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Sindicatos podem complicar o caos dos aeroportos com
greve
Os sindicatos nacionais dos Aeronautas e dos Aeroviários confirmaram
que irão iniciar, a partir desta quinta-feira, uma operação padrão
nos aeroportos de todo o País. A decisão foi tomada após uma reunião
nesta quarta-feira com as empresas aeroviárias, onde não houve
acordo sobre o reajuste das categorias e as exigências de melhoria
nas condições de trabalho.

Segundo a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma
Balbino, não houve acordo porque as empresas propuseram a mudança da
data-base das categorias de 1º de dezembro para 1º de abril, além de
propor reajuste seguindo a variação do Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (IPCA). "Nós exigimos 15% de reajuste nos salários, 30%
de aumento nos piso e R$ 300 de sexta básica", afirmou.
Selma Balbino disse que a operação padrão compreende em seguir
estritamente as regras dos manuais, sem acelerar os procedimentos.
Segundo ela, os funcionários não devem fazer horas-extras e não irão
aceitar mudanças nas escalas de trabalho. A presidente do sindicato
estima que as medidas devem provocar atrasos em torno de duas horas
na operação de um avião. "Um voo com escalas que levaria seis horas
para cumprir sua jornada, deverá levar nove horas", disse Selma.
O Sindicato das Empresas Aeroviárias informou, por meio de sua
assessoria, que por enquanto a operação é normal e que só vai tomar
medidas se for confirmado problemas aos usuários. De acordo com o
sindicato, "o diálogo entre as empresas e os empregados está aberto
e que uma nova reunião será realizada no dia 8 de dezembro".
A medida dos funcionários foi tomada no período em que as companhias
aéreas e a própria Infraero anunciaram uma operação especial para
evitar transtornos nos aeroportos nos períodos de final de ano e
férias.
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