acordo com o inspetor da Polícia Civil Felipe Gibon,
a área foi interditada devido à queda de fios da rede
elétrica. Na mesma região, um galpão desabou e danificou
quatro caminhões que estavam estacionados no local.
Segundo Gibon, dezenas de casas foram destelhadas pelo
vento na cidade. Não há registro de feridos.
Entre as regiões mais atingidas pelos temporais nas
últimas horas estão os municípios do litoral norte do
Estado. Nas cidades de Cidreira, Capão da Canoa, Terra
de Areia e Santo Antônio da Patrulha diversas pessoas
estão desalojads, ruas estão alagadas e houve
destelhamento de residências.
Localidades como Pedro Osório e Serrito, que são
cortadas pelo rio Piratini, as enchentes fizeram com que
1,5 mil pessoas fossem realocadas. Bagé e Butiá
apresentam também fortes áreas de alagamento. O total
dos danos causados pelas chuvas desta quinta-feira ainda
está sendo contabilizado pela Defesa Civil do Estado.
Queda de energia
Outra conseqûência das chuvas para os moradores do
Estado foi a falta de luz em diversas localidades. De
acordo com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEE),
até o final da tarde desta quinta-feira, cerca de 100
mil pessoas estavam sem energia em suas residências.
Cidades do litoral e do sul do Estado como Pelotas, Bagé
e Camaquã foram as mais atingidas. Na capital e na
região metropolitana a CEE também trabalha para o
reestabelimento da energia em diversos pontos.
A CEE diz estar priorizando o atendimento a área
emergenciais como hospitais, locais com problemas de
abastecimento de água e lugares onde haja fios caídos,
que representam perigo aos moradores.
Devido a falta de energia, bombas da Companhia
Riograndense de Saneamento (Corsan), não puderam
funcionar e deixaram até o final da tarde de hoje 400
mil pessoas sem água na região metropolitana de Porto
Alegre.
Estragos do mês
Ao todo, dez munícipios tem situação de emergência
decretada no Estado: Montaurí, Pantano Grande, Coronel
Barros, Taquari, Taquara, São Sebastião do Caí, Minas di
Leão, General Câmara, Feliz e Butiá.
Segundo o levantamento da Defesa Civil do Estado, até o
momento, mais de 16 mil pessoas fortam afetadas pelas
chuvas no mês de novembro. O órgão calcula que existam
150 desabrigados e 1.546 desalojados em todo o Estado.
A Defesa Civil informa que já foram entregues 3,8 mil
telhas, 350 cestas básicas e 300 kit colchão para
General Camâra, Bagé e Butiá.
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