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Manifestantes invadem novamente Plenário da Câmara do DF
Um grupo de 50 a 80 estudantes e militantes de partidos políticos
voltou a invadir na noite desta quarta-feira o Plenário da Câmara
Legilativa do Distrito Federal em protesto contra a permanência do
governador José Roberto Arruda (DEM) no poder. Um grupo ainda maior
chegou a quebrar a porta principal da Casa no início da tarde e
permaneceu gritando palavras de ordem em Plenário por mais de quatro
horas pedindo a "Lula vergonha na cara".
A nova ocupação do local de votação de deputados distritais tem
prazo indeterminado segundo os coordenadores do protesto. Depois de
os integrantes do protesto terem chegado a quebrar a porta principal
do Câmara local e terem ferido um dos servidores da Polícia
Legislativa, o presidente interino da Câmara, deputado Cabo Patrício
(PT), determinou a instauração de inquérito para apurar as
responsabilidades pela quebra da porta principal da Casa
Legislativa. Até o momento, Arruda, que aparece em vídeo recebendo
maços de dinheiro, é alvo de quatro processos de impeachment, casos
que terão, em tese, de ser analisados pela própria Câmara local.
O "mensalão" do governo de José Roberto Arruda, cujos vídeos foram
divulgados neste fim de semana, é resultado das investigações da
operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio
de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o suposto
pagamento de propina a deputados da base aliada.
Em sua defesa, Arruda disse que toda a arrecadação de recursos está
devidamente registrada na Justiça Eleitoral e afirmou que recebeu
recursos apenas uma vez do então secretário de Relações
Institucionais, Durval Barbosa. O dinheiro, na versão do governador,
foi destinado à compra de panetones para famílias carentes.
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de
que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido
os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e
ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.
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