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Invasão
de tarântulas assusta cidades australianas
Uma súbita invasão de tarântulas está assustando os moradores das
cidades de Bowen e Townsville, em Queensland, na Austrália. Os
aracnídeos, considerados a maior espécie de aranhas na Austrália e
conhecidos também como pela capacidade de caçar e comer pássaros,
costumam viver ao ar livre, mas estão entrando em casas e se instalando
principalmente nos banheiros.
Brendan Stent, da Associação de
Tarântulas da Austrália, disse em entrevista ao jornal
Townsville Bulletin que o número fora do comum dos animais
nessas cidades se deve a uma combinação das chuvas fora de época
com a temporada de acasalamento das aranhas.
Macho segue a fêmea
"As fêmeas se abrigam dentro das casas primeiro, e logo os
machos também vão. Não é comum ver tantas assim mas, devido às
chuvas, elas não sabem o que fazer, então entram para procurar
abrigo e comida". No entanto, Geiszler disse que as aranhas não
permanecem nas casas, pois estão sempre em movimento. |
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Apesar de não ser letal em humanos, o veneno da picada de tarântula pode
ameaçar a vida de cães e gatos. "As aranhas mais maduras podem atacar
(humanos) e, como resultado, causar vômito por algumas horas", disse
ela. Mesmo sendo comum em algumas cidades de Queensland, Geiszler disse
que as pessoas costumam se assustar ao vê-las devido à aparência
agressiva. "Nessa temporada, temos recebido bastante telefonemas para
retirá-las das casas."
Não apenas as tarântulas, mas todos os tipos de aranhas são consideradas
pestes na região. "Se alguém telefona, nós imediatamente vamos remover
as aranhas mas, infelizmente, as pessoas as matam antes, porque ficam
com medo".
"Nós sugerimos que as pessoas que trabalham em jardins usem luvas,
roupas e sapatos apropriados para prevenir qualquer mordida dos
aracnídeos", acrescentou.
ONU alerta para ameaça de redes fantasmas à vida marinha
Um relatório da ONU divulgado nesta semana afirma que redes e
equipamentos de pesca abandonados ou perdidos estão ameaçando a
população de peixes e outros animais marinhos. O relatório da
Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na
sigla em inglês) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma) afirma que o equipamento abandonado ou perdido constitui cerca
de 10% (640 mil t) dos resíduos marinhos.
O transporte comercial marítimo é o principal responsável pelo
abandono, perda ou descarte destes materiais em mar aberto. Nas
áreas costeiras, os principais responsáveis estão localizados em
terra.
O estudo feito pelas duas organizações da ONU afirma que o
problema está piorando devido ao aumento na escala de operações
de pesca no mundo e devido à introdução de equipamentos que alta
durabilidade, fabricados com materiais sintéticos.
O relatório afirma que entre os maiores impactos deste problema
estão a captura contínua de peixes, conhecida como "pesca
fantasma", e outros animais como tartarugas, aves e mamíferos
marinhos, que ficam presos e morrem nas redes.
Além disso, estes equipamentos também podem causar alterações do
ambiente e do solo marinho e o aumento dos riscos para
navegação, com acidentes ou danos a embarcações. |
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"A quantidade de equipamento de pesca que vai para o ambiente marinho
vai continuar se acumulando e os impactos nos ecossistemas marinhos vão
piorar se a comunidade internacional não tomar medidas eficazes para
resolver o problema (...). As estratégias para enfrentar o problema
devem abordar várias frentes, incluindo prevenção, diminuição e medidas
curativas", afirmou Ichiro Nomura, subdiretor geral de Pesca e
Agricultura da Fao.
Proibição
As redes de arrastão mal operadas eram as principais responsáveis pelos
danos da pesca fantasma, segundo as organizações da ONU, mas uma
proibição do seu uso em 1992 reduziu seu impacto negativo.
Atualmente as redes mais problemáticas são as que ficam ancoradas no
solo marinho e presas a flutuadores que ficam na superfície. Elas formam
uma parede vertical que pode medir entre 600 e 10 mil m de largura.
Se este tipo de rede é perdido ou abandonado, poderá continuar pescando
sem supervisão durante meses, às vezes anos, matando indiscriminadamente
peixes e outras espécies de animais.
As armadilhas também são responsáveis por parte da pesca fantasma, pois
muitas se perdem devido a furacões. Estima-se que, em um total de 500
mil armadilhas para caranguejos instaladas na baía de Chesapeake,
Estados Unidos, 150 mil são perdidas por ano, por exemplo.
"Existem muitos 'fantasmas no mecanismo do ambiente marinho' desde
sobrepesca e acidificação (...) ao aumento de 'zonas mortas', sem
oxigênio (...). O equipamento de pesca abandonado e perdido é parte
deste conjunto de problemas que devem ser enfrentados com urgência e em
conjunto se quisermos manter a produtividade de nossos oceanos e mares
para este e para as futuras gerações", afirmou Achim Steiner,
subsecretário da ONU e diretor executivo da Pnuma.
Soluções
O relatório da FAO/Pnuma também faz uma série de recomendações para
enfrentar o problema dos equipamentos perdidos ou descartados, como
incentivos financeiros para estimular pescadores a relatar perda de
equipamentos ou trazer equipamentos velhos ou danificados de volta à
terra.
As organizações também propõem o uso de rótulos de identificação nos
equipamentos e o uso de novas tecnologias para pesca como uso de imagens
do fundo do mar para ajudar na pesca, ao invés do uso de redes
verticais.
Também é possível melhorar os sistemas de coleta, descarte e reciclagem
dos equipamentos de pesca e melhorar o sistema de notificação de
equipamentos perdidos nos oceanos.
Segundo o estudo das organizações da ONU o total de resíduos lançados
nos oceanos, por ano, foi estimado em cerca de 6,4 milhões de toneladas
- desse montante, 5,6 milhões (ou 88%) vêm de barcos mercantes.
Estima-se também que cerca de 8 milhões de itens de lixo são jogados nos
ocanos e mares todos os dias, dos quais 5 milhões (63%) são resíduos
sólidos jogados ou perdidos por barcos.
Atualmente as estimativas afirmam que mais de 13 mil objetos de lixo
plástico estão flutuando em cada quilômetros quadrado de oceano.
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