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Mudança
climática ameaça alimento do camarão
Uma preocupação sobre a mudança climática é seu
potencial de atrapalhar o delicado sincronismo que
existe no interior de ecossistemas. Se temperaturas mais
quentes fizerem um pássaro migrar mais cedo na
primavera, por exemplo, ele pode chegar antes que haja
insetos suficientes para comer.
Usando dados de levantamentos oceânicos e satélites de
sensoriamento remoto, Peter Koeller, do Instituto
Bedford de Oceanografia, em Dartmouth, Nova Scotia, e
colegas revelaram um potencial semelhante de distúrbio
em um ecossistema marinho envolvendo o camarão ártico.
Em artigo na Science, os pesquisadores mostram que o
desenvolvimento e a eclosão dos ovos de camarão por todo
o Atlântico Norte coincidem com o florescimento
primaveril de fitoplâncton, do qual o camarão se
alimenta.
Eles descobriram que a temperatura no fundo do oceano,
que varia por latitude, determina a duração do período
de desenvolvimento e o momento da eclosão do camarão (de
cerca de seis meses em áreas mais quentes e dez meses em
localidades mais frias).
O momento de florescimento do fitoplâncton também varia,
de acordo com a quantidade de luz solar e a temperatura
da água mais próxima da superfície. Mas em todos os
lugares, no longo prazo, os ovos eclodem enquanto o
florescimento atinge seu ápice, proporcionando
abundância de alimentos para as larvas de camarão.
Não precisaria de muito para atrapalhar essa sincronia,
dizem os pesquisadores. Se a temperatura da superfície
do mar aumentar com o tempo (de acordo com o aumento da
temperatura atmosférica), o florescimento pode acontecer
antes. De forma semelhante, se a temperatura do fundo
mudar, os ovos eclodiriam mais cedo ou mais tarde, antes
do completo florescimento de fitoplâncton.
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