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Grupo pede "direitos humanos" a baleias e golfinhos
Baleias e golfinhos deveriam ter "direitos humanos" à vida e à
liberdade por causa das evidências cada vez maiores de inteligência,
afirmou neste domingo um grupo de ambientalistas e especialistas em
filosofia, direito e ética.

Japão, Noruega e Islândia se opõem ao argumento, que impediria a
caça ou mesmo a manutenção dos animais em parques marinhos. Os
países afirmam que não há provas de que as baleias e os golfinhos
sejam mais inteligentes que vacas ou porcos, por exemplo.
Segundo participantes de uma conferência na Universidade de
Helsinque, os mamíferos marinhos gigantes têm consciência similar à
humana, capacidade de comunicação e sociedades complexas, o que os
torna semelhantes aos grandes primatas.
"Nós afirmamos que todos os cetáceos, assim como as pessoas, têm
direito à vida, à liberdade e ao bem-estar", declararam após o
encontro de dois dias, organizado pela Sociedade de Conservação de
Baleias e Golfinhos.
Thomas White, diretor do Centro de Ética e Administração da
Universidade Loyola Marymount, na Califórnia, participou do encontro
e disse que golfinhos podem reconhecer a si mesmos em um espelho,
capacidade rara em mamíferos que os humanos só adquirem aos 18 meses
de idade.
"A caça às baleias é eticamente inaceitável", disse à Reuters. "Elas
têm um senso de si mesmas que nós achávamos que só os humanos
tinham".
Hal Whitehead, professor de biologia da Universidade a Dalhousie, no
Canadá, afirmou que há mais provas de que as baleias têm cultura
própria.
De acordo com ele, as baleias cachalote têm sonares tão poderosos
que poderiam ensurdecer permanentemente outras baleias que
estivessem próximas, caso fossem usados na potência máxima. Mas as
cachalotes não usam os sonares como armas, mostrando o que Whitehead
chamou de "senso de moralidade".
"É como um grupo de caçadores humanos armados", disse. "Há um claro
sentido de como o sonar pode ser usado".
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