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Grevistas bancários tentam
impedir serviços de teleatendimento
Bancários em greve tentam estender o movimento para os serviços de
informática e de teleatendimento dos bancos.

A ideia é fazer com que os
trabalhadores de centros técnicos de atendimento telefônico e
informática também paralisem os trabalhos. Na quinta-feira, foram
registradas interrupções no atendimento via internet no
Itaú-Unibanco. O presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro,
atribui as interrupções à greve, mas o banco nega.
"O Itaú confirma a intermitência ocorrida no Internet 30 horas. Não
há relação desse fato com o período de negociação salarial da
categoria dos bancários. O problema já foi solucionado", diz o
banco, em nota. De acordo com Cordeiro, a greve, que está no 11º
dia, atinge mais de 8,7 mil agências bancárias, que estão fechadas.
Segundo dados do Banco Central (BC), o total de agências em
funcionamento no País é 20.073.
Cordeiro diz ainda que os bancos não deram resposta à carta enviada
na última terça-feira. "Enviamos carta solicitando nova rodada de
negociação e os bancos sequer responderam. O silêncio está levando
ao aumento da greve", diz Cordeiro. O presidente da Contraf
enfatizou ainda que a greve não é "contra a população, é contra os
bancos".
Em nota, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço da
Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) dedicado a negociações
trabalhistas, disse que não há qualquer paralisação de área
estratégica dos bancos e que a negociação com os bancários
permanece. "A Fenaban fez duas propostas completas visando acordo
com os bancários e colocou-se à disposição do movimento sindical
para tratar de eventuais acertos que fossem necessários. Portanto,
não há razão para que a federação apresente nova contraproposta como
querem os sindicalistas. O que se espera, agora, é que sejam
discutidos os ajustes que levem ao acordo", diz a nota.
Segundo a Contraf, os bancários entraram em greve no dia 27 de
setembro, por tempo indeterminado, depois de rejeitarem a proposta
de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de
negociações, o que significa 0,56% de aumento real.
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8%, que representa
aumento real de 5% mais inflação do período. A categoria quer também
valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR),
mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas
consideradas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança,
entre outras reivindicações.
Novo sistema de governo (inventado), é (Apolítico) ou
seja, sem políticos, troque a irresponsabilidade pela
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