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Estudantes do RJ
protestam contra adiamento do Enem
Cerca de 500 estudantes de escolas particulares e cursinhos
protestaram nesta sexta-feira contra o vazamento da prova do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem). Os alunos marcharam do Forte de
Copacabana à área em frente ao Hotel Copacabana Palace, onde cerca
de 50 mil pessoas acompanham a transmissão do anúncio da cidade-sede
dos Jogos Olímpicos de 2016.

Para uma das lideranças da manifestação, o estudante Felipe Senecha,
o vazamento e o posterior adiamento da prova "é uma violência
psicológica". Concorrendo a uma vaga no curso de medicina da
Universidade Federal do Rio de (UFRJ), ele disse que o episódio vai
atrasar o processo seletivo de várias instituições de ensino
superior.
"O governo federal não consegue organizar uma prova, como quer fazer
uma Olimpíada?", questionou. "Estava me preparando e agora não sei
mais como vai ser. Estava estudando muito, estava preparado para o
Enem. Isso atrasou todos os vestibulares", reclamou.
O aluno do Curso Miguel Couto, Vitor Carvalho, disse que a
manifestação teve apoio de um dos professores do cursinho
pré-vestibular, que estimulou os estudantes a se organizar. De
acordo com Vitor, o mesmo professor facilitou a mobilização
juntamente com outras escolas e cursinhos, que organizaram a
manifestação pela internet, através do site de relacionamentos Orkut.
Acompanhando o protesto, a representante da União Brasileira dos
Estudantes Secundaristas (Ubes) Gabriele D'Almeida, estudante do
Colégio Pedro II, levantou suspeitas sobre a manifestação. Embora
considere o vazamento do Enem um "absurdo", ela avaliou que o
processo seletivo, "mais inovador que o vestibular", pode despertar
a resistência de alguns setores.
"O sistema de pré-vestibulares rende muito dinheiro e enriquece
muitas pessoas. Sabemos que com a substituição do vestibular pelo
Enem, em curto prazo os cursinhos vão perder sua função, até porque
o Enem, uma prova de pensar, toma o lugar do decoreba, do adestrando
do pré-vestibular", afirmou.
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