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O russo Vladimir Putin diz que tigres estão "próximos
da catástrofe"
Os últimos tigres do mundo estão "próximos da catástrofe", advertiu
nesta terça-feira o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, em uma
cúpula mundial que tenta salvar a espécie da extinção. Putin lembrou
que a população mundial de tigres diminuiu drasticamente no último
século. Atualmente, há apenas 3,2 mil exemplares deste felino, e seu
hábitat reduziu-se a 7% do que era há 100 anos.

"É um resultado deplorável, trágico", destacou Putin, que não
hesitou em citar Gandhi para concluir seu discurso: "Onde o tigre
está bem, todo mundo está bem".
"A situação do tigre está próxima da catástrofe", insistiu Putin, na
primeira cúpula mundial deste tema, organizada na Rússia, que reúne
os 13 países onde vivem indivíduos da espécie em estado selvagem.
O coração do problema está na Índia e na China. O subcontinente
indiano abriga metade dos tigres existentes, e representa 54% dos
casos documentados de caça ilegal. Os chineses, por sua vez, são os
principais consumidores de produtos derivados do animal, muito
utilizados pela medicina tradicional.
Os participantes da cúpula aprovaram nesta terça-feira uma
declaração, cujo objetivo é "dobrar o número (de tigres) até 2022".
"Colocamos o tigre na agenda da comunidade internacional", comemorou
Putin. "O mundo inteiro está disposto a somar esforços para
preservar estas criaturas mágicas", disse, por sua vez, a
primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina.
A cúpula de São Petersburgo, primeira reunião de chefes de Estado e
governo - com a participação de organizações internacionais - para
salvar uma espécie, deve ser concluída com o desbloqueio de US$ 350
milhões ao longo de cinco anos, para pôr em marcha um plano de ação
mundial.
O programa prevê a criação de um consórcio internacional para a
proteção do tigre, que reunirá a Interpol e as aduanas dos países
envolvidos.
Pelo menos 150 tigres são mortos por ano no mundo. O felino já
desapareceu por completo em áreas onde costumava ser abundante, como
no Cáucaso, na Ásia central, em Bali e Java.
"Esta cúpula é nossa última chance de salvar o tigre", alertou
Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial, que supervisiona o
financiamento de programas de proteção da espécie.
"Ninguém pode nos acusar de falar besteiras e dizer que chefes de
governo se reuniram apenas para falar de um gato grande", declarou
Putin.
"Ao falar hoje do destino do tigre, estamos nos ocupando de questões
vitais para toda a humanidade e seu futuro", concluiu o premier
russo, que controla pessoalmente o programa de preservação do tigre
na Rússia. O número de tigres no país aumentou na região
extremo-oriental em 50 anos, de aproximadamente 90 indivíduos para
cerca de 500.
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