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O caso Isabella chega na reta final nesta
sexta feira
O julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina
Jatobá, no Fórum de Santana, na zona norte da capital paulista, deve
chegar ao final nesta sexta-feira. Depois de quatro dias de
depoimentos de testemunhas e dos réus, os jurados do Conselho de
Sentença estão próximos de dar seus veredictos e decidir o destino
do casal acusado de matar a menina Isabella em 2008.
O provável último dia do júri popular deve começar com a fase dos
debates entre defesa e acusação. Ministério Público, representado
pelo promotor Francisco Cembranelli, tem um prazo de uma hora e meia
e uma hora excedente (em um total de duas horas e meia). Defesa,
comandada pelo advogado Roberto Podval, tem o mesmo espaço. Se
houver necessidade, o promotor pode optar por uma réplica que pode
resultar em tréplica da defesa - cada uma com duração de cerca de
duas horas.
O tempo de debate pode ser prolongado ainda mais em função de acordo
entre as partes e dependendo da anuência do juiz. Após ser encerrada
a fase dos debates, o Conselho de Sentença (formado pelos sete
jurados) se reunirá na Sala Secreta com o magistrado, promotor e
advogados para a votação dos quesitos.
O veredicto - absolvição ou condenação - será proferido após a
apuração da votação secreta do Conselho de Sentença. Em seguida, o
juiz Maurício Fossen fará a leitura da decisão do júri no Plenário
e, caso Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sejam condenados,
estabelecerá a pena ao casal.
Nesta quinta-feira, os réus prestaram seus depoimentos por cerca de
dez horas, respondendo indagações do promotor Francisco Cembranelli
e do advogado de defesa Roberto Podval. Ambos choraram, se disseram
inocentes e acusaram a polícia de pressioná-los a confessar o crime
após a morte da menina.

O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do
prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna
Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008.
Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto
andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta
foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam
que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o
apartamento.
O júri popular do casal começou em 22 de março e deve durar cinco
dias. Pelo crime de homicídio, a pena é de no mínimo 12 anos de
prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras
de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e
tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o
homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena
superior à de Anna Carolina, caso os dois sejam condenados.
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