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O mundo fica livre de mais
um ditador, Kadafi cai depois de 42 anos no poder
Poucas horas depois da tomada de Bab al-Aziziya, último baluarte do
governo do Kadafi em Trípoli, um representande dos rebeldes declarou
ser hora de "curar as feridas" das batalhas. "Agora, temos de nos
concentrar em reconstruir (o país) e em curar nossas feridas",
afirmou Mahmoud Jibril, porta-voz e um dos chefes do Conselho
Nacional de Transição (CNT), o órgão dos rebeldes que, há quase sete
meses, iniciaram uma revolução contra o ditador e coronel Muammar
Kadafi. As informações são da rede Al Jazeera.

Jibril considerou a tomada de Bab al-Aziziya, o complexo militar do
qual Kadafi comandou a repressão contra os rebeldes, uma grande
vitória, neste que foi o capítulo mais recente da invasão de
Trípoli, iniciada no último sábado, 20 de agosto. Kadafi, todavia,
não foi encontrado no complexo. A agência russa Interfax noticiou
ainda hoje que o coronel estaria em Trípoli, e ontem o Pentágono
afirmou não possuir informações de que Kadafi tivesse deixado a
Líbia.
"A transição começa imediatamente" para a construção de uma "nova
Líbia", anunciou Jibril. "Construímos agora uma nova Líbia, com
todos os líbios como irmãos por uma nação unida, civil e
democrática", acrescentou.
"Nós temos de ser transparentes para nossos cidadãos e para o
mundo", afirmou Jibril, em referência ao processo de formação de uma
nova era na Lìbia, que deve se iniciar nos próximos dias, além das
dúvidas que pairam no ar da capital. Além de Kadafi, cujo paradeiro
permanece um mistério, Saif al-Islam, o proeminente filho do
coronel, tem destino incerto depois de ter tido sua captura
noticiada pelp CNT e aparecer ulteriormente livre em Trípoli, em um
vídeo divulgado nas últimas 24h.
Falando de Doha, no Catar, Mahmoud Jibril adiantou que o CNT ainda
não tem planos imediatos para ser transferido à capital Trípoli.
Fundado em fevereiro, o Conselho Nacional de Transição se encontra
sediado em Benghazi, a chamada capital rebelde líbia, no leste do
país, a centenas de quilômetros de Trípoli.
Líbia: da guerra entre Kadafi e rebeldes à batalha por Trípoli
Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da
Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das
principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel
Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente,
no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu
a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas de leste a
oeste.
A violência dos confrontos gerou reação do Conselho de Segurança da
ONU, que, após uma série de medidas simbólicas, aprovou uma polêmica
intervenção internacional, atualmente liderada pela Otan, em nome da
proteção dos civis. No dia 20 de julho, após quase sete meses de
combates, bombardeios, avanços e recuos, os rebeldes iniciaram a
tomada de Trípoli, colocando Kadafi, seu governo e sua era em xeque.
Novo sistema de governo (inventado), é (Apolítico). Se
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