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Desmatamento na África é 4 vezes a média mundial, dizem
ONGs
As florestas da África estão desaparecendo a um ritmo
quatro vezes maior do que a média mundial, de acordo com
um relatório de uma coalizão de ONGs, a Rights and
Resources Initiative (RRI). O relatório, intitulado
"Tropical Forest Tenure Assessment: Trends, Challenges
and Opportunities", diz que mudanças no regime de
propriedade poderiam ajudar a interromper o
desmatamento, tornar mais lentas as mudanças climáticas
e aliviar a pobreza.
Menos de 2% das florestas da África estão sob controle
de comunidades, em comparação a cerca de 30% na América
Latina e Ásia, disse a organização, que trabalha para
aumentar o controle comunitário sobre florestas em
várias partes do mundo. O estudo foi apresentado na
capital de Camarões, Iaundê, durante uma conferência de
representantes de comunidades de florestas da África,
América Latina e Ásia.
Progresso lento
Os autores compararam a distribuição das terras em 39
países tropicais onde estão situados 96% das florestas
tropicais do planeta. Eles verificaram que cidadãos
africanos têm muito menos controle sobre as florestas
que habitam do que os povos de outras regiões tropicais.
Vários países africanos introduziram ou fizeram emendas
em leis para fortalecer os direitos das comunidades
sobre a terra - entre eles Angola, Camarões, República
Democrática do Congo, Gâmbia, Moçambique, Níger, Sudão e
Tanzânia. Entretanto, o relatório pede que essas nações
"acelerem o processo".
"Apenas reconhecer os direitos locais sobre a terra não
resolve todos os problemas", disse Andy White,
coordenador da RRI. "Os governos precisam em seguida
apoiar o gerenciamento local e empresas." "Há alguns
países que reconheceram direitos locais sobre a terra,
mas o governo ainda controla a floresta e dá concessões
a madeireiras - levando a mais degradação e corrupção."
O desmatamento para fins agrícolas e a atividade das
madeireiras são responsáveis por um terço das emissões
de carbono de alguns desses países.
Camarões
Pagamentos pela redução do desmatamento seriam uma fonte
potencial de renda nas áreas florestais. Mas os autores
argumentam que, sem uma reforma no regime de
propriedade, esses possíveis benefícios vão continuar
inatingíveis.
Camarões, em particular, negociou um pacto bilateral,
conhecido como Acordo de Parceria Voluntário (VPA, na
sigla em inglês), com a União Europeia. O acordo vai
ajudar a garantir que produtos em madeira exportados de
Camarões para a União Europeia não contenham madeira
extraída de forma ilegal e tenham origem em florestas
gerenciadas que beneficiem comunidade locais.
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