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Espécies
de água doce são as mais ameaçadas de extinção
Animais e plantas vivendo em rios e lagos são os mais
ameaçados da Terra, devido ao colapso de ecossistemas,
afirmaram cientistas neste domingo. Eles pediram a
criação de uma nova parceria entre governo e a
comunidade científica para ajudar a combater extinções
causadas pela poluição, aumento de cidades e a expansão
da agricultura para alimentar a crescente população, o
aquecimento global e espécies invasoras.

Bilhões de peixes morrem por agrotóxicos
e outros produtos quimico de industria e esgotos das
cidades. Até quando a natureza sobreviverá a estas
agressões.
Governos de todo mundo haviam firmado um acordo para
redução da extinção de todas as espécies até 2010,
durante a cúpula de 2002, em Johanesburgo.
"Mau gerenciamento e a crescente necessidade dos homens
por água estão levando ecossistemas de água doce ao
colapso, tornando as espécies de água doce as mais
ameaçadas da Terra", afirmaram os representantes de um
grupo de especialistas em biodiversidade, o Diversitas.
As taxas de extinção de espécies em água doce são "de
quatro a seis vezes mais altas do que em habitats
marinhos ou terrestres." Peixes, sapos, crocodilos e
tartarugas estão entre as espécies de água doce
ameaçados.
"A meta de 2010 não será atingida", disse Hal Mooney,
professor da Universidade de Stanford e presidente da
Diversitas.
Diversitas vai se reunir com mais de 600 especialistas
na Cidade do Cabo, na África do Sul, entre 13 e 16 de
outubro, para discutir maneiras de proteger a
biodiversidade.
Líderes do mundo todo concordaram durante a Cúpula de
Johanesburgo em 2002 em conseguir uma "redução
significativa na atual taxa de perda de diversidade
biológica."
No entanto, "mudanças em ecossistemas e perda de
biodiversidade continuam a acelerar... Taxas de espécies
em extinção estão ao menos 100 vezes maiores do que na
era pré-humana e devem continuar a aumentar", disse
Georgina Mace, do Imperial College de Londres e
vice-presidente do Diversitas, em um comunicado.
Barragens, irrigação e mudanças climáticas que devem
perturbar o ciclo de chuvas estão prejudicando habitats
de água doce. Canais permitem que plantas, peixes e
outras espécies e doenças cheguem a novas regiões.
Até 2025, alguns especialistas prevêem que nem um único
rio chinês vai chegar ao mar exceto durante enchentes,
com efeitos tremendos para a indústria de peixes da
China, disse a Diversitas.
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