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Funcionários "fantasmas" no Brasil bate Record
O depoimento das irmãs Kelly e Kelriany Nascimento da Silva à
Polícia Legislativa do Senado durou mais de 8 horas nessa
quinta-feira. Em denúncia apresentada ao Ministério Público e à
imprensa, elas disseram que foram contratadas como funcionárias
fantasmas do gabinete do senador Efraim Maorais (DEM-PB) e que não
tinham conhecimento disso. O diretor da Polícia do Senado, Pedro
Ricardo Araújo Carvalho, disse que vai solicitar documentos para
confrontar com os depoimentos prestados.
A contratação teria sido feita pela funcionária Mônica da Conceição
Bicalho, assessora do senador. À imprensa, as irmãs disseram que
assinaram uma procuração para receberem uma bolsa de R$ 100 da
Universidade de Brasília. O documento teria sido entregue a Mônica e
mais uma amiga.
Quando tentaram abrir contas bancárias, as irmãs descobriram que
eram contratadas do gabinete, com salários de R$ 3,8 mil. Elas já
teriam até recebido uma promoção. Os recursos seriam movimentados,
sem o conhecimento delas, pela assessora de Efraim.
A Polícia Legislativa do Senado iniciou uma ocorrência para
averiguar os fatos, mas só deve abrir inquérito de investigação, se
for constatado que houve crime, disse Carvalho.
Ainda não foi definida uma data para ouvir Mônica na Polícia
Legislativa. Em nota, ela disse ter solicitado ao chefe de gabinete
do senador a contratação de ambas para realização de serviços
externos à Casa.
De acordo com Araújo, o caso só poderá ser encaminhado à
Corregedoria do Senado, cujo titular é o senador Romeu Tuma
(PTB-SP), caso o nome de Efraim seja citado e com a possível
abertura de inquérito.
Araújo disse ainda que não há motivos que justifiquem a acareação
entre as irmãs e Mônica Bicalho. Após a denúncia vir á tona, na
terça, o senador Efraim Morais solicitou a exoneração de ambas à
Diretoria Geral do Senado.
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