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Plano para floresta precisa de verba para salvar
espécies
Um esquema da ONU para reduzir as emissões causadas pela
destruição das florestas nos países pobres pode apressar
a extinção de algumas espécies se não contiver
mecanismos para disseminar os investimentos em muitos
países, segundo um estudo divulgado na sexta-feira. A
ONU quer que o esquema de Redução de Emissões pelo
Desmatamento e Degradação (REDD, na sigla em inglês)
seja incluído em um acordo mais amplo para o combate à
mudança climática, de modo a recompensar com dinheiro os
países pobres que preservarem suas florestas.
O desmatamento está entre as principais fontes humanas
de emissões dos gases-estufa. Vivas, as florestas
absorvem o carbono da atmosfera; degradas, elas liberam
esse material. Mas Oscar Venter, da Universidade de
Queensland (Austrália), e seus colegas apontam o risco
de os investidores priorizarem a preservação de
florestas que tenham uma melhor relação custo-benefício
na redução das emissões de carbono, como a Amazônia
brasileira.
Tal concentração de verbas deixaria ainda mais
vulneráveis áreas ricas em espécies, como Madagáscar,
Indonésia e Filipinas. "O estudo revela que, se os
pagamentos pelo carbono (não emitido) se focarem muito
estreitamente no carbono e ignorarem a biodiversidade
ameaçada, o comércio de carbono sozinho não bastará para
afastar as extinções de larga escala de espécies
tropicais", disse o coautor Kerrie Wilson.
O estudo, publicado na revista Science, diz que quantias
relativamente pequenas poderiam ajudar a salvar espécies
em áreas financeiramente menos atraentes. Venter afirmou
que qualquer modelo final do REDD, que será discutido
por negociadores durante a cúpula climática da semana
que vem em Copenhague, deve assegurar a proteção da
biodiversidade.
"Recebemos toneladas de serviços da natureza - filtragem
da água, retenção de sedimentos, redução de incêndios,
ar limpo. São coisas gratuitas. Se você começa a erodir
a biodiversidade que fornece esses serviços, todas essas
coisas, a estabilidade dos seus campos cultiváveis, a
limpeza dos seus rios, tudo irá começar a desaparecer".
Recompensa por risco de carbono
Venter e seus colegas usaram um complexo modelo que
examina as taxas habituais de desmatamento em 68 países
em desenvolvimento entre 2006 e 2015. Concluíram que, se
o desmatamento puder ser reduzido em 20%, o
financiamento para um esquema REDD, com relação
custo-benefício positiva, seria gasto em oito países.
A maior parte do investimento iria para a América do
Sul, particularmente o Brasil. Nada iria para a Ásia, já
que o deslocamento de grandes cultivos de dendê e outros
produtos encareceria os projetos REDD. Um financiamento
para a redução do desmatamento em 40% já permitiria
investimentos em 20 países - outra vez majoritariamente
na América do Sul.
OBS: Se Obama parasse de pensar em guerra, 100 bilhões
de dólares já estariam disponível, o problema é que
todos os político mundiais não estão dispostos a ajudar
o planeta.
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