|
Biocombustíveis também apresentam risco ambiental
Os biocombustíveis não estão contabilizados no Protocolo
de Kyoto e outros textos legislativos sobre o clima,
apesar de contribuirem para as emissões de gases de
efeito estufa ao incentivar principalmente o
desmatamento, afirma um estudo publicado nesta
quinta-feira pela revista Science.

O espaço que a cana de açucar precisa
para sustentar a demanda para o alcool é enorme e a
destruição do eco-sistema pode tornar-se inviável seu
plantio em larga escala devido aos efeitos nocivo do
aquecimento global que a queima de produtos fóssil
causou ao planeta.
Nenhum grande país leva em conta atualmente as emissões
de dióxido de carbono (CO2) provenientes das mudanças do
uso das terras de cultivo vinculado aos programas de
produção de biocombustíveis destinados a reduzir o uso
de energias fósseis, afirmam os pesquisadores.
O Protocolo de Kyoto, o sistema de mercado de direitos
de emissões carbônicas da União Europeia e o projeto de
lei sobre o clima adotado recentemente pela Câmara de
Representantes dos Estados Unidos não contabilizam as
emissões de CO2 provenientes da produção de
biocombustíveis, qualquer que seja a origem da biomassa,
segundo os pesquisadores.
Mas um modelo informático utilizado pelos cientistas
integrando toda uma gama de variáveis mostra que "os
diferentes modos de utilização de terras dentro dos
programas intensivos para produzir biocombustíveis podem
conduzir a importantes emissões CO2", segundo o
principal autor do estudo, Jerry Melillo, do Marine
Biological Laboratory, um organismo privado de pesquisa
sem fins lucrativos.
Opine pela inteligência (
"PLANTE UMA ÁRVORE
NATIVA")
|