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índice de desempregados cresce 18,5% no Brasil
inteiro
O Brasil tinha cerca de 8,4 milhões de pessoas desocupadas em 2009.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD)
2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) e divulgada nesta quarta-feira, o número representa aumento
de 18,5% em relação ao registrado em 2008, quando havia pouco mais
de 7 milhões de brasileiros desocupados. Em 2004, o País tinha 8,2
milhões de pessoas ociosas.
Pelos dados da PME, a desocupação tinha ficado praticamente estável
entre 2008 e 2009. "A PME sinalizou bem o que aconteceu com a
ocupação e com o emprego com carteira, mas na desocupação não. O
comportamento real foi diferente", destacou Quintslr.
Os pesquisadores do IBGE avaliam que há vários fatores por trás
desse aumento da desocupação. "O fato da procura por trabalho
aumentar pode significar que a pessoa perdeu seu emprego na crise e
está tentando voltar; ela pode estar tentando recompor a perda
salarial da família ou porque a pessoa espera melhora do mercado no
futuro", disse Quintslr.
A taxa de desocupação estava concentrada na faixa etária entre 15 e
17 anos; e nas regiões Nordeste e Sudeste, onde 8,9% das pessoas
estavam ociosas. O Sul foi a localidade com menor índice de
desocupação, 6%.
"Os mais jovens são sempre os mais penalizados e, em mercados menos
estruturados como esses, é natural que com uma crise o efeito seja
maior", avaliou Cimar Pereira Azeredo.
Segundo o estudo, a estabilidade no contingente de ocupados,
associada ao crescimento de pessoas desocupadas, causou a elevação
da taxa de desocupação que passou de 7,1% em 2008, para 8,3%, em
2009. O índice estava em queda desde 2006.
No Brasil, 101,1 milhões de pessoas formavam a força de trabalho,
sendo que 91,7% estavam empregadas, de acordo com a Pnad.
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