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EUA
prometem "ações ambiciosas" em tratado climático da ONU
Os Estados Unidos prometeram na terça-feira "ações ambiciosas" como
parte de um novo tratado climático da ONU, e defenderam um aumento
expressivo na ajuda aos países em desenvolvimento. Washington apresentou
à ONU um documento delineando suas idéias para o tratado a ser definido
em dezembro em Copenhague. No mesmo texto, os EUA disseram que muitos
países deveriam estabelecer metas de médio prazo (para 2020) para a
redução dos gases do efeito estufa, e também metas de longo prazo, até
2050.
"Os Estados Unidos estão comprometidos em alcançar um acordo
internacional forte em Copenhague, com base em metas robustas e em ações
ambiciosas que serão incorporadas na lei doméstica dos EUA", diz o
documento.
O texto acrescenta que o compromisso dos EUA depende "de importantes
ações nacionais de todos os países com perfis significativos de emissões
no sentido de conter suas respectivas emissões".
A China recentemente superou os EUA como maior emissor global de
poluentes, e Rússia e Índia vêm a seguir. Mas as emissões per capita da
China, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, ainda
representam menos de um quarto das emissões de cada norte- americano.
Homem
terá apenas 25% da reserva fóssil para salvar clima
A humanidade só poderá consumir um quarto de suas conhecidas reservas de
energias fósseis (petróleo, gás e carvão) até 2050 se quiser limitar o
aquecimento global a 2°C no máximo, de acordo com um estudo publicado
nesta quarta-feira.
Uma equipe de pesquisadores do Reino Unido, da Suíça e da Alemanha, com
trabalhos foram publicados pela revista britânica Nature, tentou pela
primeira vez avaliar o volume de emissões de gases de efeito estufa que
pode ser lançado na atmosfera até a metade do século para manter um
aquecimento aceitável.
A comunidade internacional chegou
a um consenso sobre um máximo de 2°C suplementares em relação
aos níveis pré-industriais, mas para os pequenos países
insulares, ameaçados pela subida dos oceanos, seria necessário
limitar a elevação a 1,5°C.
"Se vocês realmente quiserem limitar o risco de exceder os 2° de
aquecimento global, o volume total de CO2 expelido na atmosfera
durante a primeira metade do século deve ficar abaixo dos 1.000
milhões de toneladas", explicou Malter Meinshausen, do Postdam
Institute for Climate Impact Reasearch. |
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Se não houver um acordo climático forte, os 2° suplementares terão sido
atingidos na primeira metade do século, alertaram os autores do estudo.
Se as emissões ultrapassarem 1,5 bilhão de toneladas de equivalente CO2
até 2050, a probabilidade de limitar o aquecimento a 2° será de apenas
25%, "independentemente das medidas tomadas depois" para limitar as
emissões, insistiu Meinshausen.
Segundo o estudo, as emissões mundiais têm de começar a diminuir já em
2020, e serem reduzidas em 70% até 2050. A meta do G8 é reduzir pela
metade as emissões mundiais até 2050.
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