|
Americanos jogam produtos químicos mais perigosos que
petróleo no mar à 21 dias
Com o petróleo continuando a se despejar de um poço de
alta profundidade, eles aspergiram mais de 600 mil l de
agentes químicos de dispersão na superfície da água, e
outros 20 mil l foram injetados diretamente no local do
vazamento, a 1,6 mil m de profundidade.
John Curry, diretor de assuntos externos da BP, informou
que a companhia estava se sentindo encorajada com os
resultados obtidos até o momento, mas alguns grupos
ambientais estão preocupados.

A mais de 21 dias, jorrando veneno no
mar sem solução. Brasil continua a procura pelo 'óleo
negro da morte'. "Os poderosos", estúpidos e insano
acreditam que destruindo o planeta por dinheiro, vale a
pena. Existe dezenas de outras soluções sem precisar de
algo tão mortal, mas a ganância os deixou cego, os
políticos brasileiros seguem o mesmo caminho.
"Compreendo que essa é a única coisa que eles podem
fazer", disse Paul Orr, da organização ecológica Lower
Mississipi Riverkeeper. "Mas acredito que seja vital,
posteriormente, monitorar o que está acontecendo com a
vida marinha, bem como a presença de petróleo no piso do
oceano e seu efeito sobre os leitos de ostras".
Mesmo nos melhores casos, os agentes de dispersão são
aplicados como resultado de uma estratégia que pode ser
definida como de dupla perda. Os cientistas calculam que
é melhor ter o oceano ocupado por uma baixa concentração
de agentes químicos de dispersão - eles mesmos
moderadamente venenosos - do que ter presença densa de
petróleo na superfície ou chegando à costa, onde ele
pode prejudicar a fauna e a flora.
Embora a maioria dos ambientalistas apoie a aplicação
dos agentes de dispersão como um mal necessário para
limitar os danos, alguns vêm criticando a norma setorial
que proíbe a divulgação de sua composição química. O
segredo quanto à mistura exata torna mais difícil
avaliar os riscos com relação aos ecossistemas marinhos
e determinar que efeitos colaterais devem ser buscados
ao final da crise.
Além disso, os agentes de dispersão aplicados até agora,
de uma linha de produtos chamada Corexit, tiveram sua
aprovação rescindida no Reino Unido uma década atrás
porque testes de laboratório constataram que eles
prejudicam a vida marinha que habita costas rochosas,
disse Mark Kirby, assessor científico do governo
britânico quanto aos testes, uso e aprovação das opções
de tratamento do derramamento de petróleo.
Mas Kirby acrescentou que as constatações poderiam ter
pouca ou nenhuma relevância para a atual situação, na
qual o produto está sendo aplicado em mar aberto. Embora
o Corexit tenha sido reprovado no teste britânico de
segurança costeira, foi aprovado para uso em mar aberto,
disse Kirby. (O agente de dispersão teve de passar por
ambos os testes em águas britânicas).
Ainda assim, enquanto as moléculas dos 600 mil l de
agentes de dispersão se combinam à água da Deepwater
Horizon, a plataforma petroleira que explodiu em 20 de
abril, e se espalham pelo golfo, algumas organizações
ecológicas estão lutando por mais informações sobre a
composição dos produtos. Esse volume de agentes de
dispersão é maior do que o estoque completo mantido por
nações produtoras de petróleo como a Noruega.
"Nós voamos até lá e vimos a BP aspergindo o agente em
toda parte", disse Frederic Hauge, diretor do Bellona,
um grupo ambientalista sediado em Oslo. "Merecemos saber
qual é sua composição".
Ainda que a Nalco Company, que fabrica os agentes de
dispersão Corexit, tenha postado cópias da documentação
de segurança de dois de seus produtos online, na
quarta-feira, certos ingredientes são definidos como
"propriedade exclusiva".
Os documentos, com 10 páginas de extensão, discorrem
detalhadamente sobre os compostos, que precisam ser
manipulados com grande cuidado em sua forma original e
não devem entrar em contato com a pele, além de poderem
causar danos pulmonares.
"É como qualquer outro produto", disse Charlie Pajor,
gerente sênior da companhia, sediada no Estado de
Illinois. "Nós os desenvolvemos e estamos protegendo
nossos segredos comerciais".
Pajor anunciou que a produção dos agentes foi ampliada
no final de semana, porque os estoques que a empresa
mantém são, em geral baixos; os produtos Corexit em
geral são usados em volume muito menor, para combater
derramamentos muito menores, ele acrescentou.
Pajor ainda disse que não se recordava de uso do produto
em escala semelhante à atual.
Quando usados em mar aberto, os produtos criam uma nuvem
tóxica na área imediata que pode ser perigosa para a
fauna marinha local, concordam os cientistas.
Alguns países proíbem seu uso porque seus efeitos de
longo prazo são em certa medida indeterminados, e muitos
requerem aprovação prévia das autoridades nacionais
antes do uso.
Estão tentando conter um desastre com outro pior, sem
conhecimento do que ocorrerá no futuro.
Opine pela inteligência (
"PLANTE
UMA ÁRVORE NATIVA")
|