| Noticias de
Destaque
Ministério publico investiga uso da verba de gabinete
de deputados
O Ministério Público de Alagoas apura supostas irregularidades no
uso da verba de gabinete pelos deputados estaduais. A investigação,
pedida pelo chefe do MP, Eduardo Tavares Mendes, é conduzida pela
Promotoria Coletiva da Fazenda Pública Estadual e pode gerar
processos de improbidade administrativa contra os parlamentares.
Em 2007, uma operação da Polícia Federal investigou o envolvimento
dos deputados estaduais alagoanos no desvio de R$ 300 milhões dos
cofres públicos. Há três anos, o mal uso da verba de gabinete acabou
em empréstimos fraudulentos e fraudes no INSS, flagradas em
documentos e grampos com autorização judicial, feitos pela PF em
conjunto com o Ministério Público Federal.
"O MP não pode ensarilhar suas armas. Como ficaria a instituição e a
magistratura no interior do País diante da prática de atos ímprobos
contra a administração dos municípios, infelizmente corriqueira, por
alguns gestores municipais e seus auxiliares?", diz Tavares Mendes.
As investigações estão sob sigilo. O parecer do chefe do MP,
autorizando a iinvestigação, foi publicado nesta segunda-feira, no
Diário Oficial do Estado.
Os deputados chegaram a questionar a ação do MP, antes da abertura
da ação de investigação. Alegavam o foro privilegiado. O Ministério
Público rejeitou os argumentos. "Esse é foro de quem é acusado de
crime de improbidade. A Lei da Improbidade Administrativa é o maior
diploma em defesa da coisa pública. Se for para oferecer tratamento
privilegiado a quem é suspeito de cometer crime, é melhor rasgar a
lei, que se notabilizou justamente por colocar todo acusado,
independentemente da sua ocupação, na vala comum. Pode ser uma
pessoa comum ou um ministro do STF. Todos são denunciados e
processados em primeira instância", disse.
A Assembleia Legislativa não se pronunciou sobre a abertura de
investigação.
Opine pela inteligência (
"PLANTE
UMA ÁRVORE NATIVA")
|