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Bruno do flamengo, pode ser o mandante do crime do
caso 'Eliza'
O goleiro Bruno, do Flamengo, se apresentou por volta das 17h desta
quarta-feira na base da Divisão de Capturas Polinter-Andaraí, na
zona norte do Rio de Janeiro. O delegado Felipe Ettore afirmou que
vai ao encontro do jogador para levá-lo à Divisão de Homicídios (DH),
onde ele deve prestar depoimento ainda hoje. Segundo o delegado,
Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, também se
apresentou na Polinter.
Eles serão removidos para fazer exame de corpo de delito no
Instituto Médico Legal (IML) e depois, encaminhados à DH. Bruno
chegou acompanhado do advogado Michel Assef Filho, do chefe do Setor
de Investigações da Polinter, e da delegada Alessandra Wilke, da
Delegacia de Homicídios de Contagem, responsável pelo inquérito do
desaparecimento de Eliza Samudio, 25 anos, com quem teria um bebê de
4 meses.
De acordo com o delegado, Bruno é o mandante do sequestro de Eliza.
"Só o avanço das investigações vão dizer se o sequestro foi para
matar a jovem", disse. Segundo o delegado, Eliza foi levada para
Minas Gerais, onde foi estrangulada e morta. "A vítima foi
arrebatada e teve sua liberdade cerceada. Bruno se aproveitou
disso", afirmou.
Na madrugada desta quarta-feira, a Justiça acatou o pedido de prisão
temporária de cinco dias expedido contra o jogador.
O caso
Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído
do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano
passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para
dizer que estava grávida do goleiro e que ele a teria agredido para
que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez. Após
o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para provar a
suposta paternidade de Bruno.
No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que
Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte
no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na
Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas
confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na
propriedade.
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