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Estados unidos, continua "jogar"
petróleo no mar, à quase 90 dias
O petróleo no mar tem que parar ou todas as espécie
marinha serão extinta, agora os ambientalista tentam em
vão salvar o pouco que resta em operações desesperada,
diante da incompetência do governo Americano em conter o
maior desastre ecológico causado pelo homem.

Veja o petróleo flutuando acima, estamos
acelerando a destruição do planeta e nossa própria
extinção, "nada" parece conter a ganância e estupidez
dos humanos, ignorando sua própria vida.
Uma das maiores operações para salvar tartarugas
marinhas da história será realizada nos próximos dias no
Golfo do México, com a retirada de 70 mil ovos destes
animais de praias sujas de petróleo na Flórida e no
Alabama, informaram as autoridades.
Para evitar que as crias se contaminem ao nascer com o
petróleo das praias, os ovos serão transportados em
caminhões de uma conhecida empresa de correio privado
mil km até a região de Cabo Cañaveral, no Atlântico, e
colocados em um depósito para ser incubados sob
condições similares às de um ninho na areia, informaram
funcionários de entidades ambientais.
"O período de incubação dura entre 50 e 60 dias e quando
estiverem no ponto de eclosão, os ovos serão levados às
praias do centro-leste da Flórida durante a noite para
que (as tartaruguinhas) possam entrar no mar", disse
Patricia Behnke, encarregada de conservação de espécies
de hábitat na Comissão de Conservação da Vida Silvestre
da Flórida (FWC).
As praias da Flórida reúnem a maior concentração de
ninhos de tartaruga dos Estados Unidos. As tartarugas
dão cria entre abril e setembro, e um grande número de
ninhos fica na região noroeste deste estado do sul dos
EUA, alcançada pelo gigantesco vazamento de petróleo da
companhia petrolífera britânica BP.
"Há 700 ninhos de tartaruga na Flórida e a área afetada,
e o número de ovos em cada um está entre os 100 e os
128", disse Behnke, elevando o total de crias resgatadas
eventualmente para 70 mil. "Um plano como este não tem
absolutamente nenhum precedente e é algo que os
cientistas não queriam nunca ter que fazer", mas "as
crias enfrentariam um alto risco e muito provavelmente
não sobreviveriam" ao contato com o petróleo, disse a
agente.
O plano de coleta de ovos de tartarugas, que se realiza
escavando na areia praticamente com as mãos para não
danificá-los, estará em pleno funcionamento em meados de
julho e que se estenderá por quatro meses, explicou.
"Temos pessoas que trabalham como voluntários e vão
diariamente muito cedo à praia pra revisar os ninhos e
qualquer que seja o número de ovos, os colocam" em um
recipiente especialmente acondicionado com areia e
outros elementos de proteção, na qual são transportados
fora da área, informou.
Trabalham na operação de salvamento, além da FWC, o
Serviço federal de Pesca e Vida Silvestre (USFWS) e a
agência oceânica e meteorológica americana (NOAA).
A NOAA admitiu, por sua vez, que a maciça operação não é
odeal porque muitos ovos poderiam sofrer danos por falta
de condições adequadas, mas afirmou que não fazê-lo
poderia implicar em perder quase uma geração inteira -
quase todos os filhotes de tartarugas marinhas deste ano
- na região norte do Golfo.
O maior número de tartarugas resgatadas corresponderá à
espécie tartaruga-cabeçuda, a maior tartaruga marinha de
casco duro do mundo, que na idade adulta alcança mais de
80 kg.
Grupos de proteção de animais disseram esta semana que
430 tartarugas, algumas delas de espécies em risco de
extinção, morreram até o momento por causa do vazamento
de petróleo da BP, iniciado em 20 de abril, e que se
tornou o maior desastre ecológico da história dos
Estados Unidos.
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