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Ministério publico apura vídeo de suposto esquema de
propina nos 3 Poderes
O Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MP-MS)
informou, nesta terça-feira, que está investigando o envolvimento de
integrantes do órgão em um esquema de propina, relatado em um vídeo
disponibilizado na internet. Nas imagens, o primeiro secretário da
Assembleia Legislativa, deputado Ary Rigo (PSDB), detalha um suposto
esquema propina que envolveria o governador do Estado, André
Puccinelli (PMDB), além de desembargadores do Tribunal de Justiça e
membros do Ministério Público.
No vídeo que circula na internet, cuja gravação teria ocorrido no
dia 12 de junho de 2010, Ary diz que R$ 2 milhões eram devolvidos,
em dinheiro, ao "André", "900" aos desembargadores do Tribunal de
Justiça, e "300" para o Ministério Público. O dinheiro segundo a
gravação, seria da Assembleia. Ele afirma ainda que, por causa dos
cortes, iriam devolver agora R$ 6 milhões ao governo.
No vídeo, Rigo afirma ainda que mudanças na legislação dificultaram
a realização do esquema. "Lá na Assembleia, nenhum deputado ganhava
menos de R$ 120 mil. Agora, os deputados vão ter que se contentar
com 42".
A pessoa que fez a gravação, pergunta se a impossibilidade de dar
dinheiro ao Ministério Público não complicaria a situação do
prefeito da cidade de Dourados, Ari Valdecir Artuzi (sem partido),
preso por envolvimento na "máfia do palito", que desviava recursos
dos cofres públicos por meio de licitações superfaturadas e
direcionadas. Ele e mais 59 pessoas foram denunciadas pelo caso,
segundo investigações feitas pela Polícia Federal.
"O Ministério Público, o que tinha que fazer já fez, no passado.
Pediu a denúncia. Agora, se ele cometer alguma besteira agora, ai,
eles vão para cima. Porque eu não tenho mais como dar dinheiro",
porque "entrou uma turma nova".
O Ministério Público afirmou está apurando os fatos e que foram
"encaminhados documentos, CDs e DVDs decorrentes do monitoramento e
captação ambiental de áudio e vídeo, todos devidamente autorizados
judicialmente e realizados pela Polícia Federal, para o
Procurador-Geral da República, em razão da prerrogativa de foro de
algumas das autoridades citadas".
A corregedoria do Ministério Público instaurou procedimento para
apurar o suposto envolvimento de integrantes do órgão no esquema
citado no vídeo.
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